Indio da Costa apresenta propostas para a Barra e região

Indio da Costa apresenta propostas para a Barra e região

“O próximo gestor vai precisar de muita experiência para concluir o que ficou inacabado”      

RIO – Em 2 de outubro, aproximadamente 4,8 milhões de eleitores, segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), devem ir às urnas do Rio de Janeiro para escolher o prefeito e os 51 vereadores do município. Este ano, as regras da propaganda eleitoral gratuita na televisão sofreram alterações. Diferentemente dos anos anteriores, quando eram reservados 30 minutos de campanha para as coligações majoritárias num dia e 30 para as proporcionais no outro, este ano apenas os postulantes ao Palácio da Cidade ocupam um tempo contínuo na TV e no rádio. Mesmo assim, são apenas dez minutos divididos, proporcionalmente, entre os 11 candidatos. O restante da propaganda eleitoral é diluído na programação ao longo do dia.

Isso reduz o número de pessoas que acompanham a campanha pelas mídias tradicionais e ao mesmo tempo força os candidatos a falarem de forma genérica, sem se aprofundar em suas propostas sobre cada assunto e para cada região da cidade.

Pensando nisso, O GLOBO-Barra propôs aos candidatos a prefeito que apresentassem suas propostas de governo específicas para a região.

Cultura

Podemos trabalhar a cultura na Barra e região como trabalharemos na cidade toda. Entender a cultura como elemento essencial da educação. As escolas precisam dedicar tempo ao conhecimento da cultura. Os alunos devem ser incentivados a frequentar teatros, museus, no Rio e fora do Rio, e aproveitar os espaços que a região da Barra tem, teatros, auditórios, shoppings. Vale lembrar que as manifestações culturais podem acontecer em ruas, calçadas, praias etc. É uma questão de vontade política e prioridade. No meu governo a cultura fará parte de uma macrofunção, a da educação.

Conservação

Conservação é a questão de ordem; a região da Barra sofre muito por falta de uma política que eduque a população e que fiscalize o cuidado com o patrimônio público e com a preservação do meio ambiente. A política de urbanismo na região da Barra não tem o menor cuidado com a preservação do meio ambiente e da poluição visual, que agride muito o ambiente. Autorizam a construção de espigões que tapam o sol e a vista do melhor patrimônio que o Rio tem, que é a natureza.

Mobilidade

Mobilidade é o conceito de ir e vir. Nesse ponto a região da Barra é um exemplo da desordem, representada pela ocupação ilegal das calçadas, pelo lixo que fica espalhado nas ruas em frente aos bares, boates e restaurantes, que vira um custo adicional para a Comlurb e o contribuinte. Embora o BRT e a linha 4 do metrô representem uma novidade interessante para quem se desloca para a área da Barra e da área da Barra para outras, o transporte interno da região não atende à conveniência dos moradores. E, por fim, a questão já muito debatida da falta de estrutura para as pessoas com deficiência e dificuldade de locomoção. Nem os transportes, nem as calçadas, nem os sinais são adaptados de maneira convincente. A minha proposta é fazer com que a lei seja cumprida em todos os seus aspectos, para ter ordem no bairro e maior qualidade de vida.

Parcerias

A parceria com os governos estadual e federal esteve prejudicada por muito tempo, porque o modelo do governo aplicado pelo PMDB e pelo PT criou um caos econômico nas unidades da federação. A prefeitura do Rio, durante os últimos quatro anos, aplicou o mesmo modelo que me leva a acreditar que, ao permanecer o PMDB no governo, a prefeitura terá os mesmos problemas nos próximos quatro anos. O prefeito do Rio vai precisar gerenciar com absoluta austeridade e competência os recursos da prefeitura para fazer funcionar a estrutura dos serviços públicos sem contar com a ajuda dos governos federal e estadual.

Fonte: Jornal O Globo – 16/09/2016

Minha proposta é simples: fazer uma cidade inteira feliz

Minha proposta é simples: fazer uma cidade inteira feliz

Vou priorizar a qualidade de vida do carioca e sua dignidade         

O Rio precisa de um gestor para acabar com o desperdício e avançar com a qualidade da prestação de serviços. O próximo prefeito precisa ter muita experiência administrativa, independência e liberdade política para concluir o que ficou inacabado. E eu tenho essa experiência política. Com competência, simplicidade e priorização dos serviços básicos com qualidade, vou priorizar a qualidade de vida do carioca e sua dignidade, e transformar o Rio de Janeiro em uma das melhores cidades para se viver.

A gestão e a transparência serão a marca do meu governo. Diferentemente da atual gestão, que quebrou a previdência municipal e vai sair deixando a prefeitura endividada. O Rio agoniza por conta do aparelhamento político, da má qualidade dos serviços públicos e do planejamento ineficaz das obras e projetos.  A atual administração da Prefeitura do Rio inchou a máquina com aumento de secretarias, contratações, e desvaloriza o servidor de carreira. Por conta disso, os serviços prestados à população são ineficazes.

No meu governo, vou priorizar a gestão dos recursos públicos, disponibilizar melhores serviços à população – sem aumento de impostos. Vou buscar a eficiência do gasto, de forma a ser possível fazer mais utilizando o mesmo volume de recursos. Além de valorizar o servidor público, profissionalizar os gestores pelo reconhecimento do serviço prestado e por sua participação na gestão, conferindo-lhe respeito, dignidade e qualidade de vida.

O Rio tem a maior estrutura da saúde pública do país, mas não funciona. Vou administrar os hospitais com gestão eficiente, monitorar o atendimento com tecnologia e controle de indicadores, com a ajuda da sociedade. Com isso, dar mais transparência nas informações sobre o funcionamento de cada unidade. É obrigação da prefeitura garantir atendimento de qualidade, combater as fraudes na aplicação dos recursos e disponibilizar remédios para quem não pode pagar. É inaceitável o paciente procurar o médico, receber uma receita e não conseguir fazer o tratamento. Na minha administração, vou trabalhar para que o atendimento médico à população seja eficiente e de qualidade.

Para educação, a minha proposta vai além do modelo tradicional com investimento em novas tecnologias, com habilidades de relacionamento interpessoal e autonomia para a vida em sociedade. Oferecer ensino em tempo integral por meio de parcerias com escolas de idiomas, informática, ensino técnico, formação profissionalizante em convênio com SENAC, SENAI, escolas técnicas e outros. Além de valorizar os profissionais da educação, implantar a tutoria pedagógica, cuidar das escola e modernizar o ensino pra formar uma nova geração de empreendedores. A educação de qualidade é que permite as pessoas saírem da pobreza.

No meu governo, para solucionar os problemas de mobilidade urbana da cidade, vou integrar as políticas e intervenções urbanas para possibilitar que a cidade seja pensada e repensada sob diversos ângulos e que o crescimento passe a ocorrer de forma ordenada. Além de requalificar áreas degradas, priorizar a revitalização da Zona Norte, Leopoldina e Centro simplificar o processo de legalização de construções, regularizar os loteamentos irregulares, promover a renovação das vias públicas com asfalto de melhor qualidade e maior durabilidade, autorizar habitação na região central da cidade, e ampliar o monitoramento e gerenciamento de áreas de riscos.

Para resolver o problema de segurança no Rio, vou criar a Secretaria Municipal de Segurança Pública, valorizar, requalificar e remunerar adequadamente a Guarda Municipal para que ela cuide das pessoas. Vou garantir o direito de ir e vir do carioca com apoio tecnológico, sistema de informações e inteligência, além da presença física da Guarda Municipal e de toda a estrutura pública municipal de modo a evitar a desordem urbana, principal semente para a violência.

Eu entendo que é função primordial da prefeitura criar condições essenciais de alcance de uma qualidade melhor de vida para as pessoas. Com uma gestão eficiente e com serviços públicos adequados, retomaremos a nossa real capacidade de crescimento para transformar o Rio em uma cidade onde os cariocas se orgulhem de viver. Vamos juntos pelo Rio!

 

Eu apoio metrô sem baldeação

Eu apoio metrô sem baldeação

Assine o abaixo-assinado para acabar com a baldeação no metrô do Rio      

O carioca enfrenta grandes problemas com o transporte público no Rio: escassez de veículos, ônibus em condições precária, preço elevado da passagem e a superlotação.

O carioca enfrenta grandes problemas com o transporte público no Rio: escassez de veículos, ônibus em condições precária, preço elevado da passagem e a superlotação. Foto Google
A estação é pequena e estreita, os passageiros enfrentam longo tempo de espera para conseguir concluir a transferência entre as linhas. Foto: Google

Com a Olimpíada, o sistema de transporte público sofreu grandes modificações (BRSs, BRTs, VLTs, etc), tudo feito às pressas e com qualidade duvidosa.

Agora, passageiros enfrentam filas, são espremidos nas estações e têm grande dificuldade para concluir seu trajeto, principalmente nos fins de semana, por conta das baldeações no metrô.

Recebi reclamação de internautas sobre a estação Estácio, onde acontece a baldeação entre as linhas 1 e 2 durante os finais de semana, o que não acontecia durante a Olimpíada.  Os passageiros da linha 2 – Pavuna – precisam fazer transferência para linha 1 e seguir até Ipanema. A plataforma é pequena e estreita, os passageiros enfrentam longo tempo de espera para conseguir concluir a transferência entre as linhas. Um total desrespeito a um dos direitos fundamentais das pessoas: o de ir e vir.

Isso precisa ser avaliado, dimensionado e ajustado com integrações inteligentes e efetivas, pois não houve um planejamento de mobilidade estruturado e discutido com a população. O tema mobilidade precisa receber a importância devida, nossa proposta é melhorar a produtividade do sistema de transportes com informação, inteligência e tecnologia, no entanto, sem cometer um dos maiores erros da atual gestão: não ouvir previamente o cidadão carioca.

Beatriz Maria Ataide elaborou um abaixo-assinado para acabar com a baldeação no metrô entre as linhas 1 e 2 durante os fins de semana, na estação Estácio. Eu apoio!

Assine você também e ajude-nos nessa causa para melhorar a qualidade de vida das pessoas e acabar com o descontentamento com o transporte público:

https://www.change.org/p/metr%C3%B4-rio-de-janeiro-metr%C3%B4-sem-baldea%C3%A7%C3%A3o-no-final-de-semana?recruiter=586399496&utm_source=share_petition&utm_medium=facebook&utm_campaign=share_page&utm_term=mob-xs-supporter_signature_milestone_email-no_msg&fb_ref=Default

 

VLT: faltou planejamento!

VLT: faltou planejamento!

O VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) é por exemplo, uma grande preocupação.
O Rio de Janeiro está a poucos dias dos Jogos Olímpicos. A prefeitura tem feito grandes intervenções na cidade, mas sem os cuidados necessários na rotina dos cariocas.
É lamentável que um projeto tão inteligente e bonito esteja sob uma tempestade de notícias ruins, incluindo o adiamento de sua inauguração, de 22 de maio para 5 de junho.
A falta de planejamento (de segurança de pedestres e usuários) é apenas a ponta do problema que está  por vir. O sistema utilizado no Rio para a circulação dos trenzinhos é o chamado de Alimentação pelo Solo (APS – fornecimento de energia para as composições através dos trilhos), usado em outros países com sucesso.
No entanto, a drenagem aqui é falha. Resultado: quando chove, a água toma conta do trajeto. O risco de choque elétrico é quase nenhum. Mas toda vez que houver um alagamento, o VLT vai parar de funcionar porque o escoamento é ineficiente.
Ou seja: a prefeitura investiu R$ 1,5 bilhão em um projeto que, ao chover, interromperá a circulação. A consequência do descaso segue o modelo da velha política de entregar tudo às pressas, a toque de caixa. Acabaram com os setores de obras e de fiscalização da prefeitura. Terceirizaram tudo ao longo da gestão do atual prefeito Eduardo Paes e do PMDB. Agora, o VLT não andará quando a rua estiver alagada. Os próprios moradores filmaram e fotografaram os alagamentos nos trilhos.
A solução era bem simples: ter feito o sistema de drenagem adequado para uma obra dessa importância à população. Ninguém pensou nisso!
O próximo prefeito vai ter que lidar com esses contratempos e refazer algumas obras para o bem e a segurança dos cidadãos.
Na prática, os problemas com o VLT já começaram a aparecer. No primeiro dia útil de seu funcionamento, por exemplo a composição parou após uma pane elétrica quando seguia em direção ao Aeroporto Santos Dumont. A população que circula pelo Centro da cidade reclama do canteiro de obras na região – principalmente no trecho entre a Central e a Praça XV –  local da segunda etapa de implantação do VLT e prevista para operar no segundo semestre, após os Jogos Olímpicos.
Recentemente, o Ministério Público entrou com uma ação civil pública para que a prefeitura, o consórcio responsável pelo VLT e a CET-Rio só iniciem as operações regulares depois que se cumpra uma série de determinações para acabar com  os riscos. Foi uma medida louvável! O MP requereu, entre outras coisas, a apresentação em juízo de todos os documentos  técnicos referentes à sinalização no trajeto dos futuros trechos de operação. A ação teve como base documentos e depoimentos colhidos em inquérito civil para investigar os impactos urbanístico e ambiental decorrentes da instalação do VLT. Ficou comprovado o descumprimento de obrigações contratuais, legais e de fiscalização.
Especialistas em transportes, como o professor do Departamento de Engenharia Industrial da PUC José Eugenio Leal, já alertaram sobre atropelamentos e colisões com carros em cruzamentos. No entanto, a prefeitura contrariou as recomendações do MP-RJ, que avalia a sinalização instalada inadequada e com riscos aos pedestres, motoristas e usuários, e  inaugurou o VLT.
Desde que iniciou as suas operações, o transporte é alvo de algumas reclamações de populares como falta de sinalização, do sinal sonoro baixo e de pouca informação sobre a circulação do vagão que conta com a presença de batedores para a escolta do novo transporte público.
Diferente do que a prefeitura afirmou toda a extensão do VLT de 26 quilômetros, não será inaugurada até a Olimpíada.
O VLT é arrojado, moderno, mas a prefeitura o jogou em um ambiente inseguro. O projeto é uma opção mais barata que o metrô. Muitas cidades estão optando por essa alternativa com o objetivo de retirar os carros das ruas e, assim, minimizar  o trânsito já caótico.
A mobilidade, com o direito de ir e vir, é fundamental para qualquer cidade. O prefeito não pode, simplesmente, lavar as mãos em nome da publicidade e da irresponsabilidade.