Horto: por uma solução definitiva

Horto: por uma solução definitiva

O Jardim Botânico, uma das mais belas e preservadas áreas verdes da cidade, precisa continuar sendo protegido e valorizado    

Nesta semana, participei de uma reunião em Brasília para resolver a situação dos moradores do Horto. É um tema delicado, objeto de uma longa batalha judicial, travada há cerca de três décadas, que envolve Governo Federal, Jardim Botânico e os moradores da comunidade. Mas para entender bem o caso e buscar uma solução justa para todos é fundamental voltar no tempo, lá no início do século XIX, época em que o Horto foi criado.

Quando a corte portuguesa veio para o Rio de Janeiro, em 1808, o príncipe-regente Dom João de Bragança (futuro Dom João VI) determinou a criação de um jardim para aclimatar as plantas de especiarias das Índias Orientais. Foram trazidos trabalhadores de áreas rurais do estado do Rio, que receberam a permissão para construir suas casas perto dos limites do parque. Nascia então a comunidade do Horto, que foi batizada assim porque os moradores cultivaram ali mudas e espécies de plantas para os jardins. A partir de então, as casas das comunidades foram passando de pais para filhos.

Nos anos 1980, a União iniciou um processo para reaver a área original do Horto. Várias ações de reintegração de posse foram movidas pelo Ministério Público Federal e pelo extinto Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal. Em 2013, saiu a decisão do Governo Federal de fazer o registro em cartório do perímetro histórico do Jardim Botânico e de reintegrar ao parque as terras ocupadas por centenas de famílias. Houve então uma série de manifestações contrárias a esta sentença. E não seria mesmo aquele o desfecho desta história. Ainda bem. Não é justo tratar como invasores as famílias que construíram o parque.

Estamos escrevendo agora um novo capítulo, em busca de soluções apropriadas e humanas, que atendam a todos os envolvidos. O ideal é tentar fazer no Horto um processo de legalização nos moldes da Medida Provisória 759, que visa dar aos cidadãos, sobretudo os de baixa renda, mais dignidade por meio de medidas que desburocratizem e agilizem o processo de regularização fundiária.

Há um ponto importante a ser levado em consideração: é preciso evitar que outras pessoas invadam áreas ambientais reservadas e, no futuro, aleguem que podem regularizar sua casa também. Tratar o caso do Horto de forma isolada pode ser um “tiro no pé”. É como dizer que a MP vai beneficiar invasores. Precisamos trabalhar um grande projeto de regularização no Rio, unindo forças com informações do Governo Federal e da Prefeitura, para que possamos fazer o reassentamento dentro de um pacotão com várias áreas, não só o Horto.

O Jardim Botânico, uma das mais belas e preservadas áreas verdes da cidade, precisa continuar sendo protegido e valorizado. Minha proposta é uma permuta de área para que o Instituto Jardim Botânico ganhe um terreno para pesquisa.

Dentro de dez dias, voltarei a me reunir com representantes da Secretaria de Patrimônio da União, do Ministério do Meio Ambiente e do Jardim Botânico para apresentar um plano de trabalho e seguir com a melhor solução.

Créditos imagem: Pablo Jacob / O Globo

Regularizar imóveis é preciso e necessário

Regularizar imóveis é preciso e necessário

Ao lado do prefeito Marcelo Crivella, encontrei pessoas excepcionais, dispostas a fazer de Fernão Cardim um lugar melhor            

“Há 19 anos, não vejo um prefeito por aqui. Hoje, tenho certeza que demos um passo importante. O título de propriedade é uma garantia importante para todos nós, moradores. Moro aqui há 42 anos e, agora, estou esperançosa de que muitas coisas vão acontecer. Somos uma comunidade pequena, mas com muitos idosos e crianças. Espero muitos projetos esportivos e de lazer, além de um novo olhar para a nossa creche”.

O depoimento de Ana Claudia Faria, moradora da comunidade Fernão Cardim, no Engenho de Dentro, resume o sentimento das famílias que vivem no local. Entregamos nesta sexta-feira, no local, 619 títulos de propriedade.

Estão previstas novas entregas na Rocinha e em Marechal Hermes ainda neste mês. O desafio é enorme, mas montamos uma estrutura na Secretaria municipal de Urbanismo Infraestrutura e Habitação para que a titulação seja permanente e veloz. Graças à nova Medida Provisória 759, do governo federal, será possível legalizar em até 60 dias essas moradias, que antes demoravam cinco anos.

Ao lado do prefeito Marcelo Crivella, encontrei pessoas excepcionais, dispostas a fazer de Fernão Cardim um lugar melhor. E tenho certeza que será. Com seus títulos em mãos, os moradores irão valorizar ainda mais a comunidade, zelar pelas ruas, pelos equipamentos, praças e quadras.
Reforma das Escolas

eventodiretoresA convite das secretarias municipais de Saúde e Educação, Esportes e Lazer, também fui ao encontro de 1.500 diretores escolares que se mobilizaram para o combate ao mosquito Aedes aegypti, no Centro de Convenções do Sulamérica. Demos o pontapé inicial para a campanha “Aqui mosquito não se cria”. Os professores têm papel importante no diálogo e na mobilização das crianças, jovens e famílias.

Não poderia ter ficado mais feliz com a recepção que recebi, pois sempre defendi que a educação deve ser prioridade. Por isso, fiz uma lista de escolas junto com o secretário municipal de Educação, César Benjamin, que precisam fazer manutenção urgentemente. Durante a campanha eleitoral, estive em alguns colégios e constatei a precariedade das unidades. Vamos priorizar as reformas!

O direito à casa própria

O direito à casa própria

O Minha Casa Minha Vida é um programa importante e necessário.            

Amanhã, estarei em Santa Cruz para entregar as chaves de 300 apartamentos construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida. O prefeito Marcelo Crivella estará presente. Ele tornou possível a entrega, a primeira de uma série que só começa.

E hoje, passei a manhã toda reunido com a minha equipe e representantes do Ministério das Cidades para criar meios de legalizar as propriedades que não têm titularidade há anos. Conversamos, principalmente, sobre a Medida Provisória 759. O projeto abrange iniciativas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais para desburocratizar a regularização de assentamentos irregulares e à titulação de seus ocupantes.

Na próxima sexta-feira, vamos distribuir 619 títulos de propriedades de unidades habitacionais no bairro Fernão Cardin, em Engenho de Dentro, na Zona Norte. A iniciativa é uma promessa feita por mim durante a minha campanha para prefeito do Rio de Janeiro.

Fico mais feliz ainda ao saber que moradores do Residencial Haroldo de Andrade, em Barros Filho, na Zona Norte, também do Minha Casa Minha Vida, terão suas residências de volta. Em 2014, sob a mira de um fuzil, uma dona de casa, o marido e o filho dela foram obrigados a deixar o local após serem expulsos por traficantes da região. O que é inadmissível! O drama, que atingiu outras 80 famílias, foi revelado pelo jornal Extra. Todas foram realocadas em outros imóveis pelo estado.

Desde setembro de 2015, uma lei federal possibilita que moradores expulsos de suas residências por bandidos possam receber novos imóveis do Minha Casa Minha Vida. Cinco criminosos já foram presos acusados de tomar a casa do beneficiário do programa. Um passo importante do governo federal e da polícia para evitar este tipo de transtorno que é cada vez mais comum no Rio. Investigação e policiamento ostensivo nesses locais são fundamentais.

O Minha Casa Minha Vida é um programa importante e necessário. Tanto é que o governo estuda a possibilidade de oferecer crédito especial aos mutuários para transformá-los em microempreendedores individuais. E mais: para 2017, haverá novas regras. Uma delas é que famílias com renda mensal de até R$ 9 mil poderão ter a chance de adquirir um imóvel com juros mais baixos. Toda essa transformação não pode ser atrapalhada pela violência.

 

?Luz no fim do túnel

?Luz no fim do túnel

300 chefes de família terão a oportunidade de montar o seu próprio negócio            

Uma ótima notícia foi publicada nesta terça-feira pelo jornal O Globo. É provável que o governo ofereça, em breve, crédito especial aos mutuários do programa Minha Casa Minha Vida. A ideia é transformar os beneficiários mais pobres em microempreendedores individuais. Trata-se de um verdadeiro gol de placa! O país vive tempos sombrios de desemprego elevado e está afundado numa recessão sem precedentes. A iniciativa traria de volta a esperança de milhares de pais de família.

A parceria entre a Caixa Econômica Federal e o Sebrae será simples: o banco indicará a atividade das pessoas enquadradas no perfil e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas desenvolverá o lado empreendedor do mutuário. Segundo a reportagem, os financiamentos podem ser voltados não apenas para investimentos, mas poderão ser usados também para capital de giro desses pequenos negócios informais.

Governo e trabalhador sairão ganhando. Para participar do processo, o beneficiário terá de ter o financiamento em dia do seu imóvel. Consequentemente, os índices de inadimplência do programa devem diminuir. A principal discussão na equipe econômica é sobre qual será a taxa de juros e outros parâmetros dos empréstimos. Hoje, o programa de microcrédito produtivo da Caixa chega a R$ 15 mil. O empréstimo depende de análise.

A discussão, porém, é mais profunda. A possibilidade de um trabalhador sair de mercado informal é real. Aquecer a economia é fundamental. É necessário que a onda de desemprego perca força. O brasileiro não aguenta mais ficar com a corda no pescoço e qualquer incentivo deste porte, claro, é bem-vindo. Precisamos incentivar o empreendedorismo!

Nas próximas semanas, o prefeito Marcelo Crivella e eu vamos entregar 300 imóveis do Minha Casa Minha Vida, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Será a primeira entrega de moradias da nova gestão da Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação. Imagine, então, 300 chefes de família tendo a oportunidade de montar o seu próprio negócio? Sem contar com a possibilidade de fomentar a economia numa regão tão pobre…

Crédito imagem: Márcio Alves/ O Globo

Minha Casa Minha Vida: últimos detalhes para beneficiar 300 famílias

Minha Casa Minha Vida: últimos detalhes para beneficiar 300 famílias

Encontro entre Indio da Costa e moradores ocorreu nesta quinta-feira            

A primeira entrega de imóveis pelo Programa Minha Casa Minha Vida da gestão do secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa, será realizada nas próximas semanas. Nesta quinta-feira (19), o subsecretário de Habitação, Carlos Portinho, recebeu em seu gabinete o grupo gestor do Condomínio Queluz, em Santa Cruz, para escutar as demandas dos futuros moradores e explicar as próximas etapas. No total, 300 famílias serão beneficiadas.

A entrega das chaves será realizada entre o fim de janeiro e início de fevereiro. No momento, resta apenas a definição da data pelo Ministério das Cidades. Indio da Costa e Carlos Portinho estão em contato com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, para fechar os últimos detalhes.

Além das entregas dos imóveis, a secretaria fará a interlocução com outras pastas com o objetivo de ampliar as vagas em escolas públicas, agilizar o cadastro nas Clínicas da Família da região, buscar novas alternativas para o transporte público, entre outras iniciativas importantes para o desenvolvimento da área. Indio da Costa também recebeu o grupo e reafirmou os pontos abordados por Carlos Portinho.

“Essas famílias, a partir de agora, terão a tão sonhada casa própria. A prefeitura dará todo o apoio que eles precisarem”, afirmou Indio.

Representantes do Condomínio Queluz, Luana Lucier, Elisangela dos Santos, Christian Leslye, Maria Gessuêde Araújo, acompanham de perto os passos até a entrega. Em visita ao local, eles puderam inspecionar a ligação de água, luz, entre outros pontos, todos prontos para receber os moradores.

“Conheço pessoas que se inscreveram no programa há seis, oito anos. Por isso, estava ansiosa por essa entrega. Aguardei por três anos e hoje estou muito tranquila, até pelas informações que chegam até nós e por esse encontro. Agora restam pequenas burocracias para pegarmos nossas chaves tão aguardadas”, contou Luana Lucier.

 

Indio da Costa conduz imagem de São Sebastião

Indio da Costa conduz imagem de São Sebastião

Celebração contou com participação de Dom Orani e prefeito Crivella            

Desde janeiro de 1982, a Sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, recebe a imagem peregrina de São Sebastião, tradição que se manteve este ano no Centro Administrativo nomeado em homenagem ao padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Indio da Costa, Secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, participou da celebração conduzida por Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio, e carregou a imagem do Santo em sua chegada à prefeitura na manhã desta quarta-feira, 18.

“Foi uma honra participar das orações ao lado de servidores, do prefeito Marcelo Crivella e de Dom Orani. Tive o privilégio de carregar a imagem de São Sebastião, o que me emocionou muito por ser tão importante para a nossa cidade”, disse Indio da Costa.

A Festa de São Sebastião ultrapassa as comemorações do dia 20 de janeiro. Todos os anos, é realizada a tradicional Trezena de São Sebastião. Este ano, a passagem do padroeiro tem como tema “São Sebastião, protetor das famílias cariocas”. São treze dias em que a imagem missionária percorre diversos pontos da cidade, como hospitais, comunidades, institutos, além de diversas igrejas.

A cerimônia, comandada pelo Cardeal Arcebispo do Rio, reuniu o prefeito Marcelo Crivella, secretários municipais, além de inúmeros funcionários da prefeitura. Após a celebração, a imagem seguiu em procissão para o Centro de Operações Rio (COR), próximo à prefeitura.

Programação

13º dia – 19 de Janeiro – Quinta-feira

8h – Missa na Casa do Padre, Rio Comprido

9h30 – Hospital Aristarcho Pessoa (CBMERJ), Av. Paulo de Frontin, 876, Rio Comprido

12h – Ângelus no Cristo Redentor (Coletiva sobre a procissão de São Sebastião)

19h – Missa na Basílica Santuário de São Sebastião (Capuchinhos), Rua Haddock Lobo, 266, Tijuca (Encerramento da Trezena)

DIA DE SÃO SEBASTIÃO – 20 de Janeiro – Sexta-feira

8h – Motoprocissão (Basílica Santuário de São Sebastião – Capuchinhos)

10h – Missa na Basílica Santuário de São Sebastião, Tijuca (Capuchinhos)

16h – Procissão – Da Basílica Santuário de São Sebastião, Tijuca, até a Catedral, no Centro

17h30 – Missa Solene na Catedral de São Sebastião, no Centro

 

Contra o desperdício do dinheiro público

Contra o desperdício do dinheiro público

Nosso trabalho será reavaliar os cronogramas e apontar as prioridades para evitar o desperdício

Depois de uma longa conversa minha com a imprensa, o jornal Extra desta terça-feira apresenta um diagnóstico das obras iniciadas no Rio de Janeiro pelo prefeito Eduardo Paes e não encerradas. Das 185 intervenções feitas pelo ex-prefeito 93 foram suspensas. A maioria relacionada à pavimentação e contenção de encostas. Quase todas as obras foram iniciadas sem o cuidado de se planejar o término. Pecaram também pela qualidade.

A intenção do ex-prefeito, ao suspender as obras, foi, segundo tudo indica, contornar a legislação para não deixar restos a pagar. Ele preferiu transferir para o sucessor os canteiros de obras inacabadas.

Mas isso não importa no momento. Agora, o trabalho nosso será reavaliar os cronogramas e apontar as prioridades, de tal forma, que não se desperdice mais o dinheiro do povo.  As intervenções para evitar deslizamentos de terra em locais de risco durante as chuvas receberão prioridade. A prevenção é o foco.

A Transbrasil, uma obra gigantesca e cara, passa no momento, por reavaliações, para restabelecer novos cronogramas. Um grupo de técnicos, nomeado por mim, estuda a situação no momento.

Foto: capa jornal Extra

Conselho de Planejamento Urbano do Rio quer investir em iniciativa privada para as zonas Norte e Oeste

Conselho de Planejamento Urbano do Rio quer investir em iniciativa privada para as zonas Norte e Oeste

Indio disse que novo Conselho vai pensar novas operações e formas de melhorar a cidade

Os integrantes do Conselho Municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro (COPUR) tomaram posse, nesta segunda-feira (16), no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, na Zona Sul. De acordo com o secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa, o Conselho tem como objetivo pensar novas operações e formas de melhorar a cidade, com a participação da iniciativa privada.

Para Indio da Costa, as zonas Norte e Oeste da cidade serão os principais focos desse novo Conselho para direcionar as parcerias público-privadas.

“A intenção de a gente atender as necessidades da Zona Norte e da Zona Oeste, que acabam esquecidas. Bangu, Realengo, Padre Miguel, e toda área da Leopoldina e Zona Norte que acabam não tendo tanta atenção do poder público como deveria. A nossa intenção é pensar a cidade como um todo, sobretudo nas áreas que tem menos investimentos, como a gente vai atrair investimento privado pra essas regiões da cidade”, disse o secretário.

O Conselho tem duração de dois anos, não é remunerado e seus membros não trabalham direto para a Prefeitura, de acordo com Indio da Costa. O presidente do COPUR, Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, afirmou que o investimento na infraestrutura de transportes, tendo o trem como ponto de partida os trens, será um dos principais pontos para ser discutido pelo Conselho.

“É pensar essas duas áreas como as áreas de maior concentração de pessoas da cidade, são as áreas que mais crescem, são as áreas que têm uma infraestrutura de transportes razoavelmente boa, múltipla, trem, metrô, ônibus, e ver como é que a gente pode melhorar ainda mais essa situação e usar como eixo principal o trem. Ter o trem como grande parceiro e como um motor de desenvolvimento dessa área”, afirmou Augusto.

A reformulação das áreas por onde passam os trens também foi um dos pontos citado pelo presidente do COPUR.

“Hoje, o trem transporta pessoas, mas não ajuda as áreas por onde ele passa. Melhorar a questão do comércio, trazer novas atividades de emprego (…). A própria estação do trem pode se transformar em troca de recurso financeiro. A prefeitura pode usar essa região, que hoje é uma área que não paga IPTU, e transformar aquilo em uma área, em parte, ocupada”, explicou Augusto.

Fonte: G1 Rio

Foto: Fernanda Rouvenat / G1

Urbanismo virá sempre antes da obra, diz secretário Indio da Costa

Urbanismo virá sempre antes da obra, diz secretário Indio da Costa

Secretário expôs principais diretrizes de seu trabalho, que inclui até prevenir crimes           

Em seus primeiros dias à frente da Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, o secretário Índio da Costa admite que ainda está em processo de montagem de sua equipe, mas declara já ter as diretrizes básicas a serem seguidas: pensar a cidade a partir da perspectiva urbanística, avançar na regularização fundiária e integrar todos os projetos da secretaria à prevenção de crimes.

“Em três períodos, o último no governo [Luiz Paulo] Conde, a cidade era pensada a partir do urbanismo, antes de iniciar as obras. O Rio Cidade, por exemplo, retomou espaços que estavam entregues à desordem, graças a essa ideia de elaborar o projeto a partir dos aspectos urbanísticos. Nos mandatos do Eduardo [Paes], quase tudo do que foi feito havia sido pensado antes, alguns projetos eram da época do [Carlos] Lacerda”, afirmou Índio, em conversa com jornalistas na sexta-feira (13).

Segundo o secretário, esse foco no urbanismo poderia ter sido empregado no aumento do número de moradias na Zona Oeste, principalmente graças ao programa Minha Casa Minha Vida, criando alternativas de geração de empregos para evitar que a região se tornasse um mero “dormitório” e minimizar o impacto no sistema de transportes e no trânsito.

Índio da Costa disse que as obras realizadas pela prefeitura deverão ser pensadas também sob o conceito de arquitetura preventiva do crime. “A segurança do equipamento a ser construído deve ser pensada já na fase de projeto, que vai orientar a segurança a ser oferecida depois de construído. Um bom exemplo recente é o Maracanã, que antes demandava muitos homens para vigilância, devido aos muros baixos e ao grande número de acessos ao estádio. Isso mudou com a última reforma, facilitando o planejamento da segurança”, afirmou.

Promessa de menos burocracia e mais títulos de propriedade

A união de três secretarias – Obras, Habitação e Urbanismo – visa também o avanço na regularização fundiária, aproveitando a Medida Provisória publicada pelo governo federal no fim de dezembro. O secretário lembrou que cerca de 20% da população da cidade vive em comunidades, sem a propriedade do terreno.

“Vamos ter uma área na secretaria dedicada a essa questão, comandada por uma procuradora do município que se dedica ao tema. Vamos começar os estudos pelo Morro da Providência, a primeira favela da cidade, depois seguiremos para Mangueira, Salgueiro, Dendê, Serrinha, Alemão, Batam e Jacarezinho, entre outras comunidades”.

Outra meta da nova secretaria é reduzir a burocracia existente hoje para legalizar construções na cidade. Hoje é um processo que leva mais de um ano, o que certamente contribui para as invasões. “Não faz sentido levar tanto tempo para decidir se o sujeito pode ou não construir. Com a demora, a invasão e a irregularidade se consolidam e fica mais difícil desfazer depois”, disse Índio.

Conclusão do BRT Transbrasil

O secretário também não soube dizer quantas obras estão paralisadas atualmente no Rio. “Prefiro fazer essa conta direito e só depois dar essa informação”, justificou-se – e falou sobre a conclusão do corredor de BRT Transbrasil, cujas obras foram suspensas em julho de 2016, para a realização da Olimpíada, e deveriam ter sido retomadas em setembro. Segundo Índio, a orientação do prefeito Marcelo Crivella é para que a obra seja concluída.

“Em 60 dias saberemos como retomar as obras da Transbrasil. Hoje, 47% já foram executados e 53% do valor previsto no contrato já foi pago. Vamos nos reunir com o consórcio responsável pelo trabalho para que o corredor seja finalizado e entregue, até o início de março saberemos que caminho seguir”, afirmou Índio da Costa, que não soube dizer qual é a extensão da Transbrasil prevista no projeto: “Não sei se vai até o Caju ou até a Central do Brasil, preciso me informar sobre isso”.

Ainda sobre a Avenida Brasil, o secretário declarou que há intenção de revitalizar o entorno da via, possivelmente por meio de Parceria Público-Privada (PPP), para oferecer moradias de qualidade. Uma solução que pode ser adotada é a de lançar Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac) para a área.

Fonte: G1 Rio

Foto: Alessandro Ferreira/G1

Sonhei!

Sonhei!

Há bastante trabalho a realizar. Vou a ele com muita disposição para recuperar o Rio para as pessoas.            

Qual é o meu sonho? Humanizar o Rio de Janeiro! Torná-lo um espaço que não oprima as pessoas nem dificulte a vida delas. Eu sonho com uma cidade em que todas as pessoas, indistintamente, se sintam bem nela. Será esse um sonho sem possibilidade de ser real?

Para realizar esse sonho, fui candidato a prefeito. Não venci, mas segui a orientação do craque urbanista Jaime Lerner. Ele sempre lembra que, quando a gente não realiza um sonho, não precisa se frustrar. Basta se dedicar a ele com profundidade, porque um dia ele volta e cutuca a gente. Esse momento, será a nossa segunda chance.

No domingo, eu assumirei a Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, a convite do prefeito Marcelo Crivella. Nós nos enfrentamos no primeiro turno da campanha, com propostas parecidas. Eu gostaria de ter vencido, é evidente.

No segundo turno, contudo, percebi o meu sonho me cutucar e eu não poderia perder a chance. Então, dediquei-me à campanha de Crivella, porque vi, entre as propostas, a dele como a mais próxima do meu sonho: ter uma administração que pense nas pessoas e cuide para que elas tenham qualidade de vida. Faça com que todos nós que vivemos o Rio de Janeiro tenhamos paz e não o sentimento de opressão e medo.

O compromisso do prefeito está claro e sempre foi o meu: mudar a realidade ruim que há no Rio de Janeiro, uma cidade em colapso. Para mudar realidades ruins, é preciso vontade política e visão solidária. É preciso também usar a estratégia para fazer de cada problema uma solução. Os problemas da cidade afetam todas as pessoas, indistintamente.

No Urbanismo, a prefeitura esqueceu as normas técnicas e até mesmo éticas. O setor virou um balcão que cria exigências sem pé nem cabeça, burocracias e taxas absurdas. Seria obrigação do urbanismo estimular a integração da questão urbana à beleza natural e às virtudes do povo. Se há uma área na prefeitura com responsabilidade absoluta, mas nunca solitária, ela é o Urbanismo.

Na Infraestrutura, tenho o dever de implantar um conceito novo. A cidade passou por uma grande cirurgia e não tem como nem razão para fazer outras. É hora de entrar com a acupuntura, pequenas intervenções que para ter escolas, unidades de saúde e todos os órgãos públicos com ambientes agradáveis e funcionais. As ruas, praças e, principalmente, calçadas, com estruturas decentes.

Na Habitação, é preciso inserir o conceito de residência, de lar. Não é suficiente construir. É preciso conservar e integrar o ambiente. Tentar aproximar lar, trabalho e mobilidade. Na habitação será essencial também ter um projeto para segurança dos conjuntos habitacionais.

Enfim, há bastante trabalho a realizar. Vou a ele com muita disposição para recuperar o Rio para as pessoas.

Crédito da foto: Reprodução/Internet