Educação profissional: caminho mais curto para o mercado

Educação profissional: caminho mais curto para o mercado

Qualificar o mercado significa gerar mais empregos e recursos financeiros            

Sempre enxerguei a educação como prioridade de qualquer governo. Ela é fator crítico para o desenvolvimento econômico, político e social e possibilita as pessoas saírem da pobreza, participarem da sociedade, do mercado de trabalho e, como consequência, formarem suas famílias com mais oportunidades.

O Brasil tem hoje, segundo o IBGE, mais de 12 milhões de desempregados. Um excelente caminho para retornar ao mercado de trabalho é se profissionalizar em cursos de qualificação. Eles são mais acessíveis à população, uma vez que muitos desses cursos independem de uma escolaridade prévia para sua realização.

A questão é que, de acordo com uma pesquisa de 2014 divulgada esta semana pelo IBGE, mais de 40 milhões de pessoas gostariam de fazer qualificação profissional, mas apenas 3,4 milhões frequentavam esse tipo de curso. Se há demanda, por que os números são tão baixos? As duas principais causas apontadas no estudo são dificuldades financeiras e no cumprimento do horário.

É preciso atualizar os métodos de incentivo e ensino. A qualificação profissional deve ser estimulada principalmente entre os jovens – fase em que há mais tempo livre para o desenvolvimento acadêmico – mas apenas 9% dos estudantes de nível médio frequentam curso técnico.

Estes cursos possibilitam a entrada mais rápida no mercado de trabalho – a duração média do curso é de um ano e meio – e, em muitos casos, há mais oferta de empregos e estágios para estes profissionais do que para recém-formados em ensino superior.

Durante minha campanha para prefeito, no ano passado, defendi a ideia de promover formação profissionalizante em convênio com SENAC, SENAI, escolas técnicas e outros. A ideia de educação deve ir além do atual formato assistencialista e contribuir para a formação de seres humanos com acesso às novas tecnologias, com habilidades de relacionamento interpessoal e autonomia para a vida em sociedade.

Qualificar o mercado significa gerar mais empregos e recursos financeiros. É o caminho para formar uma nova geração de empreendedores, além de reduzir a desigualdade social e promover integração.

Créditos imagem: Eduardo Naddar

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