G1: Indio da Costa promete investir em acessibilidade para idosos

G1: Indio da Costa promete investir em acessibilidade para idosos

Candidato do PSD se reuniu com representantes da terceira idade    

     

O candidato Indio da Costa ( PSD) se encontrou com representantes da terceira idade em Copacabana, Zona Sul, nesta quarta-feira (28). Indio foi administrador do bairro na gestão do prefeito César Maia, na década de 90.

Indio disse que dará uma atenção especial para os aposentados e pensionistas da prefeitura. Ele também prometeu manter todos os programas municipais para a terceira idade que já existem. O candidato também prometeu aumentar os investimentos em acessibilidade.

“Que o idoso tenha tranquilidade para andar numa calçada sem buraco, que ele possa atravessar um sinal sem ter que sair correndo porque o sinal já vai abrir, quando ele vai entrar no ônibus, primeiro que os ônibus respeitem, pare para pegar o idoso, mas depois também  quando idoso entrar, não sai arrancando. Esse respeito, essa cultura eu quero levar para toda a cidade para cuidar da terceira idade”.

Na praça do Lido, ele ouviu queixas e sugestões dos eleitores. O candidato distribuiu panfletos e ouviu queixas e sugestões dos eleitores. Copacabana é o bairro da cidade com maior concentração de idosos por metro quadrado do país.

Fonte: G1 28/09/2016

Jornal do Brasil – Indio da Costa: A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita

Jornal do Brasil – Indio da Costa: A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita

Indio integra a coligação “Juntos pelo Carioca” (PSD/PSB/PMB) e tem como vice Hugo Leal (PSB)

Jornal do Brasil dá continuidade nesta terça-feira (27), com o candidato do PSD à Prefeitura do Rio de Janeiro, Indio da Costa, à série de entrevistas com pleiteantes ao cargo de prefeito ou prefeita da capital fluminense pelos próximos quatro anos. Saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública e legado dos Jogos Olímpicos de 2016 são os temas comentados por todos os candidatos.

Indio da Costa é formado em Direito, tem 45 anos, foi por duas vezes vereador do Rio e está em seu segundo mandato de deputado federal. Indio foi filiado ao PFL/DEM de 1995 a 2001. Entre 1999 a 2001, integrou os quadros do PTB. Em 2011, Indio filiou-se ao PSD, partido pelo qual disputa agora a Prefeitura do Rio. Entre 2013 e 2014, ele foi secretário municipal de Esporte e secretário estadual de Meio Ambiente. Indio integra a coligação “Juntos pelo Carioca” (PSD/PSB/PMB) e tem como vice o deputado federal Hugo Leal (PSB).

Confira a entrevista com o candidato Indio da Costa:

Jornal do Brasil – Há legado dos Jogos Olímpicos para a cidade? Se sim, que tipo de benefício eles podem trazer à população? Se não, quais foram as falhas na execução da Olimpíada e na forma como esses legados foram construídos?

Indio da Costa – Sem dúvidas há um legado, mas não recompensa o dinheiro investido. Criou-se novos pontos turísticos, fez-se o BRT, estendeu-se o metrô até a Barra, mas se esqueceu que a população residente, essa que fica na cidade após os eventos, precisa de hospitais com atendimento digno e rápido, de escolas que tenham estruturas e professores que levem, de fato, ao aprendizado. Nada se fez para dar solução a uma fila de 42.000 crianças sem creches. A política de segurança não deu nenhuma contribuição permanente e a cidade recebeu a oportunidade de sediar os jogos.

Jornal do Brasil – Muito embora se argumente que hospitais estaduais foram municipalizados e que houve investimentos, a população se queixa muito da saúde na cidade. De onde vem essa percepção da população, que é a real usuária do serviço?

Indio da Costa – A percepção é confirmada na realidade de um péssimo atendimento à população. A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita. Falta avaliação correta das causas de aumento da demanda por atendimento. A Prefeitura não trabalha com a saúde preventiva como deveria. Um bom exemplo é a epidemia recorrente de dengue, zika e outras. A prefeitura faz campanhas para conscientizar a população durante a ocorrência do problema. Depois esquece o assunto até que ele surja novamente. Um modo de trabalho inteligente seria ouvir a população e a partir das queixas e das sugestões agir pontualmente e resolver os gargalos. É a minha proposta.

Jornal do Brasil – Diante de históricas reivindicações de professores por melhores condições de trabalho e valorização da carreira, como o senhor pretende melhorar a educação pública na capital fluminense?

Indio da Costa – Primeiro mudando o foco da política de educação que hoje está em tudo, menos no aluno. Por isso, ele não aprende. Identificado o problema de aprendizado, passa-se a agir sobre as causas e não sobre as consequências. Um dos pontos fundamentais é o professor, porque não o substitui no aprendizado. É ele quem ensina. As melhores condições de trabalho e valorização da carreira com foco no aprendizado ganham outro sentido. Deixam o campo do corporativismo pelo ambiente de estímulo para que o aluno aprenda. Então, fica fácil estabelecer no plano de carreira os critérios de mérito.

Jornal do Brasil – As propostas de mobilidade urbana sofreram muitas críticas, desde a descaracterização até a extinção de linhas que ligavam a zona norte à zona sul da cidade, no caso dos ônibus. Como se resolve essa questão?

Indio da Costa – Ouvindo o usuário do sistema, como faz qualquer empresa privada, quando precisa lançar um novo produto ou serviço. O sistema ficou manco, porque está montado na linha o interesse das empresas operadoras. Por isso, acontece a situação de você ir de BRT da Barra a Campo mais rápido do que sair do Jardim Botânico para a Ilha do Governador.

Jornal do Brasil – Há uma polêmica muito grande em torno da regularização do Uber. Alguns candidatos dizem que vão extinguir o serviço, enquanto outros sinalizam para a taxação. Há, ainda, os conflitos de taxistas com motoristas do Uber. Como resolver essa questão sem demagogias?

Indio da Costa – O Uber existe porque a população comprou a ideia. É uma questão que o mercado resolveu. Há também a decisão judicial. O problema com os táxis é de concorrência, porque os taxistas estão sujeitos a uma série de burocracias e taxas, o que não acontece com o Uber. Então, é preciso estabelecer regras que permitam a convivência comum e uma concorrência sadia e não desleal. A prefeitura pode encontrar o ponto ideal. Não faz, porque trabalha com a lógica do voto. Como o número de taxistas é maior, bem maior, o que equivale dizer que há mais eleitores entre os taxistas do que entre os que operam o Uber, a prefeitura opta pelo discurso demagógico de proteger os táxis.

Jornal do Brasil – No primeiro debate de TV, houve divergências quanto à maneira da Prefeitura lidar com a questão da segurança pública. Ela é sobretudo de responsabilidade do Governo do Estado? Desmilitarizar, armar a Guarda Municipal ou há um meio termo para evoluir nesse tema?

Indio da Costa – Antes de apresentar uma proposta para a segurança pública, estudei amplamente o assunto. O meu partido, PSD, contratou o Centro de Liderança Pública, com a coordenação do especialista Leandro Piquet e construiu uma proposta, que envolve o treinamento e preparação da Guarda Municipal, mas também a utilização correta do sistema de informações e dados da prefeitura para auxiliar a investigação a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público. O ponto central é: a segurança pública é também papel da prefeitura. Ela deve agir de modo preventivo com o policiamento ostensivo a cargo da GM e deve organizar o ambiente urbano. Será um braço importante no sistema de investigação. Um ponto em aberto, porque há especialistas que sugerem e há os que acreditam um risco, é a decisão de armar ou não a Guarda Municipal. Mas, o treinamento dará à Guarda as condições psicológicas de, se precisar, andar armada. 

Fonte: Jornal do Brasil 27/09/2016

G1: Indio da Costa participa de conversa sobre políticas para mulheres

G1: Indio da Costa participa de conversa sobre políticas para mulheres

Ele falou sobre propostas para acolher vítimas de violência. Reunião aconteceu em Laranjeiras          

O principal compromisso de hoje do candidato do PSD à prefeitura do Rio, Indio da Costa, foi em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. Ele se reuniu com um grupo de mulheres de partidos que o apoiam, entre candidatas a vereador do PMB e PSB, além de simpatizantes.

A reunião foi na calçada, em frente ao prédio onde funcionam várias atividades sociais da prefeitura, inclusive o conselho tutelar. Índio da costa explicou para elas como é a  proposta de criar um abrigo 24 horas para mulheres.

Depois do encontro, Indio da Costa falou sobre o seu principal projeto, se for eleito, de defesa e proteção de mulheres vítimas da violência no Rio.

“A ideia é o seguinte: é ter um telefone, um trabalho com aplicativo celular e também telefone para a pessoa poder acessar a Prefeitura 24 horas. E a partir dali seja a Prefeitura indo na casa da pessoa, acompanhado com psicólogo, com guarda municipal feminina ou mesmo abrindo as portas para receber as pessoas. E aí depois encaminha a mulher para uma casa, um abrigo”, explicou.

Fonte: G1 27/09/2016

O GLOBO: ‘O Rio não elege extremos’, afirma Indio sobre adversários em segundo lugar

O GLOBO: ‘O Rio não elege extremos’, afirma Indio sobre adversários em segundo lugar

Para Indio, busca do eleitorado por candidaturas de centro o levará ao 2º turno        

RIO — O candidato a prefeito Indio da Costa (PSD) afirmou nesta segunda-feira que vai ao segundo turno porque, na sua avaliação, “o Rio não elege extremos”, em referência a adversários de “extrema” direita e esquerda, e por considerar que a candidatura de Pedro Paulo (PMDB) já está fora da disputa. Segundo levantamentos do Ibope e do Dafolha, Indio está tecnicamente empatado em segundo lugar com o peemedebista e outros três candidatos, Jandira Feghali (PCdoB), Marcelo Freixo (PSOL) e Flávio Bolsonaro (PSC).

— Vou para o segundo turno porque o Rio não elege extremos. O Bolsonaro foi para o debate de ontem mais à direita, com uma crise de identidade em relação ao pai. A esquerda está dividida — disse.

Cercado por mulheres ligadas ao PSD e PMB, Indio propôs em frente a um centro especializado de Assistência Social, no Flamengo, atendimento 24 horas para vítimas de violência doméstica em centros de encaminhamento da prefeitura. Segundo ele, a prefeitura só atende hoje de 9h às 17h. A ideia é articular o trabalho da guarda municipal feminina, das polícias militar e civil, assistentes socais e psicólogos para conduzir mulheres a abrigos especializados. Indio ressaltou que as mulheres farão parte do seu governo, inclusive em cargos de primeiro escalão.

— Ao longo da campanha, por conta da agressão de Pedro paulo (a ex-mulher), fui cobrado por grupos de mulheres. Também tive que sintetizar 600 páginas do plano de governo para enviar ao TSE — afirmou, ao explicar que a proposta foi incorporada após a conclusão do plano de governo.

PEDRO PAULO FORA DA DISPUTA

No debate promovido neste domingo pela Record, a principal estratégia de Indio foi enfatizar a denúncia contra Pedro Paulo de agressão à ex-mulher, Alessandra Marcondes. O peemedebista foi investigado em um inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) e inocentado, posteriormente. Para o candidato do PSD, o caso somado à avaliação negativa da prefeitura o impedirá de crescer entre o eleitorado e chegar ao segundo turno.

Sobre a troca de acusações no debate deste domingo, em detrimento do detalhamento de propostas, Indio afirmou que os planos de governo aparecem com frequência em outros espaços.

— Todas as propostas dos candidatos estão nas propagandas de televisão, na imprensa, e na internet — disse, lembrando que seu site ficou fora do ar com o aumento expressivo de acessos na noite de domingo, durante o debate.

Fonte: O Globo 26/09/2016

 

G1: Indio da Costa é entrevistado pelo RJTV

G1: Indio da Costa é entrevistado pelo RJTV

Candidato do PSD falou sobre sua atuação parlamentar                       

Indio da Costa foi questionado sobre a investigação que o Ministério Público conduz a respeito da suspeita de irregularidades ambientais em torno da construção de uma casa com custos próximos a R$ 8 milhões no Jardim Botânico, Zona Sul. Segundo o candidato, a empresa responsável pela construção terceirizou a parte da obra alvo do inquérito e já não mais participa da construção.

O candidato do PSD também teve de explicar por que falou em 36 das 134 sessões enquanto era deputado federal. “Em todos os momentos em que o Brasil precisou, eu tava lá”, afirmou, acrescentando que, quando foi relator da lei da Ficha Limpa, chegou a ficar três meses sem ir ao Congresso “viajando o Brasil para ter força e aprovar a lei”. “Em nenhum momento eu faltei a alguma sessão importante.”

Nesta segunda-feira (19), foi entrevistada a candidata Jandira Feghali (PCdoB). Na terça (20), foi a vez de Marcelo Freixo (PSOL). Na quarta-feira (21) o entrevistado foi Marcelo Crivella (PRB), na quinta-feira (22), Pedro Paulo (PMDB), e na sexta (23), Flávio Bolsonaro (PSC).

Íntegra da entrevista com Indio da Costa (PSD)

Mariana Gross: o senhor já foi secretário estadual do meio ambiente, no seu programa de governo, o senhor defende o seguinte: “é preciso estar atento a cada atitude e repensar a forma como se vive dentro deste ambiente”. Entre os seus bens declarados à Justiça Federal, à Justiça Eleitoral, está uma casa em construção, no valor aproximado de R$ 8 milhões, e por causa dessa construção o senhor está sendo investigado pelo Ministério Público por dano ambiental. O Ministério Público disse que houve intervenção irregular na propriedade e supressão de vegetação sem devida autorização dos órgãos competentes. O caso foi revelado pela revista “Veja”. Pergunto ao senhor: como pode um candidato que já foi secretário do meio ambiente dizer que é preciso estar atento a cada atitude e, ao mesmo tempo, ser acusado de desmatamento na sua própria casa?

Indio da Costa: Olha, Mariana, meu pai é arquiteto. E eu sempre, como todo brasileiro, sonhei com a casa própria. Eu tô construindo essa casa desde 2011, foi a compra do primeiro terreno. Uma determinada empresa foi contratada para fazer o levantamento topográfico e aí houve um problema na época, tanto que eu troquei a empresa, coloquei outra empresa. Diferente do que você tá dizendo, eu não estou sendo investigado pelo Ministério Público. Ao contrário…

Mariana: Está sim, candidato.

Indio: Não, não estou. Deixa eu te contar o que está acontecendo. O que tá acontecendo é o seguinte: eu fui ao Ministério Público e sugeri um TAC, uma proposta..

Mariana: Um termo de ajustamento de conduta

Indio: Primeiro, a empresa que foi contratada na época para fazer o levantamento topográfico, ela que foi responsável por uma terceirização que acabou desmatando o terreno, ela saiu e pagou multa. Ela reconhece que foi ela quem fez, não fui eu. Não fui eu que peguei uma serra e fui lá detonar nada. Segundo, o terceiro lote não estava nem comprado. São três lotes. Eu comprei por causa disso. O sujeito que estava vendendo o terreno não tinha nada a ver com a história. Enfim, tava vendendo o terreno, acabei comprando e tá lá a casa. Eu tô propondo ao Ministério Público fazer o que eu nunca vi na história do Rio de Janeiro e nenhum lugar do Brasil, inclusive, que é replantar dez vezes mais a área que eles estimam que foram retiradas as árvores. São 1.800 metros quadrados. Eu tô propondo 18 mil metros quadrados. Eles sugerem tecnicamente, não teve ainda a opinião do promotor, de fazer o replantio de 28 mil metros quadrados. Eu fiz um pedido a eles: que seja no Parque Nacional da Tijuca. Então, assim, eu tô rigorosamente dentro da lei. E não há um processo sobre isso. Há uma conversa, um TAC, e eu tô, só para concluir…

Mariana: Passando a responsabilidade, como o senhor disse agora, para a construtora. Agora…

Indio: A construtora…

Mariana: Não é o que diz o inquérito, candidato, me permita continuar aqui. São 623 páginas, a gente conversou com o promotor, tá lá no parecer técnico 371, de 2014 o Ministério Público afirmando que houve, mesmo depois da devastação feita pela construtora, novo desmatamento. Ou seja, mesmo depois de essa construtora ser multada.

Indio: Não houve desmatamento, não, Mariana. Desculpa.

Mariana: Depois de o senhor ter conhecimento da história, o ataque à natureza continuou. A sua versão não tá batendo com a do MP.

Indio: Desculpa, você pode ver a casa daqui. Você tá vendo aquele muro enorme lá? Foi obrigação da Geo-Rio, porque ali já teve…

Mariana: Nós temos as imagens de satélite, candidato.

Mariana: O senhor vem dizendo que é bom gestor, tem 25 anos de experiência, que tá pronto. Que sabe como fazer. Agora, pergunto ao senhor: ter um problema desse dentro da própria casa; isso é ser um bom gestor?

Indio: Mariana, deixa explicar o seguinte: eu sou um ser humano normal, eu pago meus impostos em dia, eu estou à disposição da Justiça. Em nenhum momento eu fugi de ninguém. Eu contratei uma construtora, houve um problema, eu troquei a construtora por conta desse problema, que não é quem construiu a casa, a prefeitura me exige fazer um muro, eu faço um muro, eu tô cumprindo com todas as obrigações, tá certo?

Mariana: O senhor está lidando dentro da sua própria casa com uma empresa. Se o senhor for eleito prefeito, vai lidar com centenas, milhares de empresas. Pergunto ao senhor: o senhor também vai agir assim? Transferir a responsabilidade? Isso é ser um bom gestor?

Indio: Eu tô transferindo a responsabilidade ou eu tô dizendo que, embora do ponto de vista prático, não fui eu quem fiz e eu tô querendo pagar o replantio aqui no Parque Nacional?

Mariana: Candidato, o senhor é presidente estadual do seu partido. E olha a lista de escândalos envolvendo o seu partido. Mangaratiba, o ex-prefeito foi preso, foi condenado a 52 anos de prisão por formação de quadrilha, fraude em licitação, falsificação de documentos e coação de testemunhas. Desviou mais de R$ 10 milhões dos cofres públicos. Agora, outra prefeitura na atividade, também do seu partido, o ex-prefeito teve o mandato cassado por abuso de poder econômico e gastos ilícitos na campanha. Pergunto ao senhor: não é escândalo demais para um partido que existe só há cinco anos?

Indio: Mariana, partido é cartório, é o que te viabiliza de ser ou não ser candidato. No meu partido tinham 13 deputados com mandato antes de eu ser candidato a prefeito. E muita gente achou que eu não fosse conseguir ser candidato. Como eu era o presidente do partido, e eu tinha maioria do partido, então por isso eu consegui viabilizar. O PMDB pressionou tanto que saíram do meu partido 12 deputados. 12. Na verdade, contando com dois suplentes, eram 15. Somos, hoje, três. Dois estaduais, um suplente e o outro efetivo, e eu que sou deputado federal. Então veja só, partido é uma coisa assim, você imagina, são 30 e tantos no Brasil, são pessoas diferentes com visões diferentes e eu não compactuo com nada disso. Ao contrário. Por causa da minha lei, que eu briguei muito para aprovar, que é a Lei da Ficha Limpa, a gente conseguiu fazer com que essas pessoas não voltassem mais para a política.

Mariana: Falando em lei, o senhor é autor de um projeto de lei que propõe a criação de um teste de integridade dos agentes públicos. Pergunto ao senhor: por que, então, não está sendo capaz de avaliar a integridade dos políticos do partido que o senhor preside?

Indio: Olha, eu queria falar sobre isso. Eu não sou autor desse projeto, eu apresentei ele. Esse projeto é do Ministério Público Federal, é uma das dez medidas contra a corrupção. No ano passado, eu apresentei vários, são 19 projetos contra a corrupção e um projeto de emenda constitucional. Esses projetos são muito importantes, só falar rapidamente sobre eles porque eu soube que o presidente Eduardo Cunha, que era o presidente da Câmara na época, ele podia aceitar uma só, houve uma mobilização popular enorme no brasil, 1,5 milhão de assinaturas para aprovar essas medidas contra a corrupção. E a informação que eu tive é que ele ia jogar fora, no lixo, 19 e só ia ficar com um. Por isso fui autor desses projetos todos, inclusive da PEC, apresentei, colhi assinaturas em dezembro do ano passado. É o que eu estava dizendo aqui para a Ana, quer dizer, estar presente no plenário ou não, não quer dizer que você vai melhorar o Brasil. Você melhora o Brasil na produção do seu mandato.

Mariana: Candidato, falando em projeto de lei, como vereador o senhor foi autor de um projeto de lei que proibia a esmola no Rio. Proposta sua: multar quem desse dinheiro para quem estivesse pedindo esmola. O senhor justificou a importância desse projeto dizendo que as pessoas eram molestadas por pedidos insistentes, que os pedintes se entregavam a esse vício e faziam desse ato a sua profissão. Candidato, pedir esmola é vício?

Indio: Olha, quando eu entrei no metrô em Nova York, eu li assim: “É proibido dar esmola”. Aí eu fui lá na administração do metrô para entender o que era aquilo. E eles me explicara. Era a mesma coisa que aconteceu no Rio de Janeiro, acontecia no metrô lá. Pessoas mais velhas explorando as crianças para pedir esmola. Na Praça da Paz, tinha uma senhora, ela explorava 32 crianças. E foi por causa dessa senhora. Só para concluir, depois eu fui administrar Copacabana e eu descobri ONGs que recebiam dinheiro da Alemanha, da França, dos Estados Unidos e, quando eu consegui resolver a vida e tirar as crianças das ruas, as ONGs quebraram. E eu fui recebido, quer dizer, eu recebi lá no gabinete da administração em Copacabana e era a seguinte reclamação: “Como que a ONG vai sobreviver se as crianças não estão mais na rua?”.

Mariana: Em entrevista ao jornal “O Dia”, candidato, o senhor disse que esse projeto de lei foi um “factoide”. E eu pergunto ao senhor, não é uma irresponsabilidade assim só para chamar a atenção e dizer que essas pessoas em situação tão vulnerável, nas ruas, são viciadas? É um factoide, candidato?

Indio: Mariana, eu apresentaria projetos que resolvessem essa situação quaisquer que fossem. Eu estou dizendo que a exploração infantil na Praça da Paz acabou, que em Copacabana acabou, em vários lugares acabou esse tipo de exploração por conta de um movimento que foi feito na época e que, para chamar a atenção do movimento, eu apresentei um projeto e fui para as televisões debater e hoje qual é o resultado disso? Você não vê pessoas. Eu não sou contra dar esmola para ninguém, só para deixar claro. Mas explorar uma criança para ela tomar dinheiro de alguém e entregar para uma senhora, que para, sem ajudar essa criança em nada, inclusive, pegar esse dinheiro e enriquecer. Essa senhora da Praça da Paz, Mariana, ela tinha um apartamento.

Mariana: Mas o senhor disse que é um vício, o senhor chamou de vício. Estava na sua proposta, candidato.

Indio: Mariana, há quase 20 anos atrás, em 1997, quando eu fui vereador com 25 anos de idade, alguém me ajudou a fazer a justificativa. E o que me interessava era entrar no tema e eu consegui acabar com a exploração infantil e muitos lugares do Rio de Janeiro.

Fonte: G1 24/09/2016

Entrevista Veja: “O Rio não vai eleger um covarde”, diz Indio

Entrevista Veja: “O Rio não vai eleger um covarde”, diz Indio

Indio dispara críticas a Pedro Paulo Carvalho e não poupa Marcelo Crivella          

Em seu segundo mandato como deputado federal, Indio da Costa (PSD) demonstra segurança de que vai ser ele o ocupante da cadeira de prefeito do Rio de Janeiro. Isso mesmo diante dos atuais 6% de intenções de voto, segundo a última pesquisa Datafolha. Às vésperas do pleito, a estratégia é entrar no ringue para tentar vaga no segundo turno. Em entrevista a VEJA, Indio disparou para todos os lados: classificou o prefeito Eduardo Paes de “coronel”, chamou o candidato Pedro Paulo Carvalho de “covarde” e disse que Crivella “faz parte de um projeto nacional de poder da igreja Universal”. Abaixo, os principais trechos da entrevista.

O senhor foi secretário de Esportes do governo Eduardo Paes em 2013. Por que saiu? Idealizei um projeto para ex-atletas inspirarem alunos de favelas a exercer uma atividade esportiva. Mas o Eduardo Paes nunca o tirou do papel por uma razão que não engoli. Me disse: “Não vou botar azeitona na empada do Beltrame (secretário estadual de segurança). Ele pode ser candidato a governador em 2018 e não vou fortalecê-lo”. Pedi para ser exonerado.

De lá para cá houve alguma tentativa de reaproximação? Quando fui eleito deputado federal em 2014, o Eduardo pediu que eu encontrasse o Pedro Paulo. Fui e fiquei horrorizado.

Por quê? Prefiro não entrar no detalhe.

Ficaram sequelas do rompimento com o prefeito? Da minha parte não. O Eduardo é um coronel. Ele não respeita as pessoas.

Pedro Paulo está embolado com o senhor e outros na vice-liderança das pesquisas. A máquina do governo não pode fazer a diferença na reta final? Não acredito que o Rio vai eleger um covarde que bate em mulher para prefeito do Rio. Sei de candidatos a vereador do próprio PMDB que rasga o panfleto para tirar a foto do Pedro Paulo.

Por que não fez aliança com o candidato do PSDB, Carlos Osório, que tem afinidade ideológica com o senhor? Encomendei uma pesquisa que mostrava que comigo de vice o Osório teria potencial de alcançar 6% como o cabeça da chapa, enquanto eu, 20%. Mas ele me disse que não estava preparado para ser vice. Eu respeitei.

Qual será sua estratégia para vencer Marcelo Crivella em um eventual segundo turno? Eu vou ganhar a prefeitura, não tenho nenhuma dúvida. A Igreja Universal, à qual ele pertence, tem um projeto nacional de poder insano e exclusivista.

Circulou na internet um vídeo em que pessoas da Rocinha diziam que haviam recebido dinheiro para fazer campanha para o senhor durante uma de suas visitas à favela. Procede? Não conheço nenhuma daquelas pessoas. Elas são ligadas ao narcotráfico.

No passado, o senhor defendeu a aplicação de multa para quem desse esmola para moradores de rua. Ainda é a favor da medida? O que eu queria era discutir a questão da exploração infantil e a única maneira que via era cortando o fluxo financeiro. Hoje não defendo mais isso.

O senhor aprovou a Olimpíada carioca? Foi um evento excepcional, mas o Eduardo apostou nas Olimpíadas, e não nos cariocas.

Por que afirma isso? A gestão Paes foi péssima na questão social, mas um sucesso na intervenção urbana, sobretudo na recuperação do Porto Maravilha. Por isso, vai entrar para a história. Mas eu também teria estruturado a Guarda Municipal e incluído em creches as 42 000 crianças que continuam sem vaga.

Mas a cidade quintuplicou sua capacidade no transporte público. Os BRTs são um puxadinho. Pelo preço que custou o metrô, poderia ter ido muito além da Barra da Tijuca.

Metrô não é atribuição do governo do Estado? Vamos combinar que Estado e prefeitura do Rio são um só. Foi o sistema chamado PMDB que colocou o Eduardo na prefeitura do Rio. Ele mesmo ficou assustadíssimo quando descobriu quanto tinha custado sua campanha, coordenada pelo Wilson Carlos (ex-secretário de Governo de Sérgio Cabral). O Wilson falou assim para o Eduardo: “Eu te disse que sei fazer bem feito, mas não falei que era barato.”

Fonte: Veja 23/09/2016

 

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Confiante em um 2º turno, Índio afirma que olhará pelos cariocas          

Com mais de 25 anos de vida política, Indio da Costa é o candidato do Partido Social Democrático (PSD) às eleições que escolherão o próximo prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Em seu segundo mandato como deputado federal, Índio já foi vereador três vezes e administrou a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer do Rio e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Na Câmara dos Deputados, foi um dos relatores do Projeto de Lei Ficha Limpa. Além disso, em 2010, concorreu à vice-presidência do Brasil na chapa de José Serra.

Carioca, Índio tem 45 anos, é formado em direito e pertence a uma família premiada de arquitetos. Em entrevista ao Portal da Band, apresentou propostas e apontou grandes desafios que o próximo prefeito encontrará na gestão municipal. Índio garantiu que está pronto para governar e acredita que estará no segundo turno para decidir o resultado nas urnas.

Participação com tecnologia

A tecnologia fez com que grande parte dos candidatos apresentassem propostas de interação com eleitores por meio de aplicativos e plataformas digitais. Índio contou que aposta nessa ideia e que vai oferecer à sociedade uma participação ativa.

“Esse governo participativo que a esquerda tanto preconizou, agora sairá do papel de maneira verdadeiramente interativa. Não será apenas um nicho ou um grupo de pessoas formado por determinados partidos que apontarão questões ligadas à cidade. Será o governo do carioca para o carioca. Vamos trabalhar juntos”, frisou.

Índio explicou que uma das propostas para a futura ferramenta é permitir que questões sociais sejam avaliadas no momento do atendimento.

“Imagina você em uma escola ou em um hospital. Se depois do atendimento você achar necessário apontar uma reclamação ou sugestão, poderá fazer pelo smartphone”, disse.

Regulamentação de trabalho

Uma das metas do plano de governo do candidato é regulamentar os trabalhos ilegais em diversos setores e investir na criação de novos empregos para a população. Entretanto, afirmou que, para isso, precisará criar um projeto integrado, envolvendo várias questões socioeconômicas.

“Vamos dar qualificação profissional, legalizando onde for possível essas atividades sem regulamentação. Uma das macrofunções que quero trabalhar é o desenvolvimento social e econômico. Pensaremos como a pessoa vai melhorar de vida e conseguir ter renda para pagar as contas”, explicou.

Índio contou que olhará também pelos corredores comerciais populares da cidade, como Mercadão de Madureira e Saara.

“Muitas questões precisam ser revistas nesses lugares, e o prefeito deve agir para melhorar essas regiões. Por exemplo, precisamos garantir a segurança, reforçar a iluminação e pensar na acessibilidade desses locais. Recentemente estive no Saara, no Centro. Se algum cadeirante quiser ir a uma loja, não conseguirá entrar. Precisamos repensar como garantir esse acesso para todos”, disse.

Terceira Idade

Segundo o próprio candidato, grande parte de seus eleitores são do grupo da terceira idade. Ele atribui esse apreço aos projetos que elaborou em favor dos aposentados, principalmente quando começou seu trabalho político no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

“É uma parte da população que olho com muito carinho. Quero oferecer oportunidades e atividades que permitam que essas pessoas saiam da ociosidade. Os idosos têm muito conhecimento e podem contribuir com suas experiências”, afirmou.

Se eleito, Índio garantiu que vai acabar com os descontos que a atual prefeitura faz no benefício dos aposentados e vai rever a possibilidade de reduzir o IPTU nos imóveis daqueles que tenham dificuldades financeiras.

“Precisamos respeitar a necessidade dessas pessoas que precisam comprar remédio, que muitas vezes necessitam contratar um serviço de acompanhamento. Há muito que fazer pelos nossos idosos”.

“Esporte me afastou da atual prefeitura”

Ao ser questionado de quais seriam seus projetos para incentivar o esporte no município, Índio confessou que divergências na época em que foi secretário da pasta o levaram a pedir afastamento.

“Em 2013, tentei levar para dentro das comunidades um programa chamado ‘Virando o Jogo’, que promovia o esporte nessas áreas. No entanto, Eduardo Paes se negou por achar que beneficiaria o Beltrame e o projeto das UPPs. Não quis participar de um governo que em vez de priorizar quem está precisando, visava o jogo político eleitoral”, desabafou.

Para reverter o jogo e conseguir concretizar seus projetos, Índio disse que usará o esporte como motivação para dentro da sala de aula, “ensinando a ganhar e perder, a ter adversários, e não inimigos”. Umas das propostas é promover atividades para estudantes da rede municipal depois das aulas, cumprindo assim a promessa de tê-los mais tempo nas escolas.

Potencializando investimentos

Para tentar rever a precariedade de moradias, principalmente nas comunidades carentes do município, Índio da Costa pretende dar títulos de propriedade para os moradores que já estão alocados nesses lugares.

“Se você legaliza, a cada R$ 1 que a prefeitura coloca, eles investem muitos outros reais. Quando o morador tem a propriedade e a legalização do RGI (Registro Geral de Imóveis), coloca o dinheiro dele também na segurança de lutar para construir o que é seu”, pontuou.

Gestão da simplicidade

Índio destacou dois pontos que acredita que vão impactar mais diretamente a vida dos fluminenses durante sua gestão. Para ele, a valorização do carioca e a criação de uma nova matriz econômica serão os norteadores de seu governo.

“Vou fazer um governo simples, que zele pelas pessoas e valorize o carioca. Cuidarei do funcionamento de todos os serviços. O diferencial será ter o povo contribuindo e avaliando as mudanças”, resumiu.

Fonte: Portal Band 22/09/2016

Conheça as propostas de Indio da Costa

Conheça as propostas de Indio da Costa

O candidato apresenta suas ideias para a administração dos próximos quatro anos da cidade    

SEGURANÇA

Qual é a sua principal proposta na área de segurança? A partir de quando pretende implantá-la e quanto isso vai custar aos cofres municipais?

Convivi com o tema, quando administrei Copacabana. Estimulei uma experiência bem interessante, de combate ao crime nas ruas com a colaboração da população. Nenhum pequeno delito fugiu aos nossos olhos. E mantivemos a ordem. Voltei ao tema há dois anos, quando decidi ser candidato a prefeito. Consegui que o PSD Nacional contratasse o Centro de Liderança Pública. Sob a coordenação Leandro Piquet vários especialistas no Brasil foram ouvidos e foi elaborado um plano de trabalho para as Guardas Municipais num sistema de atuação direta das prefeituras na Segurança Pública. Ouvi também o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. Desse esforço nasceu a proposta de criar a Secretaria Municipal de Segurança. Ela terá a obrigação de treinar e reequipar a guarda municipal para o policiamento ostensivo. Também coordenar as ações das demais secretarias, que influenciem a segurança e trabalhar em linha direta com a Polícia Civil para integrar o banco de dados e de informações da prefeitura e facilitar o trabalho da investigação. Ainda não tenho com precisão absoluta o custo para implantar a Secretaria, mas tenho como premissa não aumentar os gastos da prefeitura com a medida. Os custos sairão de um trabalho de redução dos desperdícios e de revisão das despesas de custeio em outras áreas, sem perder a eficiência.

O senhor tem algum projeto especial para a Guarda Municipal? Como será?

Sobre armar a Guarda, essa não é a questão fundamental do projeto. Ela estará preparada para agir em todas as circunstâncias que a segurança da população exija. E quando exigir armamento em situações especiais, isso acontecerá. Pretende integrar a GM com as outras forças policiais.

O senhor pretende dar continuidade a parceria com a iniciativa privada como a que mantêm o programa “Operação Segurança Presente” no Centro, na Lapa, no Aterro e na Lagoa? Tem planos de expandi-lo para outras regiões?

Não há motivo para não aceitar a ajuda do Programa, que, é bom se diga, nasceu da ineficiência da política de segurança municipal.

MOBILIDADE URBANA

O senhor pretende modificar o sistema/concessão de ônibus do Rio? Apoia o programa de racionalização das linhas implantado pela gestão Paes ou vai alterá-lo? Como?

Mobilidade é o respeito ao direito de ir e vir. O sistema de transportes está nesse contexto. O sistema de concessão claramente não atende ao conceito, porque, ao passo que criou o BRT, não se preocupou com os transportes em outras linhas. Quem precisa de transportes de ponto a ponto fora da esteira do BRT passa por muita dificuldade. Ir do Jardim Botânico à Ilha do Governador, por exemplo, é um trajeto de mais de duas horas passando por duas linhas de ônibus. O sistema de concessão está preso numa lógica: atender os interesses das empresas. Isso será mudado, com certeza. A população que usa os transportes terá instrumentos para avaliar o sistema e informar a prefeitura para as medidas de adaptação e quando for o caso, de penalização. O planejamento urbano joga um papel importante nesse contexto, porque pode evitar que as pessoas sejam obrigadas a morar distante dos locais que empregam. Se aproximarmos as pontas, teremos um sistema de transportes mais racional.

O senhor tem algum grande projeto na área de transportes? O que pensa sobre o projeto do BRT? Vai dar continuidade as obras da TransBrasil?

Nenhuma obra iniciada será interrompida. O BRT é uma inovação interessante, que, sem dúvida, diminuiu o tempo do trajeto de quem transita entre as pontas do sistema. Mas, repito, quem está fora dessa linha, desse trajeto, sofre com um transporte bem ruim.

Como pretende resolver a polêmica entre os taxistas da cidade e os motoristas de Uber?

O problema maior que verifico é o nível de burocracia e gastos que a prefeitura impõe aos motoristas de Taxi em contrapartida às facilidades que tem o Uber. O poder público precisa estabelecer o equilíbrio, sem perder o que tem de bom em que um dos sistemas e isso só é possível, quando se trabalha com a lógica do usuário.

SAÚDE

O que o senhor pretende fazer com os Hospitais Rocha Faria e Albert Schweitzer que pertenciam à rede estadual e o município assumiu este ano?

Na saúde tenho o desejo de contar com o trabalho do Paulo Niemeyer. Quem sabe, ele não estará conosco? Vou manter os dois hospitais no município, porque defendo um princípio fundamental de administração pública: o prefeito da cidade tem a obrigação de interferir e agir em todos os problemas que atingem a cidade e a população dela. É preciso romper com o discurso fácil de, “isso é do estado e isso é da União, então não é comigo”. Nunca será assim. Aconteceu no Rio, eu na prefeitura chamarei pra mim o problema e buscarei a solução. Um exemplo claro está no meu programa de governo: criaria uma instância administrativa para coordenar as ações da cidade com os municípios da região metropolitana. Um dos setores onde se sente mais de perto o impacto é na saúde. A pressão é sobre os hospitais do Rio. É possível aliviar o sistema através de consórcio, que preveja a compensação financeira dos serviços prestados para atender bem a quem venha da Baixada mantendo o serviço de qualidade para atender o carioca.

O senhor manterá o sistema de Organizações Sociais que administram algumas unidades de atendimento? Pretende também dar continuidade ao programa “Clínica de Família” ou criar um novo modelo?

Manterei, mas farei auditoria em todos os contratos com OS. Afinal, recentemente, tivemos notícias de fraudes gigantescas no sistema, notícias agravadas pela decisão esquisita do prefeito de não dar transparência aos contratos. Na Prefeitura, publicarei a lista das pessoas que trabalham contratadas pelas OS, os horários e locais de trabalho, os dias de plantão e os níveis de eficiência. Nos quadros de avisos dos hospitais e unidades de saúde haverá a informação dos horários de trabalho e nomes dos profissionais. As OS que tenham denúncia no Ministério Público ou no Tribunal de Contas do Município terão os contratos interrompidos. As Clínicas da Família, que a prefeitura dá como novidade, na verdade, é o nome novo para os antigos postos de saúde e programas de saúde da família. Só há um modo de fiscalizar e fazer funcionar um sistema com o peso que tem a saúde do Rio de Janeiro: olhar, monitorar e avaliar cada unidade. É o que farei.

O que será feito para que o Rio não enfrente uma epidemia de zika ou chikungunya no próximo verão? Explique, por favor.

Uma forte mobilização da sociedade para evitar novas epidemias. Mas, fazer isso o ano todo e não como tem acontecido, quando a prefeitura só entra no tema no momento em que o problema aparece. Agora mesmo, encerradas estão as campanhas.

EDUCAÇÃO

Qual é o seu grande projeto na área da educação?

Cuidar da escola como unidade de ensino. Olhar cada uma e avaliar o aprendizado dos alunos. Administrar os recursos de cada escola, os profissionais, as despesas e investimentos, a relação da escola com a família dos alunos e das pessoas que moram no entorno. Ter foco no aprendizado e na qualidade de vida do aluno. Valorizar o professor. Remunerar a equipe gestora por 45 horas de trabalho semanais. Trabalhar pela universalização da educação infantil. Descentralizar servidores administrativos para dar apoio às escolas nas funções de porteiro e de auxiliar de serviços gerais.

A meta da atual gestão era chegar em 2016 com 35% dos alunos de 1º ao 9º em regime de ensino integral. O senhor pretende ampliar essa projeção? Como?

Pretendo implantar o ensino integral, porque a prefeitura não tem. Diz que tem, mas não tem. A minha meta é fazer durante o período de governo todas as escolas em tempo integral. Não há uma escola no Rio de Janeiro com ensino com tempo integral. O sistema adotado é de ensino semi-integral. Embora o prefeito diga que acabou com a aprovação automática, na prática, ela existe, porque o aluno segue ano após ano sem aprender.  Um percentual grande de alunos sai da escola sem aprender a ler e escrever e muitos leem mas não entendem o que leiam.

A baixa remuneração dos professores é uma queixa histórica da categoria. O senhor implantará um novo plano de cargos e salários?

Sim. Um Plano de Cargos e Salários que tenha como base a meritocracia que será medida pelo aprendizado dos alunos.

FINANÇAS

O senhor pretende aumentar algum tributo municipal caso seja eleito? Qual e por quê?

Não! De forma alguma! Vou baixar o IPTU na Zona Oeste e devolver para o contribuinte o valor que foi abusivamente cobrado de forma retroativa. Na zona oeste o carnê de IPTU representa uma ordem de despejo. Tenho comigo um carnê que mostra o aumento de R$ 159,00 para R$ 3.242,00, para uma casa humilde. No lugar de aumentar tributos vou tornar a prefeitura eficiente para prestar melhores serviços com menos impostos. Essa é minha especialidade.

Qual a sua avaliação sobre a saúde financeira do município? O que deve ser feito?

A saúde financeira é de alguém perto da morte. Há um forte desequilíbrio financeiro. A principal providência para resolver é questionar os gastos que foram e são feitos. Vou auditar todos os contratos, inclusive os de concessões para cortar desperdícios e restabelecer a prioridade da qualidade dos serviços e não mais do atendimento da máquina aos partidos políticos da atual gestão. A dívida é de R$24,7 bilhões e por decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal ela caiu R$ 6,5 bilhões. Espero que essa decisão seja definitiva. Se não for, teremos um problema a mais para resolver. A minha experiência no lidar com a redução de custos me ajudará bastante.

O senhor tem conhecimento da situação da Previ-Rio? Há o risco dos salários do município não serem pagos em dia, como ocorre no Estado?

Tenho conhecimento sim, por dados oferecidos pelo Tribunal de Contas do Município. A situação é bem ruim. Tanto que houve Parecer Técnico sugerindo aos Conselheiros do Tribunal a reprovação das contas do prefeito de 2015. A decisão foi revertida no Plenário e transformada em ressalvas, porque os dados são reais, concretos, absolutos. O Prefeito utilizou o dinheiro do servidor para fazer obras na cidade. Há risco dos servidores e aposentados não receberem em dia. Para garantir que isso não ocorra é preciso tirar o atual grupo político que disputa as eleições com o apoio de 15 partidos que querem manter o aparelhamento da máquina para atender aos seus cabos eleitorais. Quando fui secretário de administração montei um sistema de capitalização da previdência, que deixou um saldo de R$ 2, 445 bilhões em caixa. O prefeito acabou com esse dinheiro. Agora, além das obrigações de desconto da folha por parte da prefeitura, a prefeitura terá que completar a previdência com R$ 2,1 bilhões por ano. Isso é uma catástrofe.

GESTÃO

A atual gestão adotou em vários setores as Parcerias Público Privadas (PPPs) e concessões. Pretende manter esses modelos?

As PPPs serão todas auditadas para entender qual o benefício público em cada uma delas. As que forem do interesse público serão mantidas e ampliadas.

Qual é o tamanho do secretariado que o senhor pretende montar? Pretende reduzir o atual efetivo? E qual será o critério de escolha para os gestores das pastas?

O governo dividido por secretarias é a raiz da ineficiência e a lógica da burocracia. Vou trabalhar com políticas integradas através de sete macro funções para prestar um serviço mais eficiente em todas as áreas de responsabilidade da prefeitura. O critério para escolha dos gestores das pastas será da capacidade de realização e experiência técnica.

Quais são os seus planos para os servidores públicos?

Eduardo Paes e Pedro Paulo apequenaram os servidores. Eles se preocuparam em fazer investimentos em infraestrutura em detrimento dos serviços continuados. Contrataram consultorias no lugar de trabalhar com servidores de carreira. Vou motivar e valorizar o servidor, pois sem ele não há serviço público de qualidade.

TURISMO

Quais são os seus planos para manter a rede hoteleira, que dobrou o número de quartos nos últimos sete anos, com boas taxas de ocupação pós-Olimpíada e Paralimpíada?

Foi convidar o Roberto Medina para liderar um grupo de pessoas para fazer um calendário permanente de atividades na cidade do Rio.

A prefeitura subvenciona parte do orçamento das escolas de samba do Grupo Especial. Esse modelo é o ideal? Qual a sua proposta para o Carnaval carioca?

Ideal não é, mas hoje é o necessário. Quero apoiar o trabalho das escolas tanto do grupo especial como do grupo de acesso, para que elas tenham atividade o ano todo, que envolvam turistas e cariocas.

A vocação natural da cidade é para o turismo de lazer. Como o senhor pretende estimular a vinda de turistas e incrementar a agenda de negócios?

Garantindo segurança em primeiro lugar e atraindo congressos e outras atividades através de um calendário oficial melhor elaborado.

LEGADO OLÍMPICO

A prefeitura é responsável pelos equipamentos erguidos no Parque Olímpico. O senhor pretende manter os atuais planos, de entregar o espaço à iniciativa privada, ou adotar outro modelo?

Farei o que for mais econômico e de interesse público.

Embora tenha sido um sucesso enorme durante os Jogos, ainda falta muito para a Zona Portuária estar de fato revitalizada. Como pretende dar prosseguimento a essa empreitada e estimular a ocupação da região?

Darei continuidade ao projeto do porto e avançarei com estímulos para que haja moradia nas suas proximidades. O porto terá um calendário de atividades sociocultural esportivo, que estimule a frequência com as famílias cariocas.

O VLT é apontado pela atual administração como um dos grandes legados para a cidade. O modelo atual de concessão é o ideal? Pretende expandir o sistema?

Todo transporte sobre trilhos deve ser expandido se for do interesse dos usuários. O atual modelo de concessão tem um custo milionário onde a prefeitura é obrigada aportar a diferença. Farei uma auditoria que será publicada no Diário Oficial dando transparência aos cálculos feitos para prosseguir com os serviços com a qualidade necessária e que cada centavo subsidiado seja de fato necessário.

Fonte: Veja Rio 17/09/2016

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

Indio afirma que seu governo será transparente, com participação e simples              

Candidato a prefeito pela 1a vez, o deputado federal Indio da Costa, hoje no partido que ajudou a fundar, o PSD – mas que já foi do extinto PFL, do PTB e retornou ao PFL, que depois virou DEM –, critica a estrutura inchada da gestão Eduardo Paes. A mesma com a qual colaborou em 2013, como secretário municipal de Esportes. Em entrevista ao Metro Jornal, afirma que seu governo será transparente, com participação e simples, como as camisetas que usa em campanha.

Por que quer ser prefeito?

A cidade passa por um momento muito delicado, onde recebeu uma série de obras e tem várias outras em andamento, que pararam por falta de dinheiro. A Previdência, que quando saí da prefeitura em 2006 deixei com R$ 2,445 bilhões no caixa, agora está zerada. O Previ-Rio, a assistência do servidor, está negativo. Isso mostra um estado pré-falimentar. Uma dívida de R$ 24,7 bilhões, que reduzida por decisão judicial, não definitiva, foi para R$ 18,2 bilhões. Escolas do Amanhã que depois de 8 anos só tem quatro que funcionam e funcionam muito mal. Faltam médicos em muitos hospitais e você tem um modelo do PMDB de governar, que vai agregando partidos em troca de cargos públicos, que a prefeitura não vai aguentar. Tenho muito mais experiência que os outros candidatos e estou vendo eles fazerem promessas impossíveis. A prefeitura está assumindo tudo do Estado porque está em época de eleição. Quem vai pagar essa conta depois? Estão se comprometendo com um custeio que não tem fonte de receita. Ninguém está fazendo conta. Hoje, os royalties de petróleo não existem mais como existiam, o sonho dourado acabou.

No seu programa diz que vai usar a tecnologia. Como?

Durante cinco anos, gerei uma economia de R$ 300 milhões em uma secretaria municipal [de Administração, na gestão Cesar Maia]. Quase reduzi pela metade os cargos de comissão que eu tinha lá. Quero pegar essa experiência e levar para a prefeitura, mas com um pequena diferença que faz toda a diferença. A tecnologia que existe hoje pode suportar um governo verdadeiramente participativo, o que foi sempre uma promessa da esquerda, mas que nunca conseguiu cumprir por duas razões: interesse político e falta de tecnologia. Vou trabalhar direto com aplicativos para que as pessoas possam opinar em saúde, segurança, transporte. Se todo usuário de transporte der informação e opinar, ele me ajuda a reorganizar as linhas de ônibus. Ele que vai reorganizar esse desenho.

Se eleito, retrocederia a municipalização de alguns órgãos, como os hospitais?

Manteria os hospitais, mas com uma diferença, vou botar para funcionar. Se você for ao 11o andar do Albert Schweitzer, por exemplo, vai ver que não está funcionando. Nas Escolas do Amanhã também não tem nada funcionando, falta professor, falta mobiliário, não tem tempo integral, a aula acaba antes de meio-dia. E eles prometem fazer mais 300 escolas, 50 clínicas, mais seis parques iguais ao de Madureira. Quem paga essa conta? Quem mantém? Agora já começam a aparecer os esqueletos. O Parque Olímpico vai nos custar R$ 30 milhões por ano. Quantas crianças em creche eu teria com esse dinheiro?

Mas a Olimpíada já aconteceu. Como pretende usar esses equipamentos? 

Só o tempo vai definir, porque a prefeitura perdeu muito seu grau de transparência. Não vou negar o que está aí. Vou concluir as obras, usar os equipamentos e oferecer para a cidade. Mas dentro de um modelo que a prefeitura possa pagar. Entre pão e circo; e educação, segurança e saúde, prefiro deixar o pão e circo para a área privada.

O que vai fazer com eles? Tem um planejamento?

Não sei. Depende. O planejamento deles é mentiroso, porque não tem dinheiro. Eles já entregaram muita coisa à iniciativa privada, mas em um modelo oneroso para a prefeitura. Temos que fazer a conta e ser honestos com a população. O mito do governo grátis acabou com o Governo Federal. Prometeram, prometeram e quebraram o Brasil, que tem 11 milhões de desempregados e uma violência absurda nas ruas. Eu vou assumir a responsabilidade municipal da segurança pública, essa secretaria vai ter a Guarda Municipal e toda a estrutura necessária para pequenas intervenções. A violência se atrai por um ambiente degradado, então tem que melhorar esses ambientes, mas de maneira simples. Olha, algumas pessoas me perguntam até da camiseta que estou usando na campanha. Quero que as pessoas entendam a mensagem de que eu quero ser um prefeito simples. A camiseta passa a simplicidade que eu acho que a cidade precisa. As pirotecnias que estão prometendo não fecham conta nenhuma. O Eduardo fala que está tudo bem e do outro lado arrocha o carioca, aumentando o imposto. Vou cancelar tudo que foi ilegal em matéria de aumento de IPTU.

Em que ritmo vai concluir as atuais obras?

Depende do caixa da prefeitura. A minha especialidade é fazer mais com menos. Minha ideia é realocar essas pessoas onde tem uma terceirização desnecessária ou onde falta gente. Ao invés de prometer novas escolas, vou fazer funcionar as que já existem. A educação em tempo integral que eu trabalho tem um binômio: transporte e alimentação. Eles trabalham hoje com 7 horas e meia, eu queria 9 horas. Mas tem que ver como está a capacidade da prefeitura, para evitar que o custo seja alto, mas ao mesmo tempo atender. Você tem 20 e poucas Vilas Olímpicas, uma rede de teatros, cinemas, museus, equipamentos públicos e alguns privados que se pode fazer parceria, como os clubes de bairro. Tem um monte que deve uma fortuna de IPTU, então você pode fazer um acordo para os alunos terem alguma atividade depois da escola. Estamos pegando programas que já deram certo para trazer para o Rio.

Como gerir a saúde sem as OSs [Organizações Sociais]? Ou você vai usá-las?

Ninguém pode gerir sem as OSs nesse momento, sem um planejamento a médio e longo prazo. Do ponto de vista administrativo, posso abrir a participação da sociedade para cada etapa do programa de saúde, para as pessoas dizerem o que pode mudar, o que pode ser diferente. A ideia é ter aplicativos e a sociedade analisar e dar nota para tudo. A primeira coisa é publicar tudo no Diário Oficial para ver quem está lá dentro da OS. Vou mostrar todo mundo que está contratado, carga horária, função e salário. O conceito é transparência e maior participação.

É a favor de armar a Guarda Municipal? 

Depende, o tempo vai dizer. Um guarda com cassetete pode evitar muita coisa. Você imagina somado a isso câmeras de alta precisão, inteligência por trás dessas filmagens, um sistema de informação para trocar com as polícias Civil e Militar. Tem mais guarda municipal no Rio do que PM fora das UPPs. A prefeitura é uma força complementar de segurança extraordinária. Essa será a função da Secretaria de Segurança, somada às intervenções necessárias. Todo mundo reclama muito dos problemas de burocracia. Você quebra isso integrando setores, criando macrofunções. Eu vou ter sete.

Significa cortar secretarias?

Esquece as secretarias. Isso é uma visão do passado, orçamentária. Queremos uma visão gerencial. Eu vou ser radical nisso. Antes da Cultura, do Esporte, e secretaria de Trabalho e Renda atender qualquer política na cidade, primeiro vai atender ao aluno da escola pública, que verdadeiramente precisa desses trabalhos complementares.

Haverá corte de pessoal?

Hoje, o prefeito tem 67 órgãos de primeiro escalão. Nem o governo federal americano, chinês, russo tem esses órgãos. Isso não existe. Mas o Eduardo tem. As funções podem continuar, mas redesenhando o que está por trás. Ao invés de administrar por unidade orçamentária, passa a administrar por processo. Significa que os cabos eleitorais dos partidos políticos que estão lá gastando dinheiro sem prestar serviço para a gente vão para casa.

Fonte: Jornal Metro 21/09/2016

 

Índio da Costa quer investir em estruturas já existentes

Índio da Costa quer investir em estruturas já existentes

Indio vai fazer com que escolas tenham professores e não faltem médicos em hospitais              

Índio da Costa, do PSD, disse em sabatina da CBN que a prioridade em seu governo é fazer com que os recursos do Rio de Janeiro sirvam ao carioca. Ele criticou a atual gestão da prefeitura e o candidato da situação, por priorizarem projetos de infraestrutura e deixarem a população de lado. Ele contou que vai fazer com que escolas tenham professores e não faltem médicos em hospitais.

Índio contou que irá priorizar as estruturas municipais já existentes para que elas funcionem de fato. Ele defendeu uma nova matriz econômica moderna para a cidade, onde os jovens possam aprender sobre emprego e educação, por exemplo. Índio quer que os alunos da rede municipal aprendam a mexer com aplicativos. A tecnologia também foi citada por ele como uma forma de gestão. O candidato quer usar aplicativos, onde o cidadão pode fazer relatos, para traçar metas e ter noção de demandas e respostas do cidadão, como por exemplo, quanto tempo um paciente esperou por uma consulta, exame ou para receber remédios. Ele disse que a prefeitura precisar ser autoexplicativa.

O candidato disse acreditar que é atribuição do prefeito participar de tomadas de decisões, mesmo que a responsabilidade não seja municipal. Baseado nisso, ele afirmou que irá criar a Secretaria municipal de Segurança. Ele contou que não tem posição sobre o armamento ou não da guarda, mas que irá investir em tecnologia, como câmeras de alta resolução. Para ele o importante é qualificar a Guarda Municipal para que a atuação seja de polícia social, baseado em informação, inteligência, sempre baseado na tecnologia. Ele também pretende que essa nova secretaria possa qualificar as guardas dos municípios vizinhos.

Sobre a educação, o candidato contou que irá manter as bonificações, mas irá inverter o período do pagamento. Índio diz que a avaliação no final do curso é um erro. Para ele, a melhor forma é incentivar o aluno no início do ano letivo para estimular o aprendizado. Índio também alegou que as secretarias de Cultura, Assistência Social, Esporte e Lazer, e Trabalho irão atuar, prioritariamente, para os alunos de escolas municipais.

Ele disse que irá terminar as obras inacabadas da gestão Eduardo Paes. Candidato também contou que sua primeira lei que colocará para andar é a da transparência das Organizações Sociais. Ele alegou que atualmente essas contas não são transparentes.

Fonte: CBN 19/09/2016