Cais do Valongo: marco da nossa herança africana

Cais do Valongo: marco da nossa herança africana

Acima de tudo, o reconhecimento histórico do Cais do Valongo fortalece a nossa vontade e compromisso de trabalhar pelo Rio            

Nós cariocas começamos a semana com uma notícia de encher o peito de orgulho. Um marco da nossa herança africana, o Cais do Valongo foi declarado Patrimônio Mundial da UNESCO.  O reconhecimento reforça a importância do Rio de Janeiro na constituição da diversidade da cultura brasileira e da ideia que nós temos de Brasil.

É também uma vitória de todos aqueles empenhados na afirmação da cultura africana, que deve ser uma luta de todos nós, como uma das nossas matrizes mais importantes. O Cais do Valongo é uma expressão material e simbólica de uma ação criminosa contra a humanidade. É um memorial de repúdio à escravidão. Este tipo de violência precisa ser lembrado para que jamais volte a acontecer.

O reconhecimento reforça ainda a vocação do Rio para o turismo. Sem dúvida, o Cais do Valongo será um ponto de referência para quem estuda e pesquisa essa questão trágica da história. No seu entorno se desenvolveu grande parte da cultura afro-brasileira, é onde temos a Pedra do Sal, quilombos, é um coalhado de memórias.

E vamos seguir trabalhando para preservar nossa história. Os arqueólogos do Instituto Rio Patrimônio da Humanidade estão fazendo o levantamento dos quase 500 mil itens que foram encontrados nos locais durante as intervenções. As peças estão na Vila Olímpica da Gamboa. O nosso objetivo é transformar o local em um centro de estudo, o Laboratório Aberto de Arqueologia Urbana.

Acima de tudo, o reconhecimento histórico do Cais do Valongo fortalece a nossa vontade e compromisso de trabalhar pelo Rio, a verdadeira capital cultural do Brasil.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *
You may use these HTML tags and attributes: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>