O sonho da simplificação

O sonho da simplificação

Desburocratizar o licenciamento de obras não é afrouxar a fiscalização            

Há duas semanas, em um almoço com representantes do setor produtivo da construção civil e da arquitetura do Rio de Janeiro, disse a eles que a gente pretende acabar com a burocracia no processo de licenciamento de obras. Nesta semana foi dado mais um passo nesta direção. Foi realizado, no meu gabinete, o primeiro de uma série de encontros da equipe técnica de diversos órgãos da prefeitura para estabelecer processos simples e regras claras de licenciamento.

Estiveram na reunião representantes da Fundação Parques e Jardins, Companhia de Engenharia de Tráfego (CET-Rio), Rio-Águas, Secretaria de Conservação e Meio Ambiente, Fundação Instituto de Geotécnica (Geo-Rio), Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH), Empresa Municipal de Informática (IPLANRIO) e Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (SINDUSCON-RIO).

O prefeito Marcelo Crivella, por sugestão minha, decidiu centralizar todo o licenciamento na Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação. Nossa ideia é utilizar no Rio o modelo do processo de licenciamento que já funciona em Belo Horizonte, que é a favor do mercado e da desburocratização. Por isso, pedi para que a executiva do SINDUSCON-MG, Branca Macahubas Cheib, ex-secretária na área de Planejamento Urbano em Belo Horizonte, compartilhasse sua experiência durante a reunião.

Branca foi responsável por implantar na capital mineira o programa Alvará na Hora, que ampliou e modernizou o conceito de licenciamento de edificações por tornar mais ágil a emissão do alvará de construção, além de incrementar a atividade de construção civil. A licença para construir passou a ser emitida em até sete dias. Sem o programa, o tempo médio para a emissão do documento era de 130 dias.

Já estamos simplificando os processos de licenciamento na secretaria. Começamos o processo de comunicação eletrônica com as pessoas da contrapartida. O que antes levava 40 dias, agora é resolvido em 24 horas e a pessoa nem precisa ir à prefeitura, já que a resposta vai por whatsapp.

A utilização de comunicação por meio virtual proporcionará não só a maior eficiência em geral, como a economia de papel, tarifas postais e de recursos humanos. Unido a isso, os contribuintes terão maior acesso à informação, economizarão tempo e esforço. A ideia é estabelecer procedimentos únicos para processos similares

Desburocratizar o licenciamento de obras não é afrouxar a fiscalização, mas diminuir o custo da burocracia e acelerar a arrecadação da prefeitura. Este é um segmento importantíssimo para a geração de empregos e impostos. Vamos destravar a economia do Rio de Janeiro por meio da construção civil.

Porque o Rio deve seguir o exemplo de Cingapura

Porque o Rio deve seguir o exemplo de Cingapura

É por isso que estamos implantando um plano de projetos para o futuro que interesse ao Rio de Janeiro            

A entrevista com o arquiteto Liu Thai Ker, publicada nesta semana, no Estadão, apresenta ideias que coincidem com o que eu penso para o Rio de Janeiro. Liu, de 79 anos, nasceu em Muar, na Malásia, obteve sua formação acadêmica em universidades da Austrália e Estados Unidos, e conquistou diversos prêmios internacionais de arquitetura e urbanismo. Ele foi responsável pelo projeto urbano que transformou Cingapura em referência internacional de sustentabilidade, e defende que o segredo para cidades agradáveis está em moradia, meio ambiente e oportunidades iguais para todos.

Os problemas encontrados por Liu Thai Ker em Cingapura eram parecidos com o que enfrentamos no Rio de Janeiro: desigualdade social, falta de planejamento urbano e baixo nível educacional. A solução foi um programa habitacional massivo, mas planejado sob a ótica do urbanismo. “As melhores cidades são aquelas que funcionam. Além da questão da moradia, elas precisam resolver questões de mobilidade, que passam pelo conceito de oferecer opções de trabalho mais próximas dessas moradias. Morar em uma cidade preocupada com o meio ambiente é outra forma de se conservar a beleza. De diferentes maneiras, as pessoas querem se sentir parte da cidade”.

Concordo com ele. É por isso que estamos implantando um plano de projetos para o futuro que interesse ao Rio de Janeiro. Nosso primeiro passo foi juntar as pastas de urbanismo, infraestrutura e habitação na mesma secretaria.

Priorizamos o urbanismo em relação a obras e habitação. Ou seja, primeiro vem o planejamento, depois a execução. O que o Rio fazia era exatamente o contrário. Muitos condomínios do “Minha Casa Minha Vida”, do Governo Federal, foram construídos em áreas que não têm transporte, infraestrutura, escola e posto de saúde.

É fundamental criar alternativas de geração de empregos para evitar que as regiões mais distantes do centro se tornem meros “dormitórios” e, assim, minimizar o impacto no sistema de transportes e no trânsito.

De fato, “as pessoas querem se sentir parte da cidade”. É por acreditar nisso que a legalização das propriedades em situação irregular, com o cuidado de não estimular novas invasões ou irregularidades, é de especial interesse desta secretaria. Inclusive, em três meses, já entregamos títulos a moradores de Fernão Cardim, Rocinha e Marechal Hermes.

A prudência e os cuidados necessários não estão em conflito com a velocidade de atuação pública e com o olhar atento aos conceitos do urbanismo.

Crédito imagem: Tiago Dantas, O Globo.

Urbanismo no DNA

Urbanismo no DNA

Expliquei que a gente não quer desburocratizar, sim acabar com a burocracia.  

Não sou urbanista de formação, mas tenho o DNA. Como filho de arquiteto, desde pequeno acompanhei os desafios da profissão. Lembro que uma das dificuldades mais constantes do meu pai – Luiz Eduardo Indio da Costa – era relacionada à demora no licenciamento. Em cada projeto, cada construção, a emissão da licença era um processo burocrático, o que significava obra paralisada até que a documentação saísse.

O prefeito Marcello Crivella brincou hoje sobre isso. “Diante de tanta dificuldade em ver seus projetos e desenhos regularizados pela prefeitura, o arquiteto Indio da Costa pensou: ‘Eu não vou dar um arquiteto para o Rio, vou dar um secretário de urbanismo’. Mais não se podia fazer pelo setor construtivo desta cidade. O Indio traz no DNA as angústias, as frustrações e os pesadelos que seu pai enfrentou para conseguir construir”.

É verdade. Por isso foi simbólico ver o meu pai hoje no almoço com representantes do setor produtivo da construção civil e da arquitetura no Rio de Janeiro. Ao lado do prefeito, ouvi as demandas apresentadas pela Associação de Dirigentes de Empresas de Mercado Imobiliário (ADEMI-RJ), pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (SINDUSCON-RIO) e pela Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (ASBEA). Os problemas são os mesmos que meu pai encontrava.

Eles nos falaram sobre as dificuldades causadas pela crise econômica e alertaram para a necessidade de estímulo no setor aqui no Rio de Janeiro, pois muitos empreendedores já estão pensando em investir em São Paulo. O principal pedido é que seja acelerado o processo de licenciamento de obras de construção, modificação e legalização das edificações.

Expliquei que a gente não quer desburocratizar, sim acabar com a burocracia. Já estamos simplificando os processos de licenciamento na secretaria. Começamos o processo de comunicação eletrônica com as pessoas da contrapartida. O que antes levava 40 dias, agora é resolvido em 24 horas e a pessoa nem precisa ir à prefeitura, já que a resposta vai por whatsapp. A prefeitura acelera arrecadação e diminui o custo da burocracia.

A ideia é que os servidores do urbanismo ajudem o setor da construção civil no processo, não na autorização para o começo das obras. Vamos pegar um modelo existente que funciona, a favor do mercado e da desburocratização. Começamos uma série de reuniões com a executiva do Sinduscon-MG, Branca Macahubas Cheib, ex-secretária na área de Planejamento Urbano em Belo Horizonte, onde o alvará de construção é emitido em até sete dias – antes levava em tempo médio 130 dias.

O objetivo é tornar o Rio um dos mercados imobiliários mais atrativos do Brasil. Acelerar a retomada das atividades do setor gerará maior arrecadação para a prefeitura e emprego e renda para a cidade.

Legitimação como instrumento de integração social

Legitimação como instrumento de integração social

“Tenho um filho e hoje posso dizer que ele é o herdeiro, que tenho um patrimônio para passar”            

Paraibana criada em Pernambuco, Dona Severina Maria da Silva veio arriscar a vida no Rio de Janeiro aos 22 anos. Comprou em 1986 a casa em que vive até hoje com o filho no bairro Barcelos, na Rocinha. O imóvel nunca foi registrado e só permaneceu com ela porque os filhos do antigo dono reconheceram o valor de um documento assinado à mão pelo pai no momento da venda. O papel não tem carimbo e nunca foi registrado em cartório, ou seja, não tem valor legal.

Mas agora é diferente. Fiz nesta semana, com o prefeito Crivella, a entrega de 147 títulos de legitimação de posse para 147 moradores do bairro Barcelos, e a Dona Severina foi uma das beneficiadas. Hoje ela é legalmente dona de sua casa, tem em mãos um documento que lhe dá essa garantia. O que isso significa? Segurança.

“Tenho um filho e hoje posso dizer que ele é o herdeiro, que tenho um patrimônio para passar”, comemorou Dona Severina, que hoje tem 61 anos.

Esta é só uma das vantagens. Sem o título, as pessoas não podem vender suas casas e, se quiserem, fazem ilegalmente, muitas vezes dependendo da autorização da milícia ou do tráfico. Com a legalização, seu imóvel valoriza e você tem garantias, inclusive para conseguir um empréstimo para abrir um negócio próprio.

É um orgulho poder dar este tipo de alegria para pessoas batalhadoras como a Dona Severina. Fiquei feliz ao saber também que seu filho Carlos Antônio está cursando administração. Poder ajudar pessoas tão simples e honestas é inspirador, algo que sempre motivou meu trabalho.

A Rocinha foi onde fiz meu primeiro ato da campanha eleitoral de 2016. Falei na época da diferença que existe entre a comunidade e o bairro de São Conrado. Não faz sentido pessoas de um lado viverem na formalidade e do outro na total informalidade, um grupo ter acesso a serviços de qualidade e outro não.

O primeiro passo para mudar este quadro é a entrega dos títulos de propriedade. Vamos fazer um amplo programa de titulação de terras. A reunião que tive com a Secretaria de Patrimônio da União e com o Ministério das Cidades foi um avanço nessa direção. A ideia é simplificar a entrega de títulos através da Medida Provisória 759, que facilita a regularização fundiária. Em vez de levar 15 ou 20 anos, entregaremos em menos de um ano a garantia de propriedade para cada morador. Este é o melhor caminho para gerar segurança nas pessoas e integrar uma cidade que infelizmente foi construída de forma tão dividida.

Regularizar imóveis é preciso e necessário

Regularizar imóveis é preciso e necessário

Ao lado do prefeito Marcelo Crivella, encontrei pessoas excepcionais, dispostas a fazer de Fernão Cardim um lugar melhor            

“Há 19 anos, não vejo um prefeito por aqui. Hoje, tenho certeza que demos um passo importante. O título de propriedade é uma garantia importante para todos nós, moradores. Moro aqui há 42 anos e, agora, estou esperançosa de que muitas coisas vão acontecer. Somos uma comunidade pequena, mas com muitos idosos e crianças. Espero muitos projetos esportivos e de lazer, além de um novo olhar para a nossa creche”.

O depoimento de Ana Claudia Faria, moradora da comunidade Fernão Cardim, no Engenho de Dentro, resume o sentimento das famílias que vivem no local. Entregamos nesta sexta-feira, no local, 619 títulos de propriedade.

Estão previstas novas entregas na Rocinha e em Marechal Hermes ainda neste mês. O desafio é enorme, mas montamos uma estrutura na Secretaria municipal de Urbanismo Infraestrutura e Habitação para que a titulação seja permanente e veloz. Graças à nova Medida Provisória 759, do governo federal, será possível legalizar em até 60 dias essas moradias, que antes demoravam cinco anos.

Ao lado do prefeito Marcelo Crivella, encontrei pessoas excepcionais, dispostas a fazer de Fernão Cardim um lugar melhor. E tenho certeza que será. Com seus títulos em mãos, os moradores irão valorizar ainda mais a comunidade, zelar pelas ruas, pelos equipamentos, praças e quadras.
Reforma das Escolas

eventodiretoresA convite das secretarias municipais de Saúde e Educação, Esportes e Lazer, também fui ao encontro de 1.500 diretores escolares que se mobilizaram para o combate ao mosquito Aedes aegypti, no Centro de Convenções do Sulamérica. Demos o pontapé inicial para a campanha “Aqui mosquito não se cria”. Os professores têm papel importante no diálogo e na mobilização das crianças, jovens e famílias.

Não poderia ter ficado mais feliz com a recepção que recebi, pois sempre defendi que a educação deve ser prioridade. Por isso, fiz uma lista de escolas junto com o secretário municipal de Educação, César Benjamin, que precisam fazer manutenção urgentemente. Durante a campanha eleitoral, estive em alguns colégios e constatei a precariedade das unidades. Vamos priorizar as reformas!

O direito à casa própria

O direito à casa própria

O Minha Casa Minha Vida é um programa importante e necessário.            

Amanhã, estarei em Santa Cruz para entregar as chaves de 300 apartamentos construídos pelo programa Minha Casa Minha Vida. O prefeito Marcelo Crivella estará presente. Ele tornou possível a entrega, a primeira de uma série que só começa.

E hoje, passei a manhã toda reunido com a minha equipe e representantes do Ministério das Cidades para criar meios de legalizar as propriedades que não têm titularidade há anos. Conversamos, principalmente, sobre a Medida Provisória 759. O projeto abrange iniciativas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais para desburocratizar a regularização de assentamentos irregulares e à titulação de seus ocupantes.

Na próxima sexta-feira, vamos distribuir 619 títulos de propriedades de unidades habitacionais no bairro Fernão Cardin, em Engenho de Dentro, na Zona Norte. A iniciativa é uma promessa feita por mim durante a minha campanha para prefeito do Rio de Janeiro.

Fico mais feliz ainda ao saber que moradores do Residencial Haroldo de Andrade, em Barros Filho, na Zona Norte, também do Minha Casa Minha Vida, terão suas residências de volta. Em 2014, sob a mira de um fuzil, uma dona de casa, o marido e o filho dela foram obrigados a deixar o local após serem expulsos por traficantes da região. O que é inadmissível! O drama, que atingiu outras 80 famílias, foi revelado pelo jornal Extra. Todas foram realocadas em outros imóveis pelo estado.

Desde setembro de 2015, uma lei federal possibilita que moradores expulsos de suas residências por bandidos possam receber novos imóveis do Minha Casa Minha Vida. Cinco criminosos já foram presos acusados de tomar a casa do beneficiário do programa. Um passo importante do governo federal e da polícia para evitar este tipo de transtorno que é cada vez mais comum no Rio. Investigação e policiamento ostensivo nesses locais são fundamentais.

O Minha Casa Minha Vida é um programa importante e necessário. Tanto é que o governo estuda a possibilidade de oferecer crédito especial aos mutuários para transformá-los em microempreendedores individuais. E mais: para 2017, haverá novas regras. Uma delas é que famílias com renda mensal de até R$ 9 mil poderão ter a chance de adquirir um imóvel com juros mais baixos. Toda essa transformação não pode ser atrapalhada pela violência.

 

?Luz no fim do túnel

?Luz no fim do túnel

300 chefes de família terão a oportunidade de montar o seu próprio negócio            

Uma ótima notícia foi publicada nesta terça-feira pelo jornal O Globo. É provável que o governo ofereça, em breve, crédito especial aos mutuários do programa Minha Casa Minha Vida. A ideia é transformar os beneficiários mais pobres em microempreendedores individuais. Trata-se de um verdadeiro gol de placa! O país vive tempos sombrios de desemprego elevado e está afundado numa recessão sem precedentes. A iniciativa traria de volta a esperança de milhares de pais de família.

A parceria entre a Caixa Econômica Federal e o Sebrae será simples: o banco indicará a atividade das pessoas enquadradas no perfil e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas desenvolverá o lado empreendedor do mutuário. Segundo a reportagem, os financiamentos podem ser voltados não apenas para investimentos, mas poderão ser usados também para capital de giro desses pequenos negócios informais.

Governo e trabalhador sairão ganhando. Para participar do processo, o beneficiário terá de ter o financiamento em dia do seu imóvel. Consequentemente, os índices de inadimplência do programa devem diminuir. A principal discussão na equipe econômica é sobre qual será a taxa de juros e outros parâmetros dos empréstimos. Hoje, o programa de microcrédito produtivo da Caixa chega a R$ 15 mil. O empréstimo depende de análise.

A discussão, porém, é mais profunda. A possibilidade de um trabalhador sair de mercado informal é real. Aquecer a economia é fundamental. É necessário que a onda de desemprego perca força. O brasileiro não aguenta mais ficar com a corda no pescoço e qualquer incentivo deste porte, claro, é bem-vindo. Precisamos incentivar o empreendedorismo!

Nas próximas semanas, o prefeito Marcelo Crivella e eu vamos entregar 300 imóveis do Minha Casa Minha Vida, em Santa Cruz, na Zona Oeste. Será a primeira entrega de moradias da nova gestão da Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação. Imagine, então, 300 chefes de família tendo a oportunidade de montar o seu próprio negócio? Sem contar com a possibilidade de fomentar a economia numa regão tão pobre…

Crédito imagem: Márcio Alves/ O Globo

Conselho de Planejamento Urbano do Rio quer investir em iniciativa privada para as zonas Norte e Oeste

Conselho de Planejamento Urbano do Rio quer investir em iniciativa privada para as zonas Norte e Oeste

Indio disse que novo Conselho vai pensar novas operações e formas de melhorar a cidade

Os integrantes do Conselho Municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro (COPUR) tomaram posse, nesta segunda-feira (16), no Palácio da Cidade, sede da prefeitura, na Zona Sul. De acordo com o secretário de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, Indio da Costa, o Conselho tem como objetivo pensar novas operações e formas de melhorar a cidade, com a participação da iniciativa privada.

Para Indio da Costa, as zonas Norte e Oeste da cidade serão os principais focos desse novo Conselho para direcionar as parcerias público-privadas.

“A intenção de a gente atender as necessidades da Zona Norte e da Zona Oeste, que acabam esquecidas. Bangu, Realengo, Padre Miguel, e toda área da Leopoldina e Zona Norte que acabam não tendo tanta atenção do poder público como deveria. A nossa intenção é pensar a cidade como um todo, sobretudo nas áreas que tem menos investimentos, como a gente vai atrair investimento privado pra essas regiões da cidade”, disse o secretário.

O Conselho tem duração de dois anos, não é remunerado e seus membros não trabalham direto para a Prefeitura, de acordo com Indio da Costa. O presidente do COPUR, Augusto Ivan de Freitas Pinheiro, afirmou que o investimento na infraestrutura de transportes, tendo o trem como ponto de partida os trens, será um dos principais pontos para ser discutido pelo Conselho.

“É pensar essas duas áreas como as áreas de maior concentração de pessoas da cidade, são as áreas que mais crescem, são as áreas que têm uma infraestrutura de transportes razoavelmente boa, múltipla, trem, metrô, ônibus, e ver como é que a gente pode melhorar ainda mais essa situação e usar como eixo principal o trem. Ter o trem como grande parceiro e como um motor de desenvolvimento dessa área”, afirmou Augusto.

A reformulação das áreas por onde passam os trens também foi um dos pontos citado pelo presidente do COPUR.

“Hoje, o trem transporta pessoas, mas não ajuda as áreas por onde ele passa. Melhorar a questão do comércio, trazer novas atividades de emprego (…). A própria estação do trem pode se transformar em troca de recurso financeiro. A prefeitura pode usar essa região, que hoje é uma área que não paga IPTU, e transformar aquilo em uma área, em parte, ocupada”, explicou Augusto.

Fonte: G1 Rio

Foto: Fernanda Rouvenat / G1

Urbanismo virá sempre antes da obra, diz secretário Indio da Costa

Urbanismo virá sempre antes da obra, diz secretário Indio da Costa

Secretário expôs principais diretrizes de seu trabalho, que inclui até prevenir crimes           

Em seus primeiros dias à frente da Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, o secretário Índio da Costa admite que ainda está em processo de montagem de sua equipe, mas declara já ter as diretrizes básicas a serem seguidas: pensar a cidade a partir da perspectiva urbanística, avançar na regularização fundiária e integrar todos os projetos da secretaria à prevenção de crimes.

“Em três períodos, o último no governo [Luiz Paulo] Conde, a cidade era pensada a partir do urbanismo, antes de iniciar as obras. O Rio Cidade, por exemplo, retomou espaços que estavam entregues à desordem, graças a essa ideia de elaborar o projeto a partir dos aspectos urbanísticos. Nos mandatos do Eduardo [Paes], quase tudo do que foi feito havia sido pensado antes, alguns projetos eram da época do [Carlos] Lacerda”, afirmou Índio, em conversa com jornalistas na sexta-feira (13).

Segundo o secretário, esse foco no urbanismo poderia ter sido empregado no aumento do número de moradias na Zona Oeste, principalmente graças ao programa Minha Casa Minha Vida, criando alternativas de geração de empregos para evitar que a região se tornasse um mero “dormitório” e minimizar o impacto no sistema de transportes e no trânsito.

Índio da Costa disse que as obras realizadas pela prefeitura deverão ser pensadas também sob o conceito de arquitetura preventiva do crime. “A segurança do equipamento a ser construído deve ser pensada já na fase de projeto, que vai orientar a segurança a ser oferecida depois de construído. Um bom exemplo recente é o Maracanã, que antes demandava muitos homens para vigilância, devido aos muros baixos e ao grande número de acessos ao estádio. Isso mudou com a última reforma, facilitando o planejamento da segurança”, afirmou.

Promessa de menos burocracia e mais títulos de propriedade

A união de três secretarias – Obras, Habitação e Urbanismo – visa também o avanço na regularização fundiária, aproveitando a Medida Provisória publicada pelo governo federal no fim de dezembro. O secretário lembrou que cerca de 20% da população da cidade vive em comunidades, sem a propriedade do terreno.

“Vamos ter uma área na secretaria dedicada a essa questão, comandada por uma procuradora do município que se dedica ao tema. Vamos começar os estudos pelo Morro da Providência, a primeira favela da cidade, depois seguiremos para Mangueira, Salgueiro, Dendê, Serrinha, Alemão, Batam e Jacarezinho, entre outras comunidades”.

Outra meta da nova secretaria é reduzir a burocracia existente hoje para legalizar construções na cidade. Hoje é um processo que leva mais de um ano, o que certamente contribui para as invasões. “Não faz sentido levar tanto tempo para decidir se o sujeito pode ou não construir. Com a demora, a invasão e a irregularidade se consolidam e fica mais difícil desfazer depois”, disse Índio.

Conclusão do BRT Transbrasil

O secretário também não soube dizer quantas obras estão paralisadas atualmente no Rio. “Prefiro fazer essa conta direito e só depois dar essa informação”, justificou-se – e falou sobre a conclusão do corredor de BRT Transbrasil, cujas obras foram suspensas em julho de 2016, para a realização da Olimpíada, e deveriam ter sido retomadas em setembro. Segundo Índio, a orientação do prefeito Marcelo Crivella é para que a obra seja concluída.

“Em 60 dias saberemos como retomar as obras da Transbrasil. Hoje, 47% já foram executados e 53% do valor previsto no contrato já foi pago. Vamos nos reunir com o consórcio responsável pelo trabalho para que o corredor seja finalizado e entregue, até o início de março saberemos que caminho seguir”, afirmou Índio da Costa, que não soube dizer qual é a extensão da Transbrasil prevista no projeto: “Não sei se vai até o Caju ou até a Central do Brasil, preciso me informar sobre isso”.

Ainda sobre a Avenida Brasil, o secretário declarou que há intenção de revitalizar o entorno da via, possivelmente por meio de Parceria Público-Privada (PPP), para oferecer moradias de qualidade. Uma solução que pode ser adotada é a de lançar Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepac) para a área.

Fonte: G1 Rio

Foto: Alessandro Ferreira/G1

Sonhei!

Sonhei!

Há bastante trabalho a realizar. Vou a ele com muita disposição para recuperar o Rio para as pessoas.            

Qual é o meu sonho? Humanizar o Rio de Janeiro! Torná-lo um espaço que não oprima as pessoas nem dificulte a vida delas. Eu sonho com uma cidade em que todas as pessoas, indistintamente, se sintam bem nela. Será esse um sonho sem possibilidade de ser real?

Para realizar esse sonho, fui candidato a prefeito. Não venci, mas segui a orientação do craque urbanista Jaime Lerner. Ele sempre lembra que, quando a gente não realiza um sonho, não precisa se frustrar. Basta se dedicar a ele com profundidade, porque um dia ele volta e cutuca a gente. Esse momento, será a nossa segunda chance.

No domingo, eu assumirei a Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, a convite do prefeito Marcelo Crivella. Nós nos enfrentamos no primeiro turno da campanha, com propostas parecidas. Eu gostaria de ter vencido, é evidente.

No segundo turno, contudo, percebi o meu sonho me cutucar e eu não poderia perder a chance. Então, dediquei-me à campanha de Crivella, porque vi, entre as propostas, a dele como a mais próxima do meu sonho: ter uma administração que pense nas pessoas e cuide para que elas tenham qualidade de vida. Faça com que todos nós que vivemos o Rio de Janeiro tenhamos paz e não o sentimento de opressão e medo.

O compromisso do prefeito está claro e sempre foi o meu: mudar a realidade ruim que há no Rio de Janeiro, uma cidade em colapso. Para mudar realidades ruins, é preciso vontade política e visão solidária. É preciso também usar a estratégia para fazer de cada problema uma solução. Os problemas da cidade afetam todas as pessoas, indistintamente.

No Urbanismo, a prefeitura esqueceu as normas técnicas e até mesmo éticas. O setor virou um balcão que cria exigências sem pé nem cabeça, burocracias e taxas absurdas. Seria obrigação do urbanismo estimular a integração da questão urbana à beleza natural e às virtudes do povo. Se há uma área na prefeitura com responsabilidade absoluta, mas nunca solitária, ela é o Urbanismo.

Na Infraestrutura, tenho o dever de implantar um conceito novo. A cidade passou por uma grande cirurgia e não tem como nem razão para fazer outras. É hora de entrar com a acupuntura, pequenas intervenções que para ter escolas, unidades de saúde e todos os órgãos públicos com ambientes agradáveis e funcionais. As ruas, praças e, principalmente, calçadas, com estruturas decentes.

Na Habitação, é preciso inserir o conceito de residência, de lar. Não é suficiente construir. É preciso conservar e integrar o ambiente. Tentar aproximar lar, trabalho e mobilidade. Na habitação será essencial também ter um projeto para segurança dos conjuntos habitacionais.

Enfim, há bastante trabalho a realizar. Vou a ele com muita disposição para recuperar o Rio para as pessoas.

Crédito da foto: Reprodução/Internet