Nota de esclarecimento

Nota de esclarecimento

Votei por não concordar que agentes públicos possam usar a autoridade acima de qualquer limite

Com justos motivos, a sociedade perdeu a paciência com os políticos. Eu mesmo me sinto mal com as circunstâncias. Mas o Brasil precisava passar por elas. Eu poderia ter seguido a profissão dos meus pais e irmãos, muito bem-sucedidos. Poderia também ter me dedicado, exclusivamente, à advocacia, onde tive boas experiências profissionais. Contudo, tenho a política como vocação e vejo o quanto a corrupção dilui a política.

Fui vereador três mandatos, subprefeito e secretário municipal no Rio de Janeiro. Estou no segundo mandato de deputado federal e poderia estar no terceiro, pois optei pelo risco de ficar sem mandato quando aceitei ser candidato a vice-presidente da República na chapa de José Serra, em 2010. Entrei na luta para evitar que o PT continuasse no governo. E, francamente, se tivéssemos vencido a Dilma naquela eleição, a história do Brasil seria outra.

Em 2014, voltei a me candidatar para a Câmara dos Deputados. Vi o que fez o PMDB no Rio e o risco imenso que a cidade corria se repetisse o modelo criado no governo do estado. Então, sai candidato a prefeito neste ano. Não venci, mas não fugi à responsabilidade de escolher, no segundo turno, o candidato que eu acredito seria melhor para a cidade.

Apoiei o impeachment e votei por ele. Quando o Ministério Público Federal apresentou ao Brasil as 10 Medidas Contra a Corrupção, eu endossei e, com receio do que poderia o então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, fazer com elas, transformei-as em projetos de lei para cercá-las com a segurança de que seriam debatidas e votadas. Verifiquei que precisavam de alterações para não ferir as cláusulas pétreas. Não se poderia autorizar, por exemplo, o uso de provas ilegítimas nas investigações.

As matérias foram ao plenário e, por decisão do atual presidente da Câmara e dos líderes, como se faz normalmente, se fez a pauta de votações e ela transcorreu na madrugada. Votei-as com a minha consciência e os meus votos foram todos no sentido de aprovar as medidas, conforme está provado.

No conjunto, veio a proposta que reconhece e pune o abuso de autoridade dos membros do Ministério Público e do Judiciário. Votei porque não posso concordar que agentes públicos possam, livremente, usar a autoridade acima de qualquer limite. Não só com relação ao Congresso, mas com relação a todas as pessoas. E com um ponto importante a ressaltar: quem julgará os crimes de abuso dos membros do Ministério Público e do Judiciário será o próprio Judiciário instruído pelo Ministério Público.

Ao contrário do que dizem e tentam afirmar, eu não votei na madrugada para aproveitar que as atenções do Brasil estavam no acidente do avião dos jogadores da Chapecoense. E tenho certeza que não foi essa a intenção de muitos que votaram. Também não votei para me livrar da Justiça porque nada me coloca no caminho dela.

One comment

  • aldinez

    By aldinez

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    Indio.da costa.eu Li.confió en tudo q vc ta fazendo.e no próximo mandatos vou Volta em vc quantas vezes for necesario.eu vejo dentro de mim q vc e una Pessoa.onesta e integra.e tanto q Eu fiz 10 amigo meus volta em vc.pq eles n sabia em q volta.falei muito bem de vc.quando eu mim retráteis.sobre minha resposta.e q eu estou cansada disso tudo.ex muitas gentes sem trabalho sem educação as pessoas morrendo pq n tem um hospital.q preste.etc os cara fica. Preso mais a crise continua cade os dinheiro q esses cara robar.eu sou sua FA de vdd

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