Minha Casa Minha Vida: últimos detalhes para beneficiar 300 famílias

Minha Casa Minha Vida: últimos detalhes para beneficiar 300 famílias

Encontro entre Indio da Costa e moradores ocorreu nesta quinta-feira            

A primeira entrega de imóveis pelo Programa Minha Casa Minha Vida da gestão do secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa, será realizada nas próximas semanas. Nesta quinta-feira (19), o subsecretário de Habitação, Carlos Portinho, recebeu em seu gabinete o grupo gestor do Condomínio Queluz, em Santa Cruz, para escutar as demandas dos futuros moradores e explicar as próximas etapas. No total, 300 famílias serão beneficiadas.

A entrega das chaves será realizada entre o fim de janeiro e início de fevereiro. No momento, resta apenas a definição da data pelo Ministério das Cidades. Indio da Costa e Carlos Portinho estão em contato com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, para fechar os últimos detalhes.

Além das entregas dos imóveis, a secretaria fará a interlocução com outras pastas com o objetivo de ampliar as vagas em escolas públicas, agilizar o cadastro nas Clínicas da Família da região, buscar novas alternativas para o transporte público, entre outras iniciativas importantes para o desenvolvimento da área. Indio da Costa também recebeu o grupo e reafirmou os pontos abordados por Carlos Portinho.

“Essas famílias, a partir de agora, terão a tão sonhada casa própria. A prefeitura dará todo o apoio que eles precisarem”, afirmou Indio.

Representantes do Condomínio Queluz, Luana Lucier, Elisangela dos Santos, Christian Leslye, Maria Gessuêde Araújo, acompanham de perto os passos até a entrega. Em visita ao local, eles puderam inspecionar a ligação de água, luz, entre outros pontos, todos prontos para receber os moradores.

“Conheço pessoas que se inscreveram no programa há seis, oito anos. Por isso, estava ansiosa por essa entrega. Aguardei por três anos e hoje estou muito tranquila, até pelas informações que chegam até nós e por esse encontro. Agora restam pequenas burocracias para pegarmos nossas chaves tão aguardadas”, contou Luana Lucier.

 

Indio da Costa conduz imagem de São Sebastião

Indio da Costa conduz imagem de São Sebastião

Celebração contou com participação de Dom Orani e prefeito Crivella            

Desde janeiro de 1982, a Sede da Prefeitura do Rio, na Cidade Nova, recebe a imagem peregrina de São Sebastião, tradição que se manteve este ano no Centro Administrativo nomeado em homenagem ao padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Indio da Costa, Secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, participou da celebração conduzida por Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio, e carregou a imagem do Santo em sua chegada à prefeitura na manhã desta quarta-feira, 18.

“Foi uma honra participar das orações ao lado de servidores, do prefeito Marcelo Crivella e de Dom Orani. Tive o privilégio de carregar a imagem de São Sebastião, o que me emocionou muito por ser tão importante para a nossa cidade”, disse Indio da Costa.

A Festa de São Sebastião ultrapassa as comemorações do dia 20 de janeiro. Todos os anos, é realizada a tradicional Trezena de São Sebastião. Este ano, a passagem do padroeiro tem como tema “São Sebastião, protetor das famílias cariocas”. São treze dias em que a imagem missionária percorre diversos pontos da cidade, como hospitais, comunidades, institutos, além de diversas igrejas.

A cerimônia, comandada pelo Cardeal Arcebispo do Rio, reuniu o prefeito Marcelo Crivella, secretários municipais, além de inúmeros funcionários da prefeitura. Após a celebração, a imagem seguiu em procissão para o Centro de Operações Rio (COR), próximo à prefeitura.

Programação

13º dia – 19 de Janeiro – Quinta-feira

8h – Missa na Casa do Padre, Rio Comprido

9h30 – Hospital Aristarcho Pessoa (CBMERJ), Av. Paulo de Frontin, 876, Rio Comprido

12h – Ângelus no Cristo Redentor (Coletiva sobre a procissão de São Sebastião)

19h – Missa na Basílica Santuário de São Sebastião (Capuchinhos), Rua Haddock Lobo, 266, Tijuca (Encerramento da Trezena)

DIA DE SÃO SEBASTIÃO – 20 de Janeiro – Sexta-feira

8h – Motoprocissão (Basílica Santuário de São Sebastião – Capuchinhos)

10h – Missa na Basílica Santuário de São Sebastião, Tijuca (Capuchinhos)

16h – Procissão – Da Basílica Santuário de São Sebastião, Tijuca, até a Catedral, no Centro

17h30 – Missa Solene na Catedral de São Sebastião, no Centro

 

Contra o desperdício do dinheiro público

Contra o desperdício do dinheiro público

Nosso trabalho será reavaliar os cronogramas e apontar as prioridades para evitar o desperdício

Depois de uma longa conversa minha com a imprensa, o jornal Extra desta terça-feira apresenta um diagnóstico das obras iniciadas no Rio de Janeiro pelo prefeito Eduardo Paes e não encerradas. Das 185 intervenções feitas pelo ex-prefeito 93 foram suspensas. A maioria relacionada à pavimentação e contenção de encostas. Quase todas as obras foram iniciadas sem o cuidado de se planejar o término. Pecaram também pela qualidade.

A intenção do ex-prefeito, ao suspender as obras, foi, segundo tudo indica, contornar a legislação para não deixar restos a pagar. Ele preferiu transferir para o sucessor os canteiros de obras inacabadas.

Mas isso não importa no momento. Agora, o trabalho nosso será reavaliar os cronogramas e apontar as prioridades, de tal forma, que não se desperdice mais o dinheiro do povo.  As intervenções para evitar deslizamentos de terra em locais de risco durante as chuvas receberão prioridade. A prevenção é o foco.

A Transbrasil, uma obra gigantesca e cara, passa no momento, por reavaliações, para restabelecer novos cronogramas. Um grupo de técnicos, nomeado por mim, estuda a situação no momento.

Foto: capa jornal Extra

Conselho de Planejamento Urbano do Rio quer investir em iniciativa privada para as zonas Norte e Oeste

Conselho de Planejamento Urbano do Rio quer investir em iniciativa privada para as zonas Norte e Oeste

Indio disse que novo Conselho vai pensar novas operações e formas de melhorar a cidade

Os integrantes do Conselho Municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro (COPUR) tomaram posse, nesta segunda-feira (16), no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, na Zona Sul. De acordo com o secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa, o Conselho tem como objetivo pensar novas operações e formas de melhorar a cidade, com a participação da iniciativa privada.

Para Indio da Costa, as zonas Norte e Oeste da cidade serão os principais focos desse novo Conselho para direcionar as parcerias público-privadas.

“A intenção de a gente atender as necessidades da Zona Norte e da Zona Oeste, que acabam esquecidas. Bangu, Realengo, Padre Miguel, e toda área da Leopoldina e Zona Norte que acabam não tendo tanta atenção do poder público como deveria. A nossa intenção é pensar a cidade como um todo, sobretudo nas áreas que tem menos investimentos, como a gente vai atrair investimento privado pra essas regiões da cidade”, disse o secretário.

O Conselho tem duração de dois anos, não é remunerado e seus membros não trabalham direto para a Prefeitura, de acordo com Indio da Costa. O presidente do COPUR, Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, afirmou que o investimento na infraestrutura de transportes, tendo o trem como ponto de partida os trens, será um dos principais pontos para ser discutido pelo Conselho.

“É pensar essas duas áreas como as áreas de maior concentração de pessoas da cidade, são as áreas que mais crescem, são as áreas que têm uma infraestrutura de transportes razoavelmente boa, múltipla, trem, metrô, ônibus, e ver como é que a gente pode melhorar ainda mais essa situação e usar como eixo principal o trem. Ter o trem como grande parceiro e como um motor de desenvolvimento dessa área”, afirmou Augusto.

A reformulação das áreas por onde passam os trens também foi um dos pontos citado pelo presidente do COPUR.

“Hoje, o trem transporta pessoas, mas não ajuda as áreas por onde ele passa. Melhorar a questão do comércio, trazer novas atividades de emprego (…). A própria estação do trem pode se transformar em troca de recurso financeiro. A prefeitura pode usar essa região, que hoje é uma área que não paga IPTU, e transformar aquilo em uma área, em parte, ocupada”, explicou Augusto.

Fonte: G1 Rio

Foto: Fernanda Rouvenat / G1

A transição e as promessas de Crivella

A transição e as promessas de Crivella

Os cariocas podem ficar tranquilos quanto ao cumprimento de todas as promessas            

A reportagem publicada hoje pelo jornal O Globo com a manchete: “Cidade em Transição – Promessas de R$ 8,6 bilhões” simula os custos das promessas feitas e assinadas por Crivella durante campanha eleitoral. Segundo o texto, do repórter Luiz Ernesto Magalhães, o impacto no orçamento até 2020 seria algo de R$ 8,6 bilhões relativos a 20 projetos, incluindo obras, equipamentos e investimentos em infraestrutura por toda a cidade.

São números frios que não consideram uma questão básica: a possibilidade de uma gestão austera e eficiente capaz de cumprir as promessas por bem menos.

Participei hoje da primeira reunião de trabalho da transição. Dois objetivos estão estabelecidos previamente pelo Prefeito eleito:

  1. Economizar com a obrigação de buscar o reequilíbrio das contas da prefeitura, para evitar que a Prefeitura do Rio passe pelas mesmas dificuldades que o Governo do Estado enfrenta no momento.
  1. Cumprir todos os compromissos que o prefeito eleito assumiu com o povo. Fazer com que a prefeitura trabalhe efetivamente para o povo.

Os cariocas podem ficar tranquilos quanto ao cumprimento de todas as promessas. Repito o que disse o prefeito eleito Marcelo Crivella: vamos cumprir com muito trabalho, criatividade e inteligência.

Foto: Divulgação

Tecnologia e informação no combate à violência

Tecnologia e informação no combate à violência

Uma rede de informações permanente pode ajudar a evitar barbáries que assolam o Rio de Janeiro

O confronto deste sábado entre policiais, bandidos e milicianos no Rio é o retrato do descontrole da segurança pública do governo do estado. A grave crise financeira – ao ponto de carros da polícia não saírem do pátio dos quartéis por falta de gasolina – estimula as ações de marginais. A queda do helicóptero que matou quatro militares, na Cidade de Deus (comunidade com UPP!), marca a disputa pelo controle daquela região. Sitiada, a população sofre as consequências desse descalabro.

Obviamente, a prefeitura não pode entrar na guerra contra o tráfico e a milícia. No entanto, tem a obrigação de contribuir com informações à polícia para as investigações e à Justiça. O objetivo é um só: pôr criminosos na cadeia e evitar a morte de inocentes. Durante toda a minha campanha a prefeito da cidade, eu já alertava e defendia a importância desta parceria.

Acredito na sensibilidade do prefeito eleito Marcelo Crivella no combate à violência. Tecnologia e a guarda municipal têm papel fundamental no processo. Afinal, somente a criação de uma rede de informações permanente pode ajudar a evitar barbáries que assolam o Rio de Janeiro. Apesar de necessário em determinados momentos, o confronto direto, com troca de tiros, é burro. Câmeras com reconhecimento facial, por exemplo, e uma gestão inteligente, podem ajudar e muito.

É triste ver policiais morrerem no exercício da função. Também é triste ver vítimas inocentes, trabalhadores honestos de comunidades carentes, chorarem por seus mortos. É triste sair de casa e não saber se vai voltar. Hoje, trafegar por vias expressas tornou-se um risco. Eu, você, os nossos filhos, ou qualquer um podemos ser alvos de arrastões, balas perdidas.

Não basta pôr apenas governantes corruptos na prisão. O Rio de Janeiro quer mais, quer paz. E o papel do estado e da prefeitura em trabalhar com parceria é a ponta de esperança de cariocas. Estamos todos no mesmo barco.

Foto:  Agência O Globo

“Não importa o problema…”

“Não importa o problema…”

O Rio precisa sim de um novo modelo de gestão pública            

Marquei a minha campanha para a Prefeitura do Rio com a defesa de aplicativos para que a população avalie os serviços públicos e interaja diretamente com os governos, na busca de soluções para o atendimento ruim.

A proposta tornou a campanha divertida, principalmente, quando no debate da TV Globo, eu me apresentei com uma estampa na camiseta: “Recicla Rio”, um projeto fantástico da irmã do Fernando Gabeira.

O jornal Extra fez a matéria: “Índio da Costa bate na tecla dos aplicativos e vira piada nas redes sociais”. Fez parte da matéria alguns “memes” e opiniões divulgadas pelo Twitter. Gostei mais do “Não importa o problema, a solução é fazer aplicativo”.  A deputada Clarissa Garotinho, no Twitter publicou: “Índio da Costa inventando aplicativos todo dia. Vai ser presidente da APPLE no Brasil” e Eva Poppins avisou: “Fale 3 vezes a palavra app e o Índio da Costa aparece no espelho”.

Pois é, hoje abro o jornal O Globo e encontro a matéria dos repórteres Roberto Maltchik e Marco Grillo, com a denúncia do abandono pelo governo federal do Índice Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS). Ele está criado para ser uma ferramenta de avaliação da qualidade de atendimento no SUS, mas como não agradou aos prefeitos, porque apresentou resultados ruins para o atendimento ao público, caiu no esquecimento.

Confesso a vocês que mesmo eu, defensor de serviços públicos sujeitos à avaliação, desconhecia o portal do IDSUS, tamanho o interesse do Ministério da Saúde em mantê-lo longe da população. Mas, ele está lá, ainda no ar e diante da reportagem do Roberto e Marco Grillo, certamente, o governo reativará o sistema.

Faz parte da matéria um artigo do Pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, na área do Direito. Eu compartilho o artigo com vocês destaco como chamada para ele, o trecho da abertura: “Se a chave do desempenho é a medição, como ilustra o caso do Idsus, não é apenas de eficiência que trata essa agenda. É também chavão conhecido que a luz do sol é o melhor desinfetante(…). Um governo digital pode estimular a revolução da transparência que há tanto tempo esperamos. Estamos falando de melhoras na eficiência do governo, na qualidade dos serviços, na produtividade e no ambiente de negócios”.

Desde a minha primeira conversa política com o Senador Marcelo Crivella, agora eleito Prefeito do Rio, destaquei a importância de ele dar espaço para a criação de ferramentas que permitam que o povo avalie a qualidade dos serviços públicos e participe diretamente da administração da cidade.

O Rio precisa sim de um novo modelo de gestão pública, porque o que tem está completamente superado.

 

“Prepara o seu coração…”

“Prepara o seu coração…”

As surpresas não findam no governo do estado                

O jornal O Globo deu a notícia da proposta de orçamento encaminhada pelo Governador Francisco Dornelles à Assembleia Legislativa. Embora a manchete seja sobre o valor do déficit – R$ 15,3 bilhões, o dado não me surpreendeu. Era de se esperar. O Governo do Estado pecou pela falta de planejamento e previsão. Apostou todas as fichas no petróleo e numa riqueza que já não existia, quando Pezão se apresentou candidato à reeleição.

A minha surpresa está em dois pontos da matéria assinada pelas repórteres Maria Elisa Alves e Selma Schmidt:

  1. O governador Pezão maquiou o orçamento de 2016, para desaparecer com o déficit, que naquele tempo já era expressivo. A informação é do deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha: “O governo superestimou as receitas para poder equilibrá-las com as despesas. E é claro que as receitas não se concretizaram. O governo deveria ter diminuído as despesas para fechar a conta”.
  2. Para equilibrar o orçamento do próximo ano, o governador Francisco Dornelles organizou um conjunto de medidas – projetos e decretos – para reduzir salários, aumentar tributos, acabar com secretarias e cargos em comissão e encerrar benefícios fiscais. Só que o governador licenciado, que pelo jeito está em exercício, avisou às repórteres: “Ainda não batemos o martelo. Não fechamos os números”.

A declaração do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha identifica uma manobra do governador Pezão. Procedimento semelhante tirou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil. A declaração do governador licenciado mostra que ele, na verdade, não está licenciado. Isso cria a situação esquisita de um estado com dois governadores.

Mas, prepara o seu coração, porque as surpresas não findam no governo do estado e daqui a pouco virá à tona a realidade financeira da prefeitura do Rio, que o prefeito Eduardo Paes ainda esconde.

Foto: Google

A Crise que esconderam aparece

A Crise que esconderam aparece

A dívida da prefeitura com as empreiteiras seria de pelo menos R$ 700 milhões             

Durante toda a minha campanha para prefeito do Rio, eu busquei sempre uma relação sincera e honesta com o eleitor carioca. Não fiz promessas mirabolantes e inconsequentes em busca desesperada pelo voto. Pelo contrário, demonstrei preocupação com as finanças do município e o tamanho do desafio do próximo prefeito eleito. Fiz, também, questão de mostrar o problema. Na contramão, o meu então adversário do PMDB, Pedro Paulo, e o atual prefeito, Eduardo Paes, pautaram a eleição com projetos faraônicos. Eu avisei!

Pois bem. Reportagem publicada pelo jornal O Globo, no último domingo, mostra a gravidade da situação. O texto conta que “no apagar das luzes do primeiro turno eleitoral, a prefeitura teria determinado que dezenas de obras na cidade parassem, sem informar o motivo aos responsáveis pelos trabalhos”. A denúncia, conforme noticiou o jornal, é da Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj).

Segundo a Aeerj, depois do primeiro fim de semana deste mês, 26 notificações de construtoras relataram a situação. Elas são responsáveis por pelo menos 26 obras, principalmente de urbanização, como o programa Bairro Maravilha, anunciado com pompa por Pedro Paulo na propaganda eleitoral de TV. Os trabalhos do BRT Transbrasil também estão na lista e não têm prazo para ser retomado. A dívida da prefeitura com as empreiteiras seria de pelo menos R$ 700 milhões.

E o mais grave: em e-mails recebidos pela Aeerj (e obtidos pelo Globo), “empresários relatam ter sido surpreendidos pela decisão do município de desmobilizar os canteiros (de obras). Uma das mensagens eletrônicas conta que a prefeitura chegou a pedir que as obras fossem executadas com força total antes do primeiro turno das eleições e, depois, determinou o contrário”, relata a reportagem. As obras suspensas beneficiariam principalmente comunidades pobres. Um desrespeito!

No “planeta Pedro Paulo”, tudo era possível. O programa de governo dele só se falava em fazer obras e mais obras. De onde viria o dinheiro? Ninguém sabia explicar. Fez igual a ex-presidente Dilma Rousseff e ao governador licenciado Luiz Fernando Pezão: prometeram tudo! Pedro Paulo disse, por exemplo, que construiria 314 novas escolas, 10 superclínicas, seis parques iguais ao de Madureira, 58 quilômetros de BRT e ainda um VLT ligando Botafogo até a Gávea.

Agora, o prefeito Eduardo Paes diz em entrevista que não deve dinheiro a nenhuma construtora e ainda ameaça cancelar os contratos. O eleitor carioca fez sua escolha nas urnas: deixou Pedro Paulo de fora do segundo turno e provou não acreditar mais em Papai Noel, Saci Pererê, Coelhinho da Páscoa e Mula sem Cabeça.

Foto: Jornal O Globo 23/10/2016

O GLOBO: Ambiente de negócios desafia futuro prefeito do Rio

O GLOBO: Ambiente de negócios desafia futuro prefeito do Rio

Cidade é 10ª colocada em ranking de empreendedorismo, entre outros problemas por excesso de burocracia            

O Marcelo que comandar nos próximos quatro anos a prefeitura do Rio precisará desatar nós, que ainda amarram o ambiente de negócios da cidade, se quiser enfrentar a recessão econômica e a alta nos índices de desemprego. Apesar de deter o segundo maior PIB entre os municípios brasileiros, quando o assunto é empreendedorismo, o Rio amarga a décima posição, de acordo com levantamento da ONG Endeavor feito no ano passado, atrás de cidades do interior paulista, como Campinas e São José dos Campos. Um dos fatores que explicam o mau desempenho carioca é o excesso de burocracia para abrir ou reformar empresas, entrave que, na avaliação de especialistas ouvidos pelo GLOBO, pode ser superado com a ajuda do poder municipal.

Se analisado apenas seu ambiente regulatório, ou seja, as regras e obrigações a que todo empreendedor está sujeito, o Rio cai para a penúltima posição, à frente apenas de Teresina, entre os 32 municípios pesquisados. De acordo com o levantamento, por exemplo, é preciso esperar, em média, 123 dias para abrir uma empresa no Rio, enquanto em Uberlândia (MG) são necessários 24 dias. No Rio, o empreendedor também deve aguardar 208 dias só para regularizar um imóvel. Em São Paulo, o tempo médio de espera é de 94 dias.

— As empresas de menor risco não precisam passar pela mesma burocracia que aquelas que podem oferecer maior risco. Também é importante centralizar em um único espaço físico todas as secretarias e agências responsáveis pelo processo — defende o diretor da Endeavor João Melhado, que defende reduzir para apenas cinco dias a espera para abrir um negócio.

Melhado chama atenção para o desafio de ampliar a oferta de mão de obra qualificada na cidade.

— Ainda que tenhamos boas universidades, a gente ainda tem acesso limitado à mão de obra qualificada. É inevitável que se melhore também as escolas municipais. É preciso trabalhar a cultura empreendedora nas escolas. O prefeito tem papel importante nesse sentido, precisa ser quase como um animador de torcida dos empreendedores — afirma.

Diretor do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, Manuel Thedim acredita que o tempo necessário para a abertura de um negócio é o grande obstáculo enfrentado pelo empresariado na cidade e sugere que o poder público dê o “benefício da dúvida” aos empreendedores, exigindo o menor número possível de esclarecimentos antes do início de um negócio.

— O empresário deveria apenas mostrar fatores como o tamanho do imóvel, requisitos básicos de segurança e, depois, quando sua atividade já estivesse iniciada, a prefeitura iria até o local para fiscalizar. As regras impostas atualmente ao empreendedor não são claras e vivem mudando. Além disso, é necessária uma verdadeira peregrinação para cumprir todos os penduricalhos exigidos pela lei — critica Thedim.

Para o secretário municipal de Ordem Pública, Leandro Matieli, a cidade já teve uma expressiva redução no tempo para regularizar novos empreendimentos:

— O maior problema para emitir uma licença é analisar o zoneamento da cidade. Você não pode, por exemplo, abrir uma boate em uma área residencial. Até o ano passado, a prefeitura precisava realizar 200 mil consultas prévias em locais que receberiam novos negócios. Agora, 70% das consultas são automatizadas. Também precisávamos de até 16 documentos, todos autenticados. Hoje, em 95% dos casos, nenhum é exigido.

Matieli pondera que a mudança de uso de um imóvel — de residencial para comercial —, é um processo mais complexo, porque exige uma nova planta do local e recomendações de segurança. O secretário assegura que a prefeitura atenuou a precária mobilidade urbana, considerada outro empecilho para a atração de negócios. E considera que este quesito não deve ser usado para avaliar como o Rio pode ser menos beneficiado por investimentos do que outros municípios.

— Recebemos 2 milhões de visitantes diários, a maioria da região metropolitana. É injusto comparar um volume tão grande com o visto em cidades menores. A expansão do metrô até a Barra da Tijuca e a ampliação do BRT estão entre as medidas que mostram como a cidade investe no setor de transportes.

O diretor-superintendente do Sebrae fluminense, Cezar Vasquez, reconhece que houve esforço da prefeitura para reduzir a burocracia, mas, segundo ele, é preciso expandir a iniciativa para todas as áreas da administração pública, como os órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente, sem abrir mão da qualidade da regulação:

— Desburocratizar não é tudo. Precisamos comemorar mais o sucesso dos empreendedores. Existe uma imagem do Rio como cidade de funcionários públicos, mas há também uma cultura empreendedora importante e a prefeitura pode ajudar fortalecendo esse DNA.

João Melhado, da Endeavor, destaca a ausência do debate sobre os desafios do empreendedorismo nos planos de governo de Marcelo Crivella (PRB) e de Marcelo Freixo (PSOL).

No caso de Freixo, são citados em seu plano a criação de uma incubadora pública, com incentivo a startups, casas colaborativas e escritórios compartilhados, e um programa de crédito popular para apoiar o autoempreendimento. Procurado, Freixo diz que também vai desburocratizar a concessão de alvarás e facilitar o acesso à informação para quem deseja abrir um negócio:

— Nosso desafio será o desenvolvimento de soluções criativas para os problemas de saneamento ambiental e de mobilidade urbana. Vamos criar uma incubadora pública municipal na Região do Porto, com as receitas oriundas dos tributos dessa região, promover caravanas de capacitação e maratonas de oficinas pela cidade, aproveitar as fábricas, armazéns e galpões abandonados e garantir incentivos fiscais para fortalecer o empreendedorismo.

Crivella não cita o empreendedorismo entre suas propostas. Procurado pelo GLOBO, diz que pretende facilitar a abertura de empresas e aposta no programa Zona Franca Social para incentivar a instalação de cooperativas em comunidades carentes.

— A prefeitura vai encomendar todo ano 600 mil uniformes escolares para a rede pública nesses lugares, usando a mão de obra local. Vamos também dar isenção a empresas que queiram se instalar nessas comunidades. São iniciativas que geram emprego, movimentam o comércio local e estimulam o empreendedorismo — afirma o candidato do PRB.

Fonte: Jornal O Globo 15/10/2016

COMENTÁRIO DO INDIO

Há sinais de dificuldades no caminho do futuro prefeito do Rio, mas também oportunidades. Uma delas está exposta na reportagem do jornal O Globo deste sábado (15/10). Com base num levantamento feito pela Endeavor, o texto, dos jornalistas Marlen Couto e Renato Grandelle, demonstra que, quando observado na ótica das regras e obrigações a que todo empreendedor está sujeito no Brasil, o Rio de Janeiro ocupa a penúltima posição no ranking de lugares onde a dificuldade é maior.

Na cidade, são necessários pelo menos 208 dias para regularizar um imóvel. A média nacional é de 153, mas, em São Paulo, o tempo médio é de 94 dias.

A alíquota média de IPTU, no Rio, é de 2,88%, enquanto a média nacional está em 1,34%. Vitória consegue viver com 0,39%. O acesso à internet rápida é possível para 0,39% da população, a média nacional é de 4,65%. Curitiba bate o Brasil com 9,18%.

O Rio também tem dificuldades na qualificação da mão de obra, situação que amplia os problemas da cidade com o desemprego. A base da qualificação é o ensino municipal, na primeira idade e fundamental. As escolas públicas precisam inserir no currículo a cultura empreendedora.

Fica evidente que, com medidas simples e rápidas, o novo prefeito do Rio conseguirá destravar a economia e recuperar a capacidade de investimento da prefeitura, enfrentando a crise fiscal inevitável.