Tecnologia e informação no combate à violência

Tecnologia e informação no combate à violência

Uma rede de informações permanente pode ajudar a evitar barbáries que assolam o Rio de Janeiro

O confronto deste sábado entre policiais, bandidos e milicianos no Rio é o retrato do descontrole da segurança pública do governo do estado. A grave crise financeira – ao ponto de carros da polícia não saírem do pátio dos quartéis por falta de gasolina – estimula as ações de marginais. A queda do helicóptero que matou quatro militares, na Cidade de Deus (comunidade com UPP!), marca a disputa pelo controle daquela região. Sitiada, a população sofre as consequências desse descalabro.

Obviamente, a prefeitura não pode entrar na guerra contra o tráfico e a milícia. No entanto, tem a obrigação de contribuir com informações à polícia para as investigações e à Justiça. O objetivo é um só: pôr criminosos na cadeia e evitar a morte de inocentes. Durante toda a minha campanha a prefeito da cidade, eu já alertava e defendia a importância desta parceria.

Acredito na sensibilidade do prefeito eleito Marcelo Crivella no combate à violência. Tecnologia e a guarda municipal têm papel fundamental no processo. Afinal, somente a criação de uma rede de informações permanente pode ajudar a evitar barbáries que assolam o Rio de Janeiro. Apesar de necessário em determinados momentos, o confronto direto, com troca de tiros, é burro. Câmeras com reconhecimento facial, por exemplo, e uma gestão inteligente, podem ajudar e muito.

É triste ver policiais morrerem no exercício da função. Também é triste ver vítimas inocentes, trabalhadores honestos de comunidades carentes, chorarem por seus mortos. É triste sair de casa e não saber se vai voltar. Hoje, trafegar por vias expressas tornou-se um risco. Eu, você, os nossos filhos, ou qualquer um podemos ser alvos de arrastões, balas perdidas.

Não basta pôr apenas governantes corruptos na prisão. O Rio de Janeiro quer mais, quer paz. E o papel do estado e da prefeitura em trabalhar com parceria é a ponta de esperança de cariocas. Estamos todos no mesmo barco.

Foto:  Agência O Globo

“Não importa o problema…”

“Não importa o problema…”

O Rio precisa sim de um novo modelo de gestão pública            

Marquei a minha campanha para a Prefeitura do Rio com a defesa de aplicativos para que a população avalie os serviços públicos e interaja diretamente com os governos, na busca de soluções para o atendimento ruim.

A proposta tornou a campanha divertida, principalmente, quando no debate da TV Globo, eu me apresentei com uma estampa na camiseta: “Recicla Rio”, um projeto fantástico da irmã do Fernando Gabeira.

O jornal Extra fez a matéria: “Índio da Costa bate na tecla dos aplicativos e vira piada nas redes sociais”. Fez parte da matéria alguns “memes” e opiniões divulgadas pelo Twitter. Gostei mais do “Não importa o problema, a solução é fazer aplicativo”.  A deputada Clarissa Garotinho, no Twitter publicou: “Índio da Costa inventando aplicativos todo dia. Vai ser presidente da APPLE no Brasil” e Eva Poppins avisou: “Fale 3 vezes a palavra app e o Índio da Costa aparece no espelho”.

Pois é, hoje abro o jornal O Globo e encontro a matéria dos repórteres Roberto Maltchik e Marco Grillo, com a denúncia do abandono pelo governo federal do Índice Desempenho do Sistema Único de Saúde (IDSUS). Ele está criado para ser uma ferramenta de avaliação da qualidade de atendimento no SUS, mas como não agradou aos prefeitos, porque apresentou resultados ruins para o atendimento ao público, caiu no esquecimento.

Confesso a vocês que mesmo eu, defensor de serviços públicos sujeitos à avaliação, desconhecia o portal do IDSUS, tamanho o interesse do Ministério da Saúde em mantê-lo longe da população. Mas, ele está lá, ainda no ar e diante da reportagem do Roberto e Marco Grillo, certamente, o governo reativará o sistema.

Faz parte da matéria um artigo do Pesquisador do Centro de Tecnologia e Sociedade da Fundação Getúlio Vargas, na área do Direito. Eu compartilho o artigo com vocês destaco como chamada para ele, o trecho da abertura: “Se a chave do desempenho é a medição, como ilustra o caso do Idsus, não é apenas de eficiência que trata essa agenda. É também chavão conhecido que a luz do sol é o melhor desinfetante(…). Um governo digital pode estimular a revolução da transparência que há tanto tempo esperamos. Estamos falando de melhoras na eficiência do governo, na qualidade dos serviços, na produtividade e no ambiente de negócios”.

Desde a minha primeira conversa política com o Senador Marcelo Crivella, agora eleito Prefeito do Rio, destaquei a importância de ele dar espaço para a criação de ferramentas que permitam que o povo avalie a qualidade dos serviços públicos e participe diretamente da administração da cidade.

O Rio precisa sim de um novo modelo de gestão pública, porque o que tem está completamente superado.

 

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

‘Minha especialidade é fazer mais com menos’, diz Indio da Costa

Indio afirma que seu governo será transparente, com participação e simples              

Candidato a prefeito pela 1a vez, o deputado federal Indio da Costa, hoje no partido que ajudou a fundar, o PSD – mas que já foi do extinto PFL, do PTB e retornou ao PFL, que depois virou DEM –, critica a estrutura inchada da gestão Eduardo Paes. A mesma com a qual colaborou em 2013, como secretário municipal de Esportes. Em entrevista ao Metro Jornal, afirma que seu governo será transparente, com participação e simples, como as camisetas que usa em campanha.

Por que quer ser prefeito?

A cidade passa por um momento muito delicado, onde recebeu uma série de obras e tem várias outras em andamento, que pararam por falta de dinheiro. A Previdência, que quando saí da prefeitura em 2006 deixei com R$ 2,445 bilhões no caixa, agora está zerada. O Previ-Rio, a assistência do servidor, está negativo. Isso mostra um estado pré-falimentar. Uma dívida de R$ 24,7 bilhões, que reduzida por decisão judicial, não definitiva, foi para R$ 18,2 bilhões. Escolas do Amanhã que depois de 8 anos só tem quatro que funcionam e funcionam muito mal. Faltam médicos em muitos hospitais e você tem um modelo do PMDB de governar, que vai agregando partidos em troca de cargos públicos, que a prefeitura não vai aguentar. Tenho muito mais experiência que os outros candidatos e estou vendo eles fazerem promessas impossíveis. A prefeitura está assumindo tudo do Estado porque está em época de eleição. Quem vai pagar essa conta depois? Estão se comprometendo com um custeio que não tem fonte de receita. Ninguém está fazendo conta. Hoje, os royalties de petróleo não existem mais como existiam, o sonho dourado acabou.

No seu programa diz que vai usar a tecnologia. Como?

Durante cinco anos, gerei uma economia de R$ 300 milhões em uma secretaria municipal [de Administração, na gestão Cesar Maia]. Quase reduzi pela metade os cargos de comissão que eu tinha lá. Quero pegar essa experiência e levar para a prefeitura, mas com um pequena diferença que faz toda a diferença. A tecnologia que existe hoje pode suportar um governo verdadeiramente participativo, o que foi sempre uma promessa da esquerda, mas que nunca conseguiu cumprir por duas razões: interesse político e falta de tecnologia. Vou trabalhar direto com aplicativos para que as pessoas possam opinar em saúde, segurança, transporte. Se todo usuário de transporte der informação e opinar, ele me ajuda a reorganizar as linhas de ônibus. Ele que vai reorganizar esse desenho.

Se eleito, retrocederia a municipalização de alguns órgãos, como os hospitais?

Manteria os hospitais, mas com uma diferença, vou botar para funcionar. Se você for ao 11o andar do Albert Schweitzer, por exemplo, vai ver que não está funcionando. Nas Escolas do Amanhã também não tem nada funcionando, falta professor, falta mobiliário, não tem tempo integral, a aula acaba antes de meio-dia. E eles prometem fazer mais 300 escolas, 50 clínicas, mais seis parques iguais ao de Madureira. Quem paga essa conta? Quem mantém? Agora já começam a aparecer os esqueletos. O Parque Olímpico vai nos custar R$ 30 milhões por ano. Quantas crianças em creche eu teria com esse dinheiro?

Mas a Olimpíada já aconteceu. Como pretende usar esses equipamentos? 

Só o tempo vai definir, porque a prefeitura perdeu muito seu grau de transparência. Não vou negar o que está aí. Vou concluir as obras, usar os equipamentos e oferecer para a cidade. Mas dentro de um modelo que a prefeitura possa pagar. Entre pão e circo; e educação, segurança e saúde, prefiro deixar o pão e circo para a área privada.

O que vai fazer com eles? Tem um planejamento?

Não sei. Depende. O planejamento deles é mentiroso, porque não tem dinheiro. Eles já entregaram muita coisa à iniciativa privada, mas em um modelo oneroso para a prefeitura. Temos que fazer a conta e ser honestos com a população. O mito do governo grátis acabou com o Governo Federal. Prometeram, prometeram e quebraram o Brasil, que tem 11 milhões de desempregados e uma violência absurda nas ruas. Eu vou assumir a responsabilidade municipal da segurança pública, essa secretaria vai ter a Guarda Municipal e toda a estrutura necessária para pequenas intervenções. A violência se atrai por um ambiente degradado, então tem que melhorar esses ambientes, mas de maneira simples. Olha, algumas pessoas me perguntam até da camiseta que estou usando na campanha. Quero que as pessoas entendam a mensagem de que eu quero ser um prefeito simples. A camiseta passa a simplicidade que eu acho que a cidade precisa. As pirotecnias que estão prometendo não fecham conta nenhuma. O Eduardo fala que está tudo bem e do outro lado arrocha o carioca, aumentando o imposto. Vou cancelar tudo que foi ilegal em matéria de aumento de IPTU.

Em que ritmo vai concluir as atuais obras?

Depende do caixa da prefeitura. A minha especialidade é fazer mais com menos. Minha ideia é realocar essas pessoas onde tem uma terceirização desnecessária ou onde falta gente. Ao invés de prometer novas escolas, vou fazer funcionar as que já existem. A educação em tempo integral que eu trabalho tem um binômio: transporte e alimentação. Eles trabalham hoje com 7 horas e meia, eu queria 9 horas. Mas tem que ver como está a capacidade da prefeitura, para evitar que o custo seja alto, mas ao mesmo tempo atender. Você tem 20 e poucas Vilas Olímpicas, uma rede de teatros, cinemas, museus, equipamentos públicos e alguns privados que se pode fazer parceria, como os clubes de bairro. Tem um monte que deve uma fortuna de IPTU, então você pode fazer um acordo para os alunos terem alguma atividade depois da escola. Estamos pegando programas que já deram certo para trazer para o Rio.

Como gerir a saúde sem as OSs [Organizações Sociais]? Ou você vai usá-las?

Ninguém pode gerir sem as OSs nesse momento, sem um planejamento a médio e longo prazo. Do ponto de vista administrativo, posso abrir a participação da sociedade para cada etapa do programa de saúde, para as pessoas dizerem o que pode mudar, o que pode ser diferente. A ideia é ter aplicativos e a sociedade analisar e dar nota para tudo. A primeira coisa é publicar tudo no Diário Oficial para ver quem está lá dentro da OS. Vou mostrar todo mundo que está contratado, carga horária, função e salário. O conceito é transparência e maior participação.

É a favor de armar a Guarda Municipal? 

Depende, o tempo vai dizer. Um guarda com cassetete pode evitar muita coisa. Você imagina somado a isso câmeras de alta precisão, inteligência por trás dessas filmagens, um sistema de informação para trocar com as polícias Civil e Militar. Tem mais guarda municipal no Rio do que PM fora das UPPs. A prefeitura é uma força complementar de segurança extraordinária. Essa será a função da Secretaria de Segurança, somada às intervenções necessárias. Todo mundo reclama muito dos problemas de burocracia. Você quebra isso integrando setores, criando macrofunções. Eu vou ter sete.

Significa cortar secretarias?

Esquece as secretarias. Isso é uma visão do passado, orçamentária. Queremos uma visão gerencial. Eu vou ser radical nisso. Antes da Cultura, do Esporte, e secretaria de Trabalho e Renda atender qualquer política na cidade, primeiro vai atender ao aluno da escola pública, que verdadeiramente precisa desses trabalhos complementares.

Haverá corte de pessoal?

Hoje, o prefeito tem 67 órgãos de primeiro escalão. Nem o governo federal americano, chinês, russo tem esses órgãos. Isso não existe. Mas o Eduardo tem. As funções podem continuar, mas redesenhando o que está por trás. Ao invés de administrar por unidade orçamentária, passa a administrar por processo. Significa que os cabos eleitorais dos partidos políticos que estão lá gastando dinheiro sem prestar serviço para a gente vão para casa.

Fonte: Jornal Metro 21/09/2016

 

Indio da Costa debate saúde com jovens do Complexo do Alemão

Indio da Costa debate saúde com jovens do Complexo do Alemão

“A gestão e a transparência serão a marca do meu governo”         

O candidato a prefeito do Rio pelo PSD, deputado federal Indio da Costa, apresentou nesta segunda-feira, em Irajá, na Zona Norte, as principais propostas para a área da saúde a um grupo de jovens moradores do Complexo do Alemão. O encontro ocorreu na Praça Nossa Senhora da Apresentação. Indio contou ainda que convidará o médico Paulo Niemeyer Filho, diretor do Instituto Estadual do Cérebro, para comandar a Secretaria municipal da Saúde.

Quero transformar o usuário em fiscal. A tecnologia permite isso. Queremos ter um diagnóstico vivo dos problemas como o nosso primeiro passo
“Quero transformar o usuário em fiscal. A tecnologia permite isso. Queremos ter um diagnóstico vivo dos problemas como o nosso primeiro passo”

Na roda de conversa, Indio da Costa afirmou que implantará nos hospitais municipais do Rio, caso seja eleito, um sistema de avaliação do serviço por meio de um aplicativo. Segundo ele, o objetivo é estender a ideia para outros setores da prefeitura, como segurança pública, transporte, gestão e educação.

– Quero transformar o usuário em fiscal. A tecnologia permite isso. Queremos ter um diagnóstico vivo dos problemas como o nosso primeiro passo. Ao invés de propor construir coisas novas, quero pôr para funcionar os hospitais, as escolas, os serviços da cidade – afirmou candidato.

Indio da Costa ouviu reclamações dos jovens em relação aos hospitais, postos de saúde, clínicas da família e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Entre os problemas apontados, estão a falta de médicos e medicamentos e superlotação. O candidato se comprometeu a priorizar a transparência em contratos com fornecedores e com as Organizações Sociais (OS).

– Vou publicar no Diário Oficial a relação com os nomes dos médicos, os horários dos plantões e os salários. A gestão e a transparência serão a marca do meu governo – ressaltou Indio.

O parlamentar também criticou a atual administração municipal:

– O que o Paes fez foi asfixiar a prefeitura para os próximos anos, antecipando receitas e acabando com reservas da Previdência Social. O que vai precisar é de um gestor para acabar com o desperdício e avançar com a qualidade da prestação de serviços. Tenho vários projetos, mas não vou prometer na campanha eleitoral, se tenho certeza de que não vou ter esse dinheiro – disse.