Sonhei!

Sonhei!

Há bastante trabalho a realizar. Vou a ele com muita disposição para recuperar o Rio para as pessoas.            

Qual é o meu sonho? Humanizar o Rio de Janeiro! Torná-lo um espaço que não oprima as pessoas nem dificulte a vida delas. Eu sonho com uma cidade em que todas as pessoas, indistintamente, se sintam bem nela. Será esse um sonho sem possibilidade de ser real?

Para realizar esse sonho, fui candidato a prefeito. Não venci, mas segui a orientação do craque urbanista Jaime Lerner. Ele sempre lembra que, quando a gente não realiza um sonho, não precisa se frustrar. Basta se dedicar a ele com profundidade, porque um dia ele volta e cutuca a gente. Esse momento, será a nossa segunda chance.

No domingo, eu assumirei a Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, a convite do prefeito Marcelo Crivella. Nós nos enfrentamos no primeiro turno da campanha, com propostas parecidas. Eu gostaria de ter vencido, é evidente.

No segundo turno, contudo, percebi o meu sonho me cutucar e eu não poderia perder a chance. Então, dediquei-me à campanha de Crivella, porque vi, entre as propostas, a dele como a mais próxima do meu sonho: ter uma administração que pense nas pessoas e cuide para que elas tenham qualidade de vida. Faça com que todos nós que vivemos o Rio de Janeiro tenhamos paz e não o sentimento de opressão e medo.

O compromisso do prefeito está claro e sempre foi o meu: mudar a realidade ruim que há no Rio de Janeiro, uma cidade em colapso. Para mudar realidades ruins, é preciso vontade política e visão solidária. É preciso também usar a estratégia para fazer de cada problema uma solução. Os problemas da cidade afetam todas as pessoas, indistintamente.

No Urbanismo, a prefeitura esqueceu as normas técnicas e até mesmo éticas. O setor virou um balcão que cria exigências sem pé nem cabeça, burocracias e taxas absurdas. Seria obrigação do urbanismo estimular a integração da questão urbana à beleza natural e às virtudes do povo. Se há uma área na prefeitura com responsabilidade absoluta, mas nunca solitária, ela é o Urbanismo.

Na Infraestrutura, tenho o dever de implantar um conceito novo. A cidade passou por uma grande cirurgia e não tem como nem razão para fazer outras. É hora de entrar com a acupuntura, pequenas intervenções que para ter escolas, unidades de saúde e todos os órgãos públicos com ambientes agradáveis e funcionais. As ruas, praças e, principalmente, calçadas, com estruturas decentes.

Na Habitação, é preciso inserir o conceito de residência, de lar. Não é suficiente construir. É preciso conservar e integrar o ambiente. Tentar aproximar lar, trabalho e mobilidade. Na habitação será essencial também ter um projeto para segurança dos conjuntos habitacionais.

Enfim, há bastante trabalho a realizar. Vou a ele com muita disposição para recuperar o Rio para as pessoas.

Crédito da foto: Reprodução/Internet

A transição e as promessas de Crivella

A transição e as promessas de Crivella

Os cariocas podem ficar tranquilos quanto ao cumprimento de todas as promessas            

A reportagem publicada hoje pelo jornal O Globo com a manchete: “Cidade em Transição – Promessas de R$ 8,6 bilhões” simula os custos das promessas feitas e assinadas por Crivella durante campanha eleitoral. Segundo o texto, do repórter Luiz Ernesto Magalhães, o impacto no orçamento até 2020 seria algo de R$ 8,6 bilhões relativos a 20 projetos, incluindo obras, equipamentos e investimentos em infraestrutura por toda a cidade.

São números frios que não consideram uma questão básica: a possibilidade de uma gestão austera e eficiente capaz de cumprir as promessas por bem menos.

Participei hoje da primeira reunião de trabalho da transição. Dois objetivos estão estabelecidos previamente pelo Prefeito eleito:

  1. Economizar com a obrigação de buscar o reequilíbrio das contas da prefeitura, para evitar que a Prefeitura do Rio passe pelas mesmas dificuldades que o Governo do Estado enfrenta no momento.
  1. Cumprir todos os compromissos que o prefeito eleito assumiu com o povo. Fazer com que a prefeitura trabalhe efetivamente para o povo.

Os cariocas podem ficar tranquilos quanto ao cumprimento de todas as promessas. Repito o que disse o prefeito eleito Marcelo Crivella: vamos cumprir com muito trabalho, criatividade e inteligência.

Foto: Divulgação

Os tempos são outros na política do Rio

Os tempos são outros na política do Rio

A sociedade cansou e quer oxigenar a política              

A prisão de dois ex-governadores do Rio é o ápice da crise que atingiu em cheio o estado. No popular: chegamos ao fundo do poço. Políticos atrás das grades, servidores sem salários, serviços públicos de péssima qualidade. O momento é histórico… e triste! E, apesar da euforia das redes sociais, nos resta refletir. O trabalho extraordinário da Polícia Federal e da Justiça no combate à corrupção e grande número de abstenções nas urnas mostram que os tempos são outros.

O editorial “Rio só tem a ganhar, se políticos entenderem a mensagem”, publicado nesta sexta-feira pelo jornal O Globo, serve como exemplo. O texto diz que o atual cenário “abre chance para ampla renovação na política local”. Segundo um dos trechos, “o foco deve estar na ética. Ela supõe transparência, com mecanismos para a cristalina separação entre o público e o privado”.

Em outro momento, o editorial alerta: “decisões governamentais precisam estar baseadas em critérios incontornáveis de responsabilidade administrativa e fiscal, permeando as ações em todos os níveis de governo”. E mais: “os órgãos de controle e fiscalização precisam apurar a eficácia, a partir de um mea culpa sobre como e por que falharam nas últimas décadas”.

O golpe na política fluminense dado pelas Operações Lava-Jato e Chequinho é mortal. No fundo, uma hora ou outra, o destino dos personagens principais já era esperado. O poder hegemônico do PMDB e de suas figuras polêmicas, que dominam o estado desde os anos 1990, sempre atuou como um rolo compressor. Eu sofri na pele o poder dessa turma nas eleições de outubro. Fizeram de tudo para barrar a minha candidatura a prefeito.

A sociedade cansou e quer oxigenar a política. Mas, para isso, não pode fugir a responsabilidade de fiscalizar seus governantes nas esferas federal, estadual e municipal. A vigilância deve ser permanente. Ninguém aguenta mais pagar o pato. Será que os políticos entenderão a mensagem?

Foto: Revista Veja

Uma hora a conta vem…

Uma hora a conta vem…

A saída do PMDB da prefeitura abriu oportunidades para medidas preventivas contra essa crise            

O governo do Rio de Janeiro esperneou e tentou não fazer. Mas não conseguiu fugir e editou uma série de medidas para reequilibrar as contas. Medidas duríssimas, que atingem em cheio a população, principalmente a mais pobre.

A atitude do governo do estado pode ser comparada a de uma pessoa que não cuida da saúde, leva uma vida sedentária, fuma e é hipertensa. Ela tem uma rotina diária com hábitos ruins, até que o organismo reaja de uma maneira drástica com um enfarte ou acidente vascular cerebral (AVC). A pessoa passa, então, a cuidar da saúde, com uma dieta duríssima, visitas periódicas ao médico e caminhadas pela manhã.

O governo do PMDB no estado passou indiferente pelos avisos de risco de insolvência e na campanha de 2014, chegou ao ponto de contestá-las. Deu no que deu.

O mesmo risco corre a prefeitura do Rio, mas com a vantagem do resultado da eleição, que, ao tirar o PMDB, abriu oportunidades para medidas preventivas que salvem o paciente antes do enfarte ou do AVC nas contas.

A propósito das contas do governo do estado e do pacote de medidas, no sábado, a Miriam Leitão publicou “Cenário Grego”, que vale a pena compartilhar com vocês, pedindo atenção especial para o quadro Raio X das Finanças do Rio, que demonstra como o quadro foi deteriorado exatamente no período que eu comento, de 2012 a 2015.

 

Cenário grego

 

O pacote anunciado pelo governo do Rio lembra as medidas implementadas pelos gregos no auge da crise fiscal europeia: congelamento de salários, corte em programas sociais, aumento de impostos e de contribuições de ativos e inativos. Esse é o cenário que o Governo Federal tenta evitar no país com a PEC do teto de gastos e a reforma da Previdência. O Rio demorou a agir e agora sofre um impacto mais forte.

As finanças do estado padeceram de vários males ao mesmo tempo, explica o economista Fábio Klein, da Tendências Consultoria. Houve crescimento desordenado de gastos, muitos deles com maquiagens fiscais; queda de receitas pela redução dos preços do petróleo; crise na Petrobras e nas grandes empreiteiras por causa da corrupção revelada pela Lava-Jato. A recessão derrubou a arrecadação e houve menos repasses do Governo Federal.

— Os Jogos Olímpicos também demandaram mais gastos e investimentos e houve antecipação de receitas com royalties que foram usadas para pagar inativos. Foi uma combinação de fatores para se chegar a uma situação tão crítica — afirmou Klein.

A dívida líquida chegou a 198% da receita corrente líquida, no limite do que é permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. O governo está superendividado. Além disso, as contas anuais estão no vermelho desde 2013, mesmo sem considerar as despesas financeiras. O estado teve déficit primário de R$ 1 bilhão há três anos e o número saltou para R$ 3,5 bilhões no ano passado. As despesas com pessoal cresceram 52% em termos nominais entre 2012 e 2015. Já os gastos com inativos e pensionistas subiram 100% no mesmo período, de R$ 5,2 bilhões para R$ 10,8 bi (veja a tabela).

A grande dificuldade do governo será aprovar medidas duras e impopulares a toque de caixa na Assembleia Legislativa. O corte de 30% nos rendimentos dos servidores terá enorme resistência, e o aumento de impostos pode agravar a recessão e não ter o efeito que se espera na arrecadação. O PMDB do Rio deixou a crise chegar ao limite antes de começar a agir. É o erro que precisa ser evitado na esfera federal.

 

Raio X das finanças do Rio
Raio X das finanças do Rio

Gastos com pessoal disparam

Segundo dados do Tesouro Nacional, o Rio foi o estado do país que mais aumentou as despesas com pessoal ativo e inativo. O crescimento real entre 2009 e 2015, ou seja, já descontada a inflação do período, chegou quase a 70%. Olhando para o endividamento, o Rio tem a terceira pior colocação, ganhando apenas do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais.

Primórdios da crise

A capitalização da Petrobras ocorrida no final do governo Lula, em 2010, foi uma trapalhada tão grande que gera confusão até hoje. Agora, a empresa, a União e a ANP estão discutindo quanto a estatal terá que receber do Governo Federal para compensar a queda dos preços do petróleo. A operação foi tão estranha que envolveu o BNDES e deu início ao que ficou conhecido como as “alquimias fiscais”. Pela primeira vez, o governo transformou dívidas em receitas, inflando os dados do superávit primário. A perda de confiança nesse indicador aumentou no governo Dilma e é um dos motivos para a recessão atual.

RECESSÃO. A MacroSector Consultores estima que a perda de empregos formais este ano chegará a 1,7 milhão de vagas.

PERDAS E GANHOS. O Bradesco revisou de 1,5% para 1% a previsão para o PIB de 2017, mas melhorou a estimativa para a inflação, de 4,9% para 4,7%.

CONFIANÇA. Desde 2014 um banco global não concedia empréstimo sem garantia real à Petrobras, como fez o Santander. O financeiro da empresa comemorou.

Fonte: Jornal O Globo 5/11/2016

 

 

 

Indio da Costa prioriza recursos para saúde, educação e segurança

Indio da Costa prioriza recursos para saúde, educação e segurança

Indio ressaltou que esses recursos serão fundamentais para o desenvolvimento do estado            

De acordo com a proposta orçamentária deste ano, os congressistas poderiam apresentar, até o dia 20 de outubro, 25 emendas individuais feitas ao Orçamento Geral da União, denominado de Lei Orçamentária Anual (LOA), de execução obrigatória (impositivas), no valor de R$ 15,3 milhões, que terão a obrigatoriedade de execução em 2017.

Desse montante, o deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ) destinou mais da metade das verbas para saúde (R$ 8 milhões), educação (R$ 2,5 milhões) e segurança (R$ 2,3 milhões). Os recursos serão para construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), aquisição de equipamentos para hospitais, melhorias na infraestrutura das escolas municipais, formação e capacitação de professores, expansão e restruturação de instituições federais, fortalecimento da política nacional de segurança pública (Disque-Denúncia – excelente instrumento de combate ao crime), aquisição de equipamentos e máquinas agrícolas, entre outras.

Na semana passada, o parlamentar recebeu, em Brasília, os prefeitos, Amarildo Alcântara (PR), de São Fidélis; André Granado (PMDB), de Búzios; André Português (PR), de Miguel Pereira; Juninho Bernardes (PV), de Paty do Alferes; os vereadores do município de Santo Antônio de Pádua Alexandre Brasil, Vanderleia Marques, José Luiz; o presidente da Câmara Municipal de Silva Jardim, Roni Luiz, e o vereador Flávio Brito. E o diretor de Relações Institucionais do Instituto Federal Fluminense, Fernando Ferrara. Todos vieram tratar sobre a liberação de recursos para os municípios. Indio recebeu, também, pedido de emendas de quase todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.

Indio da Costa ficou entusiasmado com os projetos apresentados e explicou sobre a dificuldade para conseguir liberar as emendas, mas ressaltou que vai continuar empenhado em garantir mais recursos para obras e serviços nas bases eleitorais. “Com o intuito de garantir melhorias aos municípios, selei o compromisso de buscar mais recursos para ajudar na solução dos problemas que afligem a população. As emendas destinadas ao Orçamento da União são fundamentais para o desenvolvimento do estado”, disse.

Foto: Cláudio Araújo

A Crise que esconderam aparece

A Crise que esconderam aparece

A dívida da prefeitura com as empreiteiras seria de pelo menos R$ 700 milhões             

Durante toda a minha campanha para prefeito do Rio, eu busquei sempre uma relação sincera e honesta com o eleitor carioca. Não fiz promessas mirabolantes e inconsequentes em busca desesperada pelo voto. Pelo contrário, demonstrei preocupação com as finanças do município e o tamanho do desafio do próximo prefeito eleito. Fiz, também, questão de mostrar o problema. Na contramão, o meu então adversário do PMDB, Pedro Paulo, e o atual prefeito, Eduardo Paes, pautaram a eleição com projetos faraônicos. Eu avisei!

Pois bem. Reportagem publicada pelo jornal O Globo, no último domingo, mostra a gravidade da situação. O texto conta que “no apagar das luzes do primeiro turno eleitoral, a prefeitura teria determinado que dezenas de obras na cidade parassem, sem informar o motivo aos responsáveis pelos trabalhos”. A denúncia, conforme noticiou o jornal, é da Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj).

Segundo a Aeerj, depois do primeiro fim de semana deste mês, 26 notificações de construtoras relataram a situação. Elas são responsáveis por pelo menos 26 obras, principalmente de urbanização, como o programa Bairro Maravilha, anunciado com pompa por Pedro Paulo na propaganda eleitoral de TV. Os trabalhos do BRT Transbrasil também estão na lista e não têm prazo para ser retomado. A dívida da prefeitura com as empreiteiras seria de pelo menos R$ 700 milhões.

E o mais grave: em e-mails recebidos pela Aeerj (e obtidos pelo Globo), “empresários relatam ter sido surpreendidos pela decisão do município de desmobilizar os canteiros (de obras). Uma das mensagens eletrônicas conta que a prefeitura chegou a pedir que as obras fossem executadas com força total antes do primeiro turno das eleições e, depois, determinou o contrário”, relata a reportagem. As obras suspensas beneficiariam principalmente comunidades pobres. Um desrespeito!

No “planeta Pedro Paulo”, tudo era possível. O programa de governo dele só se falava em fazer obras e mais obras. De onde viria o dinheiro? Ninguém sabia explicar. Fez igual a ex-presidente Dilma Rousseff e ao governador licenciado Luiz Fernando Pezão: prometeram tudo! Pedro Paulo disse, por exemplo, que construiria 314 novas escolas, 10 superclínicas, seis parques iguais ao de Madureira, 58 quilômetros de BRT e ainda um VLT ligando Botafogo até a Gávea.

Agora, o prefeito Eduardo Paes diz em entrevista que não deve dinheiro a nenhuma construtora e ainda ameaça cancelar os contratos. O eleitor carioca fez sua escolha nas urnas: deixou Pedro Paulo de fora do segundo turno e provou não acreditar mais em Papai Noel, Saci Pererê, Coelhinho da Páscoa e Mula sem Cabeça.

Foto: Jornal O Globo 23/10/2016

O GLOBO: Ambiente de negócios desafia futuro prefeito do Rio

O GLOBO: Ambiente de negócios desafia futuro prefeito do Rio

Cidade é 10ª colocada em ranking de empreendedorismo, entre outros problemas por excesso de burocracia            

O Marcelo que comandar nos próximos quatro anos a prefeitura do Rio precisará desatar nós, que ainda amarram o ambiente de negócios da cidade, se quiser enfrentar a recessão econômica e a alta nos índices de desemprego. Apesar de deter o segundo maior PIB entre os municípios brasileiros, quando o assunto é empreendedorismo, o Rio amarga a décima posição, de acordo com levantamento da ONG Endeavor feito no ano passado, atrás de cidades do interior paulista, como Campinas e São José dos Campos. Um dos fatores que explicam o mau desempenho carioca é o excesso de burocracia para abrir ou reformar empresas, entrave que, na avaliação de especialistas ouvidos pelo GLOBO, pode ser superado com a ajuda do poder municipal.

Se analisado apenas seu ambiente regulatório, ou seja, as regras e obrigações a que todo empreendedor está sujeito, o Rio cai para a penúltima posição, à frente apenas de Teresina, entre os 32 municípios pesquisados. De acordo com o levantamento, por exemplo, é preciso esperar, em média, 123 dias para abrir uma empresa no Rio, enquanto em Uberlândia (MG) são necessários 24 dias. No Rio, o empreendedor também deve aguardar 208 dias só para regularizar um imóvel. Em São Paulo, o tempo médio de espera é de 94 dias.

— As empresas de menor risco não precisam passar pela mesma burocracia que aquelas que podem oferecer maior risco. Também é importante centralizar em um único espaço físico todas as secretarias e agências responsáveis pelo processo — defende o diretor da Endeavor João Melhado, que defende reduzir para apenas cinco dias a espera para abrir um negócio.

Melhado chama atenção para o desafio de ampliar a oferta de mão de obra qualificada na cidade.

— Ainda que tenhamos boas universidades, a gente ainda tem acesso limitado à mão de obra qualificada. É inevitável que se melhore também as escolas municipais. É preciso trabalhar a cultura empreendedora nas escolas. O prefeito tem papel importante nesse sentido, precisa ser quase como um animador de torcida dos empreendedores — afirma.

Diretor do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, Manuel Thedim acredita que o tempo necessário para a abertura de um negócio é o grande obstáculo enfrentado pelo empresariado na cidade e sugere que o poder público dê o “benefício da dúvida” aos empreendedores, exigindo o menor número possível de esclarecimentos antes do início de um negócio.

— O empresário deveria apenas mostrar fatores como o tamanho do imóvel, requisitos básicos de segurança e, depois, quando sua atividade já estivesse iniciada, a prefeitura iria até o local para fiscalizar. As regras impostas atualmente ao empreendedor não são claras e vivem mudando. Além disso, é necessária uma verdadeira peregrinação para cumprir todos os penduricalhos exigidos pela lei — critica Thedim.

Para o secretário municipal de Ordem Pública, Leandro Matieli, a cidade já teve uma expressiva redução no tempo para regularizar novos empreendimentos:

— O maior problema para emitir uma licença é analisar o zoneamento da cidade. Você não pode, por exemplo, abrir uma boate em uma área residencial. Até o ano passado, a prefeitura precisava realizar 200 mil consultas prévias em locais que receberiam novos negócios. Agora, 70% das consultas são automatizadas. Também precisávamos de até 16 documentos, todos autenticados. Hoje, em 95% dos casos, nenhum é exigido.

Matieli pondera que a mudança de uso de um imóvel — de residencial para comercial —, é um processo mais complexo, porque exige uma nova planta do local e recomendações de segurança. O secretário assegura que a prefeitura atenuou a precária mobilidade urbana, considerada outro empecilho para a atração de negócios. E considera que este quesito não deve ser usado para avaliar como o Rio pode ser menos beneficiado por investimentos do que outros municípios.

— Recebemos 2 milhões de visitantes diários, a maioria da região metropolitana. É injusto comparar um volume tão grande com o visto em cidades menores. A expansão do metrô até a Barra da Tijuca e a ampliação do BRT estão entre as medidas que mostram como a cidade investe no setor de transportes.

O diretor-superintendente do Sebrae fluminense, Cezar Vasquez, reconhece que houve esforço da prefeitura para reduzir a burocracia, mas, segundo ele, é preciso expandir a iniciativa para todas as áreas da administração pública, como os órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente, sem abrir mão da qualidade da regulação:

— Desburocratizar não é tudo. Precisamos comemorar mais o sucesso dos empreendedores. Existe uma imagem do Rio como cidade de funcionários públicos, mas há também uma cultura empreendedora importante e a prefeitura pode ajudar fortalecendo esse DNA.

João Melhado, da Endeavor, destaca a ausência do debate sobre os desafios do empreendedorismo nos planos de governo de Marcelo Crivella (PRB) e de Marcelo Freixo (PSOL).

No caso de Freixo, são citados em seu plano a criação de uma incubadora pública, com incentivo a startups, casas colaborativas e escritórios compartilhados, e um programa de crédito popular para apoiar o autoempreendimento. Procurado, Freixo diz que também vai desburocratizar a concessão de alvarás e facilitar o acesso à informação para quem deseja abrir um negócio:

— Nosso desafio será o desenvolvimento de soluções criativas para os problemas de saneamento ambiental e de mobilidade urbana. Vamos criar uma incubadora pública municipal na Região do Porto, com as receitas oriundas dos tributos dessa região, promover caravanas de capacitação e maratonas de oficinas pela cidade, aproveitar as fábricas, armazéns e galpões abandonados e garantir incentivos fiscais para fortalecer o empreendedorismo.

Crivella não cita o empreendedorismo entre suas propostas. Procurado pelo GLOBO, diz que pretende facilitar a abertura de empresas e aposta no programa Zona Franca Social para incentivar a instalação de cooperativas em comunidades carentes.

— A prefeitura vai encomendar todo ano 600 mil uniformes escolares para a rede pública nesses lugares, usando a mão de obra local. Vamos também dar isenção a empresas que queiram se instalar nessas comunidades. São iniciativas que geram emprego, movimentam o comércio local e estimulam o empreendedorismo — afirma o candidato do PRB.

Fonte: Jornal O Globo 15/10/2016

COMENTÁRIO DO INDIO

Há sinais de dificuldades no caminho do futuro prefeito do Rio, mas também oportunidades. Uma delas está exposta na reportagem do jornal O Globo deste sábado (15/10). Com base num levantamento feito pela Endeavor, o texto, dos jornalistas Marlen Couto e Renato Grandelle, demonstra que, quando observado na ótica das regras e obrigações a que todo empreendedor está sujeito no Brasil, o Rio de Janeiro ocupa a penúltima posição no ranking de lugares onde a dificuldade é maior.

Na cidade, são necessários pelo menos 208 dias para regularizar um imóvel. A média nacional é de 153, mas, em São Paulo, o tempo médio é de 94 dias.

A alíquota média de IPTU, no Rio, é de 2,88%, enquanto a média nacional está em 1,34%. Vitória consegue viver com 0,39%. O acesso à internet rápida é possível para 0,39% da população, a média nacional é de 4,65%. Curitiba bate o Brasil com 9,18%.

O Rio também tem dificuldades na qualificação da mão de obra, situação que amplia os problemas da cidade com o desemprego. A base da qualificação é o ensino municipal, na primeira idade e fundamental. As escolas públicas precisam inserir no currículo a cultura empreendedora.

Fica evidente que, com medidas simples e rápidas, o novo prefeito do Rio conseguirá destravar a economia e recuperar a capacidade de investimento da prefeitura, enfrentando a crise fiscal inevitável.

G1: Indio da Costa promete investir em acessibilidade para idosos

G1: Indio da Costa promete investir em acessibilidade para idosos

Candidato do PSD se reuniu com representantes da terceira idade    

     

O candidato Indio da Costa ( PSD) se encontrou com representantes da terceira idade em Copacabana, Zona Sul, nesta quarta-feira (28). Indio foi administrador do bairro na gestão do prefeito César Maia, na década de 90.

Indio disse que dará uma atenção especial para os aposentados e pensionistas da prefeitura. Ele também prometeu manter todos os programas municipais para a terceira idade que já existem. O candidato também prometeu aumentar os investimentos em acessibilidade.

“Que o idoso tenha tranquilidade para andar numa calçada sem buraco, que ele possa atravessar um sinal sem ter que sair correndo porque o sinal já vai abrir, quando ele vai entrar no ônibus, primeiro que os ônibus respeitem, pare para pegar o idoso, mas depois também  quando idoso entrar, não sai arrancando. Esse respeito, essa cultura eu quero levar para toda a cidade para cuidar da terceira idade”.

Na praça do Lido, ele ouviu queixas e sugestões dos eleitores. O candidato distribuiu panfletos e ouviu queixas e sugestões dos eleitores. Copacabana é o bairro da cidade com maior concentração de idosos por metro quadrado do país.

Fonte: G1 28/09/2016