Entrevista Veja: “O Rio não vai eleger um covarde”, diz Indio

Entrevista Veja: “O Rio não vai eleger um covarde”, diz Indio

Indio dispara críticas a Pedro Paulo Carvalho e não poupa Marcelo Crivella          

Em seu segundo mandato como deputado federal, Indio da Costa (PSD) demonstra segurança de que vai ser ele o ocupante da cadeira de prefeito do Rio de Janeiro. Isso mesmo diante dos atuais 6% de intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha. Às vésperas do pleito, a estratégia é entrar no ringue para tentar vaga no segundo turno. Em entrevista a VEJA, Indio disparou para todos os lados: classificou o prefeito Eduardo Paes de “coronel”, chamou o candidato Pedro Paulo Carvalho de “covarde” e disse que Crivella “faz parte de um projeto nacional de poder da igreja Universal”. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

O senhor foi secretário de Esportes do governo Eduardo Paes em 2013. Por que saiu? Idealizei um projeto para ex-atletas inspirarem alunos de favelas a exercer uma atividade esportiva. Mas o Eduardo Paes nunca o tirou do papel por uma razão que não engoli. Me disse: “Não vou botar azeitona na empada do Beltrame (secretário estadual de segurança). Ele pode ser candidato a governador em 2018 e não vou fortalecê-lo”. Pedi para ser exonerado.

De lá para cá houve alguma tentativa de reaproximação? Quando fui eleito deputado federal em 2014, o Eduardo pediu que eu encontrasse o Pedro Paulo. Fui e fiquei horrorizado.

Por quê? Prefiro não entrar no detalhe.

Ficaram sequelas do rompimento com o prefeito? Da minha parte não. O Eduardo é um coronel. Ele não respeita as pessoas.

Pedro Paulo está embolado com o senhor e outros na vice-liderança das pesquisas. A máquina do governo não pode fazer a diferença na reta final? Não acredito que o Rio vai eleger um covarde que bate em mulher para prefeito do Rio. Sei de candidatos a vereador do próprio PMDB que rasga o panfleto para tirar a foto do Pedro Paulo.

Por que não fez aliança com o candidato do PSDB, Carlos Osório, que tem afinidade ideológica com o senhor? Encomendei uma pesquisa que mostrava que comigo de vice o Osório teria potencial de alcançar 6% como o cabeça da chapa, enquanto eu, 20%. Mas ele me disse que não estava preparado para ser vice. Eu respeitei.

Qual será sua estratégia para vencer Marcelo Crivella em um eventual segundo turno? Eu vou ganhar a prefeitura, não tenho nenhuma dúvida. A Igreja Universal, à qual ele pertence, tem um projeto nacional de poder insano e exclusivista.

Circulou na internet um vídeo em que pessoas da Rocinha diziam que haviam recebido dinheiro para fazer campanha para o senhor durante uma de suas visitas à favela. Procede? Não conheço nenhuma daquelas pessoas. Elas são ligadas ao narcotráfico.

No passado, o senhor defendeu a aplicação de multa para quem desse esmola para moradores de rua. Ainda é a favor da medida? O que eu queria era discutir a questão da exploração infantil e a única maneira que via era cortando o fluxo financeiro. Hoje não defendo mais isso.

O senhor aprovou a Olimpíada carioca? Foi um evento excepcional, mas o Eduardo apostou nas Olimpíadas, e não nos cariocas.

Por que afirma isso? A gestão Paes foi péssima na questão social, mas um sucesso na intervenção urbana, sobretudo na recuperação do Porto Maravilha. Por isso, vai entrar para a história. Mas eu também teria estruturado a Guarda Municipal e incluído em creches as 42 000 crianças que continuam sem vaga.

Mas a cidade quintuplicou sua capacidade no transporte público. Os BRTs são um puxadinho. Pelo preço que custou o metrô, poderia ter ido muito além da Barra da Tijuca.

Metrô não é atribuição do governo do Estado? Vamos combinar que Estado e prefeitura do Rio são um só. Foi o sistema chamado PMDB que colocou o Eduardo na prefeitura do Rio. Ele mesmo ficou assustadíssimo quando descobriu quanto tinha custado sua campanha, coordenada pelo Wilson Carlos (ex-secretário de Governo de Sérgio Cabral). O Wilson falou assim para o Eduardo: “Eu te disse que sei fazer bem feito, mas não falei que era barato.”

Fonte: Veja 23/09/2016

 

Indio da Costa, candidato para Prefeitura do Rio, é o entrevistado do site CARNAVALESCO

Indio da Costa, candidato para Prefeitura do Rio, é o entrevistado do site CARNAVALESCO

Indio vai administrar o carnaval com base nas opiniões e sugestões das escolas         

O deputado federal Indio da Costa, candidato do PSD para Prefeitura do Rio de Janeiro, é o terceiro entrevistado da série do site CARNAVALESCO com os prefeitáveis. O pleito acontece no dia 2 de outubro, no primeiro turno, e, caso seja necessário, o segundo turno será no dia 30 de outubro. Para o lugar do atual prefeito Eduardo Paes, onze candidatos estão na disputa. Durante a entrevista, Indio da Costa disse que, caso seja eleito, a Riotur terá o papel fundamental de criar um calendário que trabalhe com o carnaval o ano todo.

Site CARNAVALESCO: Qual o posicionamento do candidato sobre a administração da Liesa no comando do Grupo Especial?

Indio da Costa: Antes da Liesa, os desfiles eram uma verdadeira anarquia. A Liesa fez do desfile algo organizado e que aproveita bem o potencial de exploração turística. Não há motivo para mexer nisso. 

Site CARNAVALESCO: As escolas da Série A sofrem com a falta de barracões. São muitas promessas de construção da Cidade do Samba 2. O candidato fará? Em qual local? E qual prazo de conclusão?

Indio da Costa: Seria irresponsabilidade ou demagogia assumir desde já o compromisso de construir, sem saber, exatamente, de onde viriam os recursos. É preciso compreender que a administração Eduardo Paes, que aplica o mesmo modelo que quebrou o governo do Brasil e do Estado do Rio, deixará as contas da prefeitura com déficits estupendos. Mas, o desejo de construir, sem dúvida, eu tenho. 

Indio: “A Liesa fez do desfile algo organizado e que aproveita bem o potencial de exploração turística”
Indio: “A Liesa fez do desfile algo organizado e que aproveita bem o potencial de exploração turística”

Site CARNAVALESCO: As escolas gostariam de receber a subvenção do próximo carnaval entre os meses de junho e julho. Normalmente, o valor só é depositado após a assinatura do contrato e cai na conta em novembro/dezembro. Como melhorar essa situação?

Indio da Costa: Isso só é possível decidir diante do fluxo de caixa da prefeitura. Uma garantia dou: todas as decisões que eu e a minha equipe tomarmos com influência nos diversos segmentos, serão fruto de um diálogo que considere sempre os interesses maiores da população. O carnaval e nele, as escolas de samba são um patrimônio cultural do Rio. Hoje, um dos únicos, uma vez que o futebol carioca deixou de ser uma estrela de primeira grandeza. 

Site CARNAVALESCO: O atual prefeito fez diversas obras em quadras das escolas. Caso eleito, o senhor pretende seguir o mesmo caminho? Quais escolas seriam beneficiadas?

Indio da Costa: Volto a dizer. Pretendo, mas essa é uma decisão que dependerá dos números que nós encontrarmos na prefeitura. Sei que há um passivo enorme de obras a realizar nas unidades de saúde e educação. 

Site CARNAVALESCO: Qual é a proposta do candidato para junto da Liesa levar o turista e o carioca a ter entretenimento na Cidade do Samba?

Indio da Costa: Estimular a realização de eventos na Cidade do Samba o ano todo, como acontece com o próprio funcionamento das escolas de samba. Quem não conhece o segmento é levado a acreditar que as escolas só funcionam no tempo perto do carnaval. Não é verdade. Mal terminaram os desfiles, proclamados os resultados, as escolas estão de volta ao trabalho para realizar o carnaval do ano seguinte. A Cidade do Samba pode ser o reflexo divertido desse trabalho, com retorno financeiro para as escolas. 

Site CARNAVALESCO: A Riotur é a responsável pelo carnaval na prefeitura. Muitos dirigentes e sambistas gostariam de um poder maior da Direção de Operações da Riotur que faz um trabalho o ano inteiro com o carnaval. É possível pensar em criar uma subsecretaria de carnaval? Quais seus projetos para a administração do carnaval?

Indio da Costa: A idéia não é ruim. É possível pensar nela, como um projeto para dar ao carnaval a dimensão de um produto que pode gerar trabalho, renda e impostos o ano todo. Um projeto essencial: administrar o carnaval com base nas opiniões e sugestões das escolas. 

Site CARNAVALESCO: Esse ano tivemos apresentações das escolas no Parque Madureira, todas gostaram, e fizeram sugestões de mais eventos parecidos durante o ano. O candidato tem algum projeto para movimentar o carnaval no meio do ano seja na Cidade do Samba, Boulevard Olímpico, Parque Madureira ou até no Sambódromo? 

Indio da Costa: Ainda não pensei nisso. 

Indio: "No meu governo, todos os projetos serão recebidos e debatidos com as escolas."
Indio: “No meu governo, todos os projetos serão recebidos e debatidos com as escolas.”

Site CARNAVALESCO: O carnaval dos blocos é hoje o maior sucesso da cidade. Como melhorar ainda mais o que já vem dando certo? 

Indio da Costa: Está dando certo. O papel da prefeitura é garantir ambiente seguro e organizado. É o que vou fazer. 

Site CARNAVALESCO: Sobre os desfiles do Acesso na Estrada Intendente Magalhães. Como dar mais estrutura e força aos desfiles que mexem com comunidades importantes para cidade e para o samba?

Indio da Costa: Lembro que as escolas do Acesso apresentaram em janeiro à Riotur um projeto de revitalização do espaço. Aqui me faço de entrevistador. Deu certo? Funcionou? Eu sou um entusiasta das escolas do Acesso, elas sustentam o carnaval carioca feito exclusivamente para o carioca. No meu governo, todos os projetos serão recebidos e debatidos com as escolas. 

Site CARNAVALESCO: Como o candidato pensa em atrair novamente o carioca para dentro das quadras, ensaios técnicos no Sambódromo e desfiles oficiais. Recentemente, uma pesquisa apontou que muitos cariocas nunca foram ao Sambódromo. É possível pensar em algum projeto para trazer esse público?

Indio da Costa: A Riotur terá o papel fundamental de criar um calendário que trabalhe com o carnaval o ano todo. 

Site CARNAVALESCO: O candidato pode apresentar mais propostas que deseja executar para escolas de samba e blocos. 

Indio da Costa: Ouvir, debater os projetos, interferir pouco e auxiliar muito, sempre com a compreensão de que o carnaval carioca representado nas escolas e blocos é a marca mais valiosa. 

Fonte: site Carnavalesco 16/09/2016

Indio da Costa faz caminhada pela Zona Sul do Rio

Indio da Costa faz caminhada pela Zona Sul do Rio

Candidato a prefeito do Rio pelo PSD, o deputado federal Indio da Costa participou nesta quinta-feira de uma caminha pela Zona Sul da cidade. Ele percorreu bairros como Ipanema, Copacabana e Botafogo. Durante o trajeto, o parlamentar conversou com moradores, comerciantes e guardas municipais. O parlamentar destacou a importância de se fazer um planejamento voltado para o turismo após a Olimpíada.

Indio destacou a importância de se fazer um planejamento voltado para o turismo após a Olimpíada.
Indio destacou a importância de se fazer um planejamento voltado para o turismo após a Olimpíada.

– Os Jogos Olímpicos estão acabando e os hotéis começam a ficar vazios. É preciso ter um planejamento para o Rio a partir de agora. Em 1998, como vereador, participei da elaboração de um plano, que foi aprovado na Câmara. Desde então, não se planejou mais nada neste sentido. Como prefeito, é focar no setor para gerar emprego e renda para o carioca – disse.

Indio da Costa citou como exemplo também de incentivo à economia a recuperação de áreas degradadas:

– Os quiosques de flores surgiram na década de 1990, durante o primeiro governo César Maia. O conceito foi pegar uma área degradada e transformá-la numa área ocupada com alguma atividade econômica que fosse bacana para cidade. Ali, você dava uma oportunidade de trabalho para quem fosse atuar nos quiosques, que passava a cuidar do entorno. Iniciativas como estas são simples, geram emprego, renda e, sem dúvida, devem ser apoiadas e multiplicadas.

Indio conversou com moradores, comerciantes e guarda municipais.
Indio conversou com moradores, comerciantes e guarda municipais.

O candidato conversou ainda sobre sua proposta de governo na área de Segurança Pública, que será prioridade caso seja eleito:

– Em 2014, o papel do Município na segurança foi regulamentado pela Lei 13.022. A atual gestão não respeitou essa lei em sua plenitude! Vamos garantir o direito de ir e vir do carioca com apoio tecnológico, sistema de informações e inteligência, além da presença física da guarda municipal e de toda a estrutura pública municipal de modo a evitar a desordem urbana, principal semente para a violência.