O Rio precisa de um legado

O Rio precisa de um legado

O fato é que o maior patrimônio do Rio de Janeiro hoje está ameaçado: a segurança da população.            

É possível que a presença das Forças Armadas deixe um legado para a segurança pública do Rio de Janeiro? Foi exatamente este o apelo que fiz esta semana quando fui moderador no debate “Como resolver o enigma da insegurança que oprime o Brasil”, do projeto Brasil de Ideias.  As lições do passado nos indicam a necessidade de uma herança positiva ao término das operações militares.

Não é a primeira vez que as Forças Armadas estiveram no Rio. Nos últimos 30 anos, com exceção de carnaval, réveillon e Rock in Rio, elas estiveram presentes em todos os grandes eventos – Eco-92, Jornada Mundial da Juventude, visita do Papa, Panamericano, Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas. Em todos os casos, a segurança foi impecável. Mas, passado o período combinado, os militares saíram e o crime retornou com mais ousadia e perigo.

Hoje, as Forças Armadas não vieram por conta de um grande evento, mas porque a situação se tornou insuportável no Rio. O legado que queremos é o desarmamento dos bandidos, a retomada dos territórios ocupados pelo crime e, sobretudo, a integração de dados e informações disponíveis nos órgãos federais, estaduais e municipais.

Defendo que a segurança pública não é uma questão exclusiva do Estado. Por isso, acredito que a maior herança que essa intervenção federal pode deixar é a integração de informações – não só das polícias, mas de todos os órgãos de estado – para que seja criado um banco de dados que nos permita trabalhar com algo fundamental em qualquer política de segurança: a investigação.

Não estou sozinho. Autoridades como o ministro da Defesa, Raul Jungmann, o ministro chefe do Gabinete de Segurança Institucional, Sérgio Etchegoyen, e o ministro do Tribunal de Contas da União, João Augusto Nardes, apresentaram ideias parecidas com as minhas durante o debate. Todos concordamos que o serviço de inteligência deve ser o carro-chefe da política de segurança pública.

Um passo importante foi dado no início deste ano, quando o Governo Federal atendeu uma antiga reivindicação do povo brasileiro e transformou o Ministério da Justiça em Ministério da Justiça e Segurança Pública. Mesmo que, constitucionalmente, a segurança pública seja uma atribuição dos Estados, não há como negar que o crime hoje não respeita limites, divisas nem fronteiras. Para combatê-lo, é fundamental que a coordenação das operações seja nacional.

O fato é que o maior patrimônio do Rio de Janeiro hoje está ameaçado: a segurança da população. Para iniciarmos uma séria e permanente política de segurança é fundamental a participação de todas as instituições envolvidas no processo. Este é o caminho para enfim chegarmos numa solução definitiva para este problema.

 

Índio da Costa pretende criar mais abrigos para moradores de rua

Índio da Costa pretende criar mais abrigos para moradores de rua

Candidato falou em combater a violência aumentando a Guarda Municipal          

Candidato do PSD à Prefeitura do Rio, Índio da Costa, fez campanha no Largo do Machado, na Zona Sul, nesta quinta-feira (15). No local, ele ouviu sugestões de comerciantes e conversou com moradores de rua.

Indio fez campanha no Largo do Machado, na Zona Sul, conversou com comerciantes e disse que para ajudar na prevenção da criminalidade vai criar secretaria de segurança pública
Indio conversou com comerciantes e disse que para ajudar na prevenção da criminalidade vai criar secretaria de segurança pública

Índio disse que, se eleito, vai combater a violência aumentando a presença de guardas municipais nas praças da cidade e vai criar abrigos para evitar que pessoas continuem morando nas ruas.

O candidato prometeu criar uma secretaria de segurança pública para ajudar na prevenção da criminalidade. Ele ainda afirmou que todas as secretarias da prefeitura vão trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade de vida da população.

“Criaremos a Secretaria Municipal de Segurança Pública e, ao mesmo tempo, damos um caminho social para as pessoas que estão dependente químico e estão morando no meio da rua. A partir daí você cria um sistema, você vai trabalhar integrado. De um lado, oferecendo segurança com a presença da guarda, do outro, um trabalho social de ressocialização dessas pessoas. E esse modelo é replicado pra cidade como um todo”, comentou.

Fonte: site G1 15/09/2016