Entrevista Veja: “O Rio não vai eleger um covarde”, diz Indio

Entrevista Veja: “O Rio não vai eleger um covarde”, diz Indio

Indio dispara críticas a Pedro Paulo Carvalho e não poupa Marcelo Crivella          

Em seu segundo mandato como deputado federal, Indio da Costa (PSD) demonstra segurança de que vai ser ele o ocupante da cadeira de prefeito do Rio de Janeiro. Isso mesmo diante dos atuais 6% de intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha. Às vésperas do pleito, a estratégia é entrar no ringue para tentar vaga no segundo turno. Em entrevista a VEJA, Indio disparou para todos os lados: classificou o prefeito Eduardo Paes de “coronel”, chamou o candidato Pedro Paulo Carvalho de “covarde” e disse que Crivella “faz parte de um projeto nacional de poder da igreja Universal”. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

O senhor foi secretário de Esportes do governo Eduardo Paes em 2013. Por que saiu? Idealizei um projeto para ex-atletas inspirarem alunos de favelas a exercer uma atividade esportiva. Mas o Eduardo Paes nunca o tirou do papel por uma razão que não engoli. Me disse: “Não vou botar azeitona na empada do Beltrame (secretário estadual de segurança). Ele pode ser candidato a governador em 2018 e não vou fortalecê-lo”. Pedi para ser exonerado.

De lá para cá houve alguma tentativa de reaproximação? Quando fui eleito deputado federal em 2014, o Eduardo pediu que eu encontrasse o Pedro Paulo. Fui e fiquei horrorizado.

Por quê? Prefiro não entrar no detalhe.

Ficaram sequelas do rompimento com o prefeito? Da minha parte não. O Eduardo é um coronel. Ele não respeita as pessoas.

Pedro Paulo está embolado com o senhor e outros na vice-liderança das pesquisas. A máquina do governo não pode fazer a diferença na reta final? Não acredito que o Rio vai eleger um covarde que bate em mulher para prefeito do Rio. Sei de candidatos a vereador do próprio PMDB que rasga o panfleto para tirar a foto do Pedro Paulo.

Por que não fez aliança com o candidato do PSDB, Carlos Osório, que tem afinidade ideológica com o senhor? Encomendei uma pesquisa que mostrava que comigo de vice o Osório teria potencial de alcançar 6% como o cabeça da chapa, enquanto eu, 20%. Mas ele me disse que não estava preparado para ser vice. Eu respeitei.

Qual será sua estratégia para vencer Marcelo Crivella em um eventual segundo turno? Eu vou ganhar a prefeitura, não tenho nenhuma dúvida. A Igreja Universal, à qual ele pertence, tem um projeto nacional de poder insano e exclusivista.

Circulou na internet um vídeo em que pessoas da Rocinha diziam que haviam recebido dinheiro para fazer campanha para o senhor durante uma de suas visitas à favela. Procede? Não conheço nenhuma daquelas pessoas. Elas são ligadas ao narcotráfico.

No passado, o senhor defendeu a aplicação de multa para quem desse esmola para moradores de rua. Ainda é a favor da medida? O que eu queria era discutir a questão da exploração infantil e a única maneira que via era cortando o fluxo financeiro. Hoje não defendo mais isso.

O senhor aprovou a Olimpíada carioca? Foi um evento excepcional, mas o Eduardo apostou nas Olimpíadas, e não nos cariocas.

Por que afirma isso? A gestão Paes foi péssima na questão social, mas um sucesso na intervenção urbana, sobretudo na recuperação do Porto Maravilha. Por isso, vai entrar para a história. Mas eu também teria estruturado a Guarda Municipal e incluído em creches as 42 000 crianças que continuam sem vaga.

Mas a cidade quintuplicou sua capacidade no transporte público. Os BRTs são um puxadinho. Pelo preço que custou o metrô, poderia ter ido muito além da Barra da Tijuca.

Metrô não é atribuição do governo do Estado? Vamos combinar que Estado e prefeitura do Rio são um só. Foi o sistema chamado PMDB que colocou o Eduardo na prefeitura do Rio. Ele mesmo ficou assustadíssimo quando descobriu quanto tinha custado sua campanha, coordenada pelo Wilson Carlos (ex-secretário de Governo de Sérgio Cabral). O Wilson falou assim para o Eduardo: “Eu te disse que sei fazer bem feito, mas não falei que era barato.”

Fonte: Veja 23/09/2016

 

Conheça as propostas de Indio da Costa

Conheça as propostas de Indio da Costa

O candidato apresenta suas ideias para a administração dos próximos quatro anos da cidade    

SEGURANÇA

Qual é a sua principal proposta na área de segurança? A partir de quando pretende implantá-la e quanto isso vai custar aos cofres municipais?

Convivi com o tema, quando administrei Copacabana. Estimulei uma experiência bem interessante, de combate ao crime nas ruas com a colaboração da população. Nenhum pequeno delito fugiu aos nossos olhos. E mantivemos a ordem. Voltei ao tema há dois anos, quando decidi ser candidato a prefeito. Consegui que o PSD Nacional contratasse o Centro de Liderança Pública. Sob a coordenação Leandro Piquet vários especialistas no Brasil foram ouvidos e foi elaborado um plano de trabalho para as Guardas Municipais num sistema de atuação direta das prefeituras na Segurança Pública. Ouvi também o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. Desse esforço nasceu a proposta de criar a Secretaria Municipal de Segurança. Ela terá a obrigação de treinar e reequipar a guarda municipal para o policiamento ostensivo. Também coordenar as ações das demais secretarias, que influenciem a segurança e trabalhar em linha direta com a Polícia Civil para integrar o banco de dados e de informações da prefeitura e facilitar o trabalho da investigação. Ainda não tenho com precisão absoluta o custo para implantar a Secretaria, mas tenho como premissa não aumentar os gastos da prefeitura com a medida. Os custos sairão de um trabalho de redução dos desperdícios e de revisão das despesas de custeio em outras áreas, sem perder a eficiência.

O senhor tem algum projeto especial para a Guarda Municipal? Como será?

Sobre armar a Guarda, essa não é a questão fundamental do projeto. Ela estará preparada para agir em todas as circunstâncias que a segurança da população exija. E quando exigir armamento em situações especiais, isso acontecerá. Pretende integrar a GM com as outras forças policiais.

O senhor pretende dar continuidade a parceria com a iniciativa privada como a que mantêm o programa “Operação Segurança Presente” no Centro, na Lapa, no Aterro e na Lagoa? Tem planos de expandi-lo para outras regiões?

Não há motivo para não aceitar a ajuda do Programa, que, é bom se diga, nasceu da ineficiência da política de segurança municipal.

MOBILIDADE URBANA

O senhor pretende modificar o sistema/concessão de ônibus do Rio? Apoia o programa de racionalização das linhas implantado pela gestão Paes ou vai alterá-lo? Como?

Mobilidade é o respeito ao direito de ir e vir. O sistema de transportes está nesse contexto. O sistema de concessão claramente não atende ao conceito, porque, ao passo que criou o BRT, não se preocupou com os transportes em outras linhas. Quem precisa de transportes de ponto a ponto fora da esteira do BRT passa por muita dificuldade. Ir do Jardim Botânico à Ilha do Governador, por exemplo, é um trajeto de mais de duas horas passando por duas linhas de ônibus. O sistema de concessão está preso numa lógica: atender os interesses das empresas. Isso será mudado, com certeza. A população que usa os transportes terá instrumentos para avaliar o sistema e informar a prefeitura para as medidas de adaptação e quando for o caso, de penalização. O planejamento urbano joga um papel importante nesse contexto, porque pode evitar que as pessoas sejam obrigadas a morar distante dos locais que empregam. Se aproximarmos as pontas, teremos um sistema de transportes mais racional.

O senhor tem algum grande projeto na área de transportes? O que pensa sobre o projeto do BRT? Vai dar continuidade as obras da TransBrasil?

Nenhuma obra iniciada será interrompida. O BRT é uma inovação interessante, que, sem dúvida, diminuiu o tempo do trajeto de quem transita entre as pontas do sistema. Mas, repito, quem está fora dessa linha, desse trajeto, sofre com um transporte bem ruim.

Como pretende resolver a polêmica entre os taxistas da cidade e os motoristas de Uber?

O problema maior que verifico é o nível de burocracia e gastos que a prefeitura impõe aos motoristas de Taxi em contrapartida às facilidades que tem o Uber. O poder público precisa estabelecer o equilíbrio, sem perder o que tem de bom em que um dos sistemas e isso só é possível, quando se trabalha com a lógica do usuário.

SAÚDE

O que o senhor pretende fazer com os Hospitais Rocha Faria e Albert Schweitzer que pertenciam à rede estadual e o município assumiu este ano?

Na saúde tenho o desejo de contar com o trabalho do Paulo Niemeyer. Quem sabe, ele não estará conosco? Vou manter os dois hospitais no município, porque defendo um princípio fundamental de administração pública: o prefeito da cidade tem a obrigação de interferir e agir em todos os problemas que atingem a cidade e a população dela. É preciso romper com o discurso fácil de, “isso é do estado e isso é da União, então não é comigo”. Nunca será assim. Aconteceu no Rio, eu na prefeitura chamarei pra mim o problema e buscarei a solução. Um exemplo claro está no meu programa de governo: criaria uma instância administrativa para coordenar as ações da cidade com os municípios da região metropolitana. Um dos setores onde se sente mais de perto o impacto é na saúde. A pressão é sobre os hospitais do Rio. É possível aliviar o sistema através de consórcio, que preveja a compensação financeira dos serviços prestados para atender bem a quem venha da Baixada mantendo o serviço de qualidade para atender o carioca.

O senhor manterá o sistema de Organizações Sociais que administram algumas unidades de atendimento? Pretende também dar continuidade ao programa “Clínica de Família” ou criar um novo modelo?

Manterei, mas farei auditoria em todos os contratos com OS. Afinal, recentemente, tivemos notícias de fraudes gigantescas no sistema, notícias agravadas pela decisão esquisita do prefeito de não dar transparência aos contratos. Na Prefeitura, publicarei a lista das pessoas que trabalham contratadas pelas OS, os horários e locais de trabalho, os dias de plantão e os níveis de eficiência. Nos quadros de avisos dos hospitais e unidades de saúde haverá a informação dos horários de trabalho e nomes dos profissionais. As OS que tenham denúncia no Ministério Público ou no Tribunal de Contas do Município terão os contratos interrompidos. As Clínicas da Família, que a prefeitura dá como novidade, na verdade, é o nome novo para os antigos postos de saúde e programas de saúde da família. Só há um modo de fiscalizar e fazer funcionar um sistema com o peso que tem a saúde do Rio de Janeiro: olhar, monitorar e avaliar cada unidade. É o que farei.

O que será feito para que o Rio não enfrente uma epidemia de zika ou chikungunya no próximo verão? Explique, por favor.

Uma forte mobilização da sociedade para evitar novas epidemias. Mas, fazer isso o ano todo e não como tem acontecido, quando a prefeitura só entra no tema no momento em que o problema aparece. Agora mesmo, encerradas estão as campanhas.

EDUCAÇÃO

Qual é o seu grande projeto na área da educação?

Cuidar da escola como unidade de ensino. Olhar cada uma e avaliar o aprendizado dos alunos. Administrar os recursos de cada escola, os profissionais, as despesas e investimentos, a relação da escola com a família dos alunos e das pessoas que moram no entorno. Ter foco no aprendizado e na qualidade de vida do aluno. Valorizar o professor. Remunerar a equipe gestora por 45 horas de trabalho semanais. Trabalhar pela universalização da educação infantil. Descentralizar servidores administrativos para dar apoio às escolas nas funções de porteiro e de auxiliar de serviços gerais.

A meta da atual gestão era chegar em 2016 com 35% dos alunos de 1º ao 9º em regime de ensino integral. O senhor pretende ampliar essa projeção? Como?

Pretendo implantar o ensino integral, porque a prefeitura não tem. Diz que tem, mas não tem. A minha meta é fazer durante o período de governo todas as escolas em tempo integral. Não há uma escola no Rio de Janeiro com ensino com tempo integral. O sistema adotado é de ensino semi-integral. Embora o prefeito diga que acabou com a aprovação automática, na prática, ela existe, porque o aluno segue ano após ano sem aprender.  Um percentual grande de alunos sai da escola sem aprender a ler e escrever e muitos leem mas não entendem o que leiam.

A baixa remuneração dos professores é uma queixa histórica da categoria. O senhor implantará um novo plano de cargos e salários?

Sim. Um Plano de Cargos e Salários que tenha como base a meritocracia que será medida pelo aprendizado dos alunos.

FINANÇAS

O senhor pretende aumentar algum tributo municipal caso seja eleito? Qual e por quê?

Não! De forma alguma! Vou baixar o IPTU na Zona Oeste e devolver para o contribuinte o valor que foi abusivamente cobrado de forma retroativa. Na zona oeste o carnê de IPTU representa uma ordem de despejo. Tenho comigo um carnê que mostra o aumento de R$ 159,00 para R$ 3.242,00, para uma casa humilde. No lugar de aumentar tributos vou tornar a prefeitura eficiente para prestar melhores serviços com menos impostos. Essa é minha especialidade.

Qual a sua avaliação sobre a saúde financeira do município? O que deve ser feito?

A saúde financeira é de alguém perto da morte. Há um forte desequilíbrio financeiro. A principal providência para resolver é questionar os gastos que foram e são feitos. Vou auditar todos os contratos, inclusive os de concessões para cortar desperdícios e restabelecer a prioridade da qualidade dos serviços e não mais do atendimento da máquina aos partidos políticos da atual gestão. A dívida é de R$24,7 bilhões e por decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal ela caiu R$ 6,5 bilhões. Espero que essa decisão seja definitiva. Se não for, teremos um problema a mais para resolver. A minha experiência no lidar com a redução de custos me ajudará bastante.

O senhor tem conhecimento da situação da Previ-Rio? Há o risco dos salários do município não serem pagos em dia, como ocorre no Estado?

Tenho conhecimento sim, por dados oferecidos pelo Tribunal de Contas do Município. A situação é bem ruim. Tanto que houve Parecer Técnico sugerindo aos Conselheiros do Tribunal a reprovação das contas do prefeito de 2015. A decisão foi revertida no Plenário e transformada em ressalvas, porque os dados são reais, concretos, absolutos. O Prefeito utilizou o dinheiro do servidor para fazer obras na cidade. Há risco dos servidores e aposentados não receberem em dia. Para garantir que isso não ocorra é preciso tirar o atual grupo político que disputa as eleições com o apoio de 15 partidos que querem manter o aparelhamento da máquina para atender aos seus cabos eleitorais. Quando fui secretário de administração montei um sistema de capitalização da previdência, que deixou um saldo de R$ 2, 445 bilhões em caixa. O prefeito acabou com esse dinheiro. Agora, além das obrigações de desconto da folha por parte da prefeitura, a prefeitura terá que completar a previdência com R$ 2,1 bilhões por ano. Isso é uma catástrofe.

GESTÃO

A atual gestão adotou em vários setores as Parcerias Público Privadas (PPPs) e concessões. Pretende manter esses modelos?

As PPPs serão todas auditadas para entender qual o benefício público em cada uma delas. As que forem do interesse público serão mantidas e ampliadas.

Qual é o tamanho do secretariado que o senhor pretende montar? Pretende reduzir o atual efetivo? E qual será o critério de escolha para os gestores das pastas?

O governo dividido por secretarias é a raiz da ineficiência e a lógica da burocracia. Vou trabalhar com políticas integradas através de sete macro funções para prestar um serviço mais eficiente em todas as áreas de responsabilidade da prefeitura. O critério para escolha dos gestores das pastas será da capacidade de realização e experiência técnica.

Quais são os seus planos para os servidores públicos?

Eduardo Paes e Pedro Paulo apequenaram os servidores. Eles se preocuparam em fazer investimentos em infraestrutura em detrimento dos serviços continuados. Contrataram consultorias no lugar de trabalhar com servidores de carreira. Vou motivar e valorizar o servidor, pois sem ele não há serviço público de qualidade.

TURISMO

Quais são os seus planos para manter a rede hoteleira, que dobrou o número de quartos nos últimos sete anos, com boas taxas de ocupação pós-Olimpíada e Paralimpíada?

Foi convidar o Roberto Medina para liderar um grupo de pessoas para fazer um calendário permanente de atividades na cidade do Rio.

A prefeitura subvenciona parte do orçamento das escolas de samba do Grupo Especial. Esse modelo é o ideal? Qual a sua proposta para o Carnaval carioca?

Ideal não é, mas hoje é o necessário. Quero apoiar o trabalho das escolas tanto do grupo especial como do grupo de acesso, para que elas tenham atividade o ano todo, que envolvam turistas e cariocas.

A vocação natural da cidade é para o turismo de lazer. Como o senhor pretende estimular a vinda de turistas e incrementar a agenda de negócios?

Garantindo segurança em primeiro lugar e atraindo congressos e outras atividades através de um calendário oficial melhor elaborado.

LEGADO OLÍMPICO

A prefeitura é responsável pelos equipamentos erguidos no Parque Olímpico. O senhor pretende manter os atuais planos, de entregar o espaço à iniciativa privada, ou adotar outro modelo?

Farei o que for mais econômico e de interesse público.

Embora tenha sido um sucesso enorme durante os Jogos, ainda falta muito para a Zona Portuária estar de fato revitalizada. Como pretende dar prosseguimento a essa empreitada e estimular a ocupação da região?

Darei continuidade ao projeto do porto e avançarei com estímulos para que haja moradia nas suas proximidades. O porto terá um calendário de atividades sociocultural esportivo, que estimule a frequência com as famílias cariocas.

O VLT é apontado pela atual administração como um dos grandes legados para a cidade. O modelo atual de concessão é o ideal? Pretende expandir o sistema?

Todo transporte sobre trilhos deve ser expandido se for do interesse dos usuários. O atual modelo de concessão tem um custo milionário onde a prefeitura é obrigada aportar a diferença. Farei uma auditoria que será publicada no Diário Oficial dando transparência aos cálculos feitos para prosseguir com os serviços com a qualidade necessária e que cada centavo subsidiado seja de fato necessário.

Fonte: Veja Rio 17/09/2016

‘É o servidor que vai me levar para o segundo turno’, diz Indio

‘É o servidor que vai me levar para o segundo turno’, diz Indio

Candidato divulgou carta aos funcionários municipais com críticas à gestão de Paes          

RIO — Na porta da prefeitura do Rio, na Cidade Nova, o candidato Indio da Costa (PSD) distribuiu nesta quarta-feira uma carta aberta aos servidores municipais em que faz críticas à gestão de Eduardo Paes e às promessas de Pedro Paulo (PMDB) para a melhoria dos serviços públicos. Citando dados da Previ-Rio, Indio afirma no documento que os recursos disponíveis nos fundos de previdência e assistência dos servidores caíram de R$ 2,205 bilhões, em 2008, para R$ 153 milhões, em dezembro de 2015. Ele acusa Paes de usar o dinheiro aplicado para ampliar o caixa da prefeitura e realizar mais obras na cidade.

— É o servidor que vai me levar para o segundo turno. Eles reconhecem minha capacidade de trabalho. Trabalhei na prefeitura durante dez anos. Na Secretaria de Administração, fiz um trabalho forte com a Educação — aposta Indio, que acredita também ter força entre o eleitorado de classe média baixa que cobra melhoria dos serviços públicos.

— Decidi ser candidato por conta desse momento que pede solução delicada.

Sem a possibilidade de entrar no edifício que abriga a prefeitura do Rio, o candidato do PSD distribuiu panfletos do lado de fora e conversou com os passantes. A legislação eleitoral proíbe atos de campanha em órgãos públicos.

— Só o Pedro Paulo pode entrar — criticou.

Indio voltou a defender sua proposta de integrar categorias funcionais na prefeitura que deixaram de existir, como datilógrafos, em categorias mais amplas.

— São 111 categorias. Imagina se você reajustar essa multidão e aproveitar seu trabalho. Não precisa ficar concursado.

Fonte: O Globo 21/09/2016

 

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

Indio afirma que seu governo será transparente, com participação e simples              

Candidato a prefeito pela 1a vez, o deputado federal Indio da Costa, hoje no partido que ajudou a fundar, o PSD – mas que já foi do extinto PFL, do PTB e retornou ao PFL, que depois virou DEM –, critica a estrutura inchada da gestão Eduardo Paes. A mesma com a qual colaborou em 2013, como secretário municipal de Esportes. Em entrevista ao Metro Jornal, afirma que seu governo será transparente, com participação e simples, como as camisetas que usa em campanha.

Por que quer ser prefeito?

A cidade passa por um momento muito delicado, onde recebeu uma série de obras e tem várias outras em andamento, que pararam por falta de dinheiro. A Previdência, que quando saí da prefeitura em 2006 deixei com R$ 2,445 bilhões no caixa, agora está zerada. O Previ-Rio, a assistência do servidor, está negativo. Isso mostra um estado pré-falimentar. Uma dívida de R$ 24,7 bilhões, que reduzida por decisão judicial, não definitiva, foi para R$ 18,2 bilhões. Escolas do Amanhã que depois de 8 anos só tem quatro que funcionam e funcionam muito mal. Faltam médicos em muitos hospitais e você tem um modelo do PMDB de governar, que vai agregando partidos em troca de cargos públicos, que a prefeitura não vai aguentar. Tenho muito mais experiência que os outros candidatos e estou vendo eles fazerem promessas impossíveis. A prefeitura está assumindo tudo do Estado porque está em época de eleição. Quem vai pagar essa conta depois? Estão se comprometendo com um custeio que não tem fonte de receita. Ninguém está fazendo conta. Hoje, os royalties de petróleo não existem mais como existiam, o sonho dourado acabou.

No seu programa diz que vai usar a tecnologia. Como?

Durante cinco anos, gerei uma economia de R$ 300 milhões em uma secretaria municipal [de Administração, na gestão Cesar Maia]. Quase reduzi pela metade os cargos de comissão que eu tinha lá. Quero pegar essa experiência e levar para a prefeitura, mas com um pequena diferença que faz toda a diferença. A tecnologia que existe hoje pode suportar um governo verdadeiramente participativo, o que foi sempre uma promessa da esquerda, mas que nunca conseguiu cumprir por duas razões: interesse político e falta de tecnologia. Vou trabalhar direto com aplicativos para que as pessoas possam opinar em saúde, segurança, transporte. Se todo usuário de transporte der informação e opinar, ele me ajuda a reorganizar as linhas de ônibus. Ele que vai reorganizar esse desenho.

Se eleito, retrocederia a municipalização de alguns órgãos, como os hospitais?

Manteria os hospitais, mas com uma diferença, vou botar para funcionar. Se você for ao 11o andar do Albert Schweitzer, por exemplo, vai ver que não está funcionando. Nas Escolas do Amanhã também não tem nada funcionando, falta professor, falta mobiliário, não tem tempo integral, a aula acaba antes de meio-dia. E eles prometem fazer mais 300 escolas, 50 clínicas, mais seis parques iguais ao de Madureira. Quem paga essa conta? Quem mantém? Agora já começam a aparecer os esqueletos. O Parque Olímpico vai nos custar R$ 30 milhões por ano. Quantas crianças em creche eu teria com esse dinheiro?

Mas a Olimpíada já aconteceu. Como pretende usar esses equipamentos? 

Só o tempo vai definir, porque a prefeitura perdeu muito seu grau de transparência. Não vou negar o que está aí. Vou concluir as obras, usar os equipamentos e oferecer para a cidade. Mas dentro de um modelo que a prefeitura possa pagar. Entre pão e circo; e educação, segurança e saúde, prefiro deixar o pão e circo para a área privada.

O que vai fazer com eles? Tem um planejamento?

Não sei. Depende. O planejamento deles é mentiroso, porque não tem dinheiro. Eles já entregaram muita coisa à iniciativa privada, mas em um modelo oneroso para a prefeitura. Temos que fazer a conta e ser honestos com a população. O mito do governo grátis acabou com o Governo Federal. Prometeram, prometeram e quebraram o Brasil, que tem 11 milhões de desempregados e uma violência absurda nas ruas. Eu vou assumir a responsabilidade municipal da segurança pública, essa secretaria vai ter a Guarda Municipal e toda a estrutura necessária para pequenas intervenções. A violência se atrai por um ambiente degradado, então tem que melhorar esses ambientes, mas de maneira simples. Olha, algumas pessoas me perguntam até da camiseta que estou usando na campanha. Quero que as pessoas entendam a mensagem de que eu quero ser um prefeito simples. A camiseta passa a simplicidade que eu acho que a cidade precisa. As pirotecnias que estão prometendo não fecham conta nenhuma. O Eduardo fala que está tudo bem e do outro lado arrocha o carioca, aumentando o imposto. Vou cancelar tudo que foi ilegal em matéria de aumento de IPTU.

Em que ritmo vai concluir as atuais obras?

Depende do caixa da prefeitura. A minha especialidade é fazer mais com menos. Minha ideia é realocar essas pessoas onde tem uma terceirização desnecessária ou onde falta gente. Ao invés de prometer novas escolas, vou fazer funcionar as que já existem. A educação em tempo integral que eu trabalho tem um binômio: transporte e alimentação. Eles trabalham hoje com 7 horas e meia, eu queria 9 horas. Mas tem que ver como está a capacidade da prefeitura, para evitar que o custo seja alto, mas ao mesmo tempo atender. Você tem 20 e poucas Vilas Olímpicas, uma rede de teatros, cinemas, museus, equipamentos públicos e alguns privados que se pode fazer parceria, como os clubes de bairro. Tem um monte que deve uma fortuna de IPTU, então você pode fazer um acordo para os alunos terem alguma atividade depois da escola. Estamos pegando programas que já deram certo para trazer para o Rio.

Como gerir a saúde sem as OSs [Organizações Sociais]? Ou você vai usá-las?

Ninguém pode gerir sem as OSs nesse momento, sem um planejamento a médio e longo prazo. Do ponto de vista administrativo, posso abrir a participação da sociedade para cada etapa do programa de saúde, para as pessoas dizerem o que pode mudar, o que pode ser diferente. A ideia é ter aplicativos e a sociedade analisar e dar nota para tudo. A primeira coisa é publicar tudo no Diário Oficial para ver quem está lá dentro da OS. Vou mostrar todo mundo que está contratado, carga horária, função e salário. O conceito é transparência e maior participação.

É a favor de armar a Guarda Municipal? 

Depende, o tempo vai dizer. Um guarda com cassetete pode evitar muita coisa. Você imagina somado a isso câmeras de alta precisão, inteligência por trás dessas filmagens, um sistema de informação para trocar com as polícias Civil e Militar. Tem mais guarda municipal no Rio do que PM fora das UPPs. A prefeitura é uma força complementar de segurança extraordinária. Essa será a função da Secretaria de Segurança, somada às intervenções necessárias. Todo mundo reclama muito dos problemas de burocracia. Você quebra isso integrando setores, criando macrofunções. Eu vou ter sete.

Significa cortar secretarias?

Esquece as secretarias. Isso é uma visão do passado, orçamentária. Queremos uma visão gerencial. Eu vou ser radical nisso. Antes da Cultura, do Esporte, e secretaria de Trabalho e Renda atender qualquer política na cidade, primeiro vai atender ao aluno da escola pública, que verdadeiramente precisa desses trabalhos complementares.

Haverá corte de pessoal?

Hoje, o prefeito tem 67 órgãos de primeiro escalão. Nem o governo federal americano, chinês, russo tem esses órgãos. Isso não existe. Mas o Eduardo tem. As funções podem continuar, mas redesenhando o que está por trás. Ao invés de administrar por unidade orçamentária, passa a administrar por processo. Significa que os cabos eleitorais dos partidos políticos que estão lá gastando dinheiro sem prestar serviço para a gente vão para casa.

Fonte: Jornal Metro 21/09/2016

 

Índio da Costa: ‘Vou usar o modelo do Uber para a saúde’

Índio da Costa: ‘Vou usar o modelo do Uber para a saúde’

Candidato do PSD promete enxugar secretarias da prefeitura para 7 ‘macrofunções’             

RIO – Disposto a reestruturar toda a administração pública, com o uso intensivo de tecnologia, Índio da Costa (PSD) diz que vai fazer o governo “dos sonhos da esquerda”, com participação direta do cidadão na sua gestão. Sustenta que chamará o usuário para definir as novas linhas de ônibus e se disse em dúvida sobre armar a Guarda Municipal.

Índio da Costa durante entrevista ao GLOBO - ANTONIO SCORZA / Agência O Globo
Índio da Costa durante entrevista ao GLOBO – ANTONIO SCORZA / Agência O Globo

O senhor tem feito críticas à prefeitura, ao PMDB no Rio e também à ex-presidente Dilma. Mas fez parte, como secretário, de governos do PMDB, e seu partido, o PSD, foi da base aliada de Dilma.

Eu fui a primeira pessoa a largar o mandato de deputado federal para lutar contra esse jogo do PT. Fui candidato a vice-presidente do Brasil numa chapa de oposição para fazer contraponto. Sabia que era muito difícil ganhar aquela eleição, mas para mim era muito importante mostrar as mazelas do PT. Tudo o que eu disse na campanha eleitoral está comprovado agora. Não tenho nenhuma dificuldade em fazer críticas ao PT. E aqui no Rio de Janeiro fui o primeiro político com mandato, deputado federal, a subir no carro de som em Copacabana para defender o impeachment. Em nenhum momento, escondi (essa posição) do Kassab, de nenhum membro do meu partido, nem do próprio governo. Não tenho nenhum cargo indicado no governo do PT.

O senhor concorre à prefeitura com a proposta de reorganizar as contas públicas. Como pretende ajustá-las e, ao mesmo tempo, melhorar os serviços e investir?

Antes de fazer qualquer investimento novo, a ideia é que as escolas tenham professores, que os hospitais tenham médicos, que as pessoas sejam atendidas com qualidade. Não estou prometendo a construção de nenhuma nova unidade enquanto as atuais não estiverem funcionando. Há um enorme gasto da prefeitura com empresas terceirizadas e com Organizações Sociais (OSs). Nas Organizações Sociais, acho que há um inchaço de custeio desnecessário. A primeira coisa é dar transparência a elas. Eventualmente, cabos eleitorais vão ter que ir embora, e se diminui o custo daquela Organização Social. Havia, em 2006, 111 categorias funcionais da prefeitura sem função ou até que já estavam extintas. Já não temos mais essas categorias em lugar nenhum; por exemplo, datilógrafo. Dá para fazer um trabalho especialíssimo na prefeitura nesse momento em que a crise é uma grande oportunidade para uma gestão eficiente. Essa gestão passa por você redesenhar o funcionamento da prefeitura. Com 18 mil pessoas na prefeitura sem função, basta você integrar essas funções em categorias mais amplas.

Mudar de função é legal?

Não é mudar de função. Eu apresentei uma PEC, e essa semana fui ao presidente Michel Temer entregar um documento no qual peço que ele me ajude a aprovar essa proposta de emenda constitucional em que você autoriza o concurso interno no poder público. Você vai pegar pessoas que entraram 20 anos atrás com primeiro grau e hoje em dia já têm faculdade, inclusive doutorado e mestrado, e você pode reaproveitá-las numa atividade melhor do poder público. O inchaço do poder público é diretamente proporcional a essa regra, em que você tem a estabilidade. Eu duvido que a Justiça vá questionar e dizer que uma medida austera de economia de gasto, em um momento em que tem uma crise alucinada no país, não pode acontecer.

O senhor falou em eficiência. Existe projeto para diminuir o número de secretarias?

Vou organizar a prefeitura em sete macrofunções. Elas reúnem funções, podem estar em secretarias ou não. Hoje são 67 unidades de primeiro escalão no governo Eduardo Paes, e eu vou trabalhar com sete, mas sem deixar de prestar nenhum serviço que é prestado. Vou criar uma secretaria de segurança pública. É uma questão gerencial. Essa é minha especialidade. Faço política há 25 anos, estou no meu quinto mandato. É uma maneira de você pensar integrado.

Nesse agrupamento em macrofunções, não se corre o risco de deixar algumas áreas em segundo plano?

Pelo contrário. Corre o risco de ser muito mais rápida a entrega daquilo que o cidadão demanda e precisa. Se você pegar a licença de obra, você tem que ter a participação das secretarias de Urbanismo, de Obras, Meio Ambiente, da Rio-Águas, Rioluz. Você tem que desburocratizar, redesenhar o plano de obras. Você tem que ir desburocratizando, assim atende muito melhor e com rapidez.

O senhor tem apostado na própria trajetória política ao longo da campanha. Mas vivemos um momento no qual a população está descrente dos políticos de modo geral. Como trabalhar esta ideia de politico experiente neste cenário?

Um político tradicional não seria relator da Lei da Ficha Limpa e não teria apresentado as dez medidas contra a corrupção em dezembro do ano passado, quando corria o risco de a Mesa Diretora, presidida por Eduardo Cunha, enterrar as dez medidas e ficar com uma só. Isso é absolutamente contra o sistema. Na minha opinião, a melhor forma de você mudar a política é dentro dela e não criticando-a. Foi por isso que entrei. Não sou filho de político, ou neto de político. Você não joga bola com um sujeito que não entenda de futebol. O que as pessoas estão querendo não é alguém de fora da política. O que estão querendo, na minha opinião, é alguém experiente, que tenha trajetória. Não sou um candidato fabricado, igual é o Pinóquio, o Pedro Paulo.

O senhor é a favor ou contra armar a Guarda Municipal?

A prefeitura, de acordo com a lei, pode fazer muito mais do que está sendo feito. Não existe nenhuma política pública que vá funcionar bem sem a segurança. A saúde tem dificuldade pela falta de segurança. A educação tem dificuldade. Basta rodar as escolas e ver quantas têm que interromper aula por conta do tiroteio. Armar a Guarda será uma consequência de requalificá-la, trabalhar com informação, tecnologia e inteligência, integrá-la à Polícia Civil e à Militar. Não sou técnico de segurança. O que vou fazer num primeiro momento é qualificar a Guarda, prepará-la.

Mas a tecnologia tem um custo. E a questão da receita?

É baratíssimo. A receita da prefeitura é enorme. Tem hoje um enorme desperdício de dinheiro público. O que o Eduardo está fazendo com as OSs é criminoso. O que se gasta com as Organizações Sociais é algo jamais visto, do ponto de vista do desperdício. Só ai você tem uma economia brutal.

Há obras ainda não concluídas na cidade. O senhor as terminará?

Claro. Vou concluir as obras que o Eduardo parou porque faltou dinheiro. Naquelas que ele fez, vou ter manutenção. Haverá total continuidade de tudo o que já foi feito. Reconheço, inclusive, que tem obras que são muito boas para a cidade, sobretudo o Porto Maravilha. Ao mesmo tempo, ele empurra a cidade na direção da Barra da Tijuca. Tem que tomar um pouco de cuidado. 40 mil pessoas a mais morando ao lado do Autódromo de Jacarepaguá; isso pode ser um tiro. Imagina o trânsito do jeito que já está, cheio de problemas. Tem que pensar isso de maneira mais ampla.

Qual a sua posição sobre o Uber?

Sou favorável à legalização. Vou usar, inclusive, o modelo do Uber para a saúde, a habitação, a segurança, o transporte. O usuário vai me dizer qual é a dificuldade que ele tem. Eu vou poder redesenhar com liberdade e autonomia, sem depender do empresário de ônibus. Eu vou redesenhar o modelo a partir da necessidade do usuário. Hoje a gente tem oportunidade de fazer, e eu vou fazer, o que as esquerdas sonharam para o Brasil e não conseguiram, que é um governo verdadeiramente participativo. Naquela época, a participação era de pequenos grupos e só quem era ligado à política participava.

Como seria este modelo?

Tem um programa que é chamado Doutor Já. O conceito foi inventado pelo Jeff Bezos, criador da Amazon. Esse sistema informatiza todo o processo. Então quando você vai agendar o médico, escolhe qual é o profissional, (analisa) a experiência dele, a especialidade, o currículo, o resultado que deu por cada uma das coisas. Ele atende atrasado? Você vai como o Uber, dando nota. A ideia é fazer um acompanhamento das etapas de cada serviço. O próprio usuário, o carioca, vai dizer: o médico nunca atende na hora, o outro nunca aparece para trabalhar, eu levo tantos meses para fazer os exames. Se você tiver três milhões de pessoas na cidade dando informação, tem uma tela gerencial enorme no gabinete do prefeito e do secretário de Saúde. Você vai descobrindo todos os buracos e problemas existentes para ir resolvendo.

Quanto custa esta proposta?

É de graça praticamente. Você tem o sistema feito, o Doutor Já, um sistema de atendimento. Em vez de ter a atendente, que custa caro, você troca pelo sistema informatizado. Vai ter algum custo? Tem, mas vai ser muito mais barato do que o hoje.

Em quanto tempo o senhor conseguiria implantar esse sistema?

Acredito que no primeiro ano de governo conseguiria implantá-lo.

Como solucionar esses nós no transporte da cidade?

Ouvindo as pessoas, entendendo as reais necessidades delas e repensando o uso do solo. Você aproximando o trabalho da casa, a casa do trabalho. Já é autorizado legalmente ter moradia no Centro da cidade; tem que induzir as pessoas a isso. E vice-versa: também levar atividades econômicas e emprego para pontos em que eles não existem.

E a reorganização das linhas de ônibus?

Vou fazer isso com o usuário. Quem entende a maior necessidade de transporte é o próprio usuário. Não é o empresário de ônibus, que está atrás do lucro, muito menos o político, que não é quem está usando o transporte.

Fonte: O Globo 19/09/2016

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Indio da Costa quer implementar concurso interno

Indio da Costa quer implementar concurso interno

Segundo Indio, o objetivo da proposta é capacitar e valorizar o servidor        

Com intuito de tornar o poder público eficiente e otimizar as funções que caíram em desuso na gestão pública, o deputado federal Indio da Costa, candidato a prefeito do Rio pelo PSD, se reuniu, nessa quarta-feira (13), em Brasília, com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o presidente Michel Temer para solicitar apoio na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição 34/2007.  A matéria, de autoria de Indio, estabelece critérios para realização de concurso interno para ascensão funcional na Administração Pública.

Indio pede apoio dos presidentes Rodrigo Maia e Michel Temer para aprovar PEC que estabelece realização de concurso interno
Indio pede apoio aos presidentes Rodrigo Maia e Michel Temer para aprovar PEC que estabelece realização de concurso interno

Se aprovada, a proposta vai permitir que o concurso interno ocorra entre os servidores de uma mesma esfera de Poder, desde que comprovem o efetivo exercício, com mais de dez anos, no último cargo ocupado no momento da inscrição.

Segundo o parlamentar, o objetivo é a valorizar o servidor de determinada esfera de Poder, que se verá motivado a capacitar e desenvolver-se naquele ambiente. Além de proporcionar uma utilização mais eficiente dos quadros dos servidores já existentes, e reconhecer a experiência daqueles que conhecem a Administração Pública de forma profunda.

“Importante registrar que a possibilidade de crescimento na profissão é dado motivador e os servidores terão razões objetivas para qualificarem-se permanentemente”, justificou Indio.

Tramitação

A PEC já foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, e agora segue para análise em comissão especial antes de passar pela votação, em dois turnos, do Plenário.

Cassação

Indio da Costa, um dos principais articuladores da aprovação da Lei da Ficha Limpa e relator da matéria em 2010, esteve em Brasília, esta semana, para votar pela cassação do mandato de Eduardo Cunha.

“Esse foi um grande passo do Parlamento brasileiro, a sociedade não tolera mais maus gestores. Espero que sirva de exemplos a todos os políticos que não conseguem separar a vida pública da privada”, ressaltou.

 

Minha proposta é simples: fazer uma cidade inteira feliz

Minha proposta é simples: fazer uma cidade inteira feliz

Vou priorizar a qualidade de vida do carioca e sua dignidade         

O Rio precisa de um gestor para acabar com o desperdício e avançar com a qualidade da prestação de serviços. O próximo prefeito precisa ter muita experiência administrativa, independência e liberdade política para concluir o que ficou inacabado. E eu tenho essa experiência política. Com competência, simplicidade e priorização dos serviços básicos com qualidade, vou priorizar a qualidade de vida do carioca e sua dignidade, e transformar o Rio de Janeiro em uma das melhores cidades para se viver.

A gestão e a transparência serão a marca do meu governo. Diferentemente da atual gestão, que quebrou a previdência municipal e vai sair deixando a prefeitura endividada. O Rio agoniza por conta do aparelhamento político, da má qualidade dos serviços públicos e do planejamento ineficaz das obras e projetos.  A atual administração da Prefeitura do Rio inchou a máquina com aumento de secretarias, contratações, e desvaloriza o servidor de carreira. Por conta disso, os serviços prestados à população são ineficazes.

No meu governo, vou priorizar a gestão dos recursos públicos, disponibilizar melhores serviços à população – sem aumento de impostos. Vou buscar a eficiência do gasto, de forma a ser possível fazer mais utilizando o mesmo volume de recursos. Além de valorizar o servidor público, profissionalizar os gestores pelo reconhecimento do serviço prestado e por sua participação na gestão, conferindo-lhe respeito, dignidade e qualidade de vida.

O Rio tem a maior estrutura da saúde pública do país, mas não funciona. Vou administrar os hospitais com gestão eficiente, monitorar o atendimento com tecnologia e controle de indicadores, com a ajuda da sociedade. Com isso, dar mais transparência nas informações sobre o funcionamento de cada unidade. É obrigação da prefeitura garantir atendimento de qualidade, combater as fraudes na aplicação dos recursos e disponibilizar remédios para quem não pode pagar. É inaceitável o paciente procurar o médico, receber uma receita e não conseguir fazer o tratamento. Na minha administração, vou trabalhar para que o atendimento médico à população seja eficiente e de qualidade.

Para educação, a minha proposta vai além do modelo tradicional com investimento em novas tecnologias, com habilidades de relacionamento interpessoal e autonomia para a vida em sociedade. Oferecer ensino em tempo integral por meio de parcerias com escolas de idiomas, informática, ensino técnico, formação profissionalizante em convênio com SENAC, SENAI, escolas técnicas e outros. Além de valorizar os profissionais da educação, implantar a tutoria pedagógica, cuidar das escola e modernizar o ensino pra formar uma nova geração de empreendedores. A educação de qualidade é que permite as pessoas saírem da pobreza.

No meu governo, para solucionar os problemas de mobilidade urbana da cidade, vou integrar as políticas e intervenções urbanas para possibilitar que a cidade seja pensada e repensada sob diversos ângulos e que o crescimento passe a ocorrer de forma ordenada. Além de requalificar áreas degradas, priorizar a revitalização da Zona Norte, Leopoldina e Centro simplificar o processo de legalização de construções, regularizar os loteamentos irregulares, promover a renovação das vias públicas com asfalto de melhor qualidade e maior durabilidade, autorizar habitação na região central da cidade, e ampliar o monitoramento e gerenciamento de áreas de riscos.

Para resolver o problema de segurança no Rio, vou criar a Secretaria Municipal de Segurança Pública, valorizar, requalificar e remunerar adequadamente a Guarda Municipal para que ela cuide das pessoas. Vou garantir o direito de ir e vir do carioca com apoio tecnológico, sistema de informações e inteligência, além da presença física da Guarda Municipal e de toda a estrutura pública municipal de modo a evitar a desordem urbana, principal semente para a violência.

Eu entendo que é função primordial da prefeitura criar condições essenciais de alcance de uma qualidade melhor de vida para as pessoas. Com uma gestão eficiente e com serviços públicos adequados, retomaremos a nossa real capacidade de crescimento para transformar o Rio em uma cidade onde os cariocas se orgulhem de viver. Vamos juntos pelo Rio!

 

Indio da Costa diz que fará auditoria em secretarias municipais

Indio da Costa diz que fará auditoria em secretarias municipais

Indio defende maior transparência nas informações da prefeitura do Rio                

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Indio debate plano de governo com empresários da construção civil

O candidato a prefeito do Rio pelo PSD, deputado federal Indio da Costa, conversou na tarde desta quinta-feira com 60 empresários da área da construção civil na sede da Associação das Empresas de Engenharia do Rio, no Centro. A participação de Indio foi um convite da entidade feito a todos os candidatos. No encontro, o grupo entregou ao parlamentar as propostas do setor.

Os empresários apresentaram cinco prioridades a Indio da Costa: respeito aos contratos com a prefeitura, melhorias da gestão pública e do processo de licitação, e prioridade para as obras em andamento e para conservação da cidade. Em seu discurso, o deputado debateu seu plano de governo e respondeu as perguntas da plateia.

– Podem ter certeza: vou cumprir os contratos. Além disso, vou organizar e otimizar a prefeitura. O meu perfil é de gestor. Sou o candidato mais preparado. Sei como fazer. Fui secretário municipal de Administração. Conheço os problemas da prefeitura – ressaltou ele.

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Em entrevista ao Sisep, Indio anunciou que fará auditoria em secretarias municipais caso seja eleito

Indio da Costa também concedeu entrevista ao Sindicato dos Servidores Públicos Municipais do Rio (Sisep). O candidato anunciou que fará auditoria em secretarias municipais caso seja eleito. Ele defendeu a transparência em informações envolvendo as Organizações Sociais (OS) e empresas terceirizadas.

– A prefeitura tem 57 órgãos de primeiro escalão. É um absurdo. A máquina pública está inchada e cheia de cabos eleitorais do PMDB e de partidos aliados – disse Indio da Costa.

Pela manhã, o candidato esteve no Terminal Alvorada, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde conversou com os usuários de ônibus e ouviu as principais reclamações dos passageiros relativas ao sistema BRT.