Mais insegurança, menos investimentos

Mais insegurança, menos investimentos

O problema da violência está tendo o mesmo efeito da burocracia para o investidor            

Um estudo realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), a pedido do jornal O Globo, revela um dado alarmante: os crimes e os gastos com segurança consomem R$ 130 bilhões das empresas brasileiras por ano. Ou seja: o dinheiro é usado no combate à violência e não em produção. Um risco tanto para o setor empresarial quanto para a população.

Para investir no Brasil, os empresários levam em conta, agora, não apenas os já conhecidos gastos com infraestrutura precária ou com a burocracia, aponta o estudo da CNI. Cenas de violência e a sensação de falta de segurança também são levadas em conta. A luz amarela acendeu!

Um exemplo simples: quatro milhões de metros de cabos de cobre são roubados a cada ano, o que gera um custo de R$ 320 milhões para as empresas de telecomunicações. Outro: entre 2010 e 2015, o número de roubo e furto de carga no país cresceu 64%. Mais: o gasto das empresas com segurança privada é 14 vezes mais que o orçamento empenhado do governo do estado do Rio para a área, de R$ 8,8 bilhões.

Fato é que os governos estaduais gastam muito e mal e obrigam as empresas a mudar o caminho dos investimentos. Em outras palavras: os empresários se veem na obrigação de cuidar da segurança, papel este que cabe ao poder público. Retira-se recursos de produção e os direcionam à segurança.

Vale lembrar que o problema da violência está tendo o mesmo efeito da burocracia para o investidor. Resultado: novos postos de trabalho deixam de existir. Os produtos ficam mais caros. A economia não anda. O país fica menos competitivo. É uma bola de neve. Menos emprego e renda, consequentemente o mercado informal, abastecido por cargas roubadas, cresce.

Os estados precisam ser mais eficientes com os gastos e, principalmente, na prevenção da violência e do vandalismo. Caso contrário, o assunto será tema das reuniões de empresários por muito tempo.

Foto: Pablo Jacob/Agência O Globo

Câmara erra ao vetar Uber

Câmara erra ao vetar Uber

A preocupação fundamental da administração pública deve ser a qualidade dos serviços para os usuários            

A aprovação do projeto de lei que proíbe o uso do Uber no Rio de Janeiro é um desejo do atual prefeito Eduardo Paes. Se a intenção da Câmara Municipal for atender ao prefeito, comete um erro, porque já temos outro prefeito eleito e a polêmica estará sempre na pauta da administração pública carioca.  

Se a ideia do projeto é facilitar o trabalho dos taxistas, o erro é maior, porque a preocupação fundamental da administração pública deve ser a qualidade dos serviços públicos para os usuários e contribuintes. E o Uber cumpre este papel.

Por outro lado, os taxistas sofrem com burocracia e taxas que poderiam ser menores. Um bom exemplo do modo como a prefeitura sacrifica o taxista com reflexo direto sobre os consumidores do serviço está no momento em que o profissional adquire um novo carro. A troca significa mais conforto e segurança para o usuário do serviço, no entanto, a prefeitura, se sabe, obriga o taxista a perder 40 dias de faturamento, enquanto aguarda a regularização do veículo. 

Eu defendo que a prefeitura dedique algum tempo e paciência a estudar o tema, para regulamentar o Uber, enquanto reduz a burocracia e os custos na relação com os taxistas. 

Foto: Divulgação Uber

Indio da Costa prioriza recursos para saúde, educação e segurança

Indio da Costa prioriza recursos para saúde, educação e segurança

Indio ressaltou que esses recursos serão fundamentais para o desenvolvimento do estado            

De acordo com a proposta orçamentária deste ano, os congressistas poderiam apresentar, até o dia 20 de outubro, 25 emendas individuais feitas ao Orçamento Geral da União, denominado de Lei Orçamentária Anual (LOA), de execução obrigatória (impositivas), no valor de R$ 15,3 milhões, que terão a obrigatoriedade de execução em 2017.

Desse montante, o deputado federal Indio da Costa (PSD-RJ) destinou mais da metade das verbas para saúde (R$ 8 milhões), educação (R$ 2,5 milhões) e segurança (R$ 2,3 milhões). Os recursos serão para construção de Unidade Básica de Saúde (UBS), aquisição de equipamentos para hospitais, melhorias na infraestrutura das escolas municipais, formação e capacitação de professores, expansão e restruturação de instituições federais, fortalecimento da política nacional de segurança pública (Disque-Denúncia – excelente instrumento de combate ao crime), aquisição de equipamentos e máquinas agrícolas, entre outras.

Na semana passada, o parlamentar recebeu, em Brasília, os prefeitos, Amarildo Alcântara (PR), de São Fidélis; André Granado (PMDB), de Búzios; André Português (PR), de Miguel Pereira; Juninho Bernardes (PV), de Paty do Alferes; os vereadores do município de Santo Antônio de Pádua Alexandre Brasil, Vanderleia Marques, José Luiz; o presidente da Câmara Municipal de Silva Jardim, Roni Luiz, e o vereador Flávio Brito. E o diretor de Relações Institucionais do Instituto Federal Fluminense, Fernando Ferrara. Todos vieram tratar sobre a liberação de recursos para os municípios. Indio recebeu, também, pedido de emendas de quase todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro.

Indio da Costa ficou entusiasmado com os projetos apresentados e explicou sobre a dificuldade para conseguir liberar as emendas, mas ressaltou que vai continuar empenhado em garantir mais recursos para obras e serviços nas bases eleitorais. “Com o intuito de garantir melhorias aos municípios, selei o compromisso de buscar mais recursos para ajudar na solução dos problemas que afligem a população. As emendas destinadas ao Orçamento da União são fundamentais para o desenvolvimento do estado”, disse.

Foto: Cláudio Araújo

A prefeitura deve assumir seu papel na Segurança

A prefeitura deve assumir seu papel na Segurança

Roberto Sá tem capacidade para fazer um bom trabalho se a prefeitura fizer a parte dela

Muita gente lamentou a saída do secretário estadual de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame. Eu também. Não só por ele ser um profissional dedicado e competente, mas porque a saída dele significa, na verdade, que a política de segurança do Estado ruiu. É verdade que não da forma como nas outras vezes. Beltrame deixa um legado importante: as UPPs e uma aula sobre as causas do insucesso.

Na última entrevista que deu como secretário, Beltrame confirmou a angústia, com certa dose de frustração. Disse ele: “Estou angustiado como servidor público. Afinal, angustia muito saber que você tem um problema. Você tem planos para enfrentar este problema. Você sabe elaborar e executar esses planos, mas não pode executar”.

Em seguida, Beltrame identifica as dificuldades: “Falta entrelaçamento entre as diversas instâncias do poder. As polícias Militar e Civil tocam sozinhas quando a questão da segurança não é só das polícias ou da falta de apoio social. A desordem pública cria a violência. É a ocupação desordenada do solo e o crescimento totalmente desordenado das comunidades”.

Faltou à prefeitura do Rio fazer a parte dela. Por isso, tenho defendido um papel de maior participação dela na área de segurança. Quando fui secretário municipal de Esportes, criei um programa de incentivo ao esporte para as áreas de atuação das UPPs. Não consegui implantar, porque o prefeito Eduardo Paes – me respondeu ele – “não queria colocar azeitona na empada do Beltrame”.

O substituto do Beltrame, escolhido por ele, o delegado da Polícia Federal, Roberto Sá, tem capacidade para fazer um bom trabalho se a prefeitura dessa vez fizer a parte dela. A prefeitura deve agir com mais eficácia na manutenção da ordem pública, no treinamento da Guarda Municipal para o policiamento ostensivo e integração com a Polícia Civil para disponibilizar os dados e informações que consegue coletar e que possam ser úteis na investigação dos crimes.

Apresentei este projeto na campanha e entreguei ao candidato Marcelo Crivella.
O programa que defendi para a Segurança Pública está no meu site. Ele nasceu de uma série de depoimentos de especialistas, coordenados pelo Leandro Piquet. O ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani, deu também uma significativa contribuição. Ele enfrentou em Nova York, com sucesso, os crimes urbanos, bem semelhantes aos que ocorrem no Rio hoje.

Confira a matéria sobre a troca de secretário de Segurança do Rio no Jornal O Globo, de hoje:  http://zip.net/bmtvkH.

Foto: Jornal O Globo 17/10/2016

Jornal do Brasil – Indio da Costa: A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita

Jornal do Brasil – Indio da Costa: A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita

Indio integra a coligação “Juntos pelo Carioca” (PSD/PSB/PMB) e tem como vice Hugo Leal (PSB)

Jornal do Brasil dá continuidade nesta terça-feira (27), com o candidato do PSD à Prefeitura do Rio de Janeiro, Indio da Costa, à série de entrevistas com pleiteantes ao cargo de prefeito ou prefeita da capital fluminense pelos próximos quatro anos. Saúde, educação, mobilidade urbana, segurança pública e legado dos Jogos Olímpicos de 2016 são os temas comentados por todos os candidatos.

Indio da Costa é formado em Direito, tem 45 anos, foi por duas vezes vereador do Rio e está em seu segundo mandato de deputado federal. Indio foi filiado ao PFL/DEM de 1995 a 2001. Entre 1999 a 2001, integrou os quadros do PTB. Em 2011, Indio filiou-se ao PSD, partido pelo qual disputa agora a Prefeitura do Rio. Entre 2013 e 2014, ele foi secretário municipal de Esporte e secretário estadual de Meio Ambiente. Indio integra a coligação “Juntos pelo Carioca” (PSD/PSB/PMB) e tem como vice o deputado federal Hugo Leal (PSB).

Confira a entrevista com o candidato Indio da Costa:

Jornal do Brasil – Há legado dos Jogos Olímpicos para a cidade? Se sim, que tipo de benefício eles podem trazer à população? Se não, quais foram as falhas na execução da Olimpíada e na forma como esses legados foram construídos?

Indio da Costa – Sem dúvidas há um legado, mas não recompensa o dinheiro investido. Criou-se novos pontos turísticos, fez-se o BRT, estendeu-se o metrô até a Barra, mas se esqueceu que a população residente, essa que fica na cidade após os eventos, precisa de hospitais com atendimento digno e rápido, de escolas que tenham estruturas e professores que levem, de fato, ao aprendizado. Nada se fez para dar solução a uma fila de 42.000 crianças sem creches. A política de segurança não deu nenhuma contribuição permanente e a cidade recebeu a oportunidade de sediar os jogos.

Jornal do Brasil – Muito embora se argumente que hospitais estaduais foram municipalizados e que houve investimentos, a população se queixa muito da saúde na cidade. De onde vem essa percepção da população, que é a real usuária do serviço?

Indio da Costa – A percepção é confirmada na realidade de um péssimo atendimento à população. A prefeitura apaga os incêndios, mas não os evita. Falta avaliação correta das causas de aumento da demanda por atendimento. A Prefeitura não trabalha com a saúde preventiva como deveria. Um bom exemplo é a epidemia recorrente de dengue, zika e outras. A prefeitura faz campanhas para conscientizar a população durante a ocorrência do problema. Depois esquece o assunto até que ele surja novamente. Um modo de trabalho inteligente seria ouvir a população e a partir das queixas e das sugestões agir pontualmente e resolver os gargalos. É a minha proposta.

Jornal do Brasil – Diante de históricas reivindicações de professores por melhores condições de trabalho e valorização da carreira, como o senhor pretende melhorar a educação pública na capital fluminense?

Indio da Costa – Primeiro mudando o foco da política de educação que hoje está em tudo, menos no aluno. Por isso, ele não aprende. Identificado o problema de aprendizado, passa-se a agir sobre as causas e não sobre as consequências. Um dos pontos fundamentais é o professor, porque não o substitui no aprendizado. É ele quem ensina. As melhores condições de trabalho e valorização da carreira com foco no aprendizado ganham outro sentido. Deixam o campo do corporativismo pelo ambiente de estímulo para que o aluno aprenda. Então, fica fácil estabelecer no plano de carreira os critérios de mérito.

Jornal do Brasil – As propostas de mobilidade urbana sofreram muitas críticas, desde a descaracterização até a extinção de linhas que ligavam a zona norte à zona sul da cidade, no caso dos ônibus. Como se resolve essa questão?

Indio da Costa – Ouvindo o usuário do sistema, como faz qualquer empresa privada, quando precisa lançar um novo produto ou serviço. O sistema ficou manco, porque está montado na linha o interesse das empresas operadoras. Por isso, acontece a situação de você ir de BRT da Barra a Campo mais rápido do que sair do Jardim Botânico para a Ilha do Governador.

Jornal do Brasil – Há uma polêmica muito grande em torno da regularização do Uber. Alguns candidatos dizem que vão extinguir o serviço, enquanto outros sinalizam para a taxação. Há, ainda, os conflitos de taxistas com motoristas do Uber. Como resolver essa questão sem demagogias?

Indio da Costa – O Uber existe porque a população comprou a ideia. É uma questão que o mercado resolveu. Há também a decisão judicial. O problema com os táxis é de concorrência, porque os taxistas estão sujeitos a uma série de burocracias e taxas, o que não acontece com o Uber. Então, é preciso estabelecer regras que permitam a convivência comum e uma concorrência sadia e não desleal. A prefeitura pode encontrar o ponto ideal. Não faz, porque trabalha com a lógica do voto. Como o número de taxistas é maior, bem maior, o que equivale dizer que há mais eleitores entre os taxistas do que entre os que operam o Uber, a prefeitura opta pelo discurso demagógico de proteger os táxis.

Jornal do Brasil – No primeiro debate de TV, houve divergências quanto à maneira da Prefeitura lidar com a questão da segurança pública. Ela é sobretudo de responsabilidade do Governo do Estado? Desmilitarizar, armar a Guarda Municipal ou há um meio termo para evoluir nesse tema?

Indio da Costa – Antes de apresentar uma proposta para a segurança pública, estudei amplamente o assunto. O meu partido, PSD, contratou o Centro de Liderança Pública, com a coordenação do especialista Leandro Piquet e construiu uma proposta, que envolve o treinamento e preparação da Guarda Municipal, mas também a utilização correta do sistema de informações e dados da prefeitura para auxiliar a investigação a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público. O ponto central é: a segurança pública é também papel da prefeitura. Ela deve agir de modo preventivo com o policiamento ostensivo a cargo da GM e deve organizar o ambiente urbano. Será um braço importante no sistema de investigação. Um ponto em aberto, porque há especialistas que sugerem e há os que acreditam um risco, é a decisão de armar ou não a Guarda Municipal. Mas, o treinamento dará à Guarda as condições psicológicas de, se precisar, andar armada. 

Fonte: Jornal do Brasil 27/09/2016

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Indio investirá em moradia e aposta em gestão participativa

Confiante em um 2º turno, Índio afirma que olhará pelos cariocas          

Com mais de 25 anos de vida política, Indio da Costa é o candidato do Partido Social Democrático (PSD) às eleições que escolherão o próximo prefeito da cidade do Rio de Janeiro.

Em seu segundo mandato como deputado federal, Índio já foi vereador três vezes e administrou a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer do Rio e a Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

Na Câmara dos Deputados, foi um dos relatores do Projeto de Lei Ficha Limpa. Além disso, em 2010, concorreu à vice-presidência do Brasil na chapa de José Serra.

Carioca, Índio tem 45 anos, é formado em direito e pertence a uma família premiada de arquitetos. Em entrevista ao Portal da Band, apresentou propostas e apontou grandes desafios que o próximo prefeito encontrará na gestão municipal. Índio garantiu que está pronto para governar e acredita que estará no segundo turno para decidir o resultado nas urnas.

Participação com tecnologia

A tecnologia fez com que grande parte dos candidatos apresentassem propostas de interação com eleitores por meio de aplicativos e plataformas digitais. Índio contou que aposta nessa ideia e que vai oferecer à sociedade uma participação ativa.

“Esse governo participativo que a esquerda tanto preconizou, agora sairá do papel de maneira verdadeiramente interativa. Não será apenas um nicho ou um grupo de pessoas formado por determinados partidos que apontarão questões ligadas à cidade. Será o governo do carioca para o carioca. Vamos trabalhar juntos”, frisou.

Índio explicou que uma das propostas para a futura ferramenta é permitir que questões sociais sejam avaliadas no momento do atendimento.

“Imagina você em uma escola ou em um hospital. Se depois do atendimento você achar necessário apontar uma reclamação ou sugestão, poderá fazer pelo smartphone”, disse.

Regulamentação de trabalho

Uma das metas do plano de governo do candidato é regulamentar os trabalhos ilegais em diversos setores e investir na criação de novos empregos para a população. Entretanto, afirmou que, para isso, precisará criar um projeto integrado, envolvendo várias questões socioeconômicas.

“Vamos dar qualificação profissional, legalizando onde for possível essas atividades sem regulamentação. Uma das macrofunções que quero trabalhar é o desenvolvimento social e econômico. Pensaremos como a pessoa vai melhorar de vida e conseguir ter renda para pagar as contas”, explicou.

Índio contou que olhará também pelos corredores comerciais populares da cidade, como Mercadão de Madureira e Saara.

“Muitas questões precisam ser revistas nesses lugares, e o prefeito deve agir para melhorar essas regiões. Por exemplo, precisamos garantir a segurança, reforçar a iluminação e pensar na acessibilidade desses locais. Recentemente estive no Saara, no Centro. Se algum cadeirante quiser ir a uma loja, não conseguirá entrar. Precisamos repensar como garantir esse acesso para todos”, disse.

Terceira Idade

Segundo o próprio candidato, grande parte de seus eleitores são do grupo da terceira idade. Ele atribui esse apreço aos projetos que elaborou em favor dos aposentados, principalmente quando começou seu trabalho político no bairro de Copacabana, na Zona Sul do Rio.

“É uma parte da população que olho com muito carinho. Quero oferecer oportunidades e atividades que permitam que essas pessoas saiam da ociosidade. Os idosos têm muito conhecimento e podem contribuir com suas experiências”, afirmou.

Se eleito, Índio garantiu que vai acabar com os descontos que a atual prefeitura faz no benefício dos aposentados e vai rever a possibilidade de reduzir o IPTU nos imóveis daqueles que tenham dificuldades financeiras.

“Precisamos respeitar a necessidade dessas pessoas que precisam comprar remédio, que muitas vezes necessitam contratar um serviço de acompanhamento. Há muito que fazer pelos nossos idosos”.

“Esporte me afastou da atual prefeitura”

Ao ser questionado de quais seriam seus projetos para incentivar o esporte no município, Índio confessou que divergências na época em que foi secretário da pasta o levaram a pedir afastamento.

“Em 2013, tentei levar para dentro das comunidades um programa chamado ‘Virando o Jogo’, que promovia o esporte nessas áreas. No entanto, Eduardo Paes se negou por achar que beneficiaria o Beltrame e o projeto das UPPs. Não quis participar de um governo que em vez de priorizar quem está precisando, visava o jogo político eleitoral”, desabafou.

Para reverter o jogo e conseguir concretizar seus projetos, Índio disse que usará o esporte como motivação para dentro da sala de aula, “ensinando a ganhar e perder, a ter adversários, e não inimigos”. Umas das propostas é promover atividades para estudantes da rede municipal depois das aulas, cumprindo assim a promessa de tê-los mais tempo nas escolas.

Potencializando investimentos

Para tentar rever a precariedade de moradias, principalmente nas comunidades carentes do município, Índio da Costa pretende dar títulos de propriedade para os moradores que já estão alocados nesses lugares.

“Se você legaliza, a cada R$ 1 que a prefeitura coloca, eles investem muitos outros reais. Quando o morador tem a propriedade e a legalização do RGI (Registro Geral de Imóveis), coloca o dinheiro dele também na segurança de lutar para construir o que é seu”, pontuou.

Gestão da simplicidade

Índio destacou dois pontos que acredita que vão impactar mais diretamente a vida dos fluminenses durante sua gestão. Para ele, a valorização do carioca e a criação de uma nova matriz econômica serão os norteadores de seu governo.

“Vou fazer um governo simples, que zele pelas pessoas e valorize o carioca. Cuidarei do funcionamento de todos os serviços. O diferencial será ter o povo contribuindo e avaliando as mudanças”, resumiu.

Fonte: Portal Band 22/09/2016

Conheça as propostas de Indio da Costa

Conheça as propostas de Indio da Costa

O candidato apresenta suas ideias para a administração dos próximos quatro anos da cidade    

SEGURANÇA

Qual é a sua principal proposta na área de segurança? A partir de quando pretende implantá-la e quanto isso vai custar aos cofres municipais?

Convivi com o tema, quando administrei Copacabana. Estimulei uma experiência bem interessante, de combate ao crime nas ruas com a colaboração da população. Nenhum pequeno delito fugiu aos nossos olhos. E mantivemos a ordem. Voltei ao tema há dois anos, quando decidi ser candidato a prefeito. Consegui que o PSD Nacional contratasse o Centro de Liderança Pública. Sob a coordenação Leandro Piquet vários especialistas no Brasil foram ouvidos e foi elaborado um plano de trabalho para as Guardas Municipais num sistema de atuação direta das prefeituras na Segurança Pública. Ouvi também o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giuliani. Desse esforço nasceu a proposta de criar a Secretaria Municipal de Segurança. Ela terá a obrigação de treinar e reequipar a guarda municipal para o policiamento ostensivo. Também coordenar as ações das demais secretarias, que influenciem a segurança e trabalhar em linha direta com a Polícia Civil para integrar o banco de dados e de informações da prefeitura e facilitar o trabalho da investigação. Ainda não tenho com precisão absoluta o custo para implantar a Secretaria, mas tenho como premissa não aumentar os gastos da prefeitura com a medida. Os custos sairão de um trabalho de redução dos desperdícios e de revisão das despesas de custeio em outras áreas, sem perder a eficiência.

O senhor tem algum projeto especial para a Guarda Municipal? Como será?

Sobre armar a Guarda, essa não é a questão fundamental do projeto. Ela estará preparada para agir em todas as circunstâncias que a segurança da população exija. E quando exigir armamento em situações especiais, isso acontecerá. Pretende integrar a GM com as outras forças policiais.

O senhor pretende dar continuidade a parceria com a iniciativa privada como a que mantêm o programa “Operação Segurança Presente” no Centro, na Lapa, no Aterro e na Lagoa? Tem planos de expandi-lo para outras regiões?

Não há motivo para não aceitar a ajuda do Programa, que, é bom se diga, nasceu da ineficiência da política de segurança municipal.

MOBILIDADE URBANA

O senhor pretende modificar o sistema/concessão de ônibus do Rio? Apoia o programa de racionalização das linhas implantado pela gestão Paes ou vai alterá-lo? Como?

Mobilidade é o respeito ao direito de ir e vir. O sistema de transportes está nesse contexto. O sistema de concessão claramente não atende ao conceito, porque, ao passo que criou o BRT, não se preocupou com os transportes em outras linhas. Quem precisa de transportes de ponto a ponto fora da esteira do BRT passa por muita dificuldade. Ir do Jardim Botânico à Ilha do Governador, por exemplo, é um trajeto de mais de duas horas passando por duas linhas de ônibus. O sistema de concessão está preso numa lógica: atender os interesses das empresas. Isso será mudado, com certeza. A população que usa os transportes terá instrumentos para avaliar o sistema e informar a prefeitura para as medidas de adaptação e quando for o caso, de penalização. O planejamento urbano joga um papel importante nesse contexto, porque pode evitar que as pessoas sejam obrigadas a morar distante dos locais que empregam. Se aproximarmos as pontas, teremos um sistema de transportes mais racional.

O senhor tem algum grande projeto na área de transportes? O que pensa sobre o projeto do BRT? Vai dar continuidade as obras da TransBrasil?

Nenhuma obra iniciada será interrompida. O BRT é uma inovação interessante, que, sem dúvida, diminuiu o tempo do trajeto de quem transita entre as pontas do sistema. Mas, repito, quem está fora dessa linha, desse trajeto, sofre com um transporte bem ruim.

Como pretende resolver a polêmica entre os taxistas da cidade e os motoristas de Uber?

O problema maior que verifico é o nível de burocracia e gastos que a prefeitura impõe aos motoristas de Taxi em contrapartida às facilidades que tem o Uber. O poder público precisa estabelecer o equilíbrio, sem perder o que tem de bom em que um dos sistemas e isso só é possível, quando se trabalha com a lógica do usuário.

SAÚDE

O que o senhor pretende fazer com os Hospitais Rocha Faria e Albert Schweitzer que pertenciam à rede estadual e o município assumiu este ano?

Na saúde tenho o desejo de contar com o trabalho do Paulo Niemeyer. Quem sabe, ele não estará conosco? Vou manter os dois hospitais no município, porque defendo um princípio fundamental de administração pública: o prefeito da cidade tem a obrigação de interferir e agir em todos os problemas que atingem a cidade e a população dela. É preciso romper com o discurso fácil de, “isso é do estado e isso é da União, então não é comigo”. Nunca será assim. Aconteceu no Rio, eu na prefeitura chamarei pra mim o problema e buscarei a solução. Um exemplo claro está no meu programa de governo: criaria uma instância administrativa para coordenar as ações da cidade com os municípios da região metropolitana. Um dos setores onde se sente mais de perto o impacto é na saúde. A pressão é sobre os hospitais do Rio. É possível aliviar o sistema através de consórcio, que preveja a compensação financeira dos serviços prestados para atender bem a quem venha da Baixada mantendo o serviço de qualidade para atender o carioca.

O senhor manterá o sistema de Organizações Sociais que administram algumas unidades de atendimento? Pretende também dar continuidade ao programa “Clínica de Família” ou criar um novo modelo?

Manterei, mas farei auditoria em todos os contratos com OS. Afinal, recentemente, tivemos notícias de fraudes gigantescas no sistema, notícias agravadas pela decisão esquisita do prefeito de não dar transparência aos contratos. Na Prefeitura, publicarei a lista das pessoas que trabalham contratadas pelas OS, os horários e locais de trabalho, os dias de plantão e os níveis de eficiência. Nos quadros de avisos dos hospitais e unidades de saúde haverá a informação dos horários de trabalho e nomes dos profissionais. As OS que tenham denúncia no Ministério Público ou no Tribunal de Contas do Município terão os contratos interrompidos. As Clínicas da Família, que a prefeitura dá como novidade, na verdade, é o nome novo para os antigos postos de saúde e programas de saúde da família. Só há um modo de fiscalizar e fazer funcionar um sistema com o peso que tem a saúde do Rio de Janeiro: olhar, monitorar e avaliar cada unidade. É o que farei.

O que será feito para que o Rio não enfrente uma epidemia de zika ou chikungunya no próximo verão? Explique, por favor.

Uma forte mobilização da sociedade para evitar novas epidemias. Mas, fazer isso o ano todo e não como tem acontecido, quando a prefeitura só entra no tema no momento em que o problema aparece. Agora mesmo, encerradas estão as campanhas.

EDUCAÇÃO

Qual é o seu grande projeto na área da educação?

Cuidar da escola como unidade de ensino. Olhar cada uma e avaliar o aprendizado dos alunos. Administrar os recursos de cada escola, os profissionais, as despesas e investimentos, a relação da escola com a família dos alunos e das pessoas que moram no entorno. Ter foco no aprendizado e na qualidade de vida do aluno. Valorizar o professor. Remunerar a equipe gestora por 45 horas de trabalho semanais. Trabalhar pela universalização da educação infantil. Descentralizar servidores administrativos para dar apoio às escolas nas funções de porteiro e de auxiliar de serviços gerais.

A meta da atual gestão era chegar em 2016 com 35% dos alunos de 1º ao 9º em regime de ensino integral. O senhor pretende ampliar essa projeção? Como?

Pretendo implantar o ensino integral, porque a prefeitura não tem. Diz que tem, mas não tem. A minha meta é fazer durante o período de governo todas as escolas em tempo integral. Não há uma escola no Rio de Janeiro com ensino com tempo integral. O sistema adotado é de ensino semi-integral. Embora o prefeito diga que acabou com a aprovação automática, na prática, ela existe, porque o aluno segue ano após ano sem aprender.  Um percentual grande de alunos sai da escola sem aprender a ler e escrever e muitos leem mas não entendem o que leiam.

A baixa remuneração dos professores é uma queixa histórica da categoria. O senhor implantará um novo plano de cargos e salários?

Sim. Um Plano de Cargos e Salários que tenha como base a meritocracia que será medida pelo aprendizado dos alunos.

FINANÇAS

O senhor pretende aumentar algum tributo municipal caso seja eleito? Qual e por quê?

Não! De forma alguma! Vou baixar o IPTU na Zona Oeste e devolver para o contribuinte o valor que foi abusivamente cobrado de forma retroativa. Na zona oeste o carnê de IPTU representa uma ordem de despejo. Tenho comigo um carnê que mostra o aumento de R$ 159,00 para R$ 3.242,00, para uma casa humilde. No lugar de aumentar tributos vou tornar a prefeitura eficiente para prestar melhores serviços com menos impostos. Essa é minha especialidade.

Qual a sua avaliação sobre a saúde financeira do município? O que deve ser feito?

A saúde financeira é de alguém perto da morte. Há um forte desequilíbrio financeiro. A principal providência para resolver é questionar os gastos que foram e são feitos. Vou auditar todos os contratos, inclusive os de concessões para cortar desperdícios e restabelecer a prioridade da qualidade dos serviços e não mais do atendimento da máquina aos partidos políticos da atual gestão. A dívida é de R$24,7 bilhões e por decisão monocrática de um ministro do Supremo Tribunal Federal ela caiu R$ 6,5 bilhões. Espero que essa decisão seja definitiva. Se não for, teremos um problema a mais para resolver. A minha experiência no lidar com a redução de custos me ajudará bastante.

O senhor tem conhecimento da situação da Previ-Rio? Há o risco dos salários do município não serem pagos em dia, como ocorre no Estado?

Tenho conhecimento sim, por dados oferecidos pelo Tribunal de Contas do Município. A situação é bem ruim. Tanto que houve Parecer Técnico sugerindo aos Conselheiros do Tribunal a reprovação das contas do prefeito de 2015. A decisão foi revertida no Plenário e transformada em ressalvas, porque os dados são reais, concretos, absolutos. O Prefeito utilizou o dinheiro do servidor para fazer obras na cidade. Há risco dos servidores e aposentados não receberem em dia. Para garantir que isso não ocorra é preciso tirar o atual grupo político que disputa as eleições com o apoio de 15 partidos que querem manter o aparelhamento da máquina para atender aos seus cabos eleitorais. Quando fui secretário de administração montei um sistema de capitalização da previdência, que deixou um saldo de R$ 2, 445 bilhões em caixa. O prefeito acabou com esse dinheiro. Agora, além das obrigações de desconto da folha por parte da prefeitura, a prefeitura terá que completar a previdência com R$ 2,1 bilhões por ano. Isso é uma catástrofe.

GESTÃO

A atual gestão adotou em vários setores as Parcerias Público Privadas (PPPs) e concessões. Pretende manter esses modelos?

As PPPs serão todas auditadas para entender qual o benefício público em cada uma delas. As que forem do interesse público serão mantidas e ampliadas.

Qual é o tamanho do secretariado que o senhor pretende montar? Pretende reduzir o atual efetivo? E qual será o critério de escolha para os gestores das pastas?

O governo dividido por secretarias é a raiz da ineficiência e a lógica da burocracia. Vou trabalhar com políticas integradas através de sete macro funções para prestar um serviço mais eficiente em todas as áreas de responsabilidade da prefeitura. O critério para escolha dos gestores das pastas será da capacidade de realização e experiência técnica.

Quais são os seus planos para os servidores públicos?

Eduardo Paes e Pedro Paulo apequenaram os servidores. Eles se preocuparam em fazer investimentos em infraestrutura em detrimento dos serviços continuados. Contrataram consultorias no lugar de trabalhar com servidores de carreira. Vou motivar e valorizar o servidor, pois sem ele não há serviço público de qualidade.

TURISMO

Quais são os seus planos para manter a rede hoteleira, que dobrou o número de quartos nos últimos sete anos, com boas taxas de ocupação pós-Olimpíada e Paralimpíada?

Foi convidar o Roberto Medina para liderar um grupo de pessoas para fazer um calendário permanente de atividades na cidade do Rio.

A prefeitura subvenciona parte do orçamento das escolas de samba do Grupo Especial. Esse modelo é o ideal? Qual a sua proposta para o Carnaval carioca?

Ideal não é, mas hoje é o necessário. Quero apoiar o trabalho das escolas tanto do grupo especial como do grupo de acesso, para que elas tenham atividade o ano todo, que envolvam turistas e cariocas.

A vocação natural da cidade é para o turismo de lazer. Como o senhor pretende estimular a vinda de turistas e incrementar a agenda de negócios?

Garantindo segurança em primeiro lugar e atraindo congressos e outras atividades através de um calendário oficial melhor elaborado.

LEGADO OLÍMPICO

A prefeitura é responsável pelos equipamentos erguidos no Parque Olímpico. O senhor pretende manter os atuais planos, de entregar o espaço à iniciativa privada, ou adotar outro modelo?

Farei o que for mais econômico e de interesse público.

Embora tenha sido um sucesso enorme durante os Jogos, ainda falta muito para a Zona Portuária estar de fato revitalizada. Como pretende dar prosseguimento a essa empreitada e estimular a ocupação da região?

Darei continuidade ao projeto do porto e avançarei com estímulos para que haja moradia nas suas proximidades. O porto terá um calendário de atividades sociocultural esportivo, que estimule a frequência com as famílias cariocas.

O VLT é apontado pela atual administração como um dos grandes legados para a cidade. O modelo atual de concessão é o ideal? Pretende expandir o sistema?

Todo transporte sobre trilhos deve ser expandido se for do interesse dos usuários. O atual modelo de concessão tem um custo milionário onde a prefeitura é obrigada aportar a diferença. Farei uma auditoria que será publicada no Diário Oficial dando transparência aos cálculos feitos para prosseguir com os serviços com a qualidade necessária e que cada centavo subsidiado seja de fato necessário.

Fonte: Veja Rio 17/09/2016

Índio da Costa quer investir em estruturas já existentes

Índio da Costa quer investir em estruturas já existentes

Indio vai fazer com que escolas tenham professores e não faltem médicos em hospitais              

Índio da Costa, do PSD, disse em sabatina da CBN que a prioridade em seu governo é fazer com que os recursos do Rio de Janeiro sirvam ao carioca. Ele criticou a atual gestão da prefeitura e o candidato da situação, por priorizarem projetos de infraestrutura e deixarem a população de lado. Ele contou que vai fazer com que escolas tenham professores e não faltem médicos em hospitais.

Índio contou que irá priorizar as estruturas municipais já existentes para que elas funcionem de fato. Ele defendeu uma nova matriz econômica moderna para a cidade, onde os jovens possam aprender sobre emprego e educação, por exemplo. Índio quer que os alunos da rede municipal aprendam a mexer com aplicativos. A tecnologia também foi citada por ele como uma forma de gestão. O candidato quer usar aplicativos, onde o cidadão pode fazer relatos, para traçar metas e ter noção de demandas e respostas do cidadão, como por exemplo, quanto tempo um paciente esperou por uma consulta, exame ou para receber remédios. Ele disse que a prefeitura precisar ser autoexplicativa.

O candidato disse acreditar que é atribuição do prefeito participar de tomadas de decisões, mesmo que a responsabilidade não seja municipal. Baseado nisso, ele afirmou que irá criar a Secretaria municipal de Segurança. Ele contou que não tem posição sobre o armamento ou não da guarda, mas que irá investir em tecnologia, como câmeras de alta resolução. Para ele o importante é qualificar a Guarda Municipal para que a atuação seja de polícia social, baseado em informação, inteligência, sempre baseado na tecnologia. Ele também pretende que essa nova secretaria possa qualificar as guardas dos municípios vizinhos.

Sobre a educação, o candidato contou que irá manter as bonificações, mas irá inverter o período do pagamento. Índio diz que a avaliação no final do curso é um erro. Para ele, a melhor forma é incentivar o aluno no início do ano letivo para estimular o aprendizado. Índio também alegou que as secretarias de Cultura, Assistência Social, Esporte e Lazer, e Trabalho irão atuar, prioritariamente, para os alunos de escolas municipais.

Ele disse que irá terminar as obras inacabadas da gestão Eduardo Paes. Candidato também contou que sua primeira lei que colocará para andar é a da transparência das Organizações Sociais. Ele alegou que atualmente essas contas não são transparentes.

Fonte: CBN 19/09/2016

Índio da Costa: ‘Vou usar o modelo do Uber para a saúde’

Índio da Costa: ‘Vou usar o modelo do Uber para a saúde’

Candidato do PSD promete enxugar secretarias da prefeitura para 7 ‘macrofunções’             

RIO – Disposto a reestruturar toda a administração pública, com o uso intensivo de tecnologia, Índio da Costa (PSD) diz que vai fazer o governo “dos sonhos da esquerda”, com participação direta do cidadão na sua gestão. Sustenta que chamará o usuário para definir as novas linhas de ônibus e se disse em dúvida sobre armar a Guarda Municipal.

Índio da Costa durante entrevista ao GLOBO - ANTONIO SCORZA / Agência O Globo
Índio da Costa durante entrevista ao GLOBO – ANTONIO SCORZA / Agência O Globo

O senhor tem feito críticas à prefeitura, ao PMDB no Rio e também à ex-presidente Dilma. Mas fez parte, como secretário, de governos do PMDB, e seu partido, o PSD, foi da base aliada de Dilma.

Eu fui a primeira pessoa a largar o mandato de deputado federal para lutar contra esse jogo do PT. Fui candidato a vice-presidente do Brasil numa chapa de oposição para fazer contraponto. Sabia que era muito difícil ganhar aquela eleição, mas para mim era muito importante mostrar as mazelas do PT. Tudo o que eu disse na campanha eleitoral está comprovado agora. Não tenho nenhuma dificuldade em fazer críticas ao PT. E aqui no Rio de Janeiro fui o primeiro político com mandato, deputado federal, a subir no carro de som em Copacabana para defender o impeachment. Em nenhum momento, escondi (essa posição) do Kassab, de nenhum membro do meu partido, nem do próprio governo. Não tenho nenhum cargo indicado no governo do PT.

O senhor concorre à prefeitura com a proposta de reorganizar as contas públicas. Como pretende ajustá-las e, ao mesmo tempo, melhorar os serviços e investir?

Antes de fazer qualquer investimento novo, a ideia é que as escolas tenham professores, que os hospitais tenham médicos, que as pessoas sejam atendidas com qualidade. Não estou prometendo a construção de nenhuma nova unidade enquanto as atuais não estiverem funcionando. Há um enorme gasto da prefeitura com empresas terceirizadas e com Organizações Sociais (OSs). Nas Organizações Sociais, acho que há um inchaço de custeio desnecessário. A primeira coisa é dar transparência a elas. Eventualmente, cabos eleitorais vão ter que ir embora, e se diminui o custo daquela Organização Social. Havia, em 2006, 111 categorias funcionais da prefeitura sem função ou até que já estavam extintas. Já não temos mais essas categorias em lugar nenhum; por exemplo, datilógrafo. Dá para fazer um trabalho especialíssimo na prefeitura nesse momento em que a crise é uma grande oportunidade para uma gestão eficiente. Essa gestão passa por você redesenhar o funcionamento da prefeitura. Com 18 mil pessoas na prefeitura sem função, basta você integrar essas funções em categorias mais amplas.

Mudar de função é legal?

Não é mudar de função. Eu apresentei uma PEC, e essa semana fui ao presidente Michel Temer entregar um documento no qual peço que ele me ajude a aprovar essa proposta de emenda constitucional em que você autoriza o concurso interno no poder público. Você vai pegar pessoas que entraram 20 anos atrás com primeiro grau e hoje em dia já têm faculdade, inclusive doutorado e mestrado, e você pode reaproveitá-las numa atividade melhor do poder público. O inchaço do poder público é diretamente proporcional a essa regra, em que você tem a estabilidade. Eu duvido que a Justiça vá questionar e dizer que uma medida austera de economia de gasto, em um momento em que tem uma crise alucinada no país, não pode acontecer.

O senhor falou em eficiência. Existe projeto para diminuir o número de secretarias?

Vou organizar a prefeitura em sete macrofunções. Elas reúnem funções, podem estar em secretarias ou não. Hoje são 67 unidades de primeiro escalão no governo Eduardo Paes, e eu vou trabalhar com sete, mas sem deixar de prestar nenhum serviço que é prestado. Vou criar uma secretaria de segurança pública. É uma questão gerencial. Essa é minha especialidade. Faço política há 25 anos, estou no meu quinto mandato. É uma maneira de você pensar integrado.

Nesse agrupamento em macrofunções, não se corre o risco de deixar algumas áreas em segundo plano?

Pelo contrário. Corre o risco de ser muito mais rápida a entrega daquilo que o cidadão demanda e precisa. Se você pegar a licença de obra, você tem que ter a participação das secretarias de Urbanismo, de Obras, Meio Ambiente, da Rio-Águas, Rioluz. Você tem que desburocratizar, redesenhar o plano de obras. Você tem que ir desburocratizando, assim atende muito melhor e com rapidez.

O senhor tem apostado na própria trajetória política ao longo da campanha. Mas vivemos um momento no qual a população está descrente dos políticos de modo geral. Como trabalhar esta ideia de politico experiente neste cenário?

Um político tradicional não seria relator da Lei da Ficha Limpa e não teria apresentado as dez medidas contra a corrupção em dezembro do ano passado, quando corria o risco de a Mesa Diretora, presidida por Eduardo Cunha, enterrar as dez medidas e ficar com uma só. Isso é absolutamente contra o sistema. Na minha opinião, a melhor forma de você mudar a política é dentro dela e não criticando-a. Foi por isso que entrei. Não sou filho de político, ou neto de político. Você não joga bola com um sujeito que não entenda de futebol. O que as pessoas estão querendo não é alguém de fora da política. O que estão querendo, na minha opinião, é alguém experiente, que tenha trajetória. Não sou um candidato fabricado, igual é o Pinóquio, o Pedro Paulo.

O senhor é a favor ou contra armar a Guarda Municipal?

A prefeitura, de acordo com a lei, pode fazer muito mais do que está sendo feito. Não existe nenhuma política pública que vá funcionar bem sem a segurança. A saúde tem dificuldade pela falta de segurança. A educação tem dificuldade. Basta rodar as escolas e ver quantas têm que interromper aula por conta do tiroteio. Armar a Guarda será uma consequência de requalificá-la, trabalhar com informação, tecnologia e inteligência, integrá-la à Polícia Civil e à Militar. Não sou técnico de segurança. O que vou fazer num primeiro momento é qualificar a Guarda, prepará-la.

Mas a tecnologia tem um custo. E a questão da receita?

É baratíssimo. A receita da prefeitura é enorme. Tem hoje um enorme desperdício de dinheiro público. O que o Eduardo está fazendo com as OSs é criminoso. O que se gasta com as Organizações Sociais é algo jamais visto, do ponto de vista do desperdício. Só ai você tem uma economia brutal.

Há obras ainda não concluídas na cidade. O senhor as terminará?

Claro. Vou concluir as obras que o Eduardo parou porque faltou dinheiro. Naquelas que ele fez, vou ter manutenção. Haverá total continuidade de tudo o que já foi feito. Reconheço, inclusive, que tem obras que são muito boas para a cidade, sobretudo o Porto Maravilha. Ao mesmo tempo, ele empurra a cidade na direção da Barra da Tijuca. Tem que tomar um pouco de cuidado. 40 mil pessoas a mais morando ao lado do Autódromo de Jacarepaguá; isso pode ser um tiro. Imagina o trânsito do jeito que já está, cheio de problemas. Tem que pensar isso de maneira mais ampla.

Qual a sua posição sobre o Uber?

Sou favorável à legalização. Vou usar, inclusive, o modelo do Uber para a saúde, a habitação, a segurança, o transporte. O usuário vai me dizer qual é a dificuldade que ele tem. Eu vou poder redesenhar com liberdade e autonomia, sem depender do empresário de ônibus. Eu vou redesenhar o modelo a partir da necessidade do usuário. Hoje a gente tem oportunidade de fazer, e eu vou fazer, o que as esquerdas sonharam para o Brasil e não conseguiram, que é um governo verdadeiramente participativo. Naquela época, a participação era de pequenos grupos e só quem era ligado à política participava.

Como seria este modelo?

Tem um programa que é chamado Doutor Já. O conceito foi inventado pelo Jeff Bezos, criador da Amazon. Esse sistema informatiza todo o processo. Então quando você vai agendar o médico, escolhe qual é o profissional, (analisa) a experiência dele, a especialidade, o currículo, o resultado que deu por cada uma das coisas. Ele atende atrasado? Você vai como o Uber, dando nota. A ideia é fazer um acompanhamento das etapas de cada serviço. O próprio usuário, o carioca, vai dizer: o médico nunca atende na hora, o outro nunca aparece para trabalhar, eu levo tantos meses para fazer os exames. Se você tiver três milhões de pessoas na cidade dando informação, tem uma tela gerencial enorme no gabinete do prefeito e do secretário de Saúde. Você vai descobrindo todos os buracos e problemas existentes para ir resolvendo.

Quanto custa esta proposta?

É de graça praticamente. Você tem o sistema feito, o Doutor Já, um sistema de atendimento. Em vez de ter a atendente, que custa caro, você troca pelo sistema informatizado. Vai ter algum custo? Tem, mas vai ser muito mais barato do que o hoje.

Em quanto tempo o senhor conseguiria implantar esse sistema?

Acredito que no primeiro ano de governo conseguiria implantá-lo.

Como solucionar esses nós no transporte da cidade?

Ouvindo as pessoas, entendendo as reais necessidades delas e repensando o uso do solo. Você aproximando o trabalho da casa, a casa do trabalho. Já é autorizado legalmente ter moradia no Centro da cidade; tem que induzir as pessoas a isso. E vice-versa: também levar atividades econômicas e emprego para pontos em que eles não existem.

E a reorganização das linhas de ônibus?

Vou fazer isso com o usuário. Quem entende a maior necessidade de transporte é o próprio usuário. Não é o empresário de ônibus, que está atrás do lucro, muito menos o político, que não é quem está usando o transporte.

Fonte: O Globo 19/09/2016

enttrevista

Índio da Costa promete melhorias na segurança da Saara

Índio da Costa promete melhorias na segurança da Saara

Indio diz que vai administrar  o Rio com competência e simplicidade          

O candidato do PSD à Prefeitura do Rio, Índio da Costa, esteve na Sociedade de Amigos das Adjacências da Rua da Alfândega (Saara), a maior área de comércio popular do Rio, esta sexta-feira (16). Foi o único compromisso público do político. Ele percorreu um trecho da Rua da Alfândela, entrou em lojas, cumprimentou eleitores e tirou fotos. Ele também conversou com clientes e vendedores, além de ouvir reclamações. Saneamento, acessibilidade e segurança são algumas das necessidades de quem trabalha ou faz compras nas ruas de comércio do Centro.

O candidato do PSD disse que, se for eleito, quer resolver de maneira rápida e barata todas as reclamações que ouviu na região da Saara.

“Você pode colocar câmeras com tecnologia para identificar as pessoas, e aí você contribuiu com a segurança. Colocar a Guarda Municipal para garantir a manutenção adequada. Fazer o nivelamento das calçadas e melhorar a drenagem. Adequar o local e a segurança para que as pessoas tenham a tranquilidade para fazer as suas compras. Isso está gerando emprego”

 

Fonte: site G1 16/09/2016