Regularizar imóveis é preciso e necessário

Regularizar imóveis é preciso e necessário

Ao lado do prefeito Marcelo Crivella, encontrei pessoas excepcionais, dispostas a fazer de Fernão Cardim um lugar melhor            

“Há 19 anos, não vejo um prefeito por aqui. Hoje, tenho certeza que demos um passo importante. O título de propriedade é uma garantia importante para todos nós, moradores. Moro aqui há 42 anos e, agora, estou esperançosa de que muitas coisas vão acontecer. Somos uma comunidade pequena, mas com muitos idosos e crianças. Espero muitos projetos esportivos e de lazer, além de um novo olhar para a nossa creche”.

O depoimento de Ana Claudia Faria, moradora da comunidade Fernão Cardim, no Engenho de Dentro, resume o sentimento das famílias que vivem no local. Entregamos nesta sexta-feira, no local, 619 títulos de propriedade.

Estão previstas novas entregas na Rocinha e em Marechal Hermes ainda neste mês. O desafio é enorme, mas montamos uma estrutura na Secretaria municipal de Urbanismo Infraestrutura e Habitação para que a titulação seja permanente e veloz. Graças à nova Medida Provisória 759, do governo federal, será possível legalizar em até 60 dias essas moradias, que antes demoravam cinco anos.

Ao lado do prefeito Marcelo Crivella, encontrei pessoas excepcionais, dispostas a fazer de Fernão Cardim um lugar melhor. E tenho certeza que será. Com seus títulos em mãos, os moradores irão valorizar ainda mais a comunidade, zelar pelas ruas, pelos equipamentos, praças e quadras.
Reforma das Escolas

eventodiretoresA convite das secretarias municipais de Saúde e Educação, Esportes e Lazer, também fui ao encontro de 1.500 diretores escolares que se mobilizaram para o combate ao mosquito Aedes aegypti, no Centro de Convenções do Sulamérica. Demos o pontapé inicial para a campanha “Aqui mosquito não se cria”. Os professores têm papel importante no diálogo e na mobilização das crianças, jovens e famílias.

Não poderia ter ficado mais feliz com a recepção que recebi, pois sempre defendi que a educação deve ser prioridade. Por isso, fiz uma lista de escolas junto com o secretário municipal de Educação, César Benjamin, que precisam fazer manutenção urgentemente. Durante a campanha eleitoral, estive em alguns colégios e constatei a precariedade das unidades. Vamos priorizar as reformas!

Saúde ferida a tiros

Saúde ferida a tiros

Deve existir um meio de livrar o Rio dos confrontos armados entre policiais e bandidos      

Os confrontos armados entre policiais e bandidos acontecem há tanto tempo no Rio de Janeiro que a sociedade e os governos adotam mecanismos para conviver com eles. Um deles justifica a matéria publicada pelo jornal O Globo de hoje.

“Em dez meses, violência fechou um terço das clínicas e dos postos do município…Os confrontos registrados no Rio de Janeiro ferem gravemente os serviços de 232 unidades básicas de saúde. De janeiro a outubro deste ano, 77 delas, ou um terço do total (33,2%) fecharam em algum momento devido a tiroteios…E o prejuízo não é apenas para o bem-estar da população: como houve 380 paralisações no período e o custo médio de cada unidade é de R$ 32 mil por dia, a estimativa é que a insegurança tenha provocado perdas de cerca de R$ 12,1 milhões…”.

Os dados e outros tantos publicados na matéria (disponível abaixo) são do programa “Acesso Mais Seguro”, da prefeitura do Rio, que fixa regras de como devem proceder os profissionais que trabalham nas unidades de saúde do Rio, na ocasião dos confrontos armados. As condições de segurança são representadas por cores expostas nas unidades.

No mesmo momento que o programa demonstra o cuidado da prefeitura com os profissionais da saúde e com a própria população, representa a lamentável resignação de todos com uma situação crítica de violência e crime.  Deve existir um meio de livrar o Rio de Janeiro dos confrontos armados entre policiais e bandidos. As medidas de ocasião, aplicadas após ou durante as ocorrências, não têm dado resultado. Pelo contrário: geram prejuízos, tiram vidas de policiais e de gente indefesa de todas as idades e danificam as finanças tanto do governo como das empresas e iniciativas privadas.

Eu permaneço na defesa de metas que alcancem o médio e o longo prazo. A primeira seria o desarmamento: estrangular o sistema que fornece armas aos bandidos. As UPPs perderam a oportunidade de serem mais ativas nesse sentido. E, nesse ponto, seria fundamental, envolver o Ministério da Defesa. As armas têm registro e é medida primordial rastrear o caminho delas da produção ao momento da apreensão, para investigar e punir quem trafica. Isso poderia ser feito por uma Força-Tarefa, que envolvesse o Ministério da Defesa, o Ministério Público, a Polícia Federal e outros órgãos.

Para o longo prazo, a educação, com o conceito amplo de ensino integrado no horário integral, que dê aos alunos desde a primeira infância, acesso ao esporte, à cultura e ao lazer sadio, enquanto ensina.

Foto: Divulgaçao/Ricardo Cassiano/Prefeitura do Rio

Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/rio/em-dez-meses-violencia-fechou-um-terco-das-clinicas-dos-postos-de-saude-do-rio-20668742#ixzz4TIg3n7y0

Indio da Costa prioriza recursos para saúde, educação e segurança

Indio da Costa prioriza recursos para saúde, educação e segurança

Indio ressaltou que esses recursos serão fundamentais para o desenvolvimento do estado            

De acordo com a proposta orçamentária deste ano, os congressistas poderiam apresentar, até o dia 20 de outubro, 25 emendas individuais feitas ao Orçamento Geral da União, denominado de Lei Orçamentária Anual (LOA), de execução obrigatória (impositivas), no valor de R$ 15,3 milhões, que terão a obrigatoriedade de execução em 2017.

Desse montante, o deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ) destinou mais da metade das verbas para saúde (R$ 8 milhões), educação (R$ 2,5 milhões) e segurança (R$ 2,3 milhões). Os recursos serão para construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), aquisição de equipamentos para hospitais, melhorias na infraestrutura das escolas municipais, formação e capacitação de professores, expansão e restruturação de instituições federais, fortalecimento da política nacional de segurança pública (Disque-Denúncia – excelente instrumento de combate ao crime), aquisição de equipamentos e máquinas agrícolas, entre outras.

Na semana passada, o parlamentar recebeu, em Brasília, os prefeitos, Amarildo Alcântara (PR), de São Fidélis; André Granado (PMDB), de Búzios; André Português (PR), de Miguel Pereira; Juninho Bernardes (PV), de Paty do Alferes; os vereadores do município de Santo Antônio de Pádua Alexandre Brasil, Vanderleia Marques, José Luiz; o presidente da Câmara Municipal de Silva Jardim, Roni Luiz, e o vereador Flávio Brito. E o diretor de Relações Institucionais do Instituto Federal Fluminense, Fernando Ferrara. Todos vieram tratar sobre a liberação de recursos para os municípios. Indio recebeu, também, pedido de emendas de quase todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.

Indio da Costa ficou entusiasmado com os projetos apresentados e explicou sobre a dificuldade para conseguir liberar as emendas, mas ressaltou que vai continuar empenhado em garantir mais recursos para obras e serviços nas bases eleitorais. “Com o intuito de garantir melhorias aos municípios, selei o compromisso de buscar mais recursos para ajudar na solução dos problemas que afligem a população. As emendas destinadas ao Orçamento da União são fundamentais para o desenvolvimento do estado”, disse.

Foto: Cláudio Araújo

Jornal do Brasil – Indio da Costa: A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita

Jornal do Brasil – Indio da Costa: A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita

Indio integra a coligação “Juntos pelo Carioca” (PSD/PSB/PMB) e tem como vice Hugo Leal (PSB)

Jornal do Brasil dá continuidade nesta terça-feira (27), com o candidato do PSD à Prefeitura do Rio de Janeiro, Indio da Costa, à série de entrevistas com pleiteantes ao cargo de prefeito ou prefeita da capital fluminense pelos próximos quatro anos. Saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública e legado dos Jogos Olímpicos de 2016 são os temas comentados por todos os candidatos.

Indio da Costa é formado em Direito, tem 45 anos, foi por duas vezes vereador do Rio e está em seu segundo mandato de deputado federal. Indio foi filiado ao PFL/DEM de 1995 a 2001. Entre 1999 a 2001, integrou os quadros do PTB. Em 2011, Indio filiou-se ao PSD, partido pelo qual disputa agora a Prefeitura do Rio. Entre 2013 e 2014, ele foi secretário municipal de Esporte e secretário estadual de Meio Ambiente. Indio integra a coligação “Juntos pelo Carioca” (PSD/PSB/PMB) e tem como vice o deputado federal Hugo Leal (PSB).

Confira a entrevista com o candidato Indio da Costa:

Jornal do Brasil – Há legado dos Jogos Olímpicos para a cidade? Se sim, que tipo de benefício eles podem trazer à população? Se não, quais foram as falhas na execução da Olimpíada e na forma como esses legados foram construídos?

Indio da Costa – Sem dúvidas há um legado, mas não recompensa o dinheiro investido. Criou-se novos pontos turísticos, fez-se o BRT, estendeu-se o metrô até a Barra, mas se esqueceu que a população residente, essa que fica na cidade após os eventos, precisa de hospitais com atendimento digno e rápido, de escolas que tenham estruturas e professores que levem, de fato, ao aprendizado. Nada se fez para dar solução a uma fila de 42.000 crianças sem creches. A política de segurança não deu nenhuma contribuição permanente e a cidade recebeu a oportunidade de sediar os jogos.

Jornal do Brasil – Muito embora se argumente que hospitais estaduais foram municipalizados e que houve investimentos, a população se queixa muito da saúde na cidade. De onde vem essa percepção da população, que é a real usuária do serviço?

Indio da Costa – A percepção é confirmada na realidade de um péssimo atendimento à população. A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita. Falta avaliação correta das causas de aumento da demanda por atendimento. A Prefeitura não trabalha com a saúde preventiva como deveria. Um bom exemplo é a epidemia recorrente de dengue, zika e outras. A prefeitura faz campanhas para conscientizar a população durante a ocorrência do problema. Depois esquece o assunto até que ele surja novamente. Um modo de trabalho inteligente seria ouvir a população e a partir das queixas e das sugestões agir pontualmente e resolver os gargalos. É a minha proposta.

Jornal do Brasil – Diante de históricas reivindicações de professores por melhores condições de trabalho e valorização da carreira, como o senhor pretende melhorar a educação pública na capital fluminense?

Indio da Costa – Primeiro mudando o foco da política de educação que hoje está em tudo, menos no aluno. Por isso, ele não aprende. Identificado o problema de aprendizado, passa-se a agir sobre as causas e não sobre as consequências. Um dos pontos fundamentais é o professor, porque não o substitui no aprendizado. É ele quem ensina. As melhores condições de trabalho e valorização da carreira com foco no aprendizado ganham outro sentido. Deixam o campo do corporativismo pelo ambiente de estímulo para que o aluno aprenda. Então, fica fácil estabelecer no plano de carreira os critérios de mérito.

Jornal do Brasil – As propostas de mobilidade urbana sofreram muitas críticas, desde a descaracterização até a extinção de linhas que ligavam a zona norte à zona sul da cidade, no caso dos ônibus. Como se resolve essa questão?

Indio da Costa – Ouvindo o usuário do sistema, como faz qualquer empresa privada, quando precisa lançar um novo produto ou serviço. O sistema ficou manco, porque está montado na linha o interesse das empresas operadoras. Por isso, acontece a situação de você ir de BRT da Barra a Campo mais rápido do que sair do Jardim Botânico para a Ilha do Governador.

Jornal do Brasil – Há uma polêmica muito grande em torno da regularização do Uber. Alguns candidatos dizem que vão extinguir o serviço, enquanto outros sinalizam para a taxação. Há, ainda, os conflitos de taxistas com motoristas do Uber. Como resolver essa questão sem demagogias?

Indio da Costa – O Uber existe porque a população comprou a ideia. É uma questão que o mercado resolveu. Há também a decisão judicial. O problema com os táxis é de concorrência, porque os taxistas estão sujeitos a uma série de burocracias e taxas, o que não acontece com o Uber. Então, é preciso estabelecer regras que permitam a convivência comum e uma concorrência sadia e não desleal. A prefeitura pode encontrar o ponto ideal. Não faz, porque trabalha com a lógica do voto. Como o número de taxistas é maior, bem maior, o que equivale dizer que há mais eleitores entre os taxistas do que entre os que operam o Uber, a prefeitura opta pelo discurso demagógico de proteger os táxis.

Jornal do Brasil – No primeiro debate de TV, houve divergências quanto à maneira da Prefeitura lidar com a questão da segurança pública. Ela é sobretudo de responsabilidade do Governo do Estado? Desmilitarizar, armar a Guarda Municipal ou há um meio termo para evoluir nesse tema?

Indio da Costa – Antes de apresentar uma proposta para a segurança pública, estudei amplamente o assunto. O meu partido, PSD, contratou o Centro de Liderança Pública, com a coordenação do especialista Leandro Piquet e construiu uma proposta, que envolve o treinamento e preparação da Guarda Municipal, mas também a utilização correta do sistema de informações e dados da prefeitura para auxiliar a investigação a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público. O ponto central é: a segurança pública é também papel da prefeitura. Ela deve agir de modo preventivo com o policiamento ostensivo a cargo da GM e deve organizar o ambiente urbano. Será um braço importante no sistema de investigação. Um ponto em aberto, porque há especialistas que sugerem e há os que acreditam um risco, é a decisão de armar ou não a Guarda Municipal. Mas, o treinamento dará à Guarda as condições psicológicas de, se precisar, andar armada. 

Fonte: Jornal do Brasil 27/09/2016

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Confiante em um 2º turno, Índio afirma que olhará pelos cariocas          

Com mais de 25 anos de vida política, Indio da Costa é o candidato do Partido Social Democrático (PSD) às eleições que escolherão o próximo prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Em seu segundo mandato como deputado federal, Índio já foi vereador três vezes e administrou a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer do Rio e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Na Câmara dos Deputados, foi um dos relatores do Projeto de Lei Ficha Limpa. Além disso, em 2010, concorreu à vice-presidência do Brasil na chapa de José Serra.

Carioca, Índio tem 45 anos, é formado em direito e pertence a uma família premiada de arquitetos. Em entrevista ao Portal da Band, apresentou propostas e apontou grandes desafios que o próximo prefeito encontrará na gestão municipal. Índio garantiu que está pronto para governar e acredita que estará no segundo turno para decidir o resultado nas urnas.

Participação com tecnologia

A tecnologia fez com que grande parte dos candidatos apresentassem propostas de interação com eleitores por meio de aplicativos e plataformas digitais. Índio contou que aposta nessa ideia e que vai oferecer à sociedade uma participação ativa.

“Esse governo participativo que a esquerda tanto preconizou, agora sairá do papel de maneira verdadeiramente interativa. Não será apenas um nicho ou um grupo de pessoas formado por determinados partidos que apontarão questões ligadas à cidade. Será o governo do carioca para o carioca. Vamos trabalhar juntos”, frisou.

Índio explicou que uma das propostas para a futura ferramenta é permitir que questões sociais sejam avaliadas no momento do atendimento.

“Imagina você em uma escola ou em um hospital. Se depois do atendimento você achar necessário apontar uma reclamação ou sugestão, poderá fazer pelo smartphone”, disse.

Regulamentação de trabalho

Uma das metas do plano de governo do candidato é regulamentar os trabalhos ilegais em diversos setores e investir na criação de novos empregos para a população. Entretanto, afirmou que, para isso, precisará criar um projeto integrado, envolvendo várias questões socioeconômicas.

“Vamos dar qualificação profissional, legalizando onde for possível essas atividades sem regulamentação. Uma das macrofunções que quero trabalhar é o desenvolvimento social e econômico. Pensaremos como a pessoa vai melhorar de vida e conseguir ter renda para pagar as contas”, explicou.

Índio contou que olhará também pelos corredores comerciais populares da cidade, como Mercadão de Madureira e Saara.

“Muitas questões precisam ser revistas nesses lugares, e o prefeito deve agir para melhorar essas regiões. Por exemplo, precisamos garantir a segurança, reforçar a iluminação e pensar na acessibilidade desses locais. Recentemente estive no Saara, no Centro. Se algum cadeirante quiser ir a uma loja, não conseguirá entrar. Precisamos repensar como garantir esse acesso para todos”, disse.

Terceira Idade

Segundo o próprio candidato, grande parte de seus eleitores são do grupo da terceira idade. Ele atribui esse apreço aos projetos que elaborou em favor dos aposentados, principalmente quando começou seu trabalho político no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

“É uma parte da população que olho com muito carinho. Quero oferecer oportunidades e atividades que permitam que essas pessoas saiam da ociosidade. Os idosos têm muito conhecimento e podem contribuir com suas experiências”, afirmou.

Se eleito, Índio garantiu que vai acabar com os descontos que a atual prefeitura faz no benefício dos aposentados e vai rever a possibilidade de reduzir o IPTU nos imóveis daqueles que tenham dificuldades financeiras.

“Precisamos respeitar a necessidade dessas pessoas que precisam comprar remédio, que muitas vezes necessitam contratar um serviço de acompanhamento. Há muito que fazer pelos nossos idosos”.

“Esporte me afastou da atual prefeitura”

Ao ser questionado de quais seriam seus projetos para incentivar o esporte no município, Índio confessou que divergências na época em que foi secretário da pasta o levaram a pedir afastamento.

“Em 2013, tentei levar para dentro das comunidades um programa chamado ‘Virando o Jogo’, que promovia o esporte nessas áreas. No entanto, Eduardo Paes se negou por achar que beneficiaria o Beltrame e o projeto das UPPs. Não quis participar de um governo que em vez de priorizar quem está precisando, visava o jogo político eleitoral”, desabafou.

Para reverter o jogo e conseguir concretizar seus projetos, Índio disse que usará o esporte como motivação para dentro da sala de aula, “ensinando a ganhar e perder, a ter adversários, e não inimigos”. Umas das propostas é promover atividades para estudantes da rede municipal depois das aulas, cumprindo assim a promessa de tê-los mais tempo nas escolas.

Potencializando investimentos

Para tentar rever a precariedade de moradias, principalmente nas comunidades carentes do município, Índio da Costa pretende dar títulos de propriedade para os moradores que já estão alocados nesses lugares.

“Se você legaliza, a cada R$ 1 que a prefeitura coloca, eles investem muitos outros reais. Quando o morador tem a propriedade e a legalização do RGI (Registro Geral de Imóveis), coloca o dinheiro dele também na segurança de lutar para construir o que é seu”, pontuou.

Gestão da simplicidade

Índio destacou dois pontos que acredita que vão impactar mais diretamente a vida dos fluminenses durante sua gestão. Para ele, a valorização do carioca e a criação de uma nova matriz econômica serão os norteadores de seu governo.

“Vou fazer um governo simples, que zele pelas pessoas e valorize o carioca. Cuidarei do funcionamento de todos os serviços. O diferencial será ter o povo contribuindo e avaliando as mudanças”, resumiu.

Fonte: Portal Band 22/09/2016

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

Indio afirma que seu governo será transparente, com participação e simples              

Candidato a prefeito pela 1a vez, o deputado federal Indio da Costa, hoje no partido que ajudou a fundar, o PSD – mas que já foi do extinto PFL, do PTB e retornou ao PFL, que depois virou DEM –, critica a estrutura inchada da gestão Eduardo Paes. A mesma com a qual colaborou em 2013, como secretário municipal de Esportes. Em entrevista ao Metro Jornal, afirma que seu governo será transparente, com participação e simples, como as camisetas que usa em campanha.

Por que quer ser prefeito?

A cidade passa por um momento muito delicado, onde recebeu uma série de obras e tem várias outras em andamento, que pararam por falta de dinheiro. A Previdência, que quando saí da prefeitura em 2006 deixei com R$ 2,445 bilhões no caixa, agora está zerada. O Previ-Rio, a assistência do servidor, está negativo. Isso mostra um estado pré-falimentar. Uma dívida de R$ 24,7 bilhões, que reduzida por decisão judicial, não definitiva, foi para R$ 18,2 bilhões. Escolas do Amanhã que depois de 8 anos só tem quatro que funcionam e funcionam muito mal. Faltam médicos em muitos hospitais e você tem um modelo do PMDB de governar, que vai agregando partidos em troca de cargos públicos, que a prefeitura não vai aguentar. Tenho muito mais experiência que os outros candidatos e estou vendo eles fazerem promessas impossíveis. A prefeitura está assumindo tudo do Estado porque está em época de eleição. Quem vai pagar essa conta depois? Estão se comprometendo com um custeio que não tem fonte de receita. Ninguém está fazendo conta. Hoje, os royalties de petróleo não existem mais como existiam, o sonho dourado acabou.

No seu programa diz que vai usar a tecnologia. Como?

Durante cinco anos, gerei uma economia de R$ 300 milhões em uma secretaria municipal [de Administração, na gestão Cesar Maia]. Quase reduzi pela metade os cargos de comissão que eu tinha lá. Quero pegar essa experiência e levar para a prefeitura, mas com um pequena diferença que faz toda a diferença. A tecnologia que existe hoje pode suportar um governo verdadeiramente participativo, o que foi sempre uma promessa da esquerda, mas que nunca conseguiu cumprir por duas razões: interesse político e falta de tecnologia. Vou trabalhar direto com aplicativos para que as pessoas possam opinar em saúde, segurança, transporte. Se todo usuário de transporte der informação e opinar, ele me ajuda a reorganizar as linhas de ônibus. Ele que vai reorganizar esse desenho.

Se eleito, retrocederia a municipalização de alguns órgãos, como os hospitais?

Manteria os hospitais, mas com uma diferença, vou botar para funcionar. Se você for ao 11o andar do Albert Schweitzer, por exemplo, vai ver que não está funcionando. Nas Escolas do Amanhã também não tem nada funcionando, falta professor, falta mobiliário, não tem tempo integral, a aula acaba antes de meio-dia. E eles prometem fazer mais 300 escolas, 50 clínicas, mais seis parques iguais ao de Madureira. Quem paga essa conta? Quem mantém? Agora já começam a aparecer os esqueletos. O Parque Olímpico vai nos custar R$ 30 milhões por ano. Quantas crianças em creche eu teria com esse dinheiro?

Mas a Olimpíada já aconteceu. Como pretende usar esses equipamentos? 

Só o tempo vai definir, porque a prefeitura perdeu muito seu grau de transparência. Não vou negar o que está aí. Vou concluir as obras, usar os equipamentos e oferecer para a cidade. Mas dentro de um modelo que a prefeitura possa pagar. Entre pão e circo; e educação, segurança e saúde, prefiro deixar o pão e circo para a área privada.

O que vai fazer com eles? Tem um planejamento?

Não sei. Depende. O planejamento deles é mentiroso, porque não tem dinheiro. Eles já entregaram muita coisa à iniciativa privada, mas em um modelo oneroso para a prefeitura. Temos que fazer a conta e ser honestos com a população. O mito do governo grátis acabou com o Governo Federal. Prometeram, prometeram e quebraram o Brasil, que tem 11 milhões de desempregados e uma violência absurda nas ruas. Eu vou assumir a responsabilidade municipal da segurança pública, essa secretaria vai ter a Guarda Municipal e toda a estrutura necessária para pequenas intervenções. A violência se atrai por um ambiente degradado, então tem que melhorar esses ambientes, mas de maneira simples. Olha, algumas pessoas me perguntam até da camiseta que estou usando na campanha. Quero que as pessoas entendam a mensagem de que eu quero ser um prefeito simples. A camiseta passa a simplicidade que eu acho que a cidade precisa. As pirotecnias que estão prometendo não fecham conta nenhuma. O Eduardo fala que está tudo bem e do outro lado arrocha o carioca, aumentando o imposto. Vou cancelar tudo que foi ilegal em matéria de aumento de IPTU.

Em que ritmo vai concluir as atuais obras?

Depende do caixa da prefeitura. A minha especialidade é fazer mais com menos. Minha ideia é realocar essas pessoas onde tem uma terceirização desnecessária ou onde falta gente. Ao invés de prometer novas escolas, vou fazer funcionar as que já existem. A educação em tempo integral que eu trabalho tem um binômio: transporte e alimentação. Eles trabalham hoje com 7 horas e meia, eu queria 9 horas. Mas tem que ver como está a capacidade da prefeitura, para evitar que o custo seja alto, mas ao mesmo tempo atender. Você tem 20 e poucas Vilas Olímpicas, uma rede de teatros, cinemas, museus, equipamentos públicos e alguns privados que se pode fazer parceria, como os clubes de bairro. Tem um monte que deve uma fortuna de IPTU, então você pode fazer um acordo para os alunos terem alguma atividade depois da escola. Estamos pegando programas que já deram certo para trazer para o Rio.

Como gerir a saúde sem as OSs [Organizações Sociais]? Ou você vai usá-las?

Ninguém pode gerir sem as OSs nesse momento, sem um planejamento a médio e longo prazo. Do ponto de vista administrativo, posso abrir a participação da sociedade para cada etapa do programa de saúde, para as pessoas dizerem o que pode mudar, o que pode ser diferente. A ideia é ter aplicativos e a sociedade analisar e dar nota para tudo. A primeira coisa é publicar tudo no Diário Oficial para ver quem está lá dentro da OS. Vou mostrar todo mundo que está contratado, carga horária, função e salário. O conceito é transparência e maior participação.

É a favor de armar a Guarda Municipal? 

Depende, o tempo vai dizer. Um guarda com cassetete pode evitar muita coisa. Você imagina somado a isso câmeras de alta precisão, inteligência por trás dessas filmagens, um sistema de informação para trocar com as polícias Civil e Militar. Tem mais guarda municipal no Rio do que PM fora das UPPs. A prefeitura é uma força complementar de segurança extraordinária. Essa será a função da Secretaria de Segurança, somada às intervenções necessárias. Todo mundo reclama muito dos problemas de burocracia. Você quebra isso integrando setores, criando macrofunções. Eu vou ter sete.

Significa cortar secretarias?

Esquece as secretarias. Isso é uma visão do passado, orçamentária. Queremos uma visão gerencial. Eu vou ser radical nisso. Antes da Cultura, do Esporte, e secretaria de Trabalho e Renda atender qualquer política na cidade, primeiro vai atender ao aluno da escola pública, que verdadeiramente precisa desses trabalhos complementares.

Haverá corte de pessoal?

Hoje, o prefeito tem 67 órgãos de primeiro escalão. Nem o governo federal americano, chinês, russo tem esses órgãos. Isso não existe. Mas o Eduardo tem. As funções podem continuar, mas redesenhando o que está por trás. Ao invés de administrar por unidade orçamentária, passa a administrar por processo. Significa que os cabos eleitorais dos partidos políticos que estão lá gastando dinheiro sem prestar serviço para a gente vão para casa.

Fonte: Jornal Metro 21/09/2016

 

Índio da Costa: ‘Vou usar o modelo do Uber para a saúde’

Índio da Costa: ‘Vou usar o modelo do Uber para a saúde’

Candidato do PSD promete enxugar secretarias da prefeitura para 7 ‘macrofunções’             

RIO – Disposto a reestruturar toda a administração pública, com o uso intensivo de tecnologia, Índio da Costa (PSD) diz que vai fazer o governo “dos sonhos da esquerda”, com participação direta do cidadão na sua gestão. Sustenta que chamará o usuário para definir as novas linhas de ônibus e se disse em dúvida sobre armar a Guarda Municipal.

Índio da Costa durante entrevista ao GLOBO - ANTONIO SCORZA / Agência O Globo
Índio da Costa durante entrevista ao GLOBO – ANTONIO SCORZA / Agência O Globo

O senhor tem feito críticas à prefeitura, ao PMDB no Rio e também à ex-presidente Dilma. Mas fez parte, como secretário, de governos do PMDB, e seu partido, o PSD, foi da base aliada de Dilma.

Eu fui a primeira pessoa a largar o mandato de deputado federal para lutar contra esse jogo do PT. Fui candidato a vice-presidente do Brasil numa chapa de oposição para fazer contraponto. Sabia que era muito difícil ganhar aquela eleição, mas para mim era muito importante mostrar as mazelas do PT. Tudo o que eu disse na campanha eleitoral está comprovado agora. Não tenho nenhuma dificuldade em fazer críticas ao PT. E aqui no Rio de Janeiro fui o primeiro político com mandato, deputado federal, a subir no carro de som em Copacabana para defender o impeachment. Em nenhum momento, escondi (essa posição) do Kassab, de nenhum membro do meu partido, nem do próprio governo. Não tenho nenhum cargo indicado no governo do PT.

O senhor concorre à prefeitura com a proposta de reorganizar as contas públicas. Como pretende ajustá-las e, ao mesmo tempo, melhorar os serviços e investir?

Antes de fazer qualquer investimento novo, a ideia é que as escolas tenham professores, que os hospitais tenham médicos, que as pessoas sejam atendidas com qualidade. Não estou prometendo a construção de nenhuma nova unidade enquanto as atuais não estiverem funcionando. Há um enorme gasto da prefeitura com empresas terceirizadas e com Organizações Sociais (OSs). Nas Organizações Sociais, acho que há um inchaço de custeio desnecessário. A primeira coisa é dar transparência a elas. Eventualmente, cabos eleitorais vão ter que ir embora, e se diminui o custo daquela Organização Social. Havia, em 2006, 111 categorias funcionais da prefeitura sem função ou até que já estavam extintas. Já não temos mais essas categorias em lugar nenhum; por exemplo, datilógrafo. Dá para fazer um trabalho especialíssimo na prefeitura nesse momento em que a crise é uma grande oportunidade para uma gestão eficiente. Essa gestão passa por você redesenhar o funcionamento da prefeitura. Com 18 mil pessoas na prefeitura sem função, basta você integrar essas funções em categorias mais amplas.

Mudar de função é legal?

Não é mudar de função. Eu apresentei uma PEC, e essa semana fui ao presidente Michel Temer entregar um documento no qual peço que ele me ajude a aprovar essa proposta de emenda constitucional em que você autoriza o concurso interno no poder público. Você vai pegar pessoas que entraram 20 anos atrás com primeiro grau e hoje em dia já têm faculdade, inclusive doutorado e mestrado, e você pode reaproveitá-las numa atividade melhor do poder público. O inchaço do poder público é diretamente proporcional a essa regra, em que você tem a estabilidade. Eu duvido que a Justiça vá questionar e dizer que uma medida austera de economia de gasto, em um momento em que tem uma crise alucinada no país, não pode acontecer.

O senhor falou em eficiência. Existe projeto para diminuir o número de secretarias?

Vou organizar a prefeitura em sete macrofunções. Elas reúnem funções, podem estar em secretarias ou não. Hoje são 67 unidades de primeiro escalão no governo Eduardo Paes, e eu vou trabalhar com sete, mas sem deixar de prestar nenhum serviço que é prestado. Vou criar uma secretaria de segurança pública. É uma questão gerencial. Essa é minha especialidade. Faço política há 25 anos, estou no meu quinto mandato. É uma maneira de você pensar integrado.

Nesse agrupamento em macrofunções, não se corre o risco de deixar algumas áreas em segundo plano?

Pelo contrário. Corre o risco de ser muito mais rápida a entrega daquilo que o cidadão demanda e precisa. Se você pegar a licença de obra, você tem que ter a participação das secretarias de Urbanismo, de Obras, Meio Ambiente, da Rio-Águas, Rioluz. Você tem que desburocratizar, redesenhar o plano de obras. Você tem que ir desburocratizando, assim atende muito melhor e com rapidez.

O senhor tem apostado na própria trajetória política ao longo da campanha. Mas vivemos um momento no qual a população está descrente dos políticos de modo geral. Como trabalhar esta ideia de politico experiente neste cenário?

Um político tradicional não seria relator da Lei da Ficha Limpa e não teria apresentado as dez medidas contra a corrupção em dezembro do ano passado, quando corria o risco de a Mesa Diretora, presidida por Eduardo Cunha, enterrar as dez medidas e ficar com uma só. Isso é absolutamente contra o sistema. Na minha opinião, a melhor forma de você mudar a política é dentro dela e não criticando-a. Foi por isso que entrei. Não sou filho de político, ou neto de político. Você não joga bola com um sujeito que não entenda de futebol. O que as pessoas estão querendo não é alguém de fora da política. O que estão querendo, na minha opinião, é alguém experiente, que tenha trajetória. Não sou um candidato fabricado, igual é o Pinóquio, o Pedro Paulo.

O senhor é a favor ou contra armar a Guarda Municipal?

A prefeitura, de acordo com a lei, pode fazer muito mais do que está sendo feito. Não existe nenhuma política pública que vá funcionar bem sem a segurança. A saúde tem dificuldade pela falta de segurança. A educação tem dificuldade. Basta rodar as escolas e ver quantas têm que interromper aula por conta do tiroteio. Armar a Guarda será uma consequência de requalificá-la, trabalhar com informação, tecnologia e inteligência, integrá-la à Polícia Civil e à Militar. Não sou técnico de segurança. O que vou fazer num primeiro momento é qualificar a Guarda, prepará-la.

Mas a tecnologia tem um custo. E a questão da receita?

É baratíssimo. A receita da prefeitura é enorme. Tem hoje um enorme desperdício de dinheiro público. O que o Eduardo está fazendo com as OSs é criminoso. O que se gasta com as Organizações Sociais é algo jamais visto, do ponto de vista do desperdício. Só ai você tem uma economia brutal.

Há obras ainda não concluídas na cidade. O senhor as terminará?

Claro. Vou concluir as obras que o Eduardo parou porque faltou dinheiro. Naquelas que ele fez, vou ter manutenção. Haverá total continuidade de tudo o que já foi feito. Reconheço, inclusive, que tem obras que são muito boas para a cidade, sobretudo o Porto Maravilha. Ao mesmo tempo, ele empurra a cidade na direção da Barra da Tijuca. Tem que tomar um pouco de cuidado. 40 mil pessoas a mais morando ao lado do Autódromo de Jacarepaguá; isso pode ser um tiro. Imagina o trânsito do jeito que já está, cheio de problemas. Tem que pensar isso de maneira mais ampla.

Qual a sua posição sobre o Uber?

Sou favorável à legalização. Vou usar, inclusive, o modelo do Uber para a saúde, a habitação, a segurança, o transporte. O usuário vai me dizer qual é a dificuldade que ele tem. Eu vou poder redesenhar com liberdade e autonomia, sem depender do empresário de ônibus. Eu vou redesenhar o modelo a partir da necessidade do usuário. Hoje a gente tem oportunidade de fazer, e eu vou fazer, o que as esquerdas sonharam para o Brasil e não conseguiram, que é um governo verdadeiramente participativo. Naquela época, a participação era de pequenos grupos e só quem era ligado à política participava.

Como seria este modelo?

Tem um programa que é chamado Doutor Já. O conceito foi inventado pelo Jeff Bezos, criador da Amazon. Esse sistema informatiza todo o processo. Então quando você vai agendar o médico, escolhe qual é o profissional, (analisa) a experiência dele, a especialidade, o currículo, o resultado que deu por cada uma das coisas. Ele atende atrasado? Você vai como o Uber, dando nota. A ideia é fazer um acompanhamento das etapas de cada serviço. O próprio usuário, o carioca, vai dizer: o médico nunca atende na hora, o outro nunca aparece para trabalhar, eu levo tantos meses para fazer os exames. Se você tiver três milhões de pessoas na cidade dando informação, tem uma tela gerencial enorme no gabinete do prefeito e do secretário de Saúde. Você vai descobrindo todos os buracos e problemas existentes para ir resolvendo.

Quanto custa esta proposta?

É de graça praticamente. Você tem o sistema feito, o Doutor Já, um sistema de atendimento. Em vez de ter a atendente, que custa caro, você troca pelo sistema informatizado. Vai ter algum custo? Tem, mas vai ser muito mais barato do que o hoje.

Em quanto tempo o senhor conseguiria implantar esse sistema?

Acredito que no primeiro ano de governo conseguiria implantá-lo.

Como solucionar esses nós no transporte da cidade?

Ouvindo as pessoas, entendendo as reais necessidades delas e repensando o uso do solo. Você aproximando o trabalho da casa, a casa do trabalho. Já é autorizado legalmente ter moradia no Centro da cidade; tem que induzir as pessoas a isso. E vice-versa: também levar atividades econômicas e emprego para pontos em que eles não existem.

E a reorganização das linhas de ônibus?

Vou fazer isso com o usuário. Quem entende a maior necessidade de transporte é o próprio usuário. Não é o empresário de ônibus, que está atrás do lucro, muito menos o político, que não é quem está usando o transporte.

Fonte: O Globo 19/09/2016

enttrevista

‘Você paga muito imposto e não recebe de volta o serviço de qualidade’, afirma Indio da Costa

‘Você paga muito imposto e não recebe de volta o serviço de qualidade’, afirma Indio da Costa

“O aumento do IPTU se deu de forma sorrateira”            

O candidato a prefeito do Rio Indio da Costa (PSD) quer implementar um modelo de administração participativa na cidade. Ex-secretário de Esportes e Lazer da atual gestão, o deputado federal, que foi um dos relatores da Lei da Ficha Limpa, se considera opositor de Eduardo Paes e tece críticas ao candidato da situação, Pedro Paulo (PMDB). “Ele nunca foi gestor de nada”, afirma.

No slogan que norteia suas propagandas na televisão, Indio diz que “vai botar para funcionar o que não está funcionando”. A mensagem — um tanto vaga, segundo ele próprio — é explicada como uma forma de facilitar a vida dos contribuintes. “Você paga muito imposto e não recebe de volta o serviço de qualidade”, critica o candidato.

Indio em entrevista para o jornal O Dia
Indio da Costa em entrevista para o jornal O Dia

O DIA: Explique a sua ideia de administração participativa.

INDIO: Quem vai governar a cidade são os cariocas, através dos servidores. Você não está em todos os lugares. Se tem 3 milhões de pessoas que são usuárias do sistema de Saúde, e elas disserem que o médico está atrasado, que não aparece para trabalhar, que não tem seringa, agulha… Por uma tela na sala do prefeito, você fica acompanhando onde estão os problemas e consegue fazer as intervenções para solucionar o que se entende como problema.

Informatizando a rede?

Mais que isso. É dar acesso às pessoas, por aplicativo de celular, a uma espécie de acompanhamento da cidade. O que acontece com o Uber? O processo inteiro é acompanhado pelo sistema, que é exatamente a mesma coisa que eu estou propondo à Saúde. Você entregar nas mãos dos cidadãos o direito de entrar no aplicativo. Hoje, quem faz o acompanhamento é a administração, não é o usuário. Em tudo. Transporte, Educação, Saúde e assim por diante.

Você é a favor das Organizações Sociais de Saúde?

Elas podem contribuir onde há um vazio na administração. É um complemento. Você não vai conseguir médicos para trabalhar em Santa Cruz, Campo Grande, Realengo, Padre Miguel, Acari. Hoje, as OSs viraram a espinha dorsal. Tem que ter uma auditoria, transparência. A primeira coisa é publicar no Diário Oficial o nome de todos os profissionais contratados nas OSs, com o salário, a carga horária e a função. Pegar todas as informações e colocar na entrada de cada unidade de saúde.

Isto não pode causar constrangimento e um colapso no sistema?

O dinheiro é público. Quem paga é você. No servidor concursado, tudo bem não colocar. Mas no terceirizado, ou você dá o máximo de transparência ou fica como está hoje. As pessoas sabem que os cabos eleitorais do Pedro Paulo estão contratados pela Assembleia Legislativa, pela Câmara, pela Prefeitura, Estado. É usar o estado para se manter no poder.

Você acha que realmente existe o risco de o servidor municipal passar pelos mesmos problemas dos estaduais?

Basta pegar os dados do Tribunal de Contas para ter certeza de que existe o risco. Se houver a continuidade do governo Eduardo Paes com o Pedro Paulo, o servidor vai ficar sem receber.

Você é a favor de armar a Guarda Municipal?

Sou a favor de ir muito além desta discussão. Ela tem que ser presente, mas com informação, tecnologia e inteligência. A Guarda hoje não poderia portar arma. Precisa avançar muito em qualificação técnica, informação, tecnologia.

E a promessa de reduzir o IPTU. Como vai ser?

O aumento do IPTU se deu de forma sorrateira. Vou devolver o dinheiro em todos os casos de quem teve aumento abusivo. E vou cancelar a cobrança daqueles que não puderam pagar.

Não é complicado você, Jandira e Osório dizerem que são oposição se sempre fizeram parte do governo do Eduardo Paes?

O drama deles é completamente diferente. Trabalhei um ano no governo. O Eduardo abriu um espaço na secretaria de Esportes e não me deixou fazer nada. É diferente do Osório, que nasceu no ventre do Paes. O prefeito pediu que eu apoiasse o Pedro. Eu fui almoçar com ele e saí de lá preocupadíssimo. Pensei: “Se esse cara for prefeito, o Rio de Janeiro está liquidado”. Percebi muito despreparo nele.

Mas o prefeito sempre se referiu ao Pedro Paulo como um supersecretário, Primeiro Ministro…

O Pedro Paulo era um assessor do Eduardo, muito próximo. Mas nunca foi gestor de nada. O que ele já fez? Qual é a marca do Pedro Paulo?

Por falar em polêmica, e aquela sua antiga ideia de multar quem der esmola para mendigo, típica da direita?

É que eu fazia parte de um governo (Cesar Maia) especializado em factoide (risos)

O Crivella também faz acusações a você citando a CPI da Merenda. Como você responde a isso?

Eu quebrei o cartel. Os documentos do Tribunal de Contas e do Ministério Público estão no meu site e eu, quando for prefeito, continuarei quebrando cartéis.

E a acusação de que a empresa Comercial Milano teria sido privilegiada?

Teve a licitação e quem venceu não quis assinar o contrato porque queria que eu refizesse a licitação para aumentar o preço do produto e ter um lucro maior. A Milano assumiu o lugar do primeiro colocado com o preço do primeiro colocado.

Você chegou a ser acusado, pela vereadora Andréa Gouvêa Vieira (PSDB), de conduzir de forma autoritária as sessões da Comissão de Finanças, quando a presidia.

Não me lembro. A Andréa ficava dando ‘piti’ porque tinha problema com o Cesar Maia. Mas isso é uma coisa normal da democracia.

Fonte: Jornal O Dia – 11/09/2016

Minha proposta é simples: fazer uma cidade inteira feliz

Minha proposta é simples: fazer uma cidade inteira feliz

Vou priorizar a qualidade de vida do carioca e sua dignidade         

O Rio precisa de um gestor para acabar com o desperdício e avançar com a qualidade da prestação de serviços. O próximo prefeito precisa ter muita experiência administrativa, independência e liberdade política para concluir o que ficou inacabado. E eu tenho essa experiência política. Com competência, simplicidade e priorização dos serviços básicos com qualidade, vou priorizar a qualidade de vida do carioca e sua dignidade, e transformar o Rio de Janeiro em uma das melhores cidades para se viver.

A gestão e a transparência serão a marca do meu governo. Diferentemente da atual gestão, que quebrou a previdência municipal e vai sair deixando a prefeitura endividada. O Rio agoniza por conta do aparelhamento político, da má qualidade dos serviços públicos e do planejamento ineficaz das obras e projetos.  A atual administração da Prefeitura do Rio inchou a máquina com aumento de secretarias, contratações, e desvaloriza o servidor de carreira. Por conta disso, os serviços prestados à população são ineficazes.

No meu governo, vou priorizar a gestão dos recursos públicos, disponibilizar melhores serviços à população – sem aumento de impostos. Vou buscar a eficiência do gasto, de forma a ser possível fazer mais utilizando o mesmo volume de recursos. Além de valorizar o servidor público, profissionalizar os gestores pelo reconhecimento do serviço prestado e por sua participação na gestão, conferindo-lhe respeito, dignidade e qualidade de vida.

O Rio tem a maior estrutura da saúde pública do país, mas não funciona. Vou administrar os hospitais com gestão eficiente, monitorar o atendimento com tecnologia e controle de indicadores, com a ajuda da sociedade. Com isso, dar mais transparência nas informações sobre o funcionamento de cada unidade. É obrigação da prefeitura garantir atendimento de qualidade, combater as fraudes na aplicação dos recursos e disponibilizar remédios para quem não pode pagar. É inaceitável o paciente procurar o médico, receber uma receita e não conseguir fazer o tratamento. Na minha administração, vou trabalhar para que o atendimento médico à população seja eficiente e de qualidade.

Para educação, a minha proposta vai além do modelo tradicional com investimento em novas tecnologias, com habilidades de relacionamento interpessoal e autonomia para a vida em sociedade. Oferecer ensino em tempo integral por meio de parcerias com escolas de idiomas, informática, ensino técnico, formação profissionalizante em convênio com SENAC, SENAI, escolas técnicas e outros. Além de valorizar os profissionais da educação, implantar a tutoria pedagógica, cuidar das escola e modernizar o ensino pra formar uma nova geração de empreendedores. A educação de qualidade é que permite as pessoas saírem da pobreza.

No meu governo, para solucionar os problemas de mobilidade urbana da cidade, vou integrar as políticas e intervenções urbanas para possibilitar que a cidade seja pensada e repensada sob diversos ângulos e que o crescimento passe a ocorrer de forma ordenada. Além de requalificar áreas degradas, priorizar a revitalização da Zona Norte, Leopoldina e Centro simplificar o processo de legalização de construções, regularizar os loteamentos irregulares, promover a renovação das vias públicas com asfalto de melhor qualidade e maior durabilidade, autorizar habitação na região central da cidade, e ampliar o monitoramento e gerenciamento de áreas de riscos.

Para resolver o problema de segurança no Rio, vou criar a Secretaria Municipal de Segurança Pública, valorizar, requalificar e remunerar adequadamente a Guarda Municipal para que ela cuide das pessoas. Vou garantir o direito de ir e vir do carioca com apoio tecnológico, sistema de informações e inteligência, além da presença física da Guarda Municipal e de toda a estrutura pública municipal de modo a evitar a desordem urbana, principal semente para a violência.

Eu entendo que é função primordial da prefeitura criar condições essenciais de alcance de uma qualidade melhor de vida para as pessoas. Com uma gestão eficiente e com serviços públicos adequados, retomaremos a nossa real capacidade de crescimento para transformar o Rio em uma cidade onde os cariocas se orgulhem de viver. Vamos juntos pelo Rio!

 

Indio da Costa debate saúde com jovens do Complexo do Alemão

Indio da Costa debate saúde com jovens do Complexo do Alemão

“A gestão e a transparência serão a marca do meu governo”         

O candidato a prefeito do Rio pelo PSD, deputado federal Indio da Costa, apresentou nesta segunda-feira, em Irajá, na Zona Norte, as principais propostas para a área da saúde a um grupo de jovens moradores do Complexo do Alemão. O encontro ocorreu na Praça Nossa Senhora da Apresentação. Indio contou ainda que convidará o médico Paulo Niemeyer Filho, diretor do Instituto Estadual do Cérebro, para comandar a Secretaria municipal da Saúde.

Quero transformar o usuário em fiscal. A tecnologia permite isso. Queremos ter um diagnóstico vivo dos problemas como o nosso primeiro passo
“Quero transformar o usuário em fiscal. A tecnologia permite isso. Queremos ter um diagnóstico vivo dos problemas como o nosso primeiro passo”

Na roda de conversa, Indio da Costa afirmou que implantará nos hospitais municipais do Rio, caso seja eleito, um sistema de avaliação do serviço por meio de um aplicativo. Segundo ele, o objetivo é estender a ideia para outros setores da prefeitura, como segurança pública, transporte, gestão e educação.

– Quero transformar o usuário em fiscal. A tecnologia permite isso. Queremos ter um diagnóstico vivo dos problemas como o nosso primeiro passo. Ao invés de propor construir coisas novas, quero pôr para funcionar os hospitais, as escolas, os serviços da cidade – afirmou candidato.

Indio da Costa ouviu reclamações dos jovens em relação aos hospitais, postos de saúde, clínicas da família e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Entre os problemas apontados, estão a falta de médicos e medicamentos e superlotação. O candidato se comprometeu a priorizar a transparência em contratos com fornecedores e com as Organizações Sociais (OS).

– Vou publicar no Diário Oficial a relação com os nomes dos médicos, os horários dos plantões e os salários. A gestão e a transparência serão a marca do meu governo – ressaltou Indio.

O parlamentar também criticou a atual administração municipal:

– O que o Paes fez foi asfixiar a prefeitura para os próximos anos, antecipando receitas e acabando com reservas da Previdência Social. O que vai precisar é de um gestor para acabar com o desperdício e avançar com a qualidade da prestação de serviços. Tenho vários projetos, mas não vou prometer na campanha eleitoral, se tenho certeza de que não vou ter esse dinheiro – disse.