Indio da Costa visita Rocinha no primeiro dia de campanha

Indio da Costa visita Rocinha no primeiro dia de campanha

O candidato à prefeitura do Rio pelo PSD, deputado federal Indio da Costa, visitou nesta terça-feira a Favela da Rocinha, na Zona Sul do Rio, em seu primeiro dia de campanha. Ele, que tem agendada outras visitas na comunidade, escolheu o local como um marco da cidade partida em que se transformou o Rio.

Do outro lado da Rocinha, fica São Conrado, com muitas oportunidades. Se eu for eleito prefeito, vou integrar a cidade.
“Se eu for eleito prefeito, vou integrar a cidade”.

Indio da Costa conversou com moradores, mototaxistas e comerciantes. O deputado destacou que sua prioridade, caso seja eleito, será a Segurança Pública. Além de contribuir no combate à violência, o candidato do PSD afirmou ainda que pretende gerar oportunidades de trabalho e renda.

– Do outro lado da Rocinha, fica São Conrado, com muitas oportunidades. Se eu for eleito prefeito, vou integrar a cidade. Não pode haver um Rio diferente do outro. A minha prioridade será a segurança pública. Mas não apenas com a guarda municipal requalificada e, sim, com educação de qualidade desde a infância – destacou Indio durante a caminhada.

Em 2013, o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza desapareceu após ser levado por policiais militares para ser interrogado na sede da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) durante a Operação Paz Armada, de combate ao tráfico de drogas. Segundo o IBGE, a Rocinha possui cerca de 70 mil moradores.

Na visita, Indio da Costa caminhou por um mercado popular, o qual ajudou a regularizar quando foi secretário municipal de Administração e vereador.

Vou fazer o que for necessário para garantir serviços públicos, respeitando o dinheiro que o carioca paga de imposto - destacou Indio.
Vou fazer o que for necessário para garantir serviços públicos, respeitando o dinheiro que o carioca paga de imposto – destacou Indio.

– A Associação de Moradores de São Conrado era contra a regularização. Quem trabalhava aqui tinha medo de perder o seu trabalho. O tráfico também era contra. Mas, na época, enfrentei todos eles. Tirei do papel esta obra magnífica. Desde 2004, o projeto gerou emprego e renda para as pessoas – afirmou o candidato.
O deputado pediu votos ao lado de candidatos a vereador da coligação. Para Indio, garantir serviços públicos de qualidade também é fundamental.

– Vou fazer o que for necessário para garantir serviços públicos, respeitando o dinheiro que o carioca paga de imposto – destacou.

Insegurança por toda parte

Insegurança por toda parte

Há pelo menos duas décadas, a violência se agravou nas regiões metropolitanas do país. Na capital do Rio, houve um período de tranquilidade com as UPPs. Nos últimos anos, o Estado perdeu o controle. Já não se trata de um fenômeno que acontece em determinadas áreas. Aqui, a insegurança está por toda parte. Tanto nas comunidades carentes quanto em locais considerados nobres.

A política de segurança das UPP's perdeu a guerra para a dualidade legal da nossa cidade, representada na atividade econômica local pelo tráfico.
A UPP perdeu a guerra para a dualidade legal da nossa cidade, representada na atividade econômica local pelo tráfico.

As necessárias UPPs criaram um temporário sentimento de tranquilidade, que atraiu investimentos e empregos, valorizou imóveis, mas perdeu a guerra para a dualidade legal da nossa cidade, representada na atividade econômica local pelo tráfico.

Segundo o secretário de Segurança, o problema começa por não ter sido acompanhado, como previsto, da chegada de serviços públicos, como saúde, educação e urbanismo, que trariam algum progresso e afastariam jovens do banditismo. Insiste que essas comunidades continuam como verdadeiros guetos de exclusão social. Mas, desta vez, com a presença ostensiva da polícia, que precisa receber em dia e ser requalificada.

Em parte, José Mariano Beltrame está correto. Há 25 anos acompanho de perto as questões sociais do Rio. O Estado está longe de representar as necessidades nas comunidades. Não há eficiência e eficácia na qualidade dos serviços, em especial na formação das crianças e dos jovens. A dualidade legal que vivemos agrava o problema. As famílias precisam de assistência para melhor compreensão do seu papel neste processo. Mas a falta de legalidade é fruto da ausência da ordem que só pode ser imposta pelo Estado. Em nenhum território a “lei” pode ser paralela, garantida à bala ou à faca.

O quadro se repete nos corredores comerciais e áreas de lazer da cidade, diante a ostensiva omissão da prefeitura nos últimos oito anos, tempo suficiente para promover uma ação transformadora.

O prefeito Eduardo Paes reage a cada assassinato, a cada tragédia, com o discurso irresponsável de que segurança não é assunto da prefeitura. Paes se esconde numa interpretação equivocada da Constituição e ignora a lei 13.022 de 2014, que dá poderes à guarda municipal para se integrar no sistema de segurança, como já acontece com êxito em várias cidades.

É, sim, obrigação dos prefeitos, numa colaboração que vai muito além do uso dos agentes municipais. O acesso à polícia do cadastro de pais e alunos das escolas públicas, o acesso online dos atendimentos nos hospitais de emergência e mesmo dos atendimentos agendados podem ajudar muito na investigação e elucidação de crimes. Inteligência e tecnologia integradas no sistema de câmeras pela cidade. Até limpeza, poda de árvores e iluminação pública fazem diferença, só para citar exemplos simples.

O Rio recebe investimento bilionário em obras caras e mal acabadas para realização dos Jogos Olímpicos, cujo alardeado legado para cidade, o próprio prefeito, espantosamente, é o primeiro a admitir que não existirá. Enquanto isso, o carioca paga um enorme preço com o custeio represado e sofre com o caos nos serviços públicos essenciais. Saúde, Educação, Transportes e Segurança custam uma fortuna e funcionam sem qualidade.

Time de basquete da China fica em meio a tiroteio em via expressa do Rio. Jogadores postam nas redes sociais fotos de ambulantes deitados à beira da pista
Time de basquete da China fica em meio a tiroteio em via expressa do Rio. Jogadores postam nas redes sociais fotos de ambulantes deitados à beira da pista.

Não podemos perder mais tempo, mais vidas. É indispensável uma intervenção federal, de forma colaborativa com o governador em exercício, que recebeu o estado dilacerado e precisa de apoio para retomar seu bom funcionamento. Por isso, apresentei uma petição com pedido de intervenção em caráter de urgência, em audiência, ao Presidente da República. O Rio, o carioca e o fluminense precisam e merecem.

Jovens da Zona Norte reclamam da falta de emprego

Jovens da Zona Norte reclamam da falta de emprego

O desemprego afeta mais os jovens do que as demais faixas etárias, segundo dados da Pesquisa Mensal de Emprego divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A população que está entrando no mercado de trabalho, de 18 a 24 anos, já registra desocupação de 24,1% só no primeiro semestre deste ano.

Jovens reclamam da falta de emprego
Jovens reclamam da falta de emprego

—   Aqui  na comunidade não falta só emprego. O que falta é oportunidade, porque só precisamos de uma chance para estudar e ser alguém na vida e conquistar através do nosso próprio esforço –  relata Leonardo Nunes, de 21 anos, morador da Vila da Penha.
O depoimento foi durante encontro com o deputado federal Indio da Costa (PSD), que visitou a comunidade e conversou com os jovens sobre os problemas da região.

Na avaliação dos jovens, os governos – na esfera municipal, estadual e federal –  não investem em políticas públicas voltadas para a qualificação da juventude. Para a jovem Ana Paula dos Santos, de 22 anos, a presença do poder público reduziria os problemas da criminalidade.

Para a jovem Ana Paula, a presença do poder público reduziria os problemas da criminalidade.
Para a jovem Ana Paula, a presença do poder público reduziria os problemas da criminalidade.

—  O desemprego contribui para aumento da violência. É preciso ter mais oportunidades, pois o jovem tendo emprego não procura outras formas de se sustentar e ganhar dinheiro – diz a jovem.

Outro adolescente, que preferiu não se identificar, relata ainda que a entrada no tráfico é muitas vezes a única saída para quem não consegue trabalho.

As pessoas tentam, mas sem oportunidade acabam escolhendo outros caminhos. Afinal, todo mundo precisa colocar comida na mesa de suas famílias – constata o jovem.

Rio perdeu mais de 640 mil postos de trabalho. 

Segundo dados do Cadastro Geral de Empregadora e Desempregados (Cadeg), de janeiro a maio, o Estado do Rio de Janeiro fechou 642.397 vagas. A maior perda, na capital fluminense, foi no setor de serviços e comércio.

No bate-papo com os moradores Indio da Costa disse que também é papel dos agentes políticos a preocupação de auxiliar o jovem na entrada do mercado de trabalho. Ele ainda afirma que a educação, por meio da formação pessoal e profissional é o melhor caminho para isso

—  A ideia é disponibilizar já no ensino fundamental um curso profissionalizante para a garotada. Abrir a escola para a sociedade e promover está integração– disse ele, sobre a necessidade de formar mão-de-obra qualificada para atender às demandas do empresariado da Zona Norte.

Para Indio, a ideia é disponibilizar já no ensino fundamental um curso profissionalizante para os jovens
Indio defende a ideia de disponibilizar já no ensino fundamental cursos profissionalizantes para os jovens

Indio da Costa vistoria Hospital Salgado Filho

Indio da Costa vistoria Hospital Salgado Filho

Após denúncias sobre os problemas no Hospital Municipal Salgado Filho, no Méier, na Zona Norte do Rio, o deputado federal Indio da Costa (PSD) fez uma visita na última terça-feira nas instalações da unidade hospitalar.

Eu vim aqui conhecer de perto a situação e os problemas do Salgado Filho. O fato é que os hospitais da região da Zona Norte não estão atendendo e ainda encaminhando pacientes para atendimento no Salgado Filho – afirma.

Hospital Municipal Salgado Filho: paciente aguarda atendimento em pleno corredor
Hospital Municipal Salgado Filho: paciente aguarda atendimento em pleno corredor

Ainda segundo ele, atualmente o hospital que está preparado para atender pacientes baleados ou com algum trauma também tem que atender a emergência clínica. Indio da Costa explica que a ideia é separar e complementar esse serviço para atender a população dessa região.

Superlotação, demora no atendimento de pacientes e a falta de infraestrutura de medicamentos e de equipe são alguns problemas rotineiros no hospital, segundo o relatório do Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj).

As mesmas cenas se repetem no dia a dia da unidade do Méier. Quem sofre com o descaso na saúde é a população. Um dos exemplos é o da cuidadora de idosos Valéria Passos, de 50 anos, que esperou mais de três horas para ser atendida.

Eu rodei várias unidades de saúde e parei aqui. É um absurdo esse jogo de empurra-empurra para um simples entorse na mão e ainda terei que esperar mais algumas horas para colocar gesso – relata.

Outra paciente, que pediu para não ser identificada, conta que não tinha médico otorrino para consulta.

Fiquei esperando durante horas e quando chamada me avisaram que não tinha especialista na área, não é a primeira vez que isso acontece no hospital. É uma desorganização – desabafa.

Além disso, profissionais de saúde do hospital relataram ainda a falta de condições adequadas de trabalho, a qual estão submetidos, o que compromete a qualidade de atendimento e, que, por consequência, põe em risco a vida dos pacientes. A denúncia de um agente de saúde, que não revelou sua identidade, entre os maiores problemas estão o da superlotação, e a falta de infraestrutura de medicamentos e de equipe para realizar o atendimento.

Gestão na saúde

Os problemas na saúde do Rio estão relacionados ao atual modelo de gestão, avalia Indio da Costa (PSD).

Deputado Indio da Costa recebeu denúncia de superlotação no Hospital Salgado Filho
Deputado Indio da Costa recebeu denúncia de superlotação no Hospital Salgado Filho

Segundo ele, a saúde precisa ser olhada sob dois aspectos: o caráter preventivo, voltada para questões como saneamento básico, vacinas e orientação, e a curativa com foco para a qualidade dos hospitais e postos de atendimento.

O modelo aplicado atualmente se esvaziou. É preciso gestão no atendimento voltado a saúde e precisa ser olhada sob dois aspectos, o caráter preventivo, voltada para vacinação, orientação e ainda o curativo, com foco para a qualidade dos hospitais e pontos de atendimento. — explica Indio da Costa.

Guarda Municipal é polícia, sim, senhor.

Guarda Municipal é polícia, sim, senhor.

A polícia no modelo tradicional perdeu a capacidade de proteger a população. Por vários motivos, um deles o olhar míope, que tira das prefeituras a responsabilidade de, pelo menos, ajudarem a resolver o problema com a participação direta e eficaz das Guardas Municipais.

Indio da Costa defendeu aplicação da Lei 13.022 em encontro com a Frente Manifestante da GM do Rio.
Indio defendeu aplicação da Lei 13.022 em encontro com a Frente Manifestante da Guarda Municipal do Rio.

Chamou a minha atenção de pronto, pelo título, “Guarda Municipal não é polícia”, o artigo do Procurador Marrey, porque tenho dedicado boa parte do meu tempo aos estudos da segurança pública, concentrado no papel, que cabe às prefeituras neste contexto. A Guarda Municipal é o braço do modelo, principalmente, após a Lei 13.022 de 2014.

O artigo é evocação da “velha ordem”, para oxigenar um modelo que, sem dúvida, está dissolvido como alternativa de combate ao crime e a violência.

É preciso refazer o sistema e com urgência. Se há mesmo entraves legal à revisão, então, que, imediatamente, se providencie as mudanças, porque ele faz vítimas todas as horas do dia e em todos os lugares das cidades.
Por conhecer as dificuldades imensas pelas quais passam as polícias tradicionais, dou outro sentido ao título do artigo do Procurador Marrey. Que bom que “Guarda Municipal não é polícia”. Mas, por saber o quanto a sociedade brasileira precisa de uma polícia eficaz, uma polícia que aja em defesa da cidadania, digo que é uma pena que a Guarda Municipal ainda não seja essa polícia. Precisa ser, porque o custo delas, a sociedade já absorve.

Na minha cidade, Rio de Janeiro, a Guarda Municipal custa aos contribuintes algo em torno de R$ 500 milhões/ano e é reconhecida pela população como peso morto, porque o Prefeito Eduardo Paes foge da responsabilidade de cuidar da segurança como o diabo foge da cruz.  Ele não permite que o contingente de guardas municipais cumpra qualquer outra função a não ser posicionar-se nas esquinas das ruas, sem competência atribuída para qualquer atividade de prevenção. A posição do prefeito desrespeita a população, os profissionais da Guarda e faz pouco do dinheiro do contribuinte.

A Guarda precisa ser treinada, equipada e reorganizada. Assim, poderá assumir o papel na segurança preventiva e preservar vidas.
A Guarda precisa ser treinada, equipada e reorganizada. Assim, poderá assumir o papel na segurança preventiva e preservar vidas.

O modelo está exaurido e não há como nem razão para tentar restaurá-lo. É preciso aproveitar as inovações, caso da Lei 13.022/2014, para seguir em frente e reformar por completo o sistema.

O Procurador Marrey está certo. Certíssimo, quando diz que não se pode aceitar em nome da necessidade de segurança pública, o abuso e a ilegalidade. Também quando diz que “a lei autoriza o uso da força de maneira legítima e estrita”. E, novamente, quando afirma que “o Estado de Direito deve valer para todos, exigindo que a violência e a ilegalidade sejam coibidas e punidas, venham elas de criminosos comuns ou de agentes públicos”.

Acontece que também não se pode aceitar que predomine a insegurança, a perda de vidas, a violência e todo tipo de ilegalidade cometido pelos criminosos, que agem com o beneplácito de um sistema carcomido e imprestável, porque há dogmas que impedem a reforma e existe a força do judiciário para barrar o efetividade das mudanças, que já conquistamos. A sociedade precisa, mais do que nunca, que a Guarda Municipal seja, sim, uma polícia treinada, equipada e preparada para, nas ruas, garantir o direito de ir e vir de todos, exceto dos que às ruas vão para cometer crimes e violência contra as pessoas de bem. Para o Rio de Janeiro a mudança é caso de vida ou morte.

Deputado Indio da Costa pede intervenção federal a Temer

Deputado Indio da Costa pede intervenção federal a Temer

O deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ) entregou nesta quarta-feira, em Brasília, o pedido de intervenção federal no Rio ao presidente da República exercício Michel Temer (PMDB).

No documento, o parlamentar defende que a União interfira urgente na crise da segurança publica, da saúde e da educação no estado do Rio e na capital.

Durante o encontro, Temer adiantou ao parlamentar que a solicitação e análise da questão  é de responsabilidade da Presidência e que está prevista no artigo 84, da Constituição Federal, e também autorizada no artigo 34, inciso III.

– Temer disse que vai abrir um procedimento interno para que seja feito análise jurídica do pedido – adiantou Indio sobre a conversa com o presidente.

A intervenção é prevista quando a Ordem Pública está comprometida. Na tribuna, Indio da Costa defendeu que a situação no Rio é muito grave e que perdeu o controle.

– No estado se instalou uma situação de progressão comprometimento da Ordem pública – disse Indio.

Um dos trechos do documento diz: “No Rio, as pessoas são assassinadas a todo momento no estado, os hospitais públicos mesmo os municipais estão sem capacidade de atendimento digno à população e as escolas não conseguem ensinar,  professores estão sem pagamento e sem garantias para trabalhar, as prisões estão sem controle.”

Em outro tópico, afirma: “As pessoas no Rio de Janeiro perderam as garantias constitucionais porque a calamidade financeira reconhecida em decreto pelo governo interino, Francisco Dornelles, tirou do governo do estado o princípio da autoridade e a capacidade de recuperação dela em tempo suficiente para garantir a ordem pública”.

O parlamentar deixou claro que o pedido de intervenção federal não é militar, e sim relacionado aos serviços essenciais.

– É da segurança que perdeu o controle, da saúde que as pessoas estão morrendo e da educação. A gente sabe da gravidade da situação e não dá mais para esperar, é preciso reestabelecer a questão da Ordem Pública no Estado e também na cidade do Rio de Janeiro – destacou Indio da Costa.

Abaixo assinado pela Intervenção

O deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ) organizou um abaixo assinado para ter apoio popular para Intervenção no Rio.

No link é http://indiodacosta.com.br/2016/07/05/assine-a-peticao-para-a-intervencao-federal-no-rio/