VLT: faltou planejamento!

VLT: faltou planejamento!

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é por exemplo, uma grande preocupação.
O Rio de Janeiro está a poucos dias dos Jogos Olímpicos. A prefeitura tem feito grandes intervenções na cidade, mas sem os cuidados necessários na rotina dos cariocas.
É lamentável que um projeto tão inteligente e bonito esteja sob uma tempestade de notícias ruins, incluindo o adiamento de sua inauguração, de 22 de maio para 5 de junho.
A falta de planejamento (de segurança de pedestres e usuários) é apenas a ponta do problema que está  por vir. O sistema utilizado no Rio para a circulação dos trenzinhos é o chamado de Alimentação pelo Solo (APS – fornecimento de energia para as composições através dos trilhos), usado em outros países com sucesso.
No entanto, a drenagem aqui é falha. Resultado: quando chove, a água toma conta do trajeto. O risco de choque elétrico é quase nenhum. Mas toda vez que houver um alagamento, o VLT vai parar de funcionar porque o escoamento é ineficiente.
Ou seja: a prefeitura investiu R$ 1,5 bilhão em um projeto que, ao chover, interromperá a circulação. A consequência do descaso segue o modelo da velha política de entregar tudo às pressas, a toque de caixa. Acabaram com os setores de obras e de fiscalização da prefeitura. Terceirizaram tudo ao longo da gestão do atual prefeito Eduardo Paes e do PMDB. Agora, o VLT não andará quando a rua estiver alagada. Os próprios moradores filmaram e fotografaram os alagamentos nos trilhos.
A solução era bem simples: ter feito o sistema de drenagem adequado para uma obra dessa importância à população. Ninguém pensou nisso!
O próximo prefeito vai ter que lidar com esses contratempos e refazer algumas obras para o bem e a segurança dos cidadãos.
Na prática, os problemas com o VLT já começaram a aparecer. No primeiro dia útil de seu funcionamento, por exemplo a composição parou após uma pane elétrica quando seguia em direção ao Aeroporto Santos Dumont. A população que circula pelo Centro da cidade reclama do canteiro de obras na região – principalmente no trecho entre a Central e a Praça XV –  local da segunda etapa de implantação do VLT e prevista para operar no segundo semestre, após os Jogos Olímpicos.
Recentemente, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública para que a prefeitura, o consórcio responsável pelo VLT e a CET-Rio só iniciem as operações regulares depois que se cumpra uma série de determinações para acabar com  os riscos. Foi uma medida louvável! O MP requereu, entre outras coisas, a apresentação em juízo de todos os documentos  técnicos referentes à sinalização no trajeto dos futuros trechos de operação. A ação teve como base documentos e depoimentos colhidos em inquérito civil para investigar os impactos urbanístico e ambiental decorrentes da instalação do VLT. Ficou comprovado o descumprimento de obrigações contratuais, legais e de fiscalização.
Especialistas em transportes, como o professor do Departamento de Engenharia Industrial da PUC José Eugenio Leal, já alertaram sobre atropelamentos e colisões com carros em cruzamentos. No entanto, a prefeitura contrariou as recomendações do MP-RJ, que avalia a sinalização instalada inadequada e com riscos aos pedestres, motoristas e usuários, e  inaugurou o VLT.
Desde que iniciou as suas operações, o transporte é alvo de algumas reclamações de populares como falta de sinalização, do sinal sonoro baixo e de pouca informação sobre a circulação do vagão que conta com a presença de batedores para a escolta do novo transporte público.
Diferente do que a prefeitura afirmou toda a extensão do VLT de 26 quilômetros, não será inaugurada até a Olimpíada.
O VLT é arrojado, moderno, mas a prefeitura o jogou em um ambiente inseguro. O projeto é uma opção mais barata que o metrô. Muitas cidades estão optando por essa alternativa com o objetivo de retirar os carros das ruas e, assim, minimizar  o trânsito já caótico.
A mobilidade, com o direito de ir e vir, é fundamental para qualquer cidade. O prefeito não pode, simplesmente, lavar as mãos em nome da publicidade e da irresponsabilidade.

É ano de eleger o novo prefeito do Rio.

É ano de eleger o novo prefeito do Rio.

Você se sente seguro nas ruas do Rio ? Os hospitais funcionam bem? Tem vaga em creches públicas para seus filhos? As escolas preparam seus filhos com qualidade para terem emprego e renda de bom nível? Os ônibus têm conforto? Ar condicionado? São pontuais? As calçadas, praças, praias, lagoas e parques são limpos? Bem cuidados? Você concordou com o abusivo aumento de IPTU em algumas regiões da Cidade? Muitas obras foram feitas nesse período. Mas a atenção com as pessoas ficou em segundo plano. Basta precisar de uma consulta ou exames médicos para constatar que serviços são de péssima qualidade. O próximo prefeito do Rio precisa ter experiência política, ser um gestor experiente para recuperar as finanças da prefeitura, motivar seus servidores, cuidar do que foi feito, concluir as obras paradas e botar para funcionar o que não está funcionando.

Mobilidade Urbana

Mobilidade Urbana

Mobilidade Urbana Gostei de andar de bicicleta pela ciclovia da Niemeyer. Uma boa iniciativa para passear e evitar engarrafamentos. Entretanto, a obra interrompeu a linda vista que tínhamos do mar ao passar pela Avenida. A beleza natural do Rio é um ativo a ser apreciado e protegido. Além de atrapalhar a vista, corre-se o risco de pouco uso, pois como informa apesquisa feita pela Organização Rio Como Vamos, os ciclistas se sentem inseguros nas ciclovias. Defendo que a prefeitura priorize e invista na segurança na cidade. Há soluções simples e muita tecnologia disponível para isso. Basta vontade política!

Diga não a CPMF

Diga não a CPMF

Para protestar contra a volta da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), assinei o manifesto no site do movimento Não Vou Pagar o Pato.
Vamos fazer parte dessa campanha pela redução da alta carga tributária brasileira. Diga não a CPMF! Ressuscitar esse famigerado imposto do cheque é um despropósito regressivo. É inadmissível aceitar o governo onerar o bolso do brasileiro com mais tributos para resolver a crise financeira do País. O contribuinte brasileiro tem umaelevada carga tributária, paga tantos impostos e não tem a contrapartida em serviços do Estado. Os serviços públicos de segurança, educação e saúde são de péssima qualidade. A CPMF foi criada em 2010 para resolver o problema da saúde, mas não foi isso que ocorreu por falta de verbas, mas por má gestão dos recursos. É preciso melhorar o gerenciamento das verbas disponíveis, e não taxar fortemente os trabalhadores e, principalmente, as pessoas de baixa renda. A população e a cadeia produtiva estão saturadas e não aguentam mais pagar tantos impostos. E para piorar ainda existe a crise econômica no Brasil, aumentando o desemprego e a desesperança da sociedade. A volta da CPMF
agravará essa situação, porque vai prejudicar ainda mais o mercado financeiro desencadeando uma série de aumentos. No Congresso Nacional continuarei atuando contra a aprovação da CPMF. Enquanto o governo não equilibrar o orçamento para evitar desperdícios dos recursos disponíveis, a redução de gastos e o combate a corrupção, não poderá exigir que a sociedade pague pelo ajuste das contas públicas. É preciso respeito com o trabalhador e o setor produtivo. Basta de imposto!