Os tempos são outros na política do Rio

Os tempos são outros na política do Rio

A sociedade cansou e quer oxigenar a política              

A prisão de dois ex-governadores do Rio é o ápice da crise que atingiu em cheio o estado. No popular: chegamos ao fundo do poço. Políticos atrás das grades, servidores sem salários, serviços públicos de péssima qualidade. O momento é histórico… e triste! E, apesar da euforia das redes sociais, nos resta refletir. O trabalho extraordinário da Polícia Federal e da Justiça no combate à corrupção e grande número de abstenções nas urnas mostram que os tempos são outros.

O editorial “Rio só tem a ganhar, se políticos entenderem a mensagem”, publicado nesta sexta-feira pelo jornal O Globo, serve como exemplo. O texto diz que o atual cenário “abre chance para ampla renovação na política local”. Segundo um dos trechos, “o foco deve estar na ética. Ela supõe transparência, com mecanismos para a cristalina separação entre o público e o privado”.

Em outro momento, o editorial alerta: “decisões governamentais precisam estar baseadas em critérios incontornáveis de responsabilidade administrativa e fiscal, permeando as ações em todos os níveis de governo”. E mais: “os órgãos de controle e fiscalização precisam apurar a eficácia, a partir de um mea culpa sobre como e por que falharam nas últimas décadas”.

O golpe na política fluminense dado pelas Operações Lava-Jato e Chequinho é mortal. No fundo, uma hora ou outra, o destino dos personagens principais já era esperado. O poder hegemônico do PMDB e de suas figuras polêmicas, que dominam o estado desde os anos 1990, sempre atuou como um rolo compressor. Eu sofri na pele o poder dessa turma nas eleições de outubro. Fizeram de tudo para barrar a minha candidatura a prefeito.

A sociedade cansou e quer oxigenar a política. Mas, para isso, não pode fugir a responsabilidade de fiscalizar seus governantes nas esferas federal, estadual e municipal. A vigilância deve ser permanente. Ninguém aguenta mais pagar o pato. Será que os políticos entenderão a mensagem?

Foto: Revista Veja

“Prepara o seu coração…”

“Prepara o seu coração…”

As surpresas não findam no governo do estado                

O jornal O Globo deu a notícia da proposta de orçamento encaminhada pelo Governador Francisco Dornelles à Assembleia Legislativa. Embora a manchete seja sobre o valor do déficit – R$ 15,3 bilhões, o dado não me surpreendeu. Era de se esperar. O Governo do Estado pecou pela falta de planejamento e previsão. Apostou todas as fichas no petróleo e numa riqueza que já não existia, quando Pezão se apresentou candidato à reeleição.

A minha surpresa está em dois pontos da matéria assinada pelas repórteres Maria Elisa Alves e Selma Schmidt:

  1. O governador Pezão maquiou o orçamento de 2016, para desaparecer com o déficit, que naquele tempo já era expressivo. A informação é do deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha: “O governo superestimou as receitas para poder equilibrá-las com as despesas. E é claro que as receitas não se concretizaram. O governo deveria ter diminuído as despesas para fechar a conta”.
  2. Para equilibrar o orçamento do próximo ano, o governador Francisco Dornelles organizou um conjunto de medidas – projetos e decretos – para reduzir salários, aumentar tributos, acabar com secretarias e cargos em comissão e encerrar benefícios fiscais. Só que o governador licenciado, que pelo jeito está em exercício, avisou às repórteres: “Ainda não batemos o martelo. Não fechamos os números”.

A declaração do deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha identifica uma manobra do governador Pezão. Procedimento semelhante tirou Dilma Rousseff da Presidência do Brasil. A declaração do governador licenciado mostra que ele, na verdade, não está licenciado. Isso cria a situação esquisita de um estado com dois governadores.

Mas, prepara o seu coração, porque as surpresas não findam no governo do estado e daqui a pouco virá à tona a realidade financeira da prefeitura do Rio, que o prefeito Eduardo Paes ainda esconde.

Foto: Google

A Crise que esconderam aparece

A Crise que esconderam aparece

A dívida da prefeitura com as empreiteiras seria de pelo menos R$ 700 milhões             

Durante toda a minha campanha para prefeito do Rio, eu busquei sempre uma relação sincera e honesta com o eleitor carioca. Não fiz promessas mirabolantes e inconsequentes em busca desesperada pelo voto. Pelo contrário, demonstrei preocupação com as finanças do município e o tamanho do desafio do próximo prefeito eleito. Fiz, também, questão de mostrar o problema. Na contramão, o meu então adversário do PMDB, Pedro Paulo, e o atual prefeito, Eduardo Paes, pautaram a eleição com projetos faraônicos. Eu avisei!

Pois bem. Reportagem publicada pelo jornal O Globo, no último domingo, mostra a gravidade da situação. O texto conta que “no apagar das luzes do primeiro turno eleitoral, a prefeitura teria determinado que dezenas de obras na cidade parassem, sem informar o motivo aos responsáveis pelos trabalhos”. A denúncia, conforme noticiou o jornal, é da Associação de Empresas de Engenharia do Rio de Janeiro (Aeerj).

Segundo a Aeerj, depois do primeiro fim de semana deste mês, 26 notificações de construtoras relataram a situação. Elas são responsáveis por pelo menos 26 obras, principalmente de urbanização, como o programa Bairro Maravilha, anunciado com pompa por Pedro Paulo na propaganda eleitoral de TV. Os trabalhos do BRT Transbrasil também estão na lista e não têm prazo para ser retomado. A dívida da prefeitura com as empreiteiras seria de pelo menos R$ 700 milhões.

E o mais grave: em e-mails recebidos pela Aeerj (e obtidos pelo Globo), “empresários relatam ter sido surpreendidos pela decisão do município de desmobilizar os canteiros (de obras). Uma das mensagens eletrônicas conta que a prefeitura chegou a pedir que as obras fossem executadas com força total antes do primeiro turno das eleições e, depois, determinou o contrário”, relata a reportagem. As obras suspensas beneficiariam principalmente comunidades pobres. Um desrespeito!

No “planeta Pedro Paulo”, tudo era possível. O programa de governo dele só se falava em fazer obras e mais obras. De onde viria o dinheiro? Ninguém sabia explicar. Fez igual a ex-presidente Dilma Rousseff e ao governador licenciado Luiz Fernando Pezão: prometeram tudo! Pedro Paulo disse, por exemplo, que construiria 314 novas escolas, 10 superclínicas, seis parques iguais ao de Madureira, 58 quilômetros de BRT e ainda um VLT ligando Botafogo até a Gávea.

Agora, o prefeito Eduardo Paes diz em entrevista que não deve dinheiro a nenhuma construtora e ainda ameaça cancelar os contratos. O eleitor carioca fez sua escolha nas urnas: deixou Pedro Paulo de fora do segundo turno e provou não acreditar mais em Papai Noel, Saci Pererê, Coelhinho da Páscoa e Mula sem Cabeça.

Foto: Jornal O Globo 23/10/2016

A prefeitura deve assumir seu papel na Segurança

A prefeitura deve assumir seu papel na Segurança

Roberto Sá tem capacidade para fazer um bom trabalho se a prefeitura fizer a parte dela

Muita gente lamentou a saída do secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame. Eu também. Não só por ele ser um profissional dedicado e competente, mas porque a saída dele significa, na verdade, que a política de segurança do Estado ruiu. É verdade que não da forma como nas outras vezes. Beltrame deixa um legado importante: as UPPs e uma aula sobre as causas do insucesso.

Na última entrevista que deu como secretário, Beltrame confirmou a angústia, com certa dose de frustração. Disse ele: “Estou angustiado como servidor público. Afinal, angustia muito saber que você tem um problema. Você tem planos para enfrentar este problema. Você sabe elaborar e executar esses planos, mas não pode executar”.

Em seguida, Beltrame identifica as dificuldades: “Falta entrelaçamento entre as diversas instâncias do poder. As polícias Militar e Civil tocam sozinhas quando a questão da segurança não é só das polícias ou da falta de apoio social. A desordem pública cria a violência. É a ocupação desordenada do solo e o crescimento totalmente desordenado das comunidades”.

Faltou à prefeitura do Rio fazer a parte dela. Por isso, tenho defendido um papel de maior participação dela na área de segurança. Quando fui secretário municipal de Esportes, criei um programa de incentivo ao esporte para as áreas de atuação das UPPs. Não consegui implantar, porque o prefeito Eduardo Paes – me respondeu ele – “não queria colocar azeitona na empada do Beltrame”.

O substituto do Beltrame, escolhido por ele, o delegado da Polícia Federal, Roberto Sá, tem capacidade para fazer um bom trabalho se a prefeitura dessa vez fizer a parte dela. A prefeitura deve agir com mais eficácia na manutenção da ordem pública, no treinamento da Guarda Municipal para o policiamento ostensivo e integração com a Polícia Civil para disponibilizar os dados e informações que consegue coletar e que possam ser úteis na investigação dos crimes.

Apresentei este projeto na campanha e entreguei ao candidato Marcelo Crivella.
O programa que defendi para a Segurança Pública está no meu site. Ele nasceu de uma série de depoimentos de especialistas, coordenados pelo Leandro Piquet. O ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, deu também uma significativa contribuição. Ele enfrentou em Nova York, com sucesso, os crimes urbanos, bem semelhantes aos que ocorrem no Rio hoje.

Confira a matéria sobre a troca de secretário de Segurança do Rio no Jornal O Globo, de hoje:  http://zip.net/bmtvkH.

Foto: Jornal O Globo 17/10/2016

O GLOBO: Ambiente de negócios desafia futuro prefeito do Rio

O GLOBO: Ambiente de negócios desafia futuro prefeito do Rio

Cidade é 10ª colocada em ranking de empreendedorismo, entre outros problemas por excesso de burocracia            

O Marcelo que comandar nos próximos quatro anos a prefeitura do Rio precisará desatar nós, que ainda amarram o ambiente de negócios da cidade, se quiser enfrentar a recessão econômica e a alta nos índices de desemprego. Apesar de deter o segundo maior PIB entre os municípios brasileiros, quando o assunto é empreendedorismo, o Rio amarga a décima posição, de acordo com levantamento da ONG Endeavor feito no ano passado, atrás de cidades do interior paulista, como Campinas e São José dos Campos. Um dos fatores que explicam o mau desempenho carioca é o excesso de burocracia para abrir ou reformar empresas, entrave que, na avaliação de especialistas ouvidos pelo GLOBO, pode ser superado com a ajuda do poder municipal.

Se analisado apenas seu ambiente regulatório, ou seja, as regras e obrigações a que todo empreendedor está sujeito, o Rio cai para a penúltima posição, à frente apenas de Teresina, entre os 32 municípios pesquisados. De acordo com o levantamento, por exemplo, é preciso esperar, em média, 123 dias para abrir uma empresa no Rio, enquanto em Uberlândia (MG) são necessários 24 dias. No Rio, o empreendedor também deve aguardar 208 dias só para regularizar um imóvel. Em São Paulo, o tempo médio de espera é de 94 dias.

— As empresas de menor risco não precisam passar pela mesma burocracia que aquelas que podem oferecer maior risco. Também é importante centralizar em um único espaço físico todas as secretarias e agências responsáveis pelo processo — defende o diretor da Endeavor João Melhado, que defende reduzir para apenas cinco dias a espera para abrir um negócio.

Melhado chama atenção para o desafio de ampliar a oferta de mão de obra qualificada na cidade.

— Ainda que tenhamos boas universidades, a gente ainda tem acesso limitado à mão de obra qualificada. É inevitável que se melhore também as escolas municipais. É preciso trabalhar a cultura empreendedora nas escolas. O prefeito tem papel importante nesse sentido, precisa ser quase como um animador de torcida dos empreendedores — afirma.

Diretor do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, Manuel Thedim acredita que o tempo necessário para a abertura de um negócio é o grande obstáculo enfrentado pelo empresariado na cidade e sugere que o poder público dê o “benefício da dúvida” aos empreendedores, exigindo o menor número possível de esclarecimentos antes do início de um negócio.

— O empresário deveria apenas mostrar fatores como o tamanho do imóvel, requisitos básicos de segurança e, depois, quando sua atividade já estivesse iniciada, a prefeitura iria até o local para fiscalizar. As regras impostas atualmente ao empreendedor não são claras e vivem mudando. Além disso, é necessária uma verdadeira peregrinação para cumprir todos os penduricalhos exigidos pela lei — critica Thedim.

Para o secretário municipal de Ordem Pública, Leandro Matieli, a cidade já teve uma expressiva redução no tempo para regularizar novos empreendimentos:

— O maior problema para emitir uma licença é analisar o zoneamento da cidade. Você não pode, por exemplo, abrir uma boate em uma área residencial. Até o ano passado, a prefeitura precisava realizar 200 mil consultas prévias em locais que receberiam novos negócios. Agora, 70% das consultas são automatizadas. Também precisávamos de até 16 documentos, todos autenticados. Hoje, em 95% dos casos, nenhum é exigido.

Matieli pondera que a mudança de uso de um imóvel — de residencial para comercial —, é um processo mais complexo, porque exige uma nova planta do local e recomendações de segurança. O secretário assegura que a prefeitura atenuou a precária mobilidade urbana, considerada outro empecilho para a atração de negócios. E considera que este quesito não deve ser usado para avaliar como o Rio pode ser menos beneficiado por investimentos do que outros municípios.

— Recebemos 2 milhões de visitantes diários, a maioria da região metropolitana. É injusto comparar um volume tão grande com o visto em cidades menores. A expansão do metrô até a Barra da Tijuca e a ampliação do BRT estão entre as medidas que mostram como a cidade investe no setor de transportes.

O diretor-superintendente do Sebrae fluminense, Cezar Vasquez, reconhece que houve esforço da prefeitura para reduzir a burocracia, mas, segundo ele, é preciso expandir a iniciativa para todas as áreas da administração pública, como os órgãos de vigilância sanitária e de meio ambiente, sem abrir mão da qualidade da regulação:

— Desburocratizar não é tudo. Precisamos comemorar mais o sucesso dos empreendedores. Existe uma imagem do Rio como cidade de funcionários públicos, mas há também uma cultura empreendedora importante e a prefeitura pode ajudar fortalecendo esse DNA.

João Melhado, da Endeavor, destaca a ausência do debate sobre os desafios do empreendedorismo nos planos de governo de Marcelo Crivella (PRB) e de Marcelo Freixo (PSOL).

No caso de Freixo, são citados em seu plano a criação de uma incubadora pública, com incentivo a startups, casas colaborativas e escritórios compartilhados, e um programa de crédito popular para apoiar o autoempreendimento. Procurado, Freixo diz que também vai desburocratizar a concessão de alvarás e facilitar o acesso à informação para quem deseja abrir um negócio:

— Nosso desafio será o desenvolvimento de soluções criativas para os problemas de saneamento ambiental e de mobilidade urbana. Vamos criar uma incubadora pública municipal na Região do Porto, com as receitas oriundas dos tributos dessa região, promover caravanas de capacitação e maratonas de oficinas pela cidade, aproveitar as fábricas, armazéns e galpões abandonados e garantir incentivos fiscais para fortalecer o empreendedorismo.

Crivella não cita o empreendedorismo entre suas propostas. Procurado pelo GLOBO, diz que pretende facilitar a abertura de empresas e aposta no programa Zona Franca Social para incentivar a instalação de cooperativas em comunidades carentes.

— A prefeitura vai encomendar todo ano 600 mil uniformes escolares para a rede pública nesses lugares, usando a mão de obra local. Vamos também dar isenção a empresas que queiram se instalar nessas comunidades. São iniciativas que geram emprego, movimentam o comércio local e estimulam o empreendedorismo — afirma o candidato do PRB.

Fonte: Jornal O Globo 15/10/2016

COMENTÁRIO DO INDIO

Há sinais de dificuldades no caminho do futuro prefeito do Rio, mas também oportunidades. Uma delas está exposta na reportagem do jornal O Globo deste sábado (15/10). Com base num levantamento feito pela Endeavor, o texto, dos jornalistas Marlen Couto e Renato Grandelle, demonstra que, quando observado na ótica das regras e obrigações a que todo empreendedor está sujeito no Brasil, o Rio de Janeiro ocupa a penúltima posição no ranking de lugares onde a dificuldade é maior.

Na cidade, são necessários pelo menos 208 dias para regularizar um imóvel. A média nacional é de 153, mas, em São Paulo, o tempo médio é de 94 dias.

A alíquota média de IPTU, no Rio, é de 2,88%, enquanto a média nacional está em 1,34%. Vitória consegue viver com 0,39%. O acesso à internet rápida é possível para 0,39% da população, a média nacional é de 4,65%. Curitiba bate o Brasil com 9,18%.

O Rio também tem dificuldades na qualificação da mão de obra, situação que amplia os problemas da cidade com o desemprego. A base da qualificação é o ensino municipal, na primeira idade e fundamental. As escolas públicas precisam inserir no currículo a cultura empreendedora.

Fica evidente que, com medidas simples e rápidas, o novo prefeito do Rio conseguirá destravar a economia e recuperar a capacidade de investimento da prefeitura, enfrentando a crise fiscal inevitável.

G1: Indio da Costa promete investir em acessibilidade para idosos

G1: Indio da Costa promete investir em acessibilidade para idosos

Candidato do PSD se reuniu com representantes da terceira idade    

     

O candidato Indio da Costa ( PSD) se encontrou com representantes da terceira idade em Copacabana, Zona Sul, nesta quarta-feira (28). Indio foi administrador do bairro na gestão do prefeito César Maia, na década de 90.

Indio disse que dará uma atenção especial para os aposentados e pensionistas da prefeitura. Ele também prometeu manter todos os programas municipais para a terceira idade que já existem. O candidato também prometeu aumentar os investimentos em acessibilidade.

“Que o idoso tenha tranquilidade para andar numa calçada sem buraco, que ele possa atravessar um sinal sem ter que sair correndo porque o sinal já vai abrir, quando ele vai entrar no ônibus, primeiro que os ônibus respeitem, pare para pegar o idoso, mas depois também  quando idoso entrar, não sai arrancando. Esse respeito, essa cultura eu quero levar para toda a cidade para cuidar da terceira idade”.

Na praça do Lido, ele ouviu queixas e sugestões dos eleitores. O candidato distribuiu panfletos e ouviu queixas e sugestões dos eleitores. Copacabana é o bairro da cidade com maior concentração de idosos por metro quadrado do país.

Fonte: G1 28/09/2016

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Confiante em um 2º turno, Índio afirma que olhará pelos cariocas          

Com mais de 25 anos de vida política, Indio da Costa é o candidato do Partido Social Democrático (PSD) às eleições que escolherão o próximo prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Em seu segundo mandato como deputado federal, Índio já foi vereador três vezes e administrou a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer do Rio e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Na Câmara dos Deputados, foi um dos relatores do Projeto de Lei Ficha Limpa. Além disso, em 2010, concorreu à vice-presidência do Brasil na chapa de José Serra.

Carioca, Índio tem 45 anos, é formado em direito e pertence a uma família premiada de arquitetos. Em entrevista ao Portal da Band, apresentou propostas e apontou grandes desafios que o próximo prefeito encontrará na gestão municipal. Índio garantiu que está pronto para governar e acredita que estará no segundo turno para decidir o resultado nas urnas.

Participação com tecnologia

A tecnologia fez com que grande parte dos candidatos apresentassem propostas de interação com eleitores por meio de aplicativos e plataformas digitais. Índio contou que aposta nessa ideia e que vai oferecer à sociedade uma participação ativa.

“Esse governo participativo que a esquerda tanto preconizou, agora sairá do papel de maneira verdadeiramente interativa. Não será apenas um nicho ou um grupo de pessoas formado por determinados partidos que apontarão questões ligadas à cidade. Será o governo do carioca para o carioca. Vamos trabalhar juntos”, frisou.

Índio explicou que uma das propostas para a futura ferramenta é permitir que questões sociais sejam avaliadas no momento do atendimento.

“Imagina você em uma escola ou em um hospital. Se depois do atendimento você achar necessário apontar uma reclamação ou sugestão, poderá fazer pelo smartphone”, disse.

Regulamentação de trabalho

Uma das metas do plano de governo do candidato é regulamentar os trabalhos ilegais em diversos setores e investir na criação de novos empregos para a população. Entretanto, afirmou que, para isso, precisará criar um projeto integrado, envolvendo várias questões socioeconômicas.

“Vamos dar qualificação profissional, legalizando onde for possível essas atividades sem regulamentação. Uma das macrofunções que quero trabalhar é o desenvolvimento social e econômico. Pensaremos como a pessoa vai melhorar de vida e conseguir ter renda para pagar as contas”, explicou.

Índio contou que olhará também pelos corredores comerciais populares da cidade, como Mercadão de Madureira e Saara.

“Muitas questões precisam ser revistas nesses lugares, e o prefeito deve agir para melhorar essas regiões. Por exemplo, precisamos garantir a segurança, reforçar a iluminação e pensar na acessibilidade desses locais. Recentemente estive no Saara, no Centro. Se algum cadeirante quiser ir a uma loja, não conseguirá entrar. Precisamos repensar como garantir esse acesso para todos”, disse.

Terceira Idade

Segundo o próprio candidato, grande parte de seus eleitores são do grupo da terceira idade. Ele atribui esse apreço aos projetos que elaborou em favor dos aposentados, principalmente quando começou seu trabalho político no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

“É uma parte da população que olho com muito carinho. Quero oferecer oportunidades e atividades que permitam que essas pessoas saiam da ociosidade. Os idosos têm muito conhecimento e podem contribuir com suas experiências”, afirmou.

Se eleito, Índio garantiu que vai acabar com os descontos que a atual prefeitura faz no benefício dos aposentados e vai rever a possibilidade de reduzir o IPTU nos imóveis daqueles que tenham dificuldades financeiras.

“Precisamos respeitar a necessidade dessas pessoas que precisam comprar remédio, que muitas vezes necessitam contratar um serviço de acompanhamento. Há muito que fazer pelos nossos idosos”.

“Esporte me afastou da atual prefeitura”

Ao ser questionado de quais seriam seus projetos para incentivar o esporte no município, Índio confessou que divergências na época em que foi secretário da pasta o levaram a pedir afastamento.

“Em 2013, tentei levar para dentro das comunidades um programa chamado ‘Virando o Jogo’, que promovia o esporte nessas áreas. No entanto, Eduardo Paes se negou por achar que beneficiaria o Beltrame e o projeto das UPPs. Não quis participar de um governo que em vez de priorizar quem está precisando, visava o jogo político eleitoral”, desabafou.

Para reverter o jogo e conseguir concretizar seus projetos, Índio disse que usará o esporte como motivação para dentro da sala de aula, “ensinando a ganhar e perder, a ter adversários, e não inimigos”. Umas das propostas é promover atividades para estudantes da rede municipal depois das aulas, cumprindo assim a promessa de tê-los mais tempo nas escolas.

Potencializando investimentos

Para tentar rever a precariedade de moradias, principalmente nas comunidades carentes do município, Índio da Costa pretende dar títulos de propriedade para os moradores que já estão alocados nesses lugares.

“Se você legaliza, a cada R$ 1 que a prefeitura coloca, eles investem muitos outros reais. Quando o morador tem a propriedade e a legalização do RGI (Registro Geral de Imóveis), coloca o dinheiro dele também na segurança de lutar para construir o que é seu”, pontuou.

Gestão da simplicidade

Índio destacou dois pontos que acredita que vão impactar mais diretamente a vida dos fluminenses durante sua gestão. Para ele, a valorização do carioca e a criação de uma nova matriz econômica serão os norteadores de seu governo.

“Vou fazer um governo simples, que zele pelas pessoas e valorize o carioca. Cuidarei do funcionamento de todos os serviços. O diferencial será ter o povo contribuindo e avaliando as mudanças”, resumiu.

Fonte: Portal Band 22/09/2016

‘É o servidor que vai me levar para o segundo turno’, diz Indio

‘É o servidor que vai me levar para o segundo turno’, diz Indio

Candidato divulgou carta aos funcionários municipais com críticas à gestão de Paes          

RIO — Na porta da prefeitura do Rio, na Cidade Nova, o candidato Indio da Costa (PSD) distribuiu nesta quarta-feira uma carta aberta aos servidores municipais em que faz críticas à gestão de Eduardo Paes e às promessas de Pedro Paulo (PMDB) para a melhoria dos serviços públicos. Citando dados da Previ-Rio, Indio afirma no documento que os recursos disponíveis nos fundos de previdência e assistência dos servidores caíram de R$ 2,205 bilhões, em 2008, para R$ 153 milhões, em dezembro de 2015. Ele acusa Paes de usar o dinheiro aplicado para ampliar o caixa da prefeitura e realizar mais obras na cidade.

— É o servidor que vai me levar para o segundo turno. Eles reconhecem minha capacidade de trabalho. Trabalhei na prefeitura durante dez anos. Na Secretaria de Administração, fiz um trabalho forte com a Educação — aposta Indio, que acredita também ter força entre o eleitorado de classe média baixa que cobra melhoria dos serviços públicos.

— Decidi ser candidato por conta desse momento que pede solução delicada.

Sem a possibilidade de entrar no edifício que abriga a prefeitura do Rio, o candidato do PSD distribuiu panfletos do lado de fora e conversou com os passantes. A legislação eleitoral proíbe atos de campanha em órgãos públicos.

— Só o Pedro Paulo pode entrar — criticou.

Indio voltou a defender sua proposta de integrar categorias funcionais na prefeitura que deixaram de existir, como datilógrafos, em categorias mais amplas.

— São 111 categorias. Imagina se você reajustar essa multidão e aproveitar seu trabalho. Não precisa ficar concursado.

Fonte: O Globo 21/09/2016

 

‘O percentual de indecisos caminha na minha direção’, diz Indio sobre Ibope

‘O percentual de indecisos caminha na minha direção’, diz Indio sobre Ibope

Na briga pelo segundo lugar, candidato do PSD aposta na oposição a Crivella        

RIO — Após subir dois pontos percentuais em intenções de voto, de acordo com a pesquisa realizada pelo Ibope e divulgada nesta quarta-feira, o candidato do PSD Indio da Costa quer convencer na reta final da campanha os eleitores indecisos e conquistar o apoio dos que não querem Marcelo Crivella (PRB) na prefeitura do Rio. Com 7% da intenções de voto e tecnicamente empatado no segundo lugar com Marcelo Freixo (PSOL), Pedro Paulo (PMDB), Flávio Bolsonaro (PSC) e Jandira Feghali (PCdoB), Indio acredita que conseguirá se distanciar dos concorrentes divulgando seu perfil e experiência em gestão.

— Meu distanciamento em relação aos demais ocorrerá porque nenhum tem a minha experiência de gestão. Agora que ele ficou para trás, o eleitor do (Carlos) Osório (PSDB) caminha para mim. A rejeição grande ao Pedro Paulo o impedirá de crescer. O percentual de indecisos caminha na minha direção — afirmou Indio nesta quinta-feira, durante uma visita ao Largo do Machado, Zona Sul do Rio.

Segundo o Ibope, 19% dos eleitores votarão branco ou nulo, enquanto 4% não sabem em quem votar. Indio também vê a possibilidade de ganhar votos transferidos dos demais candidatos por, na sua avaliação, ter baixa rejeição e maiores chances de ganhar do Crivella no segundo turno. Indio minimizou o crescimento de Crivella, segundo a pesquisa. O candidato do PRB subiu quatro pontos percentuais e passou a ter 31% dos votos.

— O resultado está inchado. O Crivella tem dois problemas: o Edir Macedo e o (Anthony) Garotinho. A pesquisa ocorre em um momento em que os eleitores não pensam muito em quem votar. As últimas 48 horas é que serão decisivas. O eleitor vai identificar aquele que tem mais chances de ganhar do Crivella no segundo turno. No segundo turno, sem a presença dos candidatos inicialmente escolhidos, eu sou a primeira opção para receber o voto em todos os casos — avaliou.

O candidato do PSD destaca que Freixo — na segunda posição, se desconsiderada a margem de erro — é mais conhecido entre a população carioca e mesmo assim caiu na comparação com a pesquisa anterior. Para ele, embora Freixo tenha uma taxa de rejeição menor, a campanha do candidato do PSOL pode ser prejudicada pela denúncia do Ministério Público contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mesmo que seu partido faça oposição ao PT.

— A esquerda fica sem discurso. Além disso, eles votaram contra o impeachment de Dilma, que teve como pano de fundo o desemprego e a corrupção — defende Indio.

Fonte: Jornal O Globo – 15/09/2016

‘Você paga muito imposto e não recebe de volta o serviço de qualidade’, afirma Indio da Costa

‘Você paga muito imposto e não recebe de volta o serviço de qualidade’, afirma Indio da Costa

“O aumento do IPTU se deu de forma sorrateira”            

O candidato a prefeito do Rio Indio da Costa (PSD) quer implementar um modelo de administração participativa na cidade. Ex-secretário de Esportes e Lazer da atual gestão, o deputado federal, que foi um dos relatores da Lei da Ficha Limpa, se considera opositor de Eduardo Paes e tece críticas ao candidato da situação, Pedro Paulo (PMDB). “Ele nunca foi gestor de nada”, afirma.

No slogan que norteia suas propagandas na televisão, Indio diz que “vai botar para funcionar o que não está funcionando”. A mensagem — um tanto vaga, segundo ele próprio — é explicada como uma forma de facilitar a vida dos contribuintes. “Você paga muito imposto e não recebe de volta o serviço de qualidade”, critica o candidato.

Indio em entrevista para o jornal O Dia
Indio da Costa em entrevista para o jornal O Dia

O DIA: Explique a sua ideia de administração participativa.

INDIO: Quem vai governar a cidade são os cariocas, através dos servidores. Você não está em todos os lugares. Se tem 3 milhões de pessoas que são usuárias do sistema de Saúde, e elas disserem que o médico está atrasado, que não aparece para trabalhar, que não tem seringa, agulha… Por uma tela na sala do prefeito, você fica acompanhando onde estão os problemas e consegue fazer as intervenções para solucionar o que se entende como problema.

Informatizando a rede?

Mais que isso. É dar acesso às pessoas, por aplicativo de celular, a uma espécie de acompanhamento da cidade. O que acontece com o Uber? O processo inteiro é acompanhado pelo sistema, que é exatamente a mesma coisa que eu estou propondo à Saúde. Você entregar nas mãos dos cidadãos o direito de entrar no aplicativo. Hoje, quem faz o acompanhamento é a administração, não é o usuário. Em tudo. Transporte, Educação, Saúde e assim por diante.

Você é a favor das Organizações Sociais de Saúde?

Elas podem contribuir onde há um vazio na administração. É um complemento. Você não vai conseguir médicos para trabalhar em Santa Cruz, Campo Grande, Realengo, Padre Miguel, Acari. Hoje, as OSs viraram a espinha dorsal. Tem que ter uma auditoria, transparência. A primeira coisa é publicar no Diário Oficial o nome de todos os profissionais contratados nas OSs, com o salário, a carga horária e a função. Pegar todas as informações e colocar na entrada de cada unidade de saúde.

Isto não pode causar constrangimento e um colapso no sistema?

O dinheiro é público. Quem paga é você. No servidor concursado, tudo bem não colocar. Mas no terceirizado, ou você dá o máximo de transparência ou fica como está hoje. As pessoas sabem que os cabos eleitorais do Pedro Paulo estão contratados pela Assembleia Legislativa, pela Câmara, pela Prefeitura, Estado. É usar o estado para se manter no poder.

Você acha que realmente existe o risco de o servidor municipal passar pelos mesmos problemas dos estaduais?

Basta pegar os dados do Tribunal de Contas para ter certeza de que existe o risco. Se houver a continuidade do governo Eduardo Paes com o Pedro Paulo, o servidor vai ficar sem receber.

Você é a favor de armar a Guarda Municipal?

Sou a favor de ir muito além desta discussão. Ela tem que ser presente, mas com informação, tecnologia e inteligência. A Guarda hoje não poderia portar arma. Precisa avançar muito em qualificação técnica, informação, tecnologia.

E a promessa de reduzir o IPTU. Como vai ser?

O aumento do IPTU se deu de forma sorrateira. Vou devolver o dinheiro em todos os casos de quem teve aumento abusivo. E vou cancelar a cobrança daqueles que não puderam pagar.

Não é complicado você, Jandira e Osório dizerem que são oposição se sempre fizeram parte do governo do Eduardo Paes?

O drama deles é completamente diferente. Trabalhei um ano no governo. O Eduardo abriu um espaço na secretaria de Esportes e não me deixou fazer nada. É diferente do Osório, que nasceu no ventre do Paes. O prefeito pediu que eu apoiasse o Pedro. Eu fui almoçar com ele e saí de lá preocupadíssimo. Pensei: “Se esse cara for prefeito, o Rio de Janeiro está liquidado”. Percebi muito despreparo nele.

Mas o prefeito sempre se referiu ao Pedro Paulo como um supersecretário, Primeiro Ministro…

O Pedro Paulo era um assessor do Eduardo, muito próximo. Mas nunca foi gestor de nada. O que ele já fez? Qual é a marca do Pedro Paulo?

Por falar em polêmica, e aquela sua antiga ideia de multar quem der esmola para mendigo, típica da direita?

É que eu fazia parte de um governo (Cesar Maia) especializado em factoide (risos)

O Crivella também faz acusações a você citando a CPI da Merenda. Como você responde a isso?

Eu quebrei o cartel. Os documentos do Tribunal de Contas e do Ministério Público estão no meu site e eu, quando for prefeito, continuarei quebrando cartéis.

E a acusação de que a empresa Comercial Milano teria sido privilegiada?

Teve a licitação e quem venceu não quis assinar o contrato porque queria que eu refizesse a licitação para aumentar o preço do produto e ter um lucro maior. A Milano assumiu o lugar do primeiro colocado com o preço do primeiro colocado.

Você chegou a ser acusado, pela vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), de conduzir de forma autoritária as sessões da Comissão de Finanças, quando a presidia.

Não me lembro. A Andréa ficava dando ‘piti’ porque tinha problema com o Cesar Maia. Mas isso é uma coisa normal da democracia.

Fonte: Jornal O Dia – 11/09/2016